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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Seis pontos (e um ou dois no sobrolho do Pepe)

IMG_20170414_001567.jpgNa passada quinta-feira, dia 31 de julho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere faroense por cinco bolas a uma, no Estádio do Bessa. Três dias depois, a Seleção foi ao Groupama Arena, em Budapeste, vencer a sua congénere húngara por uma bola a zero.

 

Foram dois jogos muito diferentes, ainda que ambos nos tenham dado três pontos. Comecemos pelo primeiro.

 

O jogo com as Ilhas Faroé arrancou bem. Logo aos dois minutos, Bernardo Silva assistiu para Cristiano Ronaldo, que rematou de pontapé de bicicleta para as redes faroenses.

 

Penso que foi, também, no Estádio do Bessa que, há cerca de onze anos, lhe anularam injustamente um golo parecido. Este foi a compensação, suposto eu.

 

Mesmo em desvantagem, as Ilhas Faroé limitaram-se a defender. Estacionaram o autocarro e Portugal viu-se aflito para chegar à baliza deles. O segundo golo teve de ser marcado de penálti – mais uma vez, obra de Cristiano Ronaldo.

 

Não seria, no entanto, a Turma das Quinas se não houvesse um deslize de vez em quando. Foi o que aconteceu aos trinta e oito minutos. Os faroenses faziam os lançamentos de linha lateral como quem marca um pontapé de canto. Num deles, conseguiram atirar a bola para dentro da nossa grande área. José Fonte não conseguiu intercetar, Baldinvsson teve um momento inusitado de inspiração e rematou diretamente para a nossa baliza – Rui Patrício não pôde fazer nada.

 

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A frágil vantagem não demorou a ser ampliada, contudo. Aos cinquenta e oito minutos, Cristiano Ronaldo assistiu para William Carvalho (que estava a fazer um belo jogo) rematar de cabeça para o 3-1. Cerca de cinco minutos mais tarde, foi a vez de William assistir para Cristiano Ronaldo finalizar.

 

Ainda houve tempo para Nélson Oliveira ampliar a vantagem, poucos minutos após entrar em campo. Um dos defesas faroenses conseguiu intercetar um cruzamento de Ronaldo, mas deixou a bola solta e Nélson não desperdiçou. Ficou feito o resultado.

 

Falemos, então, sobre o jogo com a Hungria. Tenho de fazer um mea culpa: no texto anterior subestimei os húngaros. Depois de estes vencerem a Letónia, percebi que fui parva: eles precisavam de ganhar a Portugal para se manterem na luta pelo segundo lugar (ou seja, motivação não lhes faltava) e iam jogar em casa.

 

Não, não ia ser fácil. Pensar o contrário era ilusão.

 

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Portugal até entrou bem no jogo e dominou durante a primeira hora. Perdeu, no entanto, Fábio Coentrão aos vinte e sete minutos (isto é normal?). E, dois minutos mais tarde, Pepe levou uma cotovelada no sobrolho que o deixou a sangrar.

 

Alguém devia ter avisado os húngaros que, quando nós, portugueses, dissemos que queríamos três pontos, estes não eram na testa do Pepe!

 

O autor da gracinha foi expulso, claro. Os colegas, no entanto, não perceberam a mensagem. Menos de dez minutos mais tarde, foi Cédric a sangrar – desta vez, da maçã do rosto.

 

O que é que os húngaros tinham contra nós? Ainda estavam com o jogo da Luz atravessado na garganta? Ou era ainda o 3-3, no Europeu?

 

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Só se sabe que a agressividade dos húngaros deixou os portugueses atarantados, sem saber como reagir, até aos quarenta e cinco minutos.

 

Ao menos o intervalo ajudou os Marmanjos a recuperar o sangue-frio. Logo aos quarenta e oito minutos, Cristiano Ronaldo assistiu para André Silva que, em cima da linha de baliza, conseguiu empurrar a bola em direção às redes.

 

Estava feito o mais difícil.

 

Depois do golo, Portugal procurou manter a posse de bola, defendendo a vantagem. A ideia que fica é que os Marmanjos tiveram medo que a coisa descambasse para o agitado 3-3 do Europeu. Este “engonhanço” deixou-nos a todos numa pilha de nervos até aos noventa (fazendo lembrar o último jogo com a Rússia), não impediu uma ou outra iniciativa dos húngaros (aqueles livres, incluindo o do último minuto, davam-me flashbacks do jogo do Europeu) mas, no fim, resultou. Portugal totaliza, agora, vinte e um pontos – ainda menos três que a Suíça.

 

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Pois é, os suíços continuam invictos nesta Qualificação. São, a par da Alemanha, a Seleção com mais pontos nesta fase de Apuramento. Consta que um dos responsáveis é um sujeito de nome Seferovic, que joga pelo Benfica e, nesta época, já marcou sete golos em sete jogos.

