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O Meu Clube É a Seleção!

Mulher de muitas paixões, a Seleção Nacional é uma delas.

Novidades

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Na próxima quarta-feira, dia 14 de novembro, a Seleção Portuguesa de Futebol receberá a sua congénere lituana no Estádio do Algarve. Três dias depois, será recebida na cidade do Luxemburgo, onde defrontará a seleção local. Estes jogos serão os últimos da fase de Apuramento para o Europeu de 2020.

 

As novidades na Convocatória para esta dupla jornada estão todas à frente (isto é, por enquanto. Pepe lesionou-se outra vez, deverá falhar estes jogos mas, até ao momento desta publicação, ainda nada foi confirmado oficialmente). Depois de ter fugido à questão antes, depois de ter afirmado que, hoje em dia, já não existem “noves puros” como antigamente, Fernando Santos Convocou nada menos que três pontas-de-lança. Um deles Gonçalo Paciência, que, segundo muitos, já merecia uma Chamada há algum tempo, mas também Eder e André Silva.

 

Isto dever-se-á em parte às lesões de João Félix e Gonçalo Guedes. No caso do primeiro é uma pena. Ainda não vai ser desta que o puto se estreará a marcar com a Camisola das Quinas, correspondendo ao hype todo. Ao menos seremos poupados aos comentadores da RTP pronunciando o seu apelido como “Félich” nestes dois jogos. 

 

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Por outro lado, perante equipas de posição baixa no ranking, que procuram fechar-se muito à defesa e adiar ao máximo o primeiro golo, faz sentido que Fernando Santos traga homens cuja principal função seja ampliar marcadores. Talvez para tentar obter goleadas, como as habituais há quinze, vinte anos perante seleções deste calibre. 

 

Estas parecem ser boas Escolhas para esse papel, talvez as melhores neste momento. Gonçalo Paciência, que regressa à Seleção dois anos depois da última vez, já conta nove golos em vinte e dois jogos. Conforme dissemos acima, já não era sem tempo.

 

Por sua vez, Eder tem passado por uma boa fase no Lokomotiv de Moskovo: conta cinco golos em catorze jogos. O Marmanjo pode nunca vir a ser o Melhor do Mundo, mas terá sempre o estatuto lendário de quem marcou o golo da vitória quando ganhámos o nosso primeiro título. Sabe sempre bem quando ele é Convocado para as Quinas. Na minha opinião, devia vir sempre que possível – isto é, desde que o seu desempenho no clube o justifique, claro. Até porque, como li no outro dia no Record, o seu misticismo pode funcionar como inspiração para os outros jogadores. 

 

Por sua vez, André Silva conta três golos em oito jogos. Mesmo as outras novidades nos avançados – Diogo Jota, Bruma, Daniel Podence – têm alguns golos marcados esta época. E, claro, temos Cristiano Ronaldo.

 

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Regressando a questão dos pontas-de-lança, Fernando Santos procurou emendar a mão de há uns meses atrás. Disse que foi mal interpretado ao dizem que, no futebol moderno, já não existem pontas-de-lança. Aparentemente tinha a ver com “um jogador fixo, que se situa apenas na área”, alegadamente chamados na gíria “pontas-de-mama” (...OK). 

 

Para ser sincera, é-me indiferente. Os jogadores estão Convocados e bem Convocados. Com o devido respeito, não me interessam as desculpas que Fernando Santos inventa para manter o seu orgulho. Da minha experiência e falando de uma maneira geral, claro, antes um Selecionador incoerente mas que toma as do que um Selecionador que não Convoca os melhores por teimosia.

 

Uma tendência em que tenho vindo a reparar este ano é que, nestas crónicas pré-jogos, dedico alguns parágrafos às novidades nas Convocatórias mas depois, em pelo menos metade dos casos, essas novidades não chegam a entrar em campo ou, quando entram, pouco contribuem para a história das partidas. É um bocadinho frustrante, mas gosto de pensar que não é uma completa perda de tempo. Saber mais sobre os nossos Marmanjos não ocupa espaço. 

 

Ao menos desta vez, nesta dupla jornada, não existem estreias absolutas. Já escrevi sobre todos eles aqui no blogue, alguns há pouco tempo, alguns mais do que outros, claro. E como duas das opções habituais ficaram de fora – Guedes e Félix – é possível que pelo menos algumas destas novidades ganhem tempo de jogo, talvez mesmo titularidade. Pode ser que seja desta que conseguirei escrever sobre os primeiros capítulos da história destes Marmanjos na Equipa de Todos Nós. 

