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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Portugal 4 Chipre 0 - Dever cumprido

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No passado dia 3 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere cipriota por quatro bolas sem resposta, num jogo particular no Estádio António Coimbra da Mota.

 

Conforme tinha previsto na crónica anterior, acompanhei a maior parte do jogo via rádio. Só vi alguns minutos da primeira parte na televisão, quando fui rapidamente tomar um café. Não sendo este um jogo muito apelativo, nem sequer prestei muita atenção ao relato – ainda que este tenha estado ao nível a que Nuno Matos nos habituou.

 

Por exemplo, aquando do primeiro golo, aos três minutos, estava a conversar com a minha irmã sobre o desgaste provocado pela Taça das Confederações, se os jogadores teriam tempo para recuperar antes do início da época seguinte. Ela, sportinguista, estava particularmente preocupada com os “seus” jogadores, pois o clube leonino terá de ir aos playoffs de acesso à Champions.

 

Um aparte: aqui para nós, que ninguém nos ouve, os problemas que os clubes poderão ter por causa desta competição estão no fundo da minha lista de preocupações neste momento (muito abaixo, por exemplo, dos utilizadores de GPS aldrabado com quem tenho de competir pelos ginásios em Pokémon Go). Não me peçam para ter pena dos clubes quando, muitas vezes, estes agem como se fizessem um grande favor ao deixar os seus jogadores vir às respetivas seleções (como aconteceu, por exemplo, há cerca de ano e meio). Desde que não vá contra a vontade dos jogadores – na verdade, acho que são eles mesmo a fazer questão de vestir a Camisola das Quinas, independentemente do seu momento de forma – os clubes têm é de aceitar.

 

É claro que não disse nada disto à minha irmãzinha. Ainda me habilitava…

 

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Deixando de lado a minha embirração com os clubes (eu bem vos digo, uma miúda não é de ferro…), acredito que, apesar de tudo, Fernando Santos e o departamento médico da Equipa de Todos Nós terão o desgaste dos jogadores em conta. Um dos motivos, aliás, pelos quais o Europeu teve um final feliz para o nosso lado foi a rotação dos jogadores. Em parte por tentativa e erro (na fase de grupos), em parte por lesões. Tenho a certeza de que os responsáveis pela Seleção voltarão a gerir os esforços dos jogadores da maneira adequada durante a Taça das Confederações.

 

Regressemos ao jogo com o Chipre. O primeiro golo da partida foi marcado, então, por João Moutinho, de livre direto. O segundo golo, os quarenta e dois minutos, seria quase um copy/paste deste. Estão todos, naturalmente, à espera da reação de Ronaldo – à espera que os colegas da Seleção se metam com ele.

 

Para ser honesta, não me parece que o Capitão se rale por aí além. Pode ser, até, que fique satisfeito. Afinal de contas, foi o próprio Ronaldo a dizer que Moutinho batia bem.

 

  

Pelo meio, houve tempo para Fernando Santos deliciar o público do Coimbra da Mota com um toque de calcanhar a uma bola saída da linha. Graças a Deus que isso aconteceu quando eu estava no café, a ver o jogo na televisão. Reparei também que, apesar da habilidade, o mister estava com cara de poucos amigos. Não estava a gostar do jogo.

 

Até tinha motivos para isso. Portugal dominava, mas com pouca intensidade e de forma estranhamente desconjuntada, em certos momentos. Sejamos sinceros, o Chipre está longe de ser um adversário estimulante e, naquela tarde, pouca luta deu. O vento também não terá ajudado.

 

Por sua vez, Eliseu ia-se destacando com uma ou outra iniciativa – sempre que ele arrancava, Nuno Matos dizia que ele ia “de lambreta”, claro – mas nem André Silva nem Bernardo Silva foram capazes de aproveitar as oportunidades.

 

Com a segunda parte, veio um meio-campo novo: William, Adrien, André Gomes, Gelson Martins e, mais tarde, Pizzi. Gelson, como já vai sendo hábito, foi suficiente para aumentar a velocidade da Seleção. Sem desprezar o papel de Pizzi, que marcou meros três minutos após entrar em campo – numa jogada iniciada por um arranque de Gelson, com assistência de André Silva.