 

E a culpa é nossa – tal como, de certa forma, aconteceu com a Islândia no Euro 2016. Se tivéssemos vencido a Suíça, há um ano, nada disto estaria a acontecer. Tal como comentei ontem, com a minha irmã, fomos nós que criámos este monstro.

 

- E vamos ser nós a acabar com ele – respondeu-me ela.

 

Gosto desse espírito.

 

Faltam-nos, então, duas finais. A última delas, a mais importante, será em casa. Havemos de falar melhor sobre esses jogos dentro de um mês, aquando da Convocatória para os mesmos. Posso desde já adiantar que eu e a minha irmã vamos tentar arranjar bilhetes. Se tudo correr conforme o planeado, este será um jogo tenso, difícil, de tudo ou nada. Pode ser que ganhemos, pode ser que não. De qualquer forma, quero estar lá.

 

Braço-de-ferro

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Na próxima quinta-feira, dia 31 de agosto, a Seleção Portuguesa de Futebol recebe a sua congénere (*consulta o Google*) faroense no Estádio do Bessa. Três dias depois, desloca-se ao Groupama Arena, em Budapeste, para defrontar a seleção húngara. Ambos os jogos contam para a Qualificação para o Mundial 2018.

 

Os Convocados para esta dupla jornada foram Divulgados na passada quinta-feira e incluíram uma mão-cheia de novidades. Não temos propriamente estreias, antes regressos após ausências prolongadas.

 

Um dos destaques, pelo menos para mim, é Fábio Coentrão. O lateral esquerdo esteve quase dois anos ausente. Tendo em conta que estes últimos dois anos incluíram a vitória no Euro 2016, estes equivalem a uma eternidade.

 

Quem já acompanhe o meu blogue há uns anos saberá que sempre gostei do Coentrão. Pelo talento, pela entrega, pelo inconformismo. Ele, contudo, passou estes últimos dois anos quase sempre lesionado e, a partir de certa altura, perdi a paciência – já não sabia se era lesão mesmo ou se era desleixo. E como, entretanto, tivemos o meu menino de ouro, Raphael Guerreiro, e mesmo Eliseu foi subindo de rendimento, não se pode dizer que Coentrão tenha feito falta.

 

As coisas parecem estar a mudar,  no entanto. Um pouco à semelhança do que fez Nani há três anos, quando regressou ao Sporting por uma época, Fábio Coentrão voltou à tutela de Jorge Jesus, o treinador que o descobriu. Por outras palavras, está a dar um passo atrás para tentar reencontrar-se a si mesmo.

 

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E parece que está a resultar: consta que fez uma bela exibição no outro dia, perante o Steaua de Bucareste.

 

Ainda é cedo para se saber se o Fábio Coentrão que conhecíamos e adorávamos está mesmo de volta. Mas os primeiros sinais são encorajadores.

 

 Que continue assim: talentos como o de Coentrão nunca são demais.

 

O caso de Bruma é diferente. O jovem já tinha sido Chamado algumas vezes à Seleção, sem nunca chegar a vestir a camisola das Quinas. Acho que a última vez foi em 2014, na última Convocatória de Paulo Bento. Bruma acabaria por ser excluído antes do jogo com a Albânia – e, se bem me recordo, não reagiu muito bem.

 

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Essa é, aliás, um dos motivos pelos quais nunca gostei muito do Bruma: pode ser muito talentoso, mas o seu carácter deixa muito a desejar. A confusão com o Sporting, durante o verão de 2013, é um bom exemplo. E ainda há bem pouco tempo, um dos seus antigos treinadores no Galatasaray deixou-lhe críticas há uns meses.

 

Dito isto, parece que a época passada lhe correu bem – segundo a sua página na Wikipédia, Bruma contou onze golos e oito assistências. Foi, também, um dos destaques da Seleção de Sub-21 no Europeu deste ano: dois dos seus golos estão entre os dez melhores da prova. E hoje fez isto. Pode ser que ele tenha ganho juízo e que seja desta que ele se estreie com a Camisola das Quinas.

 

Não tenho nada a apontar aos regressos de Bruno Varela e Nélson Oliveira. João Cancelo, por sua vez, volta a ser Convocado após a sua fífia no jogo contra a Suécia. Se bem se recordam, ele marcou três golos em quatro jogos, há um ano – um bom registo para um lateral direito. Confesso que gosto mais dele do que do Nélson Semedo – que não deixou grande impressão na Taça das Confederações e ainda foi expulso no jogo do terceiro lugar.

 

É possível, no entanto, que volte a ser Convocado daqui a um mês, quando não estiver castigado.

