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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

O filho pródigo e os estreantes

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Na próxima sexta-feira, dia 22 de março, a Seleção Portuguesa de Futebol recebe, no Estádio da Luz, a sua congénere ucraniana... e eu vou lá estar! Três dias depois, receberá a sua congénere sérvia, também no Estádio da Luz (mais sobre isso adiante). Ambos os jogos contam para a fase de Qualificação para o Euro 2002, que terá lugar em várias cidades europeias.

 

Fernando Santos anunciou os Convocados para esta dupla jornada na passada sexta-feira e… depois de meses de polémica, o filho pródigo está de volta. Cristiano Ronaldo está de volta.

 

Confesso que é um alívio – o que não vos deverá surpreender se tiverem lido o meu balanço de 2018. Numa entrevista que deu poucos dias antes da Convocatória, Ronaldo voltou a dizer que pediu dispensa da fase de grupos da Liga das Nações para se adaptar à sua nova vida, em Turim. No entanto, confessou também já ter saudades da Seleção. “É a minha casa, e quero ajudar Portugal a qualificar-se para o Europeu”.

 

Agora que ele voltou, em retrospetiva, até parece razoável. Até porque, depois do hat-trick pela Juventus, na semana passada, está toda a gente de boa vontade para com ele, a elogiar a maneira como se tem gerido fisicamente.

 

Continuo a achar que tanto ele como Fernando Santos e a Federação deviam ter sido um bocadinho mais claros durante as últimas jornadas da Seleção. Já se tinha falado da adaptação à Juventus aquando dos jogos de setembro, mas na altura todos pensámos que se referia apenas aos primeiros dois jogos. Na dupla jornada seguinte disse apenas que Ronaldo só voltaria este ano e arrumou o assunto.

 

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Podia-se ter evitado uma boa parte da polémica se Fernando Santos tivesse dito logo, preto no branco:

 

– O Cristiano pediu dispensa de toda a fase de grupos da Liga das Nações para se adaptar à mudança para a Itália. Além disso, ele já não tem vinte anos, as pernas dele já não dão para tanto. Em princípio volta no próximo ano. Ele aproveita para gerir a sua vida, eu aproveito para dar mais espaço e responsabilidade aos colegas. Aqueles miúdos não são capazes de apertar os atacadores das chuteiras sem estarem sempre à procura do Cristiano, para que ele resolva qualquer complicação que surja, quero acabar com essa mania.

 

Também admito culpas da minha parte. Posso ter-me deixado contagiar pela insistência dos jornalistas. Já devia saber que a Comunicação Social está sempre a tentar criar escândalos.

 

Em todo o caso, já faz parte do passado. Só resta saber se o Cristiano virá à fase final da Liga das Nações. Não será grave se ele não vier, mas preferia que ele viesse. Sobretudo porque… tenho bilhetes para a final ou para o jogo do terceiro lugar, consoante o nosso resultado nas meias (mais sobre isso na altura).

 

Para além deste regresso, temos várias estreias interessantes. Uma das mais badaladas é a de João Félix, o jovem fenómeno do Benfica, super talentoso, que já conta doze golos esta época.

 

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Uma das coisas que dá que falar em Félix é do seu aspeto de miúdo cinco anos mais novo. Toda a gente goza com isso, incluindo eu e a minha irmã – isto apesar de também parecermos muito mais novas do que realmente somos (não me estou a queixar, atenção!). As da minha irmã, sobretudo no início, eram muito movidas a azia sportinguista. Algumas são um bocadinho fáceis, do género, “Não são horas de ele ir para a cama? Ele não tem aulas amanhã?”.

 

Uma das mais engraçadas, no entanto, foi uma vez, quando Félix estava caído depois de sofrer uma falta.

 

– Chamem a mamã dele, para lhe soprar no dói-dói.

 

A minha irmã também resmungou, uma vez, que o miúdo provavelmente não se lembra de ver o Doraemon dobrado em castelhano – a cena dele deve ser mais os Super Wings. Eu acrescentaria que ele também não se deve lembrar do Sporting campeão… mas se tivesse dito isso à minha irmã, não teria sobrevivido para ver esta dupla jornada.

 

Agora que penso nisso, Félix também não se deve lembrar do Euro 2004. É um bocadinho triste…

 

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De qualquer forma, até a minha irmã acabou por engolir a azia e se render ao talento de João Félix, como toda a gente. Eu, no entanto, ando com medo que o miúdo se torne no novo Renato Sanches – que as pessoas se deixem levar pelo hype, que Félix seja vendido no final da época, dando um passo maior do que a perna. O Renato só agora é que está a recuperar da sua saída prematura para o Bayern (e, mesmo assim, mais ou menos). Não queria que o mesmo acontecesse com o Félix.

 

Infelizmente, acho pouco provável o Benfica colocar o crescimento do miúdo à frente dos milhões que pode encaixar. Mas a esperança é a última a morrer…

 

Diogo Jota, por sua vez, já anda há uns anos no meu radar, desde os seus tempos no Paços de Ferreira. Eu, aliás, achava que ele seria Convocado mais cedo, mas compreendo porque não foi. Com jogadores jovens, nem sempre é benéfico virem demasiado cedo à Seleção A.

 

Jota representa hoje o Wolverhampton, a equipa mais portuguesa da Premier League. Tem-se saído bem. Houve um momento lindíssimo, há um par de meses, em que Nuno Espírito Santo foi abraçá-lo depois de um golo, como poderão ler aqui. E ainda este fim de semana, Jota marcou um belo golo, contribuindo para a expulsão do Manchester United da Taça de Inglaterra.

 

Houveram vários Convocados a marcar nos jogos do fim de semana passado, aliás. João Félix, Rafa, Diogo Jota, Bernardo Silva… Este último, então, tem deixado toda a gente rendida no Manchester City e, como dá para ver aqui, anda a ser devidamente acarinhado.

 

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É sempre bom ver que os nossos jogadores são bem tratados nos clubes que representam.

 

Tudo isto só prova que Fernando Santos escolheu bem.

 

Antes de passarmos a outro estreante, queria só comentar o “apelido” de Diogo Jota. Eu já desconfiava mais ou menos que não era o seu verdadeiro último nome e confirmei-o agora, com o Google. O seu nome completo é Diogo José Teixeira Silva. Suponho que o “Jota” venha de José.

 

Estou a rir-me porque parece mesmo algo que um miúdo faria ao escolher o seu nome futebolístico ou nickname da Internet, para soar fixe. Eu mesma decidi, quando tinha treze ou catorze anos, que a minha assinatura incluiria a inicial do meu apelido do meio – “Sofia M. Almeida” – e ainda hoje assino desta forma.

