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O Meu Clube É a Seleção!

Mulher de muitas paixões, a Seleção Nacional é uma delas.

O drama começou cedo

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Na passada terça-feira, dia 18 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol estreou-se no Euro 2024 com uma vitória por duas bolas contra uma perante a sua congénere checa. 

 

Se algum de vocês desse lado tinham saudades do sofrimento típico de um jogo da Equipa de Todos Nós numa fase final, este jogo foi para vocês.

 

Portugal assumiu cedo o controlo do jogo, embora sem conseguir criar muitas ocasiões. Tivemos alguns desperdícios, como o cabeceamento mal feito de Cristiano Ronaldo ou quando Rafael Leão não se esticou o suficiente para conseguir rematar. A Chéquia remeteu-se a um bloco baixo, aparentemente pouco interessada em tentar ganhar. 

 

Isto durou toda a primeira parte e prolongou-se até pouco antes dos sessenta minutos de jogo. Acabou por acontecer aquele tropo clássico do futebol: quem não marca, sofre. Os checos marcaram no primeiro remate enquadrado que tiveram. 

 

 

– Pois! Eu sabia! Eu sabia! – barafustei eu para a minha cadela, a única que estava a ver o jogo comigo. 

 

Os comentadores da SIC já me vinham a irritar há algum tempo. Nem sequer é era pelas inúmeras referências à novela nova, como toda a gente se queixou. Era mesmo pelo tom otimista irritante que as televisões costumam adotar nestes campeonatos. Depois do golo sofrido, tive ainda menos paciência

 

– Portugal está a perder mas já provou ser superior – disseram. De que servia isso se perdêssemos? 

 

Felizmente não nos mantivemos em desvantagem durante muito tempo – embora o mérito não tenha sido cem por cento nosso. Após defesa incompleta do guarda-redes checo Stanek, o infeliz Hranác fez auto-golo (estes têm sido frequentes neste Europeu). O pior tipo de golo, uma pessoa nem sabe bem se deve festejar, mas não nos podíamos dar ao luxo de sermos esquisitos. 

 

Portugal continuou a insistir, mas observou-se outro tropo habitual: o guarda-redes adversário que decide, inusitadamente, fazer o jogo da sua vida. Por esta altura, já tinha visto pelo menos duas pessoas no Twitter dizendo que o jogo pedia Francisco Conceição. 

 

Ainda assim, Diogo Jota saltou do banco primeiro e, em sua defesa, até conseguiu enfiar a bola na baliza. Momento caricato quando andou à bulha com Stanek para agarrar a bola para o festejo, apenas para o golo ser anulado por fora-de-jogo de Ronaldo. 

 

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Já ia fazendo contas à vida tendo em conta o empate. Não seria dramático, pois não? Não seria a primeira vez que não vencíamos o jogo de estreia, para depois até termos desempenhos decentes. 

 

Felizmente, Portugal recusava-se a deitar a toalha ao chão. Martínez lançou Pedro Neto e Francisco Conceição aos noventa minutos. Muitas piadas comparando Martínez a Roger Schmidt – precisei de algum tempo para me recordar da suposta tendência do último de fazer substituições tardias. 

 

E de facto… qual é a lógica de esperar até aos noventa minutos para meter dois jogadores quando não se está a ganhar? Martínez queria ganhar, certo? Estava a contar que os substitutos resolvessem a coisa durante o tempo extra?

 

Se era a segunda hipótese… bem, o jogo deu-lhe razão. Pedro Neto pegou na bola (provavelmente a primeira vez que tocou nela), entrou na grande área pela esquerda, centrou. Um central croata ainda tentou defender mas a bola passou-lhe entre as pernas. Francisco Conceição tomou-a e enfiou-a na baliza.

 

Nem festejei como deve ser, com medo que o golo fosse anulado outra vez. Os Marmanjos fizeram o oposto: o golo foi uma explosão catártica. O Chico tirando a camisola, a Seleção em peso atirando-se ao pescoço dele, aquela energia de família abraçando o irmão mais novo, Ronaldo e Jota provocando adversários, quais criancinhas. Tudo uma delícia. 