 

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Fernando Santos, de resto, afirmou que existem vários jogadores “à porta” da Seleção – como Ricardo Pereira e Bruno Fernandes. (A minha irmãzinha sportinguista tem, aliás, refilado com a exclusão deste último. Eu mesma também estranho que ele nem sequer tenha sido Chamado aos Sub-21, tendo em conta o que fez nos últimos dois jogos do Sporting.) Disse mesmo que essa porta não tem chave, que tanto dá para entrar como para sair.

 

Eu, pelo menos, imagino-a como uma porta giratória.

 

Estamos, então, na penúltima jornada desta Qualificação. Praticamente nada mudou desde há quase um ano: Portugal está em segundo lugar, a três pontos da Suíça. Um braço-de-ferro entre portugueses e suíços, sem que nenhuma das partes ceda. Nesta altura do campeonato, toda a gente sabe que a Qualificação só se decidirá a 10 de outubro. Estamos apenas a fazer tempo até esse jogo. Só não digo que estamos apenas a cumprir calendário porque temos de ganhar os jogos. Caso contrário, tudo isto se complica.

 

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E sem necessidade. Temos tudo para ganhar o jogo em casa, com as Ilhas Faroé – se possível com muitos golos, para não ficarem dúvidas para o eventual desempate com a Suíça.

 

O jogo com a Hungria, por sua vez, será um pouco mais complicado. Para além de os húngaros estarem uns quantos furos acima dos faroenses, eles jogarão em casa. Em teoria, seria um dos jogos mais difíceis desta Qualificação. Na prática – na minha opinião, pelo menos – os húngaros não são tão ameaçadores como no ano passado. Pouca luta deram no jogo da Luz, este ano, e ainda perderam com a Andorra, em junho.

 

Preocupa-me mais o facto de o jogo decorrer apenas três dias depois do jogo no Bessa, com uma viagem pelo meio. Tirando isso, não temos desculpas. Somos Campeões Europeus, não somos?

 

Não, não acredito que percamos pontos nesta dupla jornada. Como disse o Selecionador, vamos ganhar estes três jogos e depois, no dia 10, vamos dar uma prenda de aniversário a Fernando Santos (adorei que ele tenha disto isto!).

 

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Continuem a acompanhar o braço-de-ferro que está a ser esta Qualificação, quer através deste blogue, quer através da sua página no Facebook.

Entre a euforia e a realidade

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No passado sábado, dia 25 de março, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere húngara por três bolas sem resposta, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a Qualificação para o Mundial 2018 – e eu estive lá! Três dias depois, a Seleção Nacional foi derrotada pela sua congénere sueca, no Estádio Club Sport Marítimo, na Madeira, em jogo de carácter amigável.

 

Comecemos por falar do jogo com a Hungria, a que fui assistir com a minha irmã. Estava um bom ambiente na Luz. O estádio estava praticamente cheio, incluindo os tais dois ou três mil húngaros que, mesmo em minoria, conseguiram fazer-se ouvir. Foram-se calando mais à medida que a vitória portuguesa se ampliava, contudo. O público português também se manifestou sonoramente, com de resto acontece em todos os jogos da Seleção em casa. Gostei, particularmente, de cantar e ouvir cantar “Campeões! Campeões! Nós somos Campeões!”. Não dá para nos fartarmos deste cântico – da mesma maneira como não dá para nos fartarmos do orgulho de sermos Campeões Europeus.

 

Suponho que esta seja uma boa altura para falar sobre a polémica claque portuguesa e deixar o assunto arrumado. Quando descobri que a claque que puxara por Portugal durante o Euro 2016 de forma brilhante (sobretudo na final, em que silenciaram os maioritários franceses durante noventa por cento do jogo) iria regressar para o Portugal x Hungria, fiquei entusiasmada. Conforme julgo já ter referido antes, quando a minha irmã me leva aos jogos do Sporting, aquilo que mais gosto é de ouvir os cânticos da curva sul. Recriarem isso num jogo da Seleção seria fantástico.

 

E durante o jogo em si até resultou… mais ou menos. A claque ficou sentada quase debaixo os húngaros, o que não resultou muito bem em termos acústicos. No entanto, lá foi conseguindo com que os seus cânticos contagiassem ocasionalmente o resto da multidão portuguesa. Eu pelo menos ia cantando (pareceu-me ouvir o Pouco Importa a certa altura).

 

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Num mundo ideal, tudo o que uma claque faria seria isso: cantar, puxar pela equipa. Na realidade, vejo agora que esperar que uma claque se portasse civilizadamente era demasiado. À chegada à Luz terão havido desentendimentos  entre os membros da claque (que estariam a entoar cânticos anti-Benfica) e alguns adeptos no local. Não sei se esses cânticos foram resposta a alguma provocação e não me interessa. Só sei que a questão – certamente empolada pela proximidade do Benfica x F.C.Porto, bem como pelo boicote das águias à gala das Quinas de Ouro e ao próprio jogo com a Hungria – deu polémica. Chegou, em certos momentos, a desviar a atenção da Seleção em si.