 

Pelo menos no caso do Diogo, teve o efeito que ele certamente queria. Sempre achei piada ao nome dele. O facto de a letra “J” ter um dos nome mais giros de todo o alfabeto ajuda.

 

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Consta que a Convocatória de Dyego Sousa foi a mais inesperada e… a mais contestada, embora não tanto por motivos futebolísticos. Confesso que não sabia muito sobre o ponta-de-lança do Sporting de Braga antes de ele aparecer na Lista de Fernando Santos. No entanto, segundo o que tenho lido na Internet, não será uma Escolha assim tão descabida quanto isso.

 

Não sabia, também, que ele era português naturalizado. É o primeiro a vir a Seleção em quase uma década, aliás, agora que penso nisso – desde Liedson, em 2009. Este último, também, só vestiu a Camisola das Quinas durante o quê? Um ano? (Os anos de Carlos Queiroz como Selecionador foram estranhos…)

 

Por outro lado, Pepe, também naturalizado, já está há quase doze anos connosco e eu não podia estar mais grata. Tenho quase a certeza que já o referi antes, mais do que uma vez, aliás, mas Pepe tem mais amor à Camisola das Quinas que muitos portugueses, citando as sábias palavras de Rui Santos, "bacteriologicamente puros". A Seleção deve-lhe muito, incluindo o nosso primeiro título.

 

É por essas e por outras que fico ainda mais zangada em retrospetiva com as palavras de José Mourinho, durante o Mundial 2014. Pepe fez uma idiotice durante o jogo com a Alemanha, conforme se devem recordar, e Mourinho veio dizer que o defesa devia ter tido juízo visto “nem sequer ser português”.

 

Também eu teci críticas duras a Pepe, na altura, pois o seu comportamento nos custou caro, mas nunca traria a sua naturalidade à baila. A Seleção não está a fazer-lhe nenhum favor ao deixar Pepe representar as Quinas. Bem pelo contrário. Não me lembro, aliás, de Mourinho ou outra pessoa qualquer se queixar das origens de Pepe depois dos golos que marcou ou das suas exibições imperiais. Só quando faz asneiras (ele tem o seu histórico, a sua fama, mas está longe de ser o primeiro ou de vir a ser o último a agir como um asno pela Seleção) é que, de repente, a sua condição de naturalizado é um problema.

 

O Mourinho, às vezes, é uma besta.

 

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Outro exemplo de "bestice", este mais recente, foram as já referidas palavras de Rui Santos, que podem ouvir aqui. Eu até concordo que uma das tarefas da Federação é investir no jogador jovem português... mas não é isso que a Federação tem feito, nos últimos anos? Não há uma data de jovens talentos no radar de Fernando Santos? Não temos já alguns desses talentos, como Bernardo Silva e André Silva, praticamente com lugar cativo na Seleção? O Dyego é um jogador naturalizado entre dezenas de Marmanjos não-naturalizados! É o primeiro naturalizado em quase uma década!

 

Além de que falar em portugueses "puros", seja de forma bacteriológica ou não (se uma pessoa se quer armar em besta, ao menos tenha o cuidado de não se enterrar ainda mais com gaffes deste género), roça a xenofobia.

 

Felizmente, Dyego Sousa parece ser feito do mesmo material que Pepe, pelo menos no que toca ao amor à camisola. Consta que Dyego já era adepto da Equipa de Todos Nós. Quando foi Convocado, terão havido lágrimas e chamadas para a família na reação. Agora, está todo contente no seio da Equipa das Quinas e, segundo Rúben Neves, até houve serenata dele, juntamente com João Félix e Diogo Jota (estou muito zangada com os Marmanjos por, aparentemente, nenhum deles ter filmado e partilhado connosco nas redes sociais).

 

Quando é assim, quando se nota que os próprios jogadores estão felizes enquanto representam a Seleção, é tudo muito mais especial. Já ando nisto há muitos anos, mas não me canso disso.

 

Se eu pudesse dar um conselho a Dyego Sousa, dir-lhe-ia para se agarrar a essa alegria e entusiasmo, ao sonho que está a viver. Ele que dê o seu melhor para representar Portugal e que os Rui Santos desta vida se lixem (para não usar um termo mais colorido). Assim que Dyego começar a marcar golos pelas Quinas, ninguém se vai ralar com as suas origens.

 

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Vamos, então, dar início ao Apuramento para o Euro 2020 frente à Ucrânia, no Estádio da Luz. Uma palavra, aliás, para os dois jogos da dupla jornada no mesmo estádio: já é ridículo! A Luz já andava a receber mais jogos da Seleção que qualquer outra arena portuguesa, nos últimos anos. Já foi um bocadinho estranho no ano passado, por exemplo, termos tido dois jogos lá com apenas três meses de intervalo. Agora temos com dois dias!

 

Eu sei que a Luz tem dado sorte às Quinas, mas estamos no início do Apuramento! Ainda se fossem os últimos jogos ou playoffs (que espero não virmos a precisar)... Não se podia ter, pelo menos, atribuído um dos jogos ao Estádio de Alvalade? Este não recebe a Seleção desde 2015 e, ainda no ano passado, teve de abdicar do jogo com a Itália por causa das eleições no Sporting.

 

Além de que existem muitos outros estádios que mereciam mais amor por parte da Seleção: o de Aveiro, o de Coimbra, o do Algarve…

 

Mas regressemos ao jogo de amanhã. Já estou um bocadinho farta da Luz (o que tem piada tendo em conta que nunca lá tinha ido até há quatro anos) mas, desta feita, para além da minha irmã, vêm também os meus pais, que ainda não conhecem o Estádio. Infelizmente, só conseguimos bilhetes para o terceiro anel, mas, lá está, tenho-me fartado de vir à Luz, não me posso queixar. A Federação anda a pedir-nos para estarmos lá às 19h30 – devem querer fazer alguma coisa especial durante o hino – mas acho que vai ser complicado nós os quatro chegarmos a tempo…

 

A Seleção ucraniana é um caso raro na Europa no sentido em que deve ser uma das poucas equipas neste continente com quem jogámos pouquíssimas vezes. Neste caso, só em duas ocasiões, durante a Qualificação para o Mundial 98. Ganhámos em casa, perdemos fora – ou seja, não dá para tirar grandes ilações.

 

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No passado mais recente, os ucranianos falharam a Qualificação para o Mundial 2018, mas saíram-se bem na Liga das Nações. Subiram à Liga A – ou seja, tecnicamente, estão entre os melhores da Europa.

 

É óbvio que nós somos favoritos e que temos a obrigação de ganhar, por todos os motivos e mais alguns. Mas desenganem-se aqueles que esperarem facilidades no jogo de amanhã. Precisaremos de concentração máxima – até porque, nos últimos anos, temos tido o hábito infeliz de tropeçarmos nos primeiros jogos dos Apuramentos.