 

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Gostava de assinalar o facto de este golo ser produto da colaboração de um jogador de cada clube grande português. Mais uma prova de que, na Equipa de Todos Nós, não há espaço para mesquinhezes clubísticas.

 

Não pude acompanhar o quarto golo via rádio porque a minha mãe escolheu aquele preciso momento para me telefonar. O telemóvel estava ligado ao bluetooth do carro, logo, a chamada interrompeu a emissão de rádio. Mães…

 

Em todo o caso, este quarto golo foi assinado por André Silva, que cabeceou após uma primorosa assistência por parte de André Gomes.

 

Não há muito mais a dizer sobre este jogo. Portugal cumpriu o seu dever. Vários jogadores mostraram o seu valor, o que dá dores de cabeça agradáveis a Fernando Santos. Há quem diga que Portugal poderia ter marcado mais – com razão – mas os principais objetivos do jogo foram cumpridos.

 

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Na sexta-feira, frente à Letónia, é que será a doer – mas também já contaremos com o grupo todo. Incluindo Ronaldo, que ontem se juntou à comitiva. A vitória é a única opção. Mas toda a gente sabe disso.

 

Continuem a acompanhar as aventuras e desventuras da Seleção comigo, aqui no blogue, ou então na sua página no Facebook.

 

Gabão 2 Portugal 2 - De segunda linha

Na passada quarta-feira, dia 14 de novembro, a Seleção portuguesa de futebol disputou no Estádio da Amizade, em Libreville, um jogo de carácter particular contra a seleçao local. O encontro terminou com o marcador assinalando dois golos para cada lado.

Nem o resultado, nem mesmo a exibição me surpreenderam, dadas as agravantes já listadas na entrada anterior e mais algumas. Como o estado do relvado, a humidade do ar e o facto de só se ter realizado um treino como preparar este jogo. Em praticamente todos os aspetos, foi um jogo de segunda linha, de qualidade menor. A equipa portuguesa era, tirando dois ou três jogadores, constituída por suplentes. Tal como já referi, o relvado assemelhava-se a um batatal. O árbitro, que até possuia cadastro nestas coisas, teve uma atuação desastrada.

Até o relato radiofónico era de segunda linha. Já vos tinha dito que só pude acompanhar o jogo desta forma. Só que o comentário não tinha a habitual emotividade rasando a histeria, que tanta graça empresta aos jogos mais aborrecidos. O jogo não dava azos a grandes entusiasmos, é certo, mas... A única coisa que se destacou neste relato foi o facto de, por ter confundido Éder com Edinho, o locutor insistir sempre em tratar o ponta-de-lança por Éderzito.

- O Éder que não leve a mal - chegou a dizer a certa altura.

Acho que vou também recorrer a esse diminutivo para me referir ao ponta-de-lança do Sporting de Braga aqui no blogue.



Foi um jogo deveras estranho. Os dois penálties, cobrados quase de seguida, foram um exemplo. Não sei se as três grandes penalidades que ajudaram a definir o resultado final eram todas legítimas. Já li todas as versões. Além do mais, o estado do terreno e a agressividade dos gaboneses estiveram a isto de atirar mais uns quantos Marmanjos para a já longa lista de lesionados. O comentador chegou a dizer coisas omo:

- Vítor Pereira deve ter ficado com os cabelos em pé com este lance.

Embora eu tivesse desejado a vitória, sobretudo depois do golo do Hugo Almeida, Portugal não a merecia. O empate acaba por ser o resultado mais justo. Tal como disse anteriormente, não estava à espera de muito melhor.

Pontos, contudo, para a estreia de Pizzi e de Éderzito.



Choveram críticas ao timing deste particular, numa altura intensa para aos clubes - apesar de há anos ser prática comum marcarem-se jogos da Seleção para meados de novembro, quer particulares, quer oficiais. Se Paulo Bento e/ou a Federação dispensassem esta data, não faltaria quem criticasse o desperdício de uma oportunidade para afinar armas. Isso aconteceu em agosto de 2010.