 

A Federação já se veio demarcar das atitudes das claques e garantir que a Seleção não tem, e provavelmente nunca terá, um grupo oficial de apoio. Eu, apesar de tudo, acho melhor assim. Por muito que tenha gostado da claque durante o jogo com a Hungria, se o preço a pagar são mesquinhezes como estas, não vale mesmo a pena. Perdoem-me a linguagem, mas foi por causa de m*rdas como esta que desisti dos clubes. Não tragam guerras clubísticas para a Equipa de Todos Nós, não estraguem o ambiente pacífico dos jogos – a Seleção não é nada disto!

 

Agora que já arrumámos esse assunto, prossigamos.

 

   

O início do jogo com a Hungria este longe de ser perfeito. A Seleção demorou algum tempo a encaixar-se. O primeiro golo surgiu aos trinta minutos, na sequência da jogada deliciosa que dá para ver em cima, obra de Cristiano Ronaldo, Raphael Guerreiro e André Silva. Este último marcou, assim, o primeiro golo da Seleção em 2017.

 

O segundo não demorou. Desta feita, foi André Silva a assistir para Cristiano Ronaldo, que rematou de fora da área. A vantagem ampliou-se para 2-0.

 

Na segunda parte, as coisas abrandaram. André Silva saiu para dar lugar a Bernardo Silva. A ideia com que fiquei foi que Fernando Santos quis jogar pelo seguro e gerir o resultado. Neste jogo, isso correu bem. Os húngaros avançaram um pouco no terreno, mas não chegaram a ameaçar verdadeiramente. Cristiano Ronaldo marcou o terceiro golo da noite, de livre direto à esquerda – ainda não sei muito bem como é que ele rematou com aquele ângulo. O resultado manteve-se inalterado até ao apito final.

 

Tive pena que não se tivesse marcado mais um golo – acho que merecíamos. Nós, o público, chegámos a cantar “SÓ MAIS UM! SÓ MAIS UM!”. Também estranhei que Bernardo Silva não tivesse alinhado de início.

 

 Tirando isso, não há nada de mau a apontar à Seleção neste jogo. Correu melhor do que estava à espera – pensava que os húngaros iam dar mais luta. Os novos BFFs futebolísticos André Silva e Cristiano Ronaldo prometem vir a dar muitos golos à Seleção no futuro próximo. Saí da Luz muito satisfeita e otimista relativamente à Equipa de Todos Nós e assim me mantive durante os dias seguintes...

 

...até ao particular com a Suécia.

 

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Este era um jogo, tanto para homenagear Cristiano Ronaldo na sua terra natal, como para homenagear o povo madeirense. Uma maneira de lhes agradecer pelo apoio à Seleção, sobretudo durante o Europeu. Recordo que a Madeira esteve dezasseis anos à espera de voltar a ver a Equipa de Todos Nós.

 

O jogo até começou bem. Cristiano Ronaldo marcou logo aos dezoito minutos, após um momento de magia de Gelson Martins, que assistiu de trivela. Este foi o septuagésimo-primeiro golo do madeirense com a Camisola das Quinas e o quinto jogo seguido da Seleção em que marcou. Ou seja, aos 32 anos, Ronaldo está a atravessar a sua melhor fase na Equipa de Todos Nós – quando a sua época no Real não está a correr tão bem como outras.

 

Um dos seus próximos recordes a bater será o de melhor marcador europeu a nível de seleções. Ronaldo encontra-se, neste momento, no terceiro lugar, com dois húngaros à sua frente: Kocsis, com setenta e cinco golos, no segundo lugar, e Ferenc Puskas, com oitenta e quatro, no primeiro lugar. O segundo lugar é perfeitamente alcançável, na minha opinião – se Ronaldo continuar assim, por alturas do fim do ano já terá ultrapassado Kocsis. O primeiro lugar é mais difícil, naturalmente. Mas, lá está, Ronaldo tem feito carreira esticando os limites do possível.

 

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Por sua vez, Gelson voltou a participar no segundo golo. Desta feita, fintou uns quantos defesas suecos, tentou assistir para Bernardo Silva, mas acabou por ser o sueco Granqvist a desviar para dentro da baliza.

 

Entre Gelson, Renato Sanches (que também estava espevitado nesse jogo), André Silva, Bernardo Silva, Raphael Guerreiro e outros de que não me recordo neste momento, tenho imensas esperanças nesta geração. Não devemos voltar a ter um fenómeno estilo Cristiano Ronaldo nos próximos... cem ou duzentos anos. Mas julgo haver qualidade suficiente nesta nova geração para a Equipa de Todos Nós nos continuar a dar alegrias a longo prazo.