 

Quanto ao jogo com a Sérvia, ainda não sei se consigo vê-lo. Vou estar de serviço nessa noite. Se não se importam, vou tirar alguns parágrafos para me queixar do meu habitual péssimo timing no que toca à Equipa das Quinas. Só preciso de fazer serviços à noite de três em três meses, mais coisa menos coisa. A Seleção esteve em pausa durante quatro meses, mas um dos jogos tinha de coincidir com a minha noite de serviço.

 

Quer dizer, porque não, não é?

 

Não será assim tão tão dramático, pois talvez seja capaz de acompanhar o jogo na rádio, pelo menos, com algumas interrupções, se necessário. Não é a mesma coisa que ver o jogo no conforto de minha casa, claro, mas apesar de tudo podia ser pior.

 

Com a minha sorte, se algum dia engravidar, aposto que darei à luz durante um jogo da Seleção. O que até pode ser giro, seria uma história engraçada para, mais tarde, contar à criança. Aliás, se for um menino, até poderá receber o nome do Homem do Jogo… se eu gostar desse nome, é claro (não sou grande fã do nome Cristiano, por exemplo).

 

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Ao contrário da Ucrânia, temo-nos cruzado algumas vezes com a Sérvia nos últimos anos. A última ocasião foi durante o Apuramento para o Euro 2016. Felizmente ganhámos os dois jogos. Os sérvios foram ao Mundial, mas ficaram-se pela fase de grupos. Não se saíram mal na Liga das Nações, no entanto – subiram à Liga B. Em princípio estarão ao nosso alcance mas, já se sabe, prognósticos só no fim do jogo.

 

Tenho andado contente, mesmo entusiasmada, com o regresso dos jogos da Seleção após estes meses todos – e acho que o regresso do pródigo e os estreantes contribuíram para isso, pelo menos em parte. Os hiatos de inverno já não me incomodam como incomodavam há uns anos. Talvez porque o tempo passa mais depressa agora que estou mais velha, talvez porque a pausa ajuda a evitar o desgaste que às vezes sinto com este blogue e mesmo com a própria Seleção.

 

Estamos a entrar num novo capítulo, em que temos um título para defender. Confesso que fico um bocadinho nervosa quando falamos disto numa altura tão precoce do campeonato, mas já sabem como sou. Em minha defesa, não acho que exista nada de errado em dar um passo de cada vez, concentrarmo-nos em começar bem a Qualificação para evitar aflições desnecessárias.

 

Eu farei a minha parte amanhã, na Luz. Cabe aos Marmanjos fazerem o resto, mostrarem porque somos Campeões Europeus.

 

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Seleção 2018

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Primeira publicação de 2019! Bom ano, pessoal! Uma das tradições de Ano Novo aqui do blogue é fazer um balanço do ano que termina no que toca à Seleção. Tal como aconteceu no ano passado, atrasei-me. Não é grave, na minha opinião, já que os anos das seleções só começam em março. E mais vale tarde do que nunca (um princípio que se está a tornar um lema de vida, numa altura em que já tive muito mais tempo para escrever…).

 

Esta revisão de 2018 decorrerá nos mesmos moldes que as revisões de 2016 e 2017: assinalando o melhor e o pior do ano. Assim, sem mais demoras, comecemos por…

 

O pior

 

  • A degradação do futebol português

 

Esta não se relaciona diretamente com a Seleção, mas afetou muito a maneira como encaro o futebol – e, quando digo “afetou”, quase podia dizer “estragou”. Falo da toxicidade endémica no futebol português em geral e, em particular, do ataque à Academia de Alcochete e respetivas consequências.

 

Escrevi sobre esse episódio aqui no blogue no rescaldo imediato do mesmo. Muitas das coisas de que me queixei na altura mantiveram-se durante o resto do ano – a elas se juntando uns quantos meses de novela com o, agora, ex-Presidente do Sporting (que em certos momentos foi vilão, em outros foi vítima) e o caso e-toupeira.

 

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Quem acompanhe este blogue há algum tempo, estará fartinho de saber que não apoio a sério nenhum clube, tirando a Seleção. Ainda assim, de alguns anos a esta parte, tenho vindo a acompanhar o futebol de clubes com algum interesse. Por causa da minha irmãzinha sportinguista; para ir acompanhando o percurso dos atuais ou possíveis jogadores das Quinas; para ir tendo coisas que publicar na página do Facebook deste blogue quando a Seleção não está ativa; porque gosto genuinamente de futebol pelo futebol, puro e duro (à semelhança do meu pai, diga-se). Bem como quando serve de pretexto para trazer à tona o melhor da Humanidade

 

No entanto, à conta do ambiente degradante no futebol português, durante uma boa parte de 2018 andei alheada do futebol de clubes. Não que tenha sido o único fator, para ser sincera –  aspetos como as acusações a Ronaldo e o fim das transmissões da Champions na SportTV também contribuíram. Mas a toxicidade do futebol português foi o principal motivo. Inclusivamente, nunca mais quis voltar ao Estádio de Alvalade – não quando as pessoas cantando na curva sul podiam ter estado envolvidas, de uma forma ou de outra, na invasão a Alcochete.

 

Só agora, que as coisas estão um bocadinho mais calmas, é que estou a reaprender a gostar do futebol de clubes. Uma das minhas resoluções, que não chega a sê-lo, para 2019 é procurar focar-me no futebol puro e duro, dentro das quatro linhas, e ignorar o resto.

 

 

Tirando, claro está, as manifestações do melhor lado do futebol, como referi acima. Um bom exemplo foi o vídeo de Natal do Sporting. É de mensagens como esta que o futebol e o mundo precisam.

 

 

  • Mundial abaixo das expectativas

 

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Acredito que qualquer pessoa com um mínimo de realismo em relação ao futebol sabia que, mesmo com o título europeu, seria muito difícil Portugal ganhar o Mundial. Não se poderia censurar o grupo se não conseguisse. No entanto, acho que estávamos todos à espera de mais do que fizemos: uma fase de grupos sofrível, tirando o primeiro jogo, e uma eliminação nos oitavos-de-final.

 

Quando reli as crónicas desses jogos aqui no blogue, em preparação para este texto, reparei que me tinha esquecido de muitos pormenores. Tirando o jogo com a Espanha (e mesmo assim), foram exibições insípidas, esquecíveis. Continuo a preferi-las a boas exibições com resultados maus, mas não por muito, sinceramente. Tirando Cristiano Ronaldo, Rui Patrício e um ou outro, ninguém parecia saber o que estava a fazer ali.