 

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Estamos, então, na reta final do Apuramento para o Europeu do próximo ano. Depois do tropeção em Kiev, na dupla jornada passada, estamos obrigados a ganhar estes dois últimos jogos. Já escrevi – ou melhor, reclamei – extensamente sobre esse facto no texto anterior, não me vou repetir. Na Conferência de Imprensa, Fernando Santos afirmou que só pensa em ganhar estes dois jogos. 

 

Em relação ao facto de termos perdido um lugar no pote 1, o Selecionador não se mostrou demasiado preocupado. “Eu gosto de jogar com adversários fortes. Acho que é melhor para nós.” Eu própria já disse o mesmo várias vezes, mas não seria mais sensato para Fernando Santos não se fiar? Por outro lado, talvez ele estivesse a deitar água na fervura, a desdramatizar a situação.

 

Em todo o caso, não nos faltará tempo para falarmos sobre o nosso grupo no Europeu. Temos de garantir a Qualificação primeiro. Não tenho dúvidas absolutamente nenhumas de que conseguiremos fazê-lo, e já nesta dupla jornada. Não concebo outra hipótese. Como já disse antes, já conseguimos antes em circunstâncias piores, vamos consegui-lo outra vez.

 

O jogo com a Lituânia será, então, na quinta-feira, às 19h45 da praxe. Mais uma vez, nesse dia só saio do trabalho às oito da noite. Enfim. Por outro lado, o jogo com o Luxemburgo será ao domingo, o que é raro, às duas da tarde, ainda mais raro. Os meus planos para esse fim-de-semana estão ainda muito incertos, não sei se conseguirei ver o jogo, ou pelo menos o jogo todo, mas vou fazer um esforço, dentro do possível. 

 

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E é isto que tinha a dizer. Esta foi uma crónica um bocadinho mais curta do que o habitual. Nesta altura do campeonato não há muito a dizer. Eu, no entanto, queria muito escrever este texto, depois de não ter conseguido escrever antes dos jogos do mês passado. E também tendo em consideração que vamos passar algum tempo sem jogos das Quinas. 


Vou fazer, então, por desfrutar desta dupla jornada – a última ocasião em que os Marmanjos estarão reunidos este ano. Desfrutem comigo na página do Facebook. Que selemos esta Qualificação de uma vez por todas, que eu quero começar a fazer planos para o Europeu.

Reentré

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No próximo dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol defrontará a sua congénere sérvia no Estádio Rajko Mitic, em Belgrado. Três dias mais tarde, defrontará a sua congénere litua… litua… *pesquisa no Google* lituana, no Estádio LFF, em Vilnius. Ambos os jogos contarão para a fase de grupos da Qualificação para o Euro 2020.

 

Sabe sempre bem ter jogos da Equipa de Todos Nós em inícios de setembro. São um bom consolo pela proximidade do fim do verão, ajudam a lidar com a reentré. Jogos da Seleção sabem bem em qualquer altura do ano, na verdade, mas os de setembro têm um gostinho especial – melhorado pelo facto de, depois destes, só temos de esperar um mês por mais uma dupla jornada. E depois dessa, voltamos a ter de esperar apenas um mês pela próxima. É uma das melhores partes do outono. 


Como habitual, Fernando Santos divulgou os Convocados para esta dupla jornada na passada quinta-feira. Existem algumas novidades interessantes: a Chamada de Daniel Podence, do Olympiacos, para começar, bem como a de Daniel Carriço, do Sevilha. Sobre o primeiro, o Selecionador disse que o viu jogar na Grécia e este “saltou-lhe à vista”. Em relação ao segundo, pelos vistos estará a sair-se bem no Sevilha – e Fernando Santos quis Chamar quatro centrais para esta dupla jornada, caso haja alguma lesão ou cartão vermelho.

 

Eu pessoalmente não dei com nenhuma notícia reportando boas exibições destes jogadores. Mas, lá está, é tarefa de Fernando Santos e respetiva equipa técnica tomar nota dos desempenhos de jogadores portugueses, mesmo que a Comunicação Social não o faça. 

