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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Portugal 5 Gibraltar 0 - Treino com adrenalina

abraço a bernardo.jpe

Na passada quinta-feira, dia 1 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere gibraltina por cinco bolas sem resposta, em jogo de carácter amigável, realizado no Estádio do Bessa.

 

Adianto, desde já, que não prestei muita atenção ao jogo, sobretudo na primeira parte. Tinha dormido mal na noite anterior e passei o dia inteiro com dores de cabeça. Não muito fortes, mas o suficiente para não me deixarem concentrar devidamente no jogo.

 

Não que este tenha sido muito interessante, pelo menos no início. Como seria de esperar, o jogo teve sentido único. O Eduardo só foi chamado à ação perto do fim da segunda parte e mesmo assim não eram situações de perigo. Podia ter ficado a jogar Candy Crush na baliza, que não faria diferença. No entanto, de uma maneira muito típica, a Seleção Portuguesa teve dificuldades em acertar na baliza, desperdiçando diversas oportunidades. Campeões Europeus e tal, mas há coisas que nunca mudam, pelos vistos. Éder falhou um par de golos, incluindo um de baliza aberta, e eu não quero de todo estar a dizer algo como “O Éder sendo o Éder outra vez”, por motivos óbvios, mas… Ao menos o público do Bessa, benevolente com o herói da final do Europeu, aplaudiu-o aquando dessa falha. Há bem pouco tempo a reação seria diferente… mas esta ajuda mais.

 

O primeiro golo português surgiu aos vinte e sete minutos, dos pés de Nani após passe de Bruno Alves. Um golo que teve direito a celebração com um mortal. É uma pena que Nani não tenha comemorado nenhum dos seus golos no Europeu da mesma forma… mas compreende-se a cautela, depois da traumática exclusão do Mundial 2010.

 

camisola 17.jpe

 

Nani voltaria a marcar na segunda parte, quando Adrien, André Silva é Bernardo Silva já estavam em campo. Foi, aliás, o último quem centrou para Nani, que cabeceou para o seu segundo golo da noite. O Marmanjo já está perfeitamente à vontade no papel de Capitão, de líder da Equipa das Quinas, no lugar de Cristiano Ronaldo. Já conta dez anos vestindo a Camisolas das Quinas, tem marcado bastante pela Seleção este ano e eu não podia estar mais orgulhosa. Sobretudo tendo em conta que se tornou Campeão Europeu.

 

O terceiro golo das cores lusitanas teve a participação dos dois estreantes da dupla jornada. André Silva recebeu a bola na grande área gibraltina, passou-a a João Cancelo, que rematou num ângulo difícil, mas a bola entrou.

 

O golo de Bernardo Silva foi marcado quase por acaso. O Marmanjo recebeu uma bola perdida pelos gibraltinos na sua grande área. Fez um remate fraco, mas o modesto guarda-redes de Gibraltar chegou tarde. A bola passou por baixo dele, cruzando a linha de baliza. Bernardo nem sequer festejou muito pois o golo foi mais demérito do pobre guarda-redes que mérito dele.

 

Bernardo, de qualquer forma, ainda teve tempo para assistir para o último golo da noite: um centro perfeito para a careca de Pepe, que cabeceou para as redes gibraltinas, fazendo o resultado.

 

nani abraça todos.jpe

 

Não há muito mais a dizer sobre este jogo. Portugal cumpriu a sua obrigação. O melhor resultado obtido por Gibraltar, até ao momento, foi uma desvantagem de quatro golos - ganhar por menos do que isso teria sido inglório. Podíamos até ter saído do Bessa com um resultado ainda mais generoso não fosse a aselhice típica dos portugas. Todos os Marmanjos estiveram bem mas de resto, com o devido respeito pelos gibraltinos, perante Gibraltar até as nossas avozinhas fariam boas exibições.

 

Fernando Santos tem perfeita noção disso e não o escondeu. Conforme declarou no rescaldo do jogo, este particular não foi mais do que um treino com mais adrenalina que o habitual. Não prova nada para o jogo com a Suíça. Serviu, no entanto, para dar algum ritmo a Marmanjos com pouco tempo de jogo nos respectivos clubes, o que é importante nesta fase do campeonato.

 

Terça-feira, em Basileia, será completamente diferente. Será a contar para a Qualificação para o Mundial 2018 e todos concordam que será, provavelmente, o jogo mais difícil. A Suíça é o adversário mais cotado do grupo, fora nós, e têm fama de serem fortes em casa. Por esse prisma, um empate talvez não fosse um resultado muito mau. No entanto, estando nós ainda a saborear o delicioso estatuto de Campeões Europeus, ninguém quer outra coisa que não seja a vitória. E é, conforme escrevi na entrada anterior, gostei de ver a Seleção Apurando-se em primeiro lugar para o Euro 2016 e quero repetir a dose.

 

Continuem a acompanhar esta degustação aqui no blogue e na página do Facebook.

Em Celebração

A Taça.jpg

Na próxima quinta-feira, dia 1 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol recebe a sua congénere... (*pesquisa no Google*) gibraltina, no Estádio do Bessa, em jogo de carácter amigável. Cinco dias mais tarde, a Seleção Campeã Europeia (sabe tão bem escrever isto) desloca-se a Basileia, na Suíça, onde se estreará na Qualificação para o Campeonato Mundial da modalidade.