 

Confesso que, por alturas do intervalo, me deixei levar pela euforia. Na prática, a Seleção Portuguesa não se tinha mostrado assim tão superior à sueca. E a realidade atingiu-nos em força, na segunda parte. Fernando Santos efetuou várias alterações para a segunda parte, procurando, mais uma vez, gerir a vantagem. Desta vez não resultou muito bem, a defesa fragilizou-se. Para além disso, verdade seja dita, metade dos portugueses não deviam estar muito para ali virados: este era apenas um particular e, conforme toda a gente insistia em recordar-nos, em vésperas de jogos importantes de clubes.

 

Com tudo isso, não nos podemos queixar senão de nós próprios, nem no que toca aos golos de Claesson, nem mesmo no auto-golo de João Cancelo, ao cair do pano.

 

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Vou ser sincera: doeu perder este jogo. Sobretudo porque andava eufórica com a Seleção desde o jogo com a Hungria. Mas também já ando nisto há tempo que chegue para saber quando há motivo para alarme. Não é o caso. Mesmo com um onze completamente diferente do habitual, a Seleção teve bons momentos. Além de que este é apenas um particular e derrotas em particulares são frequentes na era de Fernando Santos. E, tendo em conta que a Qualificação tem corrido bem desde aquela primeira derrota, as coisas podiam estar bem piores. Acreditem, para mim o Mundial 2014 não foi há assim tanto tempo.

 

Agora vem aí a Taça das Confederações. Sendo esta a nossa primeira vez, ainda não sei ao certo como é que isso vai funcionar, em termos de calendário pelo menos (Divulgação dos Convocados, início da preparação, etc). Dava-me jeito saber, para poder planear as publicações aqui no blogue e na página do Facebook em função disso.

 

Estou a assumir que o calendário será semelhante à de um Europeu ou Mundial: Convocatória (tanto para as Confederações como para o jogo com a Letónia da Qualificação) logo após o término do campeonato de clubes (ou seja, 22 ou 23 de maio); início do estágio após a Taça de Portugal (ou seja, dia 29 ou 30 de maio). Como a Letónia fica na Europa de Leste, perto da Rússia, a Seleção deverá seguir para território russo logo após o jogo do Apuramento. Uma complicação será a final da Champions, a 3 de junho. O Ronaldo e o Pepe que me perdoem, mas espero que o Real Madrid não se qualifique este ano.

 

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Hei de falar melhor sobre a Taça das Confederações mais tarde. Para já, tudo o que precisam de saber é que, a menos que ocorra algum imprevisto, vou fazer como faço num Europeu ou Mundial: publicarei um texto antes da Divulgação dos Convocados e um texto depois. É só uma questão de a Federação confirmar a data (espero que não demore muito).

 

Em todo o caso, já sabem, podem esperar comigo pela Taça das Confederações na página do Facebook de apoio a este blogue.

Mea culpa

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No próximo sábado, dia 25 de março, a Seleção Portuguesa de Futebol recebe a sua congénere húngara no Estádio da Luz, em jogo a contar para a Qualificação para o Mundial 2018… e eu vou estar lá. (No jogo com a Hungria, não no Mundial… pelo menos ainda não tenho planos para isso.) Três dias mais tarde, receberá a Seleção sueca no Estádio Club Sport Marítimo, na Madeira, em jogo de carácter amigável.

 

Esta é a primeira entrada de 2017. Bom resto de ano a todos os leitores. Antes de falarmos sobre estes jogos e sobre os Convocados… tenho um mea culpa a fazer. Ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores, desta feita, não houve revisão de 2016. Se alguém estava à espera desse texto, peço imensa desculpa.

 

Eu não tinha planeado saltar a revisão de 2016. Pelo contrário, de início, até estava entusiasmada por escrever sobre as aventuras e desventuras da Equipa de Todos Nós nesse ano - afinal de contas, 2016 foi o melhor ano de sempre para a Seleção Nacional. No entanto, se forem ler os últimos textos do ano passado, hão de ver que eu já me queixava de desgaste relativamente a este blogue. Ora, esse desgaste afetou a revisão do ano. Até comecei a trabalhar nela relativamente cedo - pouco após o jogo com a Letónia - mas acabei por arrastá-la durante semanas, até bem depois do início de 2017.

 

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Para além do desgaste, acho que um dos motivos pelos quais o texto estava a custar a sair era porque queria escrever sobre o Europeu e, sobretudo, sobre a final - mas não queria escrever sobre o resto do ano. Não tinha quase nada a dizer sobre os jogos antes e depois do Europeu que não tivesse dito antes. Mesmo aquilo que queria acrescentar sobre o Europeu não era assim tanto.