 

Fiquei contente por o golo ter partido de jogadores que levantaram controvérsia ao serem Convocados. Eu mesma tinha as minhas reservas em relação a Pedro Neto e, ainda no dia do jogo com a Chéquia, quis aliviar a pressão sobre o Chico, aqui no blogue

 

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Fico feliz por me ter enganado em relação a ambos.

 

Mas não devia ter sido necessário todo este drama. Devíamos ter marcado antes, logo na primeira parte. A Seleção podia ter poupado o povo a este sofrimento. Se tivemos estas dificuldades no primeiro jogo, perante a Chéquia, como será mais para a frente, perante adversários mais difíceis? Acham que o meu coração vai aguentar? Nesta fase da minha vida?

 

Depois do jogo, Martínez elogiou a atitude da Seleção, a “resiliência”, a “personalidade incrível”. Destacou o facto de ter sido a primeira reviravolta da Equipa de Todos Nós durante o seu mandato. 

 

Não está errado. É importante saber reagir à desvantagem, sobretudo em campeonatos como este. Houveram ocasiões nos últimos anos em que não soubemos fazê-lo.

 

Dito isto, continuo a achar que Martínez doura demasiado a pílula – já tínhamos falado disso no texto anterior. “Não é um jogo para avaliar do ponto de vista tático, técnico e físico”, disse ele depois do jogo. Não, mister? Não vamos aprender com os erros, mesmo que não tenham tido consequências em termos pontuais?

 

Claro que nada me garante que isto não é só conversa. É possível que Martínez não queira fazer críticas ou admitir culpas em público, mas que já tenha falado com os jogadores e equipa técnica em privado, de modo a corrigir o que for necessário. Não quero criticar demasiado Martínez nesta fase, quando a Seleção ainda não cometeu um deslize que seja. Recordo que só contamos vitórias em jogos oficiais com Martínez ao comando. 

 

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E não deixo de estar satisfeita com o nosso resultado frente à Chéquia – mesmo que os dois golos que marcámos tenham envolvido erros por parte dos checos. São três pontos importantes, um passo em direção aos oitavos-de-final. O meu lado mais otimista diz que só faltam mais seis jogos de sofrimento assim, ou pior, e o título é nosso outra vez. A parte menos otimista deseja mais consistência, espera que a Seleção melhore nos próximos dois jogos, de modo a conseguirmos ir longe neste Europeu.

 

Dizem que a Turquia tem um jogo mais aberto que o da Chéquia e talvez Portugal não sinta as dificuldades que sentiu na terça-feira. Por outro lado, a Turquia está cheia de talento, virá motivada após a vitória sobre a Geórgia (num jogo que muitos garantem ter sido um dos melhores deste Europeu) e terá muitos adeptos nas bancadas. Não vai ser fácil. 

 

Mas não há desculpas. Portugal tem de ganhar.


Como sempre, obrigada pela vossa visita. Continuem a acompanhar a participação portuguesa no Euro 2024 comigo, quer aqui no blogue, quer na sua página de Facebook.

Antes da nossa estreia no Euro 2024

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No passado dia 4 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere finlandesa por quatro bolas contra duas, no Estádio de Alvalade. Quatro dias depois, foi derrotada pela sua congénere croata por duas bolas contra uma, no Estádio Nacional, no Jamor. Finalmente, três dias mais tarde, a Seleção venceu a sua congénere irlandesa por três bolas sem resposta. 

 

Todos estes jogos foram de carácter amigável. E hoje estreia-se no Euro 2024 perante a Chéquia. 

 

Como já tinha referido no texto anterior, estive em dois destes três amigáveis: os dois que tiveram lugar na zona de Lisboa, ambos muito diferentes em termos de acessos. 

 

O primeiro, contra a Finlândia, foi tranquilo. Como estava de folga nessa tarde e ia sozinha, não estava condicionada, pude ir cedo para o estádio. Tive tempo para comprar um boné – o vermelho, da nova coleção. Andava há mais de uma década à espera que lançassem um boné oficial de que gostasse. 