 

Estes serão os primeiros jogo que Portugal disputará na condição de Campeão Europeu. A Federação Portuguesa de Futebol não tenciona deixá-lo passar em claro. Para começar, fartou-se de publicitar o jogo (com a típica falta de subtileza dos últimos tempos), colocando pessoas como Rui Reininho e Delfim a chamar os adeptos ao Bessa. Depois, deu aos detentores de ingressos o privilégio de tirar uma fotografia ao lado da Henri Delaunay (espero que isso se torne norma nos próximos jogos em casa da Seleção, que eu também quero!!). Pelo meio, o Presidente da República vai receber os Campeões Europeus... outra vez... no Salão Nobre da Câmara do Porto, para receberem as insígnias da Ordem de Mérito.

 

Isto tudo pode parecer excessivo, mas, nas palavras de Cristiano Ronaldo, que se f***! Esperámos anos e anos (décadas e décadas, no caso de adeptos mais velhos) por esta Taça. Agora que, finalmente, a ganhámos, temos o direito de celebrá-lo tanto quanto quisermos. Eu, pelo menos, tenho feito isso à minha maneira (começando pelo meu outro blogue). Tenciono continuar a fazê-lo no mínimo até ao próximo Europeu... mas fá-lo-ei provavelmente para o resto da minha vida.

 

É bastante óbvio que a seleção gibraltina foi escolhida a dedo precisamente para permitir uma vitória fácil (tipo Estónia), para que o jogo particular possa ser uma celebração da vitória na final do Euro 2016. E ainda que seja esse o plano, na prática, a Seleção tem um historial de se atrapalhar em jogos desse género, sobretudo quando tem o ego inchado. Espero bem que isso não se verifique nesta dupla jornada, que seria um enorme balde de água fria. Em todo o caso, servirá sempre para dar minutos a jogadores menos utilizados, como já é da praxe.

 

william e os estreantes.jpg

 

A verdade é que Gibraltar está mais ou menos ao nível de vários dos nossos adversários na fase de Qualificação que começa agora. Isso, na verdade, desilude-me um bocadinho: este grupo é uma seca! Quem é que quer esperar semanas ou meses, como costumo fazer, por jogos contra a Andorra ou as Ilhas Faroé? Além de que, por norma, Portugal não se dá bem perante teóricas facilidades. Basta olharmos para o grupo do Euro 2016 que, teoricamente, era muito fácil, mas em que tivemos o pior desempenho de que me recordo numa fase de grupos (ironicamente, depois tornámo-nos campeões...).

 

Por outro lado, desta feita, voltamos às regras antigas, ou seja, só o primeiro lugar se Apura diretamente o segundo tem de ir a playoffs (isto se não for o pior de todos os grupos), o que significa que, desta vez, não vai dar para ir lá só com empates ou quase. Fernando Santos já disse que o objetivo é o primeiro lugar e espero bem que isso seja cumprido. Gostei muito de ter tido um Apuramento quase só com vitórias, agora quero repetir a dose. Temos tudo para isso, na minha opinião.

 

Por sinal, começamos com um dos adversários mais difíceis, a Suíça. O nosso historial com esta seleção não é favorável. A última vez que nos cruzámos foi no grupo do Euro 2008 e perdemos - não que isso tenha tido grande importância, uma vez que já estávamos apurados para os quartos-de-final. Não me lembro de quase nada desse jogo, tirando o que escrevi na altura, no blogue. 

 

v.jpg

 

Tenho vindo a aperceber-me, de resto, que o Euro 2008 é capaz de ter sido o campeonato mais esquecível do milénio. Ganhámos os dois primeiros jogos, Luiz Felipe Scolari disse que se ia embora, perdemos os outros dois jogos, fim de história. De qualquer forma, para mim terá aquele travo especial por ter sido o campeonato em que me estreei com esse blogue. Ando a descobrir, aliás, que estas coisas vão acontecendo no tempo certo.

 

Mas estou a desviar-me do assunto. O importante é que, apesar do historial, considero que a Suíça está ao nosso alcance. Nem que seja pela lógica de "somos os Campeões da Europa. A Suíça pertence à Europa. Logo, vamos ganhar à Suíça!" (claro que, na prática, as coisas não são bem assim). Não que ache que vão ser só facilidades. Até porque, apesar da Convocatória não se desviar muito da do Europeu, numa interpretação flexível da máxima "Em equipa que ganha, não se mexe.", temos algumas baixas importantes, como Renato Sanches e Cristiano Ronaldo. No entanto, também temos o regresso de Bernardo Silva e as estreias de João Cancelo e de André Silva, o mais recente menino-bonito do campeonato português, que muitos diziam que merecia ter ido ao Euro (a ver se ele é essa Coca-Cola toda...). Não há desculpa para não trazermos os três pontos de Basileia.

 

Para ser sincera, ainda não mudei o chip para a Qualificação para o Mundial 2018. Ainda me sinto no rescaldo da nossa épica vitória no Euro 2016. Parte de mim tem pena de publicar uma nova entrada aqui no blogue, que o texto sobre a final não seja o mais recente aqui do estaminé. Que o feito mais recente da Seleção vá deixar de ser a conquista do Europeu. Mas só em parte. Há já quem fale do título Mundial, mas eu acho que ainda é cedo para se pensar nisso - até porque ainda temos a Taça das Confederações antes (porque ninguém fala dela, cá em Portugal?). Uma coisa já sei, no entanto: não quero que a Seleção seja uma One-Hit Wonder. Vou querer mais títulos, mais cedo ou mais tarde. 

 

o engenheiro do euro.jpg

 

De qualquer forma, grandes equipas, grandes conquistas, constroem-se passo a passo. E os primeiros incidentes do capítulo novo da história da Equipa de Todos Nós, que abrimos agora, serão os jogos com Gibraltar e a Suíça. Que comecemos com o pé direito.