 

Fernando Santos deve ter tido uma premonição ou assim, pois de facto um dos centrais Escolhidos lesionou-se, se bem que ainda antes da concentração: Pepe. Ferro foi Chamado para o substituir. Francisco Reis Ferreira, que por algum motivo abreviou o seu nome para Ferro, um central de vinte e dois anos que representa o Benfica. Este é outro que muitos consideram merecedor de uma Convocatória há já algum tempo – embora seja sensato dar um desconto por possível viés clubístico. Pela sua idade, parece-me um bom investimento a longo prazo – melhor que Daniel Carriço, que já está na casa dos trinta. Além de que já está habituado a jogar com Rúben Dias.

 

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Só uma questão: se Ferro cometer uma falta durante um jogo, se houver falta de Ferro, pode-se dizer que o jogo está com anemia?

 

Desculpem-me…

 

Outra novidade na Convocatória é o regresso de Renato Sanches. Confesso que não tinha dado conta de que o Renato se tinha transferido para o Lille até olhar para a Convocatória – em minha defesa, o negócio só ficara fechado uns dias antes. Tinha ouvido dizer que o Marmanjo andava a jogar pouquíssimo no Bayern de Munique e a pressionar os dirigentes para sair. Cheguei a ver uma notícia dando conta de que o CEO do Bayern dera uma de Taylor Swift, garantindo que não queriam vendê-lo, mas pelos vistos o Renato acabou por ganhar este braço-de-ferro.

 

O jogador deixou bem claro que queria ter tempo de jogo, que claramente não estava a obter no Bayern. Chegou mesmo a admitir que não estava preparado para vir para Munique quando veio. 

 

Ou seja, três anos mais tarde, fica confirmado o que vários de nós suspeitavam há muito: a sua transferência precoce foi um erro.

 

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Todos esperamos que Renato consiga recuperar o tempo perdido agora, no Lille. Ele ainda é jovem, tem toda uma carreira à sua frente. Com um bocadinho de sorte, não lhe faltarão oportunidades para mostrar o seu valor. 

 

No entanto, após quase um ano de ausência dos Convocados, será sensato da parte de Fernando Santos Chamar um jogador com tão poucos minutos? Não sei. Talvez o Selecionador espere aproveitar a motivação que Renato terá trazido para o seio da Equipa de Todos Nós, agora que está a começar de novo no Lille. Isso e a clássica desculpa do pouco-tempo-para-treinar-logo-jogadores-habituais. 

 

Enfim. A ver como corre. Ao menos já deu para Cristiano Ronaldo matar saudades do cabelo dele (a sério, já não é a primeira vez).

 

Por outro lado, confesso que não percebi a conversa de Fernando Santos, quando disse que Portugal não tem um nove, um ponta-de-lança de raiz neste momento. O Gonçalo Paciência, que ainda este fim de semana marcou um golo e fez uma assistência, um André Silva em boa forma, não são pontas-de-lança de raiz? É certo que estes aspetos técnicos já estão um bocadinho além dos meus conhecimentos da matéria, mas… parece um bocadinho desculpa esfarrapada.

 

Mais sentido faz que Fernando Santos considere que jogadores como Paciência não se encaixam na estratégia para estes dois jogos. No entanto, na minha opinião, o miúdo já merece uma oportunidade há algum tempo. Mais cedo ou mais tarde, Fernando Santos vai ter de dar-lha.

 

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Um assunto de destaque é a Convocatória de João Félix que, como toda a gente deve saber, mesmo pessoas sem acesso a televisão, rádio, jornais ou Internet, foi transferido este verão para o Atlético de Madrid – pela módica quantia de 126 milhões de euros (agora é que ele vai poder ver o Doraemon em castelhano). 

 

Ao contrário de Carriço e Podence, de João Félix ninguém perde pitada – incluindo uma situação que eu, sinceramente, estava melhor sem saber (a sério, puto, nem a minha cadela faz isso já…). Como já tinha dado a entender antes, não fiquei lá muito satisfeita com a saída do miúdo do Benfica. Achava que ele não ia conseguir adaptar-se, que não fosse capaz de corresponder ao preço e ao eudeusamento – e que, quando isso acontecesse, seria Félix a arcar com as culpas, não as pessoas que o inflaccionaram para além do razoável. Lá está, um pouco como aconteceu com o Renato. 

