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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

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Na passada sexta-feira, dia 10 de novembro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere saudita por três bolas sem resposta, no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu. Três dias depois, empatou a uma bola sua congénere norte-americana no Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria. Ambos os jogos tiveram carácter amigável e solidário.

 

Para um particular ao qual faltaram vários titulares habituais, o jogo com a Arábia Saudita correu bastante bem. Como não pude prestar muita atenção a este jogo, não vou escrever muito sobre ela. Consegui ver, no entanto, que Portugal entrou muito forte no jogo, sobretudo graças a Manuel Fernandes e a Gonçalo Guedes – um dos principais responsáveis pelos inúmeros remates falhados pelas Quinas.

 

A bola só entrou na baliza à meia-hora de jogo. Guedes assistiu para Manuel Fernandes, que rematou diretamente para as redes.

 

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Alguém estava com saudades da Equipa de Todos Nós.

 

Na segunda parte, foi Ricardo Pereira a assistir para o remate certeiro de Guedes – finalmente. O rapaz já tinha justificado. Depois de semanas e semanas de elogios a propósito no desempenho no clube, o talento confirmava-se com a Camisola das Quinas. A Seleção agradece.

 

Portugal abrandou ligeiramente em certas alturas, durante o resto da segunda parte, mas não deixou de dominar. Os sauditos também, verdade seja dita, pouca luta deram. Foi um jogo de sentido único. O Anthony Lopes deve ter apanhado uma seca.

 

Finalmente, já em tempo de compensação, João Mário fechou o marcador com um remate de fora de área.

 

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Foi um bom particular, como disse antes. Acima da média para as circunstâncias. O jogo com os Estados Unidos, por sua vez, foi muito mais parecido com o habitual: mediano, mesmo secante, em certas alturas.

 

Fernando Santos deixou de fora jogadores como André Silva, João Mário e Bernardo Silva – peças importantes na Turma das Quinas durante a última Qualificação – meteu Gonçalo Guedes numa posição diferente e a equipa ressentiu-se. Apresentou-se desconjuntada, sobretudo durante a primeira parte. O facto de os americanos terem mais rotinas e estarem uns quantos furos acima da Arábia Saudita não ajudou Portugal.

 

Acho uma certa piada ao facto de o melhor adversário destes particulares ser aquele que não vai ao Mundial.

 

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O início do jogo foi dominado quase totalmente pelos Estados Unidos. O golo à volta do vigésimo minuto não surpreendeu. De notar que a defesa portuguesa abriu alas para McKenzie rematar – o estreante Ricardo Ferreira ficou mal na fotografia. Beto, na baliza, não pôde fazer nada.

 

Felizmente, não ficámos muito tempo em desvantagem. Dez minutos depois, numa altura em que a Seleção Portuguesa estava um pouco mais atrevida, Antunes cruzou para a pequena área norte-americana (ele garante que era um cruzamento). À primeira vista, o guarda-redes parece agarrar a bola, mas acaba por deixá-la passar entre as pernas e cruzar a linha de baliza.

 

Confesso que não evitei uma gargalhada, com um pouco de malícia. Todos os guarda-redes têm momentos infelizes como este de vez em quando, uns mais do que outros. O nosso Rui Patrício, por exemplo, sofreu um golo muito parecido com este há uns anos – por sinal, num jogo bem mais importante que este: um mísero particular que, nesta altura, muitos já terão esquecido.

 

Mas, tenho de dizer, sabe muito melhor quando, por uma vez, são os nossos adversários a cometer estas fífias.

 

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As coisas melhoraram na segunda parte, com as entradas de João Mário, Bernardo Silva e o estreante Gonçalo Paciência. Portugal esteve perto de chegar à vantagem – sobretudo quando Gonçalo Paciência atirou à barra.

 

Perdeu-se uma oportunidade para Gonçalo estrear-se a marcar pelas Quinas perante o mesmo adversário que o seu pai, Domingos.

 

Já que falamos em pais e filhos na Seleção… vai ser engraçado se/quando outros filhos de jogadores das Quinas (de 2002 para a frente, que foi mais ou menos quando comecei a seguir a Equipa de Todos Nós) vestirem, também, a Camisola. O filho do Cristiano Ronaldo parece estar num bom caminho… mas, meu Deus, eu não quereria lidar com esse legado.