 

O facto de ter menos tempo do que o costume para dedicar à escrita também não ajudou.

 

A meio de janeiro dei por mim com metade do texto ainda por escrever. Ia fazendo contas à vida, pondo a hipótese de publicar este texto em data passada - fingir que o tinha publicado nos primeiros dias do ano. Mas depois pensei… o meu blogue por norma já não tem muitas visitas. Calculo que as revisões anuais tenham ainda menos - não me parece que a maior parte das pessoas tenha paciência para ler textos tão grandes. Não costumo importar-me com isso - se me importasse, já tinha desistido do blogue há muito tempo. Mas se este texto me estava a custar tanto a escrever e se muito poucas pessoas o leriam… para quê estar a chatear-me?

 

Não foi uma decisão fácil de tomar. Durante algum tempo não estive cem por cento certa de que fiz bem. No entanto agora, que já se passaram mais de dois meses, não me arrependo - só me arrependo de não ter detetado o problema antes e de não ter procurado uma solução enquanto ainda ia a tempo. As vantagens têm sido várias - a maior de todas é ter-me permitido afastar-me um pouco deste blogue, curando o desgaste que vinha a sentir. Hoje, estou de novo entusiasmada por voltar a escrever sobre a Seleção.

 

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Tenho uma certa pena por não ter partilhado convosco algumas das ideias que queria incorporar na revisão de 2016, admito. Mas devo poder falar sobre elas noutras ocasiões. Ainda não sei se, mais à frente, haverá uma revisão de 2017 - vai depender de muitas coisas. Se houver, talvez venha em moldes diferentes.

 

Mas passemos ao assunto principal deste texto: os próximos jogos da Seleção. A Convocatória para esta jornada dupla não trouxe grandes novidades. A única Chamada que causou alguma polémica, ainda que ligeira, foi a de Renato Sanches, que está longe de ser indiscutível no Bayern de Munique.  Fernando Santos disse que nunca tinha dito que os jogadores tinham de jogar os noventa minutos para serem elegíveis para serem Convocados… mas acho que o Selecionador está a arranjar lenha para se queimar em futuras Convocatórias com essa desculpa. De resto, é pouco provável que Renato seja titular, sobretudo agora em que Bernardo Silva está numa fase tão boa.

 

Como já vai sendo habitual depois destes longos hiatos, demorei um pouco a recordar-me em que ponto ficaram as coisas no que toca à Qualificação, aquando do nosso último jogo. Continuamos em segundo lugar, a três pontos da Suíça, que só tem vitórias neste Apuramento. É pouco provável que isso mude nesta jornada, já que o seu adversário será a Andorra. Por sua vez, Portugal vai voltar a jogar contra a Hungria, nove meses depois do caricato jogo do grupo do Euro 2016.

 

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Fernando Santos afirmou, aquando da Convocatória, que não acredita que a Hungria venha à Luz jogar para o empate. Eu também não. Primeiro, no Europeu, eles conseguiram fazer com que o futuro Campeão Europeu suasse para conseguir um empate. Segundo, eles estão em terceiro lugar no grupo de Apuramento, por uma diferença de dois pontos em relação a nós - ou seja, se nos vencerem, passam-nos à frente. Porque haveriam os húngaros de não dar tudo por tudo? Não, não devemos esperar facilidades - até porque, segundo Fernando Santos, os húngaros terão cerca de dois mil adeptos na Luz, puxando por eles.

 

Talvez seja por isso que a Federação esteja a fazer publicidade a este jogo de forma bastante acesa. Não que eu precisasse disso - eu e a minha irmã comprámos os bilhetes um ou dois dias após serem colocados à venda no Continente (gostamos de aproveitar os 50% de desconto em cartão). Infelizmente, voltámos a ficar no terceiro anel - por algum motivo, o Continente onde costumamos comprar os bilhetes não recebe outros lugares… Enfim, teremos de experimentar comprar noutros hipermercados.

 

Em todo o caso, eu, como sempre, quero estar lá, independentemente do lugar Quero ver a Seleção jogar, ao vivo, pela primeira vez como Campeões Europeus. Quero fazer a minha parte para obtermos uma vitória e continuarmos na luta pela Qualificação direta.

 

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Esta dupla jornada incluirá, também, um particular com a Suécia. Pela primeira vez em dezasseis anos, a Seleção irá jogar na Madeira. Na verdade, estou surpreendida por não termos tido um jogo lá há tanto tempo - quando é a terra natal da maior figura da Seleção da última década. Há muito que os madeirenses mereciam ver Cristiano Ronaldo jogando em casa - não admira que os bilhetes tenham esgotado tão depressa.