 

Pelo menos é essa a desculpa que dou a mim mesma pelo dinheiro que gastei. Não foi uma compra por impulso, era algo que desejava há muito tempo. 

 

Deu também para acompanhar a animação pré-jogo. Até consegui escrever um bocadinho no meu lugar, enquanto esperava pelo início do jogo. Este foi o melhor lugar que consegui em anos: na central, com boa vista para ambas as balizas. A única desvantagem foi ter ficado ao Sol antes do início do jogo. 

 

Algo que, mesmo assim, aceitei de bom grado. Já não é a primeira vez que o digo: adoro ver jogos de futebol à luz do dia. Sobretudo em dias tão bonitos como aquele. 

 

O Estádio não estava cheio, mas estava bom ambiente. Fiquei sentada ao lado de uma menina de cerca de quatro anos e do pai dela. Pela maneira como o pai passou uma grande parte do jogo explicando à filha as regras do futebol – o bê-á-bá do desporto, por exemplo, “o objetivo é enfiar a bola na baliza do adversário” – calculo que aquela tenha sido o primeiro jogo da menina ao vivo, quiçá um dos primeiros jogos de futebol que ela viu.

 

Foi amoroso. Recordou-me de quando eu mesma era pequena e fazia perguntas ao meu pai enquanto ele via futebol na televisão. Além de que sempre gostei de crianças e, ainda por cima, tenho uma sobrinha que deverá nascer nas próximas semanas (durante o Europeu… como se eu precisasse de mais emoções, sobretudo se nos mantivermos em prova durante muito tempo). Já me imaginei levando-a a jogos e/ou falando-lhe de futebol, contando-lhe histórias de feitos anteriores da Seleção. Eu mesma respondi a uma ou outra pergunta da menina ao meu lado – teria respondido a mais, mas não estava à vontade para isso. 

 

Quanto ao jogo em si, foi uma exibição agradável – melhor do que estava à espera para um particular no terceiro dia de estágio. Algo que me chamou a atenção foi a altura dos finlandeses – mais ou menos o dobro da altura dos portugueses. Aliás, saiu um artigo há pouco tempo dizendo que Portugal é a segunda Seleção com menor média de alturas neste Europeu. Poucos dos nossos conseguiam competir.

 

Por outro lado, talvez seja eu que estou a ficar velha, mas por estes dias metade da Seleção parece tão novinha! O João Neves, o Francisco Conceição… eu podia ter andado com eles ao colo! E eles têm cara disso!

 

Não surpreendeu que o primeiro golo, aos dezassete minutos, tivesse vindo de Rúben Dias, um dos mais altos. Vitinha bateu um canto e assistiu diretamente para a cabeça do central. Depois dessa, em cima do intervalo, Francisco Conceição foi derrubado na área, o árbitro marcou penálti e Diogo Jota converteu.

 

Para a segunda parte, Martinez trocou metade da equipa – algo que fazia sentido em termos de gestão física, mas que mesmo assim achei estranho. Em todo o caso, depressa o marcador se dilatou ainda mais, cortesia de Bruno Fernandes. A jogada começou em Diogo Dalot e passou por Gonçalo Ramos. Mas a assistência foi de Francisco Conceição para Bruno rematar de fora da área. Lembro-me de uma altura, há uns anos, em que a minha irmã se queixava da suposta mania de Bruno rematar de fora da área.

 

Mal sabíamos nós que ele se tornaria um dos melhores da Seleção Portuguesa.

 

Infelizmente, íamos deixando a coisa descambar: o finlandês Pukki marcou dois golos em cinco minutos. Felizmente, Bruno tornou a intervir para dilatar de novo a vantagem. Nova assistência de Conceição, que enganou dois finlandeses e Bruno nem sequer precisou de rematar com muita força. Ficou feito o resultado. 

 

No fim, sentia-me satisfeita, mesmo com todos os senãos e atenuantes. Choviam elogios a Francisco Conceição – ou Chico Conceição, como toda a gente lhe chama – um dos melhores em campo. Também fiquei contente com o miúdo, mas não lhe quero elevar demasiado a fasquia. Não seria a primeira vez que um jovem mostrava potencial nos jogos particulares antes de uma grande competição – para, depois, não conseguir corresponder na hora da verdade. 