 

Continuo sem perceber ao certo o que aconteceu na Rússia. Nervosismo e falta de confiança da parte dos mais novos? Demasiada dependência de Ronaldo? Consta que, muitas vezes, jogadores como Bernardo Silva e João Mário interrompiam jogadas de ataque para procurarem o Capitão.

 

Seremos apenas uma seleção de nível europeu, com o Mundial a ser já demasiada areia para a nossa camioneta? Estarão todos os Mundiais que não os de 1966 e 2006 fadados para nos correrem mal?

 

Não sei dizer mesmo. Só sei que esperava mais, queria mais.

 

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Mesmo a nível pessoal, o Campeonato do Mundo não foi um período muito fácil para mim. O mês de junho foi muito intenso no meu trabalho, já que tinha uma colega de férias e tive de trabalhar em dois sábados de manhã e num domingo, o dia todo. No meu único fim de semana livre, fui à Suíça visitar o meu irmão – não que me esteja a queixar, mas sempre me roubou tempo de escrita.

 

Para conseguir dar conta do recado, tive de saltar a parte em que rascunho as crónicas à mão. Assim, escrevia diretamente no Google Docs, no computador ou no smartphone. Lembro-me mesmo de, durante a tal viagem à Suíça, andar pelas ruas de Zurique, na véspera dos oitavos-de-final, tentando acabar a crónica do jogo com o Irão no telemóvel.

 

Não gostei disso. Não é assim que prefiro escrever. Fiquei genuinamente surpreendida quando reli esses textos e estes estavam razoavelmente bem escritos.

 

Com a derrota com o Uruguai, deixei de estar sob tanto stress para manter este blogue atualizado. Claro que, quando isso aconteceu, senti-me triste e culpada pelas minhas queixas enquanto a Seleção ainda estava no Mundial (ainda que só me queixasse a mim própria). Aliás, se o desempenho das Quinas na Rússia tivesse sido satisfatório, não estaria a queixar-me – pelo contrário, estaria a recordar esse stress de uma forma mais positiva.

 

Ainda assim, se/quando (escolham vocês) nos Qualificarmos para o Euro 2020, talvez tire férias durante o campeonato. Ou pelo menos mais folgas.

 

  • A ausência de Ronaldo

 

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A nossa fase de grupos da Liga das Nações correu bem, mas esteve sempre assombrada pela ausência inexplicada de Cristiano Ronaldo. Não pela ausência em si – Ronaldo não fez falta, obrigou os restantes jogadores a serem homenzinhos, a fazerem eles mesmos as coisas, sem estarem sempre à espera do Capitão-papá – antes pela falta de justificações. Na primeira jornada, ainda disseram que Ronaldo queria concentrar-se na adaptação à Juventus. Depois disso, limitaram-se a dizer que Ronaldo tinha combinado com a Federação que não voltaria às Quinas em 2018, ponto final.

 

Nenhuma das partes lidou bem com o assunto. Por um lado, tal como a Fernando Santos, irritaram-me as perguntas insistentes dos jornalistas. Já se sabia que Ronaldo só regressaria em 2019 (regressará?). A Seleção estava a conseguir os resultados sem ele. Havia necessidade de bater na mesma tecla em todas as Conferências de Imprensa?

 

Por outro lado, os jornalistas batiam na mesma tecla porque Cristiano Ronaldo, Fernando Santos e os outros responsáveis da F.P.F. insistiam em não responder às perguntas. Se dessem uma explicação qualquer, por fraquinha e polémica que fosse, o assunto ficaria arrumado. Mas assim o caso arrastou-se ao longo de toda a fase de grupos e ainda hoje continua por resolver.

 

Tudo isto é lamentável e indigno da parte de Ronaldo. Conforme escrevi antes, ninguém o censuraria se quisesse desistir da Seleção. Mas não devia ser desta forma. Não devia ser assim que os últimos quinze anos – que incluíram presenças e golos em todos os campeonatos de seleções e o primeiro título das Quinas – deviam acabar.

 

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Ronaldo devia despedir-se da Equipa de Todos Nós como deve ser: com uma carta aberta ou uma Conferência de Imprensa emotiva. Eu pessoalmente gostaria que marcassem um jogo particular de propósito para o adeus. Só mesmo para, perto do fim, ser substituído e trocar aplausos e lágrimas com o público.

 

Porque, não sei como será como vocês, mas eu vou chorar. Por amor da Santa, são quinze anos. Oito campeonatos de Seleções (nove, se contarmos com a Taça das Confederações), mais de cento e cinquenta jogos, oitenta e cinco golos, mais de metade da minha vida.

 

Mas espero que a despedida seja melhor do que estamos a receber.

 

Já se debate se Ronaldo deve ser Convocado para a fase final da Liga das Nações, quando ele mesmo se excluiu da fase de grupos. Eu acho que não devia – mas não me admirava se ele mesmo escolhesse não vir, já que são jogos no final da época.

 

Com isto tudo, quase tenho medo da primeira Convocatória do ano, em março. Tenho medo que Ronaldo fique outra vez de fora e que toda esta novela recomece.

 

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Vamos esperar, no entanto, que isso tenha ficado em 2018. Que ele regresse para a Qualificação para o Europeu, conforme os responsáveis da Federação garantem que fará. Ou então, que decida colocar o ponto final na sua história nas Quinas e que o faça condignamente.

 

O melhor

 

  • As partes boas do Mundial

 

Nem tudo foi mau no Mundial. Quem acompanhe este blogue há uns anos saberá que gosto sempre de campeonatos de seleções e da preparação dos mesmos. Dão-me mais coisas sobre que escrever aqui no blogue, sobre que publicar na página. Gosto também, até certa medida, do circo mediático e publicitário, em torno de um futebol, regra geral, menos tóxico que o dos clubes. De sonhar com um bom desempenho.

 

Muitas vezes, alás, gosto mais das semanas entre a Convocatória e o início propriamente dito do Campeonato – onde, regra geral, os sonhos e esperanças chocam de frente com a realidade.

 

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Com o Mundial 2018 não foi diferente. O jogo com a Espanha permitiu-nos prolongar a ilusão durante mais uns dias – mesmo tendo sido um one-man show de Cristiano Ronaldo. Não posso deixar de referir, também, a entrevista que dei à SIC, no dia do jogo com o Irão – uma das melhores manhãs que tive em 2018. Por fim, foi divertido ver o jogo com o Uruguai num bar de desporto em Zurique, mesmo que tenhamos perdido.

 

Pode não ter sido muito, sobretudo em comparação com o Euro 2016, mas estou grata.

 

  • Qualificação para a fase final da Liga das Nações

 

A Seleção tinha um desafio considerável neste outono: conseguir o Apuramento para a final four da Liga das Nações, perante adversários de algum calibre, sem a sua maior referência. Não sendo uma tarefa dantesca, não seria fácil.