 

Até agora as minhas previsões não se cumpriram. Estava errada – e ainda bem! É certo que a época ainda agora começou. Continua a haver muito hype em torno de Félix e estou a tentar não me deixar contagiar. Mas até agora tudo bem e todos esperamos que continue assim. 

 

Ao contrário do que pelo menos uma parte da Imprensa desportiva vos dirá, João Félix ainda não se afirmou na Turma das Quinas. Só conta setenta minutos nas meias-finais da Liga das Nações, em que não fez nada de especial. Não que censure o miúdo – um jogo daquela envergadura não era o mais indicado para a estreia de um jogador, sobretudo um tão jovem como Félix. Nesse aspeto, esta dupla jornada será mais adequada para o miúdo mostrar o que vale. 

 

Ele há de ir lá, mais cedo ou mais tarde. Deem-lhe tempo e espaço. 

 

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Decorre, então, a preparação da segunda dupla jornada de Apuramento para o Euro 2020. Estamos numa situação estranha em que, por um lado, perdemos quatro pontos nos dois primeiros jogos, por outro, ganhámos a Liga das Nações há pouco menos de dois meses (embora, verdade seja dita, muitos poucos têm falado sobre isso). Por um lado, provámos que continuamos entre os melhores da Europa, por outro estamos atrás do Luxemburgo na classificação do nosso grupo de Apuramento. 

 

Só mesmo nós.

 

Vamos reencontrar a Sérvia após o jogo menos conseguido na Luz. Não será fácil – o jogo será em casa deles (e as viagens longas são um fator a tem em conta nesta dupla jornada) e eles já conseguiram neutralizar-nos. É certo que, no último jogo, houve erros do árbitro, admitidos pelo próprio, mas não explica tudo. Vamos ter de jogar melhor. 

 

Quanto à Lituânia, esta será a primeira vez que a defrontamos em jogos oficiais. Antes desta, só disputámos dois jogos particulares: um em Agosto de 2000, que vencemos por 5-1, um em Junho de 2004 – uma semana antes do Europeu – que vencemos por 4-1. Não me lembro de nada deste último jogo, apesar de, em teoria, nesta altura, já estava a acompanhar a Seleção com alguma proximidade. 

 

De qualquer forma, sendo apenas jogos amigáveis que decorreram há mais de quinze anos, não dá para tirar muitas ilações.

 

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Olhando para o histórico recente da seleção lituana, dá para ver que eles não ganham um jogo há quase um ano e meio. A última vitória foi em março do ano passado, perante a Arménia. Os lituanos estão no fundo da tabela classificativa deste Apuramento, com apenas um ponto. Nós estamos imediatamente acima – embora com menos um jogo disputado. 

 

Em teoria, Portugal terá todas as condições para levar este jogo de vencida. Na prática, condições favoráveis às vezes atrapalham os portugas. Os exemplos abundam. 

 

Bem, sempre vamos ter um par de condições desfavoráveis, para contrabalançar. As viagens longas, como já referi, e o relvado artificial. Da última vez, atrapalhou um bocado. 

 

Nada disto servirá de desculpa, claro. Estes jogos são para banhar. Estes e os quatro seguintes, como disse Fernando Santos na Conferência de Imprensa – porque, para nós, não há outra forma de disputarmos Qualificações (sei que já o disse antes, mas é tão caricato, tão caricato, que não resisto a repeti-lo). 

 

O Selecionador diz que deseja Apurar-se no primeiro lugar. Eu também prefiro, claro, e acho que temos todas as condições para fazê-lo. No entanto, já me contento se não tivermos de ir a play-offs. Para além de ser indigno para o atual Campeão da Europa e das Liga das Nações… os play-offs serão apenas em 2020. Não estou habituada a começar um ano par sem saber se a Seleção vai estar no respetivo Europeu ou Mundial e quero evitá-lo.

 

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Aliás, não estou habituada a começar um ano par sem que a Seleção esteja no respetivo Europeu ou Mundial, ponto. Quero evitá-lo ainda mais. 

 

Havemos de consegui-lo. Que diabo, conseguimos vencer a Liga das Nações, havemos de conseguir Apurar-nos. Só dependemos de nós e não nos falta talento ou capacidade. Havemos de sair de (mais) este buraco. 

 

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