 

Mas espero que o Chico continue a crescer na Equipa de Todos Nós. Se a grande explosão não acontecer neste Europeu, que aconteça num futuro próximo. 

 

O particular seguinte não foi tão tranquilo: nem o jogo em si nem a viagem de ida e volta. Vim com uma amiga, mas cada uma trouxe o seu próprio carro… um erro. Até saí de casa relativamente cedo e mesmo assim apanhei os acessos ao estádio completamente entupidos. Demorei eternidades a estacionar, num lugar muito questionável: a margem de um percurso pedonal num parque nas redondezas.

 

E mesmo assim consegui chegar cedo ao meu lugar no estádio, ainda durante o aquecimento. A minha amiga, que saiu de casa mais tarde (apesar de eu a ter avisado para vir cedo), só se conseguiu juntar a mim na bancada já a primeira parte ia adiantada. 

 

Ainda mais difícil foi o trânsito para sair do estádio. Demorei à vontade uma hora só para sair das redondezas do Jamor. Não foi tão stressante quanto poderia ter sido – tive o bom senso de comer e ir à casa de banho no estádio (não que recomenda esta última parte…) e não estava com pressa. 

 

Ainda assim, talvez tivesse sido melhor ir de comboio. O que também não seria fácil, penso eu – até porque houve concerto das bandas dos Morangos com Açúcar nessa mesma noite, no Passeio Marítimo de Algés. 

 

Nesse aspeto, os Estádios da Luz e de Alvalade são bem mais práticos, com melhores acessos. Eu então consigo ir a pé para ambos a partir da casa dos meus pais.

 

Dito isto… estou contente pela oportunidade de ver um jogo no Jamor. É místico, é lindo. E o ambiente esteve tão bom durante o jogo, mesmo que este em si não tenha sido grande coisa. Estava com medo de que chovesse durante o jogo – tinha chovido nessa manhã – mas não chegou a acontecer. Aliás, o sol até espreitou durante a segunda parte, dando uma nova luminosidade ao Jamor. 

 

De facto, a certa altura, a meio da segunda parte, dei por mim a sentir o momento. Estava ali, num Estádio Nacional cheio, repleto de gente vestida de verde e vermelho, vendo a Seleção a jogar. Há poucos cenários mais belos do que aquele. 

 

Mas falemos do jogo em si – a parte menos boa dessa tarde. Exibição muito fraquinha, sobretudo na primeira parte. A Croácia marcou cedo, conversão de um penálti que dizem questionável (como não foi do meu lado, não consegui ver bem eu mesma). Não se pode dizer, no entanto, que o resultado era injusto. Portugal ia atacando sem grande intensidade – Gonçalo Ramos e João Félix pareceram-me particularmente desinspirados naquela tarde.

 

A segunda parte correu melhor, depois de nova mini-evolução ao intervalo. Conseguimos empatar o jogo logo nos primeiros minutos da segunda parte: Nélson Semedo assistiu para o remate certeiro de Diogo Jota. Fico contente por o Diogo ter assinado dois golos nestes jogos, depois de ter passado tanto tempo lesionado. 

 

Ainda tive esperanças de que conseguíssemos dar a volta ao resultado, ou de que pelo menos mantivéssemos o empate. Mas os croatas chegaram de novo à vantagem, numa das poucas oportunidades que tiveram. A bola foi à trave e, na recarga, Budimir marcou de cabeça. 

 

Nunca mais conseguimos sair desta. A certa altura, o público começou a cantar por Cristiano Ronaldo. Eu mesma me juntei ao coro – sabe-se lá quantas mais ocasiões teremos para isso. Não tenho a certeza do que é que o motivou.  Se foi uma continuação dos aplausos antes do jogo, sempre que ele aparecia em campo durante o aquecimento. Se o povo pura e simplesmente queria vê-lo a jogar. Ou se esperavam que Ronaldo entrasse e salvasse a honra do convento, como tantas vezes antes. Talvez tenha sido uma mistura das três hipóteses.