 

Felizmente Portugal passou no teste. Qualificou-se para a fase final, sem derrotas (foi a única equipa da Liga A a consegui-lo), com pelo menos duas boas exibições, nos dois primeiros jogos.

 

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O primeiro decorreu na Luz, frente à Itália. Portugal venceu por uma bola a zero, com golo de André Silva e uma exibição agradável. É certo que houve demérito da parte dos italianos, mas sempre foi a primeira vitória de Portugal perante a Itália em décadas, em jogos oficiais.

 

Por sua vez, o segundo jogo do grupo, perante a Polónia, teve uma boa exibição do coletivo. Ganhámos por três bolas contra duas. Destaque para os três Silvas – Rafa Silva, André Silva e Bernardo Silva – responsáveis pelos golos portugueses.

 

Os dois jogos seguintes foram menos conseguidos. O jogo com a Itália, em San Siro, resultou num empate a zeros – fraquinho, mas ao menos selou o Apuramento. O jogo em casa, com a Polónia, serviu apenas para cumprir calendário. Teve, portanto, a qualidade exibicional de mais um particular.

 

Podia ter sido um bocadinho melhor, nas não se podia exigir mais. Esta nova geração de talentos colocou-nos em mais uma fase final de um campeonato de selecções (albergada por nós, ainda por cima!) e deixa boas indicações para o futuro das Quinas.

 

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Já se sabe que vamos jogar com a Suíça, nas meias-finais. Não foi um mau resultado para este sorteio – é uma equipa que conhecemos bem, da Qualificação para o Mundial 2018. Mas é evidente que não vai dar para facilitar.

 

Falando de resultados de sorteios, também acho que tivemos sorte com os adversários do Apuramento para o Euro 2020. Sorte é como quem diz… Este grupo é uma seca. Sérvia? Ucrânia? Para não falar da Lituânia e do Luxemburgo. Não são o tipo de jogos por que uma pessoa anseie.

 

Espero que tenham aproveitado a fase de grupos da Liga das Nações e que, depois, aproveitem a final four. Vai ser toda a excitação a que teremos direito até, pelo menos, ao fim de 2019.

 

Um pormenor engraçado em que reparei há tempos, quando explicava o funcionamento da Liga das Nações e do Apuramento para o Europeu, é que a constituição dos grupos funciona de maneira oposta, de uma competição para a outra. Na Liga das Nações, somos agrupados com equipas de nível teoricamente semelhante ao nosso – para aumentar a competitividade e o interesse dos jogos.

 

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Por sua vez, os grupos de Qualificação são constituídos por equipas de “escalões” diferentes. Para que, pelo menos em teoria, sejam as equipas mais fortes a Apurar-se para o Europeu. Faz sentido mas, tirando várias notáveis exceções, não são jogos muito apelativos.

 

Parece ser esse o caso do nosso grupo de Qualificação. Ainda assim, não seria de todo estranho se nos atrapalhássemos perante estes adversários, teoricamente fáceis. Temos essa triste mania. Sempre daria um bocadinho de emoção a este Apuramento, mas eu prefiro não brincar com o fogo.

 

E foi isto 2018. Escrevi um pouco mais da parte d’O pior, mas isso não significa que o ano tenha sido assim tão mau. Apenas que tive mais a dizer sobre as partes más do que sobre as partes boas – às vezes acontece.

 

Admito que 2018 não foi tão bom como os anos anteriores, pelos motivos que listei acima. Mas não foi de todo um ano mau. Já apanhei a minha quota parte de anos maus da Seleção e este não foi um deles. Nenhum tem sido mau desde 2014. Desde que Fernando Santos assumiu o leme, por sinal – embora isso esteja longe de ser o único fator.

 

Esperemos, então, que 2019 seja melhor que 2018. Mais especificamente, que Portugal consiga a Qualificação direta para o Euro 2020 e que se saia bem na final four da Liga das Nações – de preferência levantando o troféu.

 

Obrigada por tudo o que fizeram por mim e por este blogue em 2018. Desejo-vos um resto de 2019 muito feliz, com saúde (mas não muita muita, que senão fico sem emprego), objetivos cumprimos, bons jogos e muitos golos da Seleção. Em março haverá mais.

 

Bandeira vermelha

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Na próxima quinta-feira, dia 6 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol receberá, no Estádio do Algarve, a sua congénere croata, em jogo de carácter amigável. Quatro dias mais tarde, receberá a sua congénere italiana, no Estádio da Luz, naquele que será o seu primeiro jogo na primeira edição da Liga das Nações… e eu estarei lá!

 

Antes de falarmos sobre os jogos em si, falemos sobre a Convocatória para esta jornada dupla. Nomeadamente… a ausência de Cristiano Ronaldo.

 

Na altura da Convocatória irritei-me, mas a azia já me passou. Bem, quase toda. A ausência terá sido combinada entre Fernando Santos e o Capitão, que se mudou há pouco tempo para a Juventus e precisa destas duas semanas para se adaptar (note-se que, até ao momento, ele ainda não marcou em jogos oficiais… ao contrário do Cristianinho, curiosamente).

 

A minha azia tinha vários motivos: para começar, o Ronaldo não é o primeiro e não será o último jogador a vir à Seleção pouco após mudar de clube. Se o Rui Patrício, o William Carvalho e os outros jogadores do Sporting que foram atacados durante o treino puderam disputar o Mundial, um mês depois, o Ronaldo não podia disputar dois míseros jogos dois meses depois de ir para a Juventus?

 

Ainda se compreendia se fossem dois particulares. Mas um dos jogos é oficial, o primeiro numa prova novinha em folha, perante a Itália – que pode não ser o tubarão que era há uns anos, mas não é nenhum Luxemburgo.

 

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Não estamos a ir longe demais nos favores? Se o Ronaldo quer sair da Seleção, que o assuma de uma vez, como um homem adulto! Ninguém lho levaria a mal. Luís Figo tinha a idade dele quando pendurou a Camisola das Quinas. Ficaríamos tristes (eu, quase de certeza, vou chorar quando isso acontecer), mas aceitá-lo-íamos. Agora, estes meios-termos não dão com nada.

 

Hoje, passados uns dias, já aceito melhor a decisão, dele e de Fernando Santos. Se por um lado, como disse acima, há muitos jogadores que não pedem dispensa por condições mais difíceis do que uma mudança de clube, também acredito que, se alguém pedisse ao Selecionador para não ser Convocado, ele aceitá-lo-ia. Fábio Coentrão, por exemplo, pediu para não ir ao Mundial da Rússia, pois está sempre à beira de uma lesão. E, se bem me recordo, Anthony Lopes pediu dispensa da Taça das Confederações por motivos pessoais.