 

Vai ser giro voltar a jogar contra os suecos, três anos e meio (!?!?!?) após os inesquecíveis playoffs de Apuramento para o Mundial 2014. Estou bastante entusiasmada por voltarmos a ter Zlatan Ibrahimovic como adversário - quem acompanhe a página no Facebook deste blogue saberá que acho imensa piada aos seus modos convencidos (#daretoZlatan).

 

Por esta altura, é interessante recordar os playoffs contra a Suécia (a segunda mão, em particular) e compará-los com a final do Europeu - sobretudo no que toca ao papel de Cristiano Ronaldo. Aqueles 3-2 à Suécia foram espetaculares, ninguém duvida disso, está no meu top 10. Está, no entanto, numa posição baixa pois, como escrevi na altura, só deu Ronaldo nessa noite, os outros portugueses pouco fizeram, houve momentos em que até atrapalharam. Nessa noite, fomos mesmo Ronaldo-mais-dez.

 

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Por sua vez, na final do Europeu, notou-se de maneira diferente a influência de Ronaldo. Como todos sabemos, ele saiu lesionado ainda na primeira meia-hora de jogo. De uma maneira paradoxal, longe de se dar por vencida, o resto da Seleção uniu-se, fortaleceu-se, decidiu ganhar o jogo por ele. Num jogo em que praticamente nada estava a nosso favor, mesmo antes de perdermos Ronaldo, em que era Portugal contra o Mundo, a Seleção adotou o lema da sua maior figura: “O vosso amor torna-nos mais fortes, o vosso ódio torna-nos imparáveis.”

 

Foi por isso que vencemos. Porque, em vez de sermos Ronaldo-mais-dez, fomos onze Ronaldos. A Seleção “Ronaldo-mais-dez” já nos deu várias vitórias, mas a Seleção “onze Ronaldos” deu-nos um título. Espero que a Equipa de Todos Nós não se esqueça disso, sobretudo nos desafios que se avizinham.

 

Mas estou a desviar-me do assunto deste texto. Para já, a prioridade é ganhar o jogo com a Hungria, para continuarmos esta série de vitórias e nos mantermos na luta pelo primeiro lugar, e fazer um bom amigável com a Suécia. Enfim, as mesmas prioridades de sempre, já se sabe como é.


Vou estar muito ocupada nos dias entre os dois jogos, não devo ter tempo para escrever a crónica do jogo com a Hungria antes do jogo com a Suécia. Contem, assim, com uma entrada única sobre os dois jogos. Em todo o caso, como sempre, podem acompanhar as aventuras e desventuras da Seleção nesta dupla jornada comigo, na página do Facebook deste blogue. Fiquem bem.

Hungria 3 Portugal 3 - Emoções e parvoíce

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Na passada quarta-feira, dia 22 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol empatou a três bolas com a sua congénere húngara, no terceiro jogo da fase de grupos do Campeonato Europeu da modalidade. Com este resultado, a Seleção segue em frente na competição e enfrenta a Croácia nos oitavos-de-final hoje, às oito da noite.

 

Tendo em conta que o dia começou com um microfone no fundo de um lago, em Lyon, devíamos ter previsto a loucura que seria o jogo. Portugal até entrou mais ou menos bem, mas a Hungria, no seu primeiro remate do encontro, na sequência de um canto, conseguiu marcar.

 

Jogadores e treinador têm falado muito por estes dias, mas uma coisa tem sido comum a estes três jogos: a equipa não está a saber lidar com a ansiedade (talvez não fosse má ideia arranjar-lhes um psicólogo...) e mal se consegue organizar. No caso do rescaldo deste primeiro golo, Portugal procurou pressionar a Hungria, mas de forma atabalhoada. Uma coisa em que reparei foi que, antes do golo húngaro, os jogadores que marcavam os livres iam rodando, mas depois do golo passou a ser apenas Ronaldo a cobrá-los todos, independentemente da posição - ele deve andar obececado com o facto, muito assinalado, de, em campeonatos de seleções, ele não ter conseguido ainda concretizar em nenhum livre.

 

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Mesmo jogando aos tropeções, os portugas lá conseguiram chegar à igualdade. Cristiano fez um lindo passe, que ultrapassou uma mão-cheia de húngaros e chegou a Nani, que "só" teve de rematar. Depois de já termos tido um golo anulado por fora-de-jogo, eu ainda esperei uns segundos antes de festejar mas, quando o fiz, não me contive. Após uns vinte minutos fora do Europeu, estávamos de novo na corrida. Mas a parvoíce ainda agora tinha começado.

 

Esperava eu, ao intervalo que o golo de Nani ajudasse os portugueses a esfriar a cabeça e a ganhar forças para correrem atrás da vantagem. Só para provar o quão enganada eu estava, logo ao primeiro minuto da segunda parte, Ricardo Carvalho faz falta para livre e, na conversão, os húngaros colocam-se de novo em vantagem. Não dava para acreditar. 