Há quem critique o facto de a Seleção ter aceite participar no jogo por dinheiro - é, de facto, uma área moralmente cinzenta. Contudo, ainda hoje se fala dos estádios do Euro 2004, supostamente pagos com o dinheiro dos contribuintes. A FPF arranja uma maneira alternativa de obter financiamento para projetos como a Casa das Seleções e atira-se tudo ao ar.

Uma das vozes mas sonantes neste coro de críticas pertence a Pinto da Costa. Sem surpresas. Só os mais ingénuos é que acreditaram nas palavras de apoio à Equipa de Todos Nós, saídas da boca deste senhor. Gostei da resposta de Paulo Bento, aconselhando-o a entender-se com a Federação e a não perturbar o seu trabalho de Selecionador. Nenhum dirigente de clube tem o direito de interferir na Turma das Quinas. Mas não percebi a referência à seleção colombiana...

De qualquer forma, apesar de isso me emprestar assunto para o blogue e página do Facebook, espero que a polémica não dure muito.

Eu própria não vejo grande utilidade neste particular, para ser sincera. Tirando o teste de alternativas e, lá está, o cachet. Preferia que o jogo se tivesse realizado mais perto de casa e em melhores condições. Há quem diga que os jogadores podiam ter-se esforçado um bocadinho mais, mas duvido que o fizessem caso tivessem de repetir o jogo.

Como tal, é bom que essa Cidade do Futebol seja mesmo espetacular, já que tivemos de levar com um jogo destes para financiá-la.


Paulo Bento afirmou, na Conferência de Imprensa de antevisão a este jogo, que as pessoas devem apoiar a Equipa de Todos Nós, não apenas durante as fases finais, mas também em jogos menores, como este. Eis algo que deveria ter sido dito há muito tempo. No entanto, jogos como o de quarta-feira não persuadem ninguém a apoiar a Seleção. Se até eu me senti entediada com o jogo, sendo como sou...

Em princípio, haverá outro particular dia 6 de fevereiro do próximo ano. Com um pouco de sorte, será frente a um adversário melhorzito. Chegou a falar-se da Espanha mas, pelo que percebi, ainda nada está confirmado. Outro adversário possível é o Brasil, visto que estão previstos dois particulares com eles no próximo ano. Espero bem que seja um adversário desse calibre, contra quem não se poderá falar de falta de motivação, desculpa tão invocada a propósito de jogos particulares. Espero, sobretudo, que, independentemente do adversário, seja um jogo que convença as pessoas, que me convença a mim, que vale a pena apoiar a Equipa de Todos Nós, independentemente do caráter do jogo, do adversário e da altura do ano. 

"Somos favoritos mas temos de prová-lo"

No próximo dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol defrontará, no Luxemburgo, a seleção local. Quatro dias mais tarde, receberá em Braga a sua congénere azeri. Ambos os jogos contarão para o Apuramento para a fase final do Campeonato do Mundo em futebol que terá lugar no Brasil em 2014.

Ao contrário do que aconteceu nos últimos dois anos, desta feita poderei ver os dois jogos de setembro. Mesmo assim, estava a passar férias no Norte na altura da Divulgação dos Convocados, o que atrasou um pouco - mas não tanto como receei - a publicação desta entrada. Felizmente, pude acompanhar a Conferência de Imprensa. Aliás, o intervalo de tempo entre o meio-dia e a uma da tarde da passada sexta-feira acabou por ser algo marcante, não só para mim, mas para a minha irmã também.

Não sei se já o revelei aqui mas ultimamente a minha irmã tem andado muito ferrenha pelo Sporting. Esta sua "doença", como o meu pai gosta de chamar, assemelha-se um pouco à minha doença pela Seleção na medida em que também ela está, quase instintivamente, a par de quase tudo o que acontece relacionado com o seu clube: jogadores, datas de jogos, adversários, declarações. A diferença reside no facto de a minha doença só desenvolver sintomas quando a Seleção joga - ou seja, durante apenas alguns dias, com semanas de intervalo. Excepto, claro, durante as fases finais - durante o resto do tempo mantém-se em latência. O Sporting joga todas as semanas. Façam as contas.