 

Por outro lado, se um jogador se sente mais ou menos à vontade para fazer estes pedidos é outra questão, claro. Cristiano Ronaldo tem uma margem de manobra maior do que os outros.

 

As minhas objeções são mais uma questão de princípio. Na prática, até é capaz de ser uma boa opção técnica deixar Ronaldo de fora.

 

Para o melhor e para o pior, continuamos muito dependentes do nosso Capitão. Fernando Santos quer, claramente, começar uma nova era na Turma das Quinas: ao deixar de fora uns quantos titulares habituais e ao Chamar uma série de jovens, alguns novidades absolutas, alguns já antes Convocados mas pouco utilizados.

 

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Para além de ser uma boa altura para renovar, é uma boa altura para tentar resolver a nossa Ronaldodependência. Precisamos de crescer, de aprender a resolver os nossos próprios problemas, sem estar à espera que venha o Capitão-papá fazer o trabalho por nós. Intencionalmente ou não, Fernando Santos está a tirar-nos as rodinhas da bicicleta, a atirar-nos para a água, a ver se aprendemos a nadar para não nos afogarmos.

 

E, tendo em conta os nossos adversários, não vamos aprender a nadar na piscina das crianças. Vamos fazê-lo numa praia com bandeira vermelha.

 

Já resultou uma vez, antes.

 

Esta é, sem dúvida, uma dupla jornada interessante. Vamos enfrentar os atuais vice-campeões do Mundo… e a Itália. Há um ano ou dois, nunca imaginaria usar esta expressão para falar da Croácia.

 

Mas também, antes de 2016, poucos imaginariam usar a expressão “Campeões Europeus” para falar dos portugueses.

 

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O nosso historial recente perante a Croácia até tem sido favorável – destaquem-se os oitavos-de-final do Euro 2016 – mas depois do desempenho deles no último Mundial, de pouco nos serve o passado. Não, não vai ser um jogo fácil. Dou graças por ser apenas um particular.

 

Mas estou curiosa para saber como Portugal se sairá perante esta Croácia.

 

Falemos, então, sobre a Liga das Nações. É bastante excitante estarmos, agora, em vésperas da sua estreia, quatro anos após saírem as primeiras informações – e de ter escrito sobre elas. Este artigo explica bem as regras, caso ainda não as conheçam. São bastante simples. Eu apenas tenho algumas dúvidas em relação à parte da Qualificação para o Euro 2020. De qualquer forma, prefiro encarar isto como um jogo de tabuleiro novo: por muito que nos expliquem as regras no início, só se aprende jogando.

 

Vamos, então, estrear-nos nesta prova com a Itália, um adversário tradicionalmente complicado para os portugueses, mas que falhou o último Mundial – já não são o que eram. Guardamos, aliás, boas recordações do nosso último jogo contra eles. É certo que era uma Itália desfalcada, mas não deixou de ser agradável – sobretudo porque não lhes ganhávamos há décadas. Éder marcou o único golo da partida – foi nessa altura que senti o choque que quase toda a gente sentiria um ano mais tarde, depois da final de Paris.

 

Infelizmente, desta feita não temos Éder (nem Ronaldo). Mesmo assim, talvez consigamos ganhar. Quem sabe?

 

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O jogo será na Luz e eu vou lá estar, com a minha irmã – mais uma ocasião para usar a minha camisola. Até há um par de meses, estava previsto o jogo realizar-se em Alvalade. No entanto, as eleições no Sporting foram marcadas para dois dias antes do jogo. Logo, por uma questão de logística, a Federação achou por bem mudar o encontro para o outro lado da Segunda Circular.

 

Esta decisão causou alguma polémica nas redes sociais, não sem razão. Afinal de contas, Alvalade não recebe um jogo da Seleção há três anos (pergunto-me se é por os últimos jogos lá não terem corrido muito bem). Por sua vez, a Luz tem recebido um por ano, quando não recebe dois – o último foi há três meses!

 

No entanto, acho que a Federação fez bem. Da maneira como as coisas têm estado no Sporting, nos últimos tempos… Ainda nos arriscávamos a ter o presidente deposto em junho a barricar-se nos balneários com uma das seleções, mantendo os jogadores como reféns até lhe devolverem a presidência.

 

Vão dizer-me que isto é assim tão improvável? Há um ano, talvez… Mas agora?

 

Enfim. Talvez seja possível Alvalade receber outro jogo da Liga das Nações numa das próximas duplas jornadas, quando as coisas estiverem mais calmas no Sporting. De preferência com Bruno de Carvalho internado num hospício.

 

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Para já, o que interessa é que a Seleção vai jogar outra vez. Andei muito desinteressada do futebol este verão – em parte por estar ainda chateada por causa do nosso desempenho no Mundial, em parte por não gostar do mercado de transferências, em parte por causa da confusão no Sporting e, agora, no Benfica. Talvez estes jogos, este novo ciclo na Equipa de Todos Nós, me ajudem a limpar o palato, a recuperar o entusiasmo pelo futebol. Que este novo capítulo nos traga muitas alegrias.

 

Obrigada pela vossa paciência. Visitem a página do Facebook deste blogue aqui.

Portugal 1 Uruguai 2 – Sem arte nem engenho

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No passado sábado, a Seleção Portuguesa de Futebol perdeu perante a sua congénere uruguaia por duas bolas contra uma, em jogo a contar para os oitavos-de-final do Mundial 2018. Com este resultado, Portugal regressou a casa após uma participação que, sinceramente, soube a muito pouco.

 

No dia do jogo, estava na Suíça, de visita ao meu irmão. Ele levou-nos a um pub irlandês, daqueles com várias televisões, feitos mesmo para assistir a transmissões de desporto. Estavam lá alguns portugueses. É um conceito giro. Deviam abrir mais bares desportivos, como este, cá em Portugal.

 

Enfim, ver um jogo numa esplanada também é fixe.

 

Pena não ter saído feliz do bar. Nem quero falar muito acerca do jogo. Portugal sofreu um golo logo aos sete minutos. Suarez fez uma assistência de letra para Cavani que, nas costas de José Fonte e Raphael Guerreiro, cabeceou para as redes portuguesas.

 

Depois dessa, os uruguaios começaram a jogar à defesa. E fizeram-no com competência – enquanto nós nos fartávamos de perder bolas desnecessariamente.

 

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A Seleção, ao menos, entrou melhor na segunda parte, disposta a lutar pela igualdade, culminando no golo de Pepe, de cabeça, na sequência de um canto. Este foi o único golo neste Mundial que consegui festejar como deve ser: sem spoilers da vizinhança, sem estar no trabalho, gritando “GOLO!” em coro com vários outros adeptos.