 

O que nos valeu foram as entradas de Renato Sanches e Ricardo Quaresma, que deram mais dinamismo à equipa lusa, ajudaram a abrir buracos na defesa húngara. Por fim, a bola chega a João Mário, este centra para Cristiano Ronaldo, que iguala o marcador, de calcanhar.

 

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Contudo, ainda não foi desta que a parvoíce acabou pois, menos de cinco minutos mais tarde, Ricardo Carvalho volta a marcar falta na mesma zona, mais uma vez com direito a livre. Eu já adivinhava o que ia acontecer e aconteceu mesmo. Era mesmo para gozar com a nossa cara, não era?

 

Eu nem me ralei por aí além, desta feita, pois também adivinhava que íamos igualar de novo. E, de facto, já depois dos sessenta minutos, Quaresma centra para Ronaldo, que cabeceia para o golo.

 

Muitos têm criticado Fernando Santos, e eu concordo, por ter trocado Nani por Danilo, passando portanto a defender o empate perante a Hungria, bem como o segundo lugar do grupo F - que nos atiraria para o chamado lado negro do Europeu, onde encontraríamos a Inglaterra e poderíamos, depois, encontrar Espanha, Itália ou Alemanha. Mais tarde, o Selecionador defenderia as suas escolhas dizendo "Antes um pássaro na mão que dois a voar". Eu teria, mesmo assim, tentado ir atrás do primeiro lugar, pelo menos durante mais alguns minutos, tanto para fugir aos tubarões como por uma questão de honra - até porque, a certa altura, também a Hungria se conformou com o empate. No entanto, pelo andar da carruagem, ainda o marcador chegava aos dez igual. Ironicamente (sobretudo tendo em conta as palavras simpáticas de Ronaldo), acabou por ser a Islândia a salvar-nos dos tubarões, ao marcar o golo da vitória perante a Áustria, o último minuto, atirando-nos para o terceiro lugar do grupo F.

 

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Em suma, este foi, em simultâneo, o jogo mais emocionante e o jogo mais parvo que vi em toda a minha vida. A Seleção conseguiu por três vezes reverter uma desvantagem, é certo. Contudo, de uma maneira muito típica nos últimos anos, foram os próprios Marmanjos a cavar o buraco, de onde tiveram de escapar. Por muito feliz que tenha por continuarmos no Europeu, por termos fugido aos tubarões (embora duvide que a Croácia seja pacífica), é triste não termos ganho um único jogo e ficaro em terceiro neste grupo. Sobretudo tendo em conta que esta é uma Seleção que fala em ganhar o Europeu.

 

Continuo em saber ao certo o que pensar dos nossos desempenhos inconsistentes neste Europeu. Se é apenas nervosismo, se é falta de frescura física, se é pura e simplesmente falta de qualidade, se Fernando Santos está a serguir o exemplo de antecessores seus e a ser teimoso (demorou dois jogos e meio a perceber que Moutinho já teve dias melhores e, mesmo asim, não me admirava se, hoje, o médio do Mónaco surgir outra vez entre os titulares). Não me parece muito provável que o problema se tenha resolvido nestes dois dias - embora eu tenha a esperança de que a conquista do Apuramento e os golos de Nani e Ronaldo tenham dado confiança para a fase seguinte do Europeu. Se as coisas começarem a correr bem, mesmo bem e, vá lá, Portugal conseguir apurar-se para a final de Paris, ninguém se vai ralar com o que aconteceu na fase de grupos. Mas é um grande "se".

 

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Portugal tem um histórico favorável frente à Croácia (o nosso último jogo foi bastante positivo), mas ninguém espera facilidades, quando o futebol deles está entre os melhores praticados neste Europeu até agora e, sobretudo, depois de os croatas terem vencido a Espanha, mesmo sem Modric. Todos dão os croatas como favoritos e, visto que irritámos muita gente (não sem razão) ao apurarmo-nos sem vitórias, acho que vamos ter o Mundo inteiro a torcer contra nós. Esta nossa aventura no Euro pode terminar já hoje à noite: algo que eu, naturalmente, não quero. Aliás, com tanta gente a criticar-nos, dentro e fora do País (volto a sublinhar, não completamente sem razão), eu fico com ainda mais vontade de ver a Seleção chegar longe neste Europeu, só para irritá-los, para prová-los errados. Cristiano Ronaldo já conseguiu calar várias pessoas com este par de golos e uma assistência. Eu vou esperar que nem ele nem a Seleção fiquem por aqui em termos de respostas em campo às críticas e que, logo à noite, possamos sobreviver ao primero mata-mata.