Mas regressemos a sexta-feira, ao meio-dia. A essa hora, tanto eu como a minha irmã queríamos ter o rádio ligado uma vez que se realizava tanto o Anúncio dos Convocados como o sorteio da fase de grupos da Liga Europa. Não que fizesse assim tanta questão de acompanhar o anúncio em direto. Suspeitava que a convocatória poucas novidades traria e que as respostas de Paulo Bento às perguntas dos jornalistas seriam previsíveis. Mas já que o rádio estaria ligado e como queria começar a alinhavar uma entrada nova, aproveitei.



A Antena 1 interrompeu a emissão em direto do sorteio da Liga Europa - numa altura em que já se conheciam dois dos futuros adversários do Sporting. Não me lembro quais são eles; apenas me dou ao trabalho de memorizar as coisas da Seleção e não me apetece ir agora perguntar à minha irmã - para transmitir a divulgação dos Convocados. Por brincadeira, eu e a minha irmã pusémo-nos a dizer "Iééé!" depois de cada nome lido. Acabou por acontecer uma coisa engraçada:

- Hélder Postiga.

- Iéééé!

- Nani.

- Iéééé!

- Pizzi.

- Quem?

Como podem ver, não conhecíamos o jogador do Deportivo da Corunha aquando da Convocação. Confesso que ainda não sei muito, apenas que é avançado, transmontano - por acaso, da mesma região onde estive no fim de semana passado - e tem quase vinte e três anos. Contudo, se começar a ser Chamado com frequência à Turma das Quinas, aprenderei depressa.



O estágio para a preparação desta jornada dupla arrancou segunda-feira, em Óbidos. Estes são adversários relativamente conhecidos da Seleção Portuguesa. Já jogámos com o Luxemburgo no ano passado. E o Azerbaijão fazia parte do grupo de Apuramento para o Euro 2008. 

Lembrava-me que o jogo com o Azerbaijão em outubro de 2006 me deixara satisfeita, que o Cristiano Ronaldo fizera uma bela exibição. Mas só me recordei dos pormenores depois de ter revisto o resumo do jogo: ganhámos por 3-0, com dois golos de Ronaldo, uma assistência do mesmo e ainda um pontapé de bicicleta mal anulado por um árbitro inglês - ainda deviam estar com o cartão vermelho a Wayne Rooney nos quartos-de-final do Mundial atravessado na garganta...



Do jogo do ano seguinte, só me lembrava de termos ganho. Depois de ver o vídeo-resumo, recordei-me que a vitória foi por duas bolas sem resposta, uma marcada por Bruno Alves depois de um canto de Deco, a outra marcada por Hugo Almeida assistido por Miguel.

Um aparte apenas para dar graças pelo facto de o Miguel Veloso já não usar o cabelo comprido como usava em 2007. Já me tinha esquecido deste penteado tão totó... Pode haver quem também não goste do atual penteado mas eu prefiro este mil vezes. 

De certa forma, calha bem os nossos dois primeiros adversários serem os mais acessíveis teoricamente neste grupo de Qualificação, numa altura em que a temporada futebolística ainda mal arrancou e nem todos os jogadores estão na sua melhor forma. 

As declarações de Paulo Bento após a leitura dos Convocados, tal como o previsto, não trouxeram nada de novo. Já não era a primeira vez que o Selecionador afirmava que levaria a sério todo e qualquer adversário que se cruzasse no caminho da Equipa das Quinas e que está empenhado em obter a qualificação direta para o Mundial. Tal começa por amealharmos seis pontos nesta primeira dupla jornada. Não penso que seja pedir muito, até porque, tal como afirmei acima, estes são os adversários mais "fáceis" desta Qualificação. Já tivemos a nossa dose de maus arranques nos últimos anos, queremos uma fase de Apuramento bem mais tranquila que as três últimas. Julgo que temos condições para isso, mesmo que nem sempre dê para fazer exibições brilhantes. 

Paulo Bento é que resumiu bem a questão na passada sexta-feira:

- Somos favoritos mais temos de prová-lo.

Agora que se passe das palavras aos atos.