 

Quando for o Europeu, daqui a dois anos, vou fazer tudo para, pelo menos, evitar os spoilers.

 

Infelizmente, a alegria não durou muito. Pouco mais de cinco minutos mais tarde, os uruguaios regressavam à vantagem, numa jogada em que Pepe ficou mal na fotografia, o meio-campo português foi inútil e Cavani estava completamente desmarcado. 

 

Passámos o resto do jogo a correr atrás do empate, sem sucesso. Cristiano Ronaldo seria muito aplaudido por ter amparado Cavani para fora do campo, quando este se lesionou, mas eu desconfio que ele queria evitar que o uruguaio perdesse tempo com fitas. Nos últimos minutos do jogo, Rui Patrício subiu mesmo ao meio-campo do Uruguai – sintoma típico de equipa desesperada. Eu acreditei até ao fim – não seria a primeira vez que um marcador funcionava à beira do fim.

 

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Não serviu de nada. A derrota manteve-se.

 

Muitos dizem que esta segunda parte foi a melhor prestação de Portugal no Mundial, mas não consigo concordar. Na minha opinião, nenhuma exibição pode ser considerada “boa” se o adversário consegue marcar sempre, ou quase sempre, que vem à nossa baliza. Como reza um dos Menos Ais, “vitórias morais não têm arte nem engenho”. Não tinha saudades nenhumas – nenhumas – de “jogar bem” e perder.

 

Foi isto a nossa participação no Mundial, em suma: um inusitado empate com a Espanha, onde só deu Ronaldo; uma exibição sofrível perante Marrocos, que ao menos deu três pontos; uma exibição melhorzita perante o Irão mas que só chegou para o empate; uma boa exibição perante o Uruguai, mas sem eficácia e com erros defensivos. Foi melhor que 2014, é certo, mas não que 2010. Era irrealista apontar para o título, mas acho que todos esperávamos mais da Seleção Campeã da Europa.

 

Eu definitivamente esperava mais. Esperava ficar no Mundial até às meias, ou pelo menos aos quartos-de-final.  Como referi antes, só pude festejar um golo como deve ser. E queria ter assistido a pelo menos um jogo no Terreiro do Paço, na fan-zone, onde fui entrevistada.

 

O Mundial continua sem nós e eu confesso que não tenho grande vontade de ver os outros jogos. Não sou daquelas pessoas que, aquando do apito final, declararam prontamente que o Mundial para elas acabara. Não sou assim tão lusocêntrica. Mas não consigo evitar pensar, sempre que passam jogos ou vejo notícias sobre o Mundial, que nós podíamos ainda estar lá.

 

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Não ajuda saber que outras grandes seleções, como a Alemanha, a Espanha e a Argentina, também já vieram para casa. Pelo contrário, com uma boa parte dos tubarões fora da corrida, esta era uma boa oportunidade de tentar o título.

 

Agora que estamos fora, não torço por ninguém em particular. Só não quero que a França ganhe.

 

Já conto catorze anos disto, uma mão-cheia de campeonatos de seleções, mas derrotas como esta não deixam de doer. É possível que doa mais agora, já que não tivemos de lidar com finais infelizes durante quatro anos (como escrevi na altura, a Taça das Confederações não me desiludiu por aí além).

 

Ao menos agora podemos consolar-nos recordando a final de Paris. Mais: são muito poucas as mágoas que não se curam com uma tablete grande de chocolate e o documentário “10 de julho”.

 

Há de passar. Se Fernando Santos e a Federação em geral fizerem as coisas como deve ser, hão de olhar para este Mundial, perceber porque é que não resultou e procurar corrigir os erros, para os próximos compromissos da Seleção. Daqui a dois meses começa um novo ciclo, com a Liga das Nações, uma prova novinha em folha, e a Qualificação para o Euro 2020. Os Europeus costumam correr-nos melhor, talvez dê para defendermos o nosso título… mas não nos adiantemos.

 

Um agradecimento a todos os que acompanharam o Mundial da Seleção comigo, quer através do blogue, quer através da página do Facebook. Nos próximos dois meses o blogue estará em pausa e mesmo a página terá menos atividade. Em setembro haverá mais. Obrigada e até à próxima.

 

Portugal 1 Marrocos 0 – Brincando com o fogo

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Na passada quarta-feira, dia 20 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere marroquina por uma boa sem resposta, em jogo a contar para a fase de grupos do Mundial 2018. Com este resultado, Portugal soma quatro pontos, ficando muito perto dos oitavos-de-final da competição… mas ninguém está satisfeito, eu incluída.

 

O jogo começou à uma da tarde. Como era a minha hora de almoço, o meu plano era ver a primeira parte no café, só que o trabalho atrasou-se. Ligámos o rádio, mas não consegui prestar grande atenção. Tirando, claro, quando o Ronaldo marcou, a sequência de um canto: aí, deu para tirar um minuto para festejarmos.

 

Devo dizer que gostei da jogada que desaguou no golo, quando mais tarde vi os resumos. Foi interessante a maneira como o canto foi cobrado, à maneira curta: Bernardo Silva passou para João Moutinho, que por sua vez assistiu para a cabeça de Ronaldo.

 

Foi uma entrada à campeão, não haja dúvida. O pior é que, segundo consta, só durou dez minutos. Quando finalmente consegui chegar ao café, já estávamos em declínio e Marrocos crescia.

 

Gostava de apontar para uma jogada que me deu um dejá-vu do jogo com a Espanha: Cristiano Ronaldo conseguiu isolar Gonçalo Guedes, mas o remate saiu-lhe fraco, o guarda-redes defendeu com uma mão. Eu, na altura, até exclamei, lá no café: “Ó Guedes!” – Ronaldo oferecia-lhe (mais) esta prenda e  miúdo desperdiçava?!?

 

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Eu sei que toda a gente se rendeu a Guedes nesta temporada, mas as coisas não lhe estão a correr bem neste Mundial. Não está na altura de dar uma oportunidade a André Silva? Também é um miúdo, não teve uma época por aí além, mas tem a experiência de quase dois anos de parceria com Cristiano Ronaldo (incluindo a Taça das Confederações) e uma mão-cheia de golos pela Seleção. A meu ver, já devia ter sido titular frente a Marrocos.

 

Costuma-se dizer que a definição de loucura é fazer a mesma coisa várias vezes, esperando diferentes resultados. É certo que, neste caso, só se fez o mesmo duas vezes. É possível que, à terceira, Guedes entre nos eixos. Mas será prudente correr esse risco? Eu, pelo menos, nesta altura do campeonato, apostaria numa solução que já resultou várias vezes antes.