 

Claro que Martínez não ia pôr Ronaldo a jogar só porque estávamos a perder um jogo amigável. O Capitão tinha-se juntado à concentração poucos dias antes e, como jogador geriátrico, é preciso cuidado com a gestão da sua forma.

 

E também há muita hipocrisia. Tão depressa se diz que Ronaldo está a mais, que a Seleção joga melhor sem ele, como começamos literalmente a clamar por ele assim que as coisas começam a correr mal. 

 

Suspeito que esta última parte irá acontecer muito quando Ronaldo se reformar. 

 

Em todo o caso, o Capitão teve oportunidade de ser herói no jogo seguinte: o particular perante a República da Irlanda, no Estádio de Aveiro. Desta feita não estive lá – aliás, estive a trabalhar durante a primeira parte. Foi uma tarde tão agitada no trabalho que cheguei a esquecer-me que havia jogo da Seleção (estou a perder qualidades). Consegui dar uma espreitadela ao resultado quando já estava 1-0, mais nada – e já aí pensei que 1-0 era pouco.

 

E de facto consta que a Irlanda esteve muito fechada à defesa e foi preciso algum esforço para abrir o marcador, num lance de bola parada. Um canto batido à maneira curta e assistência de Bruno Fernandes para o belo remate de João Félix. 

 

Ainda houve ocasião para Ronaldo bater um livre – depois de essencialmente dizer a si mesmo “Tu bates bem” – que infelizmente chocou com a trave. 

 

Felizmente consegui ver a segunda parte, que todos garantem que foi melhor – e eu de facto achei agradável. Logo aos cinco minutos, após uma assistência teleguiada típica de Rúben Neves, Ronaldo marcou aquele que muitos consideram um dos melhores golos dele pela Seleção. Cerca de dez minutos depois, veio o segundo, após assistência de Diogo Jota. E ficou feito o resultado.

 

E hoje estreamo-nos no Europeu, perante a Chéquia. Tenho gostado imenso de ver imagens da Seleção sendo paparicada em Marienfeld. Imensas recordações do Mundial 2006, tal como previ. Gosto em particular das histórias de pessoas que eram bebés há dezoito anos, quando estiveram com a Seleção, e agora são jovens adultos. 

 

Espero que não lhes faltem oportunidades para estarem com a Equipa de Todos Nós nas próximas semanas.

 

Estes particulares não mudaram radicalmente a minha opinião sobre as nossas hipóteses neste Europeu. Continuo mais otimista que nas últimas ocasiões – o que mesmo assim não é muito muito. Não acho que somos os maiores porque vencemos a Finlândia e a Irlanda, nem acho que deixamos de ser candidatos por termos perdido contra a Croácia. 

 

Dito isto, não fiquei muito descansada com Martínez e alguns dos jogadores desvalorizaram a derrota no Jamor. Naquela fase, um bocadinho de dramatização seria saudável – quando havia tempo para fazer as correções necessárias. 

 

Claro que era apenas conversa. Nada me garante que eles não estavam mais preocupados do que deram a entender e que não agiram de acordo nesta última semana e picos. 

 

Parte de mim quer manter as expectativas baixas. Outra parte, no entanto, vê conversas como esta, de Ronaldo, e pensa: meias-finais é pouco. Quero chegar à final.

 

Diria que o mínimo aceitável são mesmo as meias-finais. Posso eventualmente mudar de ideias, dependendo da maneira como correr a fase de grupos – e concordo com Martínez quando diz que a Seleção irá continuar a crescer e que atingirá o nível máximo depois da fase de grupos. A verdade é que estou farta de ver esta geração desperdiçar oportunidade atrás de oportunidade. Já chega! Quero voltar a ganhar um título!

 

Mas pronto. Como sempre, falar é fácil, escrever é fácil. Quando a bola começar a rolar, logo à noite, é que a história começará a ser escrita, é que saberemos qual é o nosso verdadeiro valor.

 

Venha então o jogo com a Chéquia. Força Portugal! Vamos a eles!