 

Gonçalo Guedes, de resto, não foi o único ineficaz neste jogo: foi ele e metade da equipa. Portugal parecia ter alergia à bola, o meio-campo era inexistente, tirando João Moutinho. Marrocos só não marcou por causa de Rui Patrício, dos nossos centrais e da sua própria falta de eficácia. 

 

Na verdade, se formos a ver, os que melhor estiveram em campo foram os veteranos: Cristiano Ronaldo (claro), Rui Patrício (com um par de defesas espetaculares), João Moutinho, José Fonte, Pepe (tirando algumas situações disciplinares parvas), Cédric até certo ponto. Quem não esteve bem foram os mais novos, tanto aqueles que se estreiam em campeonatos desta envergadura, como aqueles que já foram Campeões Europeus: Guedes, Bernardo Silva, João Mário, Bruno Fernandes, Raphael Guerreiro.

 

Estou um bocadinho desapontada com este último, aliás. Vocês sabem que ele tem sido um dos meus favoritos nos últimos anos, mas, neste jogo, foi uma porta aberta para os marroquinos. Custa-me dizê-lo, mas talvez não tenha sido boa ideia trazê-lo para a Rússia, depois de todas as lesões que teve ao longo da época.

 

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Só acompanhei a segunda parte via rádio, já no trabalho. Felizmente, pude ir prestando atenção – estava quase tudo parado, precisamente por causa do jogo. Mas talvez tivesse sido melhor para a minha saúde se não tivesse a segui-lo: dava para perceber que Marrocos estava a dar-nos um autêntico banho de bola. Nuno Matos, de vez em quando, dizia coisas como:

 

– Ó Gelson! Ó Raphael! Vocês estão no Mundial!

 

Ao fim daquilo que pareceram horas, lá sobrevivemos ao apito final – com três pontos e, pelo menos no meu caso, com menos dez anos de vida e uma dor de cabeça que durou o dia todo.

 

Agora que penso nisso, é muito estranho estarmos mais irritados no fim de uma vitória no Mundial do que estivemos no fim de um empate. Sobretudo tendo em conta que esta vitória nos deixa com, vá lá, meio pé nos oitavos de final. E, não me interpretem mal, eu estou satisfeita com isso. Estamos numa situação muito melhor que no último Mundial, ao segundo jogo. Mesmo em relação a 2012 e 2016, estamos bem melhores em termos pontuais – e em 2016 não partilhávamos o grupo com uma equipa ao nível de Espanha!

 

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Por outro lado… foi um jogo paupérrimo! Uma exibição medíocre! Ainda deu para aceitar quando foi frente à Espanha porque, bem, era a Espanha. Mas isto era Marrocos! Uma seleção que não vinha ao Mundial há vinte anos! Nós somos Campeões Europeus, por amor da Santa! Não podemos ter exibições destas!

 

Eu confesso que fiquei com um bocadinho de pena dos marroquinos. Eles mereciam mais – até porque, aqui entre nós, o árbitro pareceu estar do nosso lado.

 

Não é tanto a questão de merecer, que é sempre relativa, que me incomoda. Isto preocupa-me porque… estamos a brincar com o fogo. Neste jogo, bastou-nos Cristiano Ronaldo, Rui Patrício e pouco mais para ganhar. Mas não podemos encostar-nos sempre a eles. E se o Ronaldo estiver menos inspirado num destes jogos? E se o Patrício não conseguir defender todas? E se encontramos um adversário mais eficiente a atacar?

 

Confesso que ando a ver alguns fantasmas de 2014. Também há quatro anos a Seleção vinha de alguns particulares médio/bons mas, quando o Mundial começou, quase todos se esqueceram de como se joga futebol. A diferença é que, este ano, isso só está a acontecer a uma parte da equipa, felizmente. Há quatro anos isso devia-se a uma epidemia de lesões. Desta feita, ninguém percebe ao certo o que se está a passar – nem mesmo Fernando Santos, no final do jogo.

 

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Este disse, aliás, que ia falar com os jogadores. Eu espero mesmo que ele o tenha feito, que tenha havido sermão e missa cantada. Porque, se continuamos assim, não iremos longe neste Mundial. Precisamos de mais.

 

Por outro lado, a verdade é que ninguém parece estar a fazer um Mundial brilhante. Só seleções como França, Inglaterra e Bélgica, que, no entanto, estão em grupos mais “acessíveis”. A Alemanha perdeu com o México e só ganhou, ontem, à Suécia no último minuto. O Brasil empatou com a Suíça. A Argentina… coitada. A situação deles lembra-me a nossa, há quatro anos, não a desejo a ninguém. Por comparação, nós não estamos assim tão mal.

 

E contudo… eu continuo a querer mais. Quero ir o mais longe possível neste campeonato e isso só será possível se jogarmos melhor. Talvez estejamos a repetir o percurso do Euro 2016: uma fase de grupos fraquinha, mas, depois disso, só parámos na final. Talvez melhoremos já amanhã, ou mesmo nos oitavos.

 

Falemos, então, sobre o último jogo da fase de grupos. Tecnicamente, basta-nos um ponto para seguirmos em frente, mas jogar para o empate nunca é boa ideia (se a nossa exibição no jogo de quarta era o que a Seleção entende por “jogar para a vitória”, nem quero imaginar o que eles entenderão por “jogar para o empate”...). Os iranianos ainda podem ir aos oitavos, mas precisam de uma vitória. Não lhes faltará motivação – ainda por cima, têm um treinador que nos conhece bem.

 

A última coisa que quero, nesta altura, é perder contra Carlos Queiroz, de todas as pessoas. Ele que, à primeira vista, parece amigável para com a Seleção mas, de vez em quando, sai-lhe uma boca mais aziada. Como quando se queixou de não ter tido Ronaldo durante o Mundial 2010 – esquecendo-se convenientemente que, nos primeiros dois jogos pós-Queiroz, Ronaldo marcou dois golos (o mesmo número de tentos que marcara nos dois anos de Queiroz ao leme).

 

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Vamos esperar que Ronaldo e Rui Patrício mantenham o nível dos últimos jogos e que os restantes melhorem. Nós somos capazes de muito melhor – não quero acreditar no contrário! Têm é de prová-lo em campo. Quero continuar no Mundial durante o maior tempo possível.

 

Antes de terminarmos… lembram-se de quando fui ao A Tarde é Sua, em 2012? Pois bem, vou voltar à televisão por causa daqui do blogue. Desta feita será amanhã, na Sic, no Queridas Manhãs especial Seleção. Devo aparecer algures entre as nove e as dez da manhã. Será uma coisa rápida, em princípio. Deem uma espreitadela, se puderem. Se não puderem, hei-de filmar a minha participação e pô-la aqui, na Internet. Estejam atentos e… desejem-me sorte!