 

Regressando ao jogo com os Estados Unidos, Beto foi um dos destaques. Em parte, há que dizê-lo, porque a defesa portuguesa deixava muito a desejar.

  

 

Faz parte do processo. Se não queremos ter o Pepe, o Bruno Alves ou o José Fonte a jogar de bengala, temos de Chamar jovens e dar-lhes espaço para cometerem erros, adaptarem-se à posição e ao peso da Camisola.

 

Não deixaram de ser umas belas defesas da parte do Beto, mesmo assim. Incluindo uma, acrobática, que fez as delícias de muitos, começando pelo comentador da RTP.

 

Entre ele e Rui Patrício, as redes portuguesas estão em boas mãos. E pés.

 

O marcador, no entanto, permaneceu empatado até ao fim.

 

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Esta jornada correu, assim, mais ou menos consoante o esperado. Para além da parte solidária, deu para ver que não falta matéria-prima da boa, com que Fernando Santos poderá trabalhar. Resta-nos fazer figas para que os bons momentos de forma aguentem até maio/junho. Quero ver, por exemplo, quantos destes Convocados regressarão para o(s) jogo(s) de março.

 

É essa a parte chata: os quatro meses de interregno até aos próximos jogos da Seleção. Já é habitual e, às vezes, como no ano passado, até dão jeito para curar o desgaste.

 

Até porque, dia 1 de dezembro, realiza-se o sorteio da fase de grupos do Mundial. Portugal é cabeça-de-série, evitando tubarões como a Alemanha (graças da Deus!). Mas ainda corre o risco de apanhar adversários de algum calibre, como a Espanha ou a Inglaterra.

 

A ver no que dá. Como já vai sendo habitual, depois do sorteio, farei uma breve análise ao que nos sair na rifa.

 

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Depois disso, temos a revisão do ano. No ano passado meti água, mas quero tentar novamente este ano (ênfase no “tentar”). Não vou recorrer ao modelo antigo, em que falava de todos os jogos do ano – foi uma das coisas que me deitou abaixo no ano passado e acho que para vocês, leitores, era uma seca.

 

Quero, assim, experimentar um novo formato – que deverá resultar em textos mais curtos e sintéticos. Vou tentar, aliás, escrever uma revisão de 2016. Um ano excelente como esse merece a sua própria crónica, mesmo que venha atrasada.

 

Podem, então, contar com três textos novos neste blogue nas próximas semanas. Não posso prometer nada, conforme já dei a entender acima, mas vou tentar.

 

Em todo o caso, já sabem que continuarei a acompanhar todas as notícias sobre a Seleção na página de Facebook deste blogue. Deem uma espreitadela!

A Batalha Final

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No próximo sábado, dia 7 de outubro, a Seleção Portuguesa de Futebol defrontará a sua congénere andorrana, no Estádio Nacional de Andorra-a-Velha. Três dias mais tarde, receberá a sua congénere suíça no Estádio da Luz... e eu estarei lá! Estes dois jogos serão os últimos da Seleção Portuguesa na Qualificação para o Mundial 2018.

 

Fernando Santos apresentou uma Convocatória com várias novidades para esta dupla jornada. A que primeiro me chamou a atenção foi o regresso de Éder, após ter falhado a Taça das Confederações. Eu sabia que ele estava a dar-se bem no Lokomotiv de Moscovo – marcou um golo no fim de semana passado e ainda outro no fim de semana anterior – mas não estava à espera que ele regressasse já à Seleção.

 

É claro que não vou criticar a Chamada dele – ninguém com um bocadinho de coração vai fazê-lo. Não deverá roubar a titularidade a André Silva, obviamente, mas poderá ajudar a desbloquear uma situação complicada. Já resultou antes…

 

O facto de Éder estar a jogar na Rússia, no ano em que esta organiza o Mundial, de resto, tem alguma piada – depois de o mesmo ter acontecido há quase dois anos, quando ele se mudou para França antes do Euro 2016.

 

Terá contribuído para o que aconteceu na final? Não sei.

 

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Superstições à parte, por agora estou feliz por o Éder estar a jogar regularmente e a marcar golos, sem levar com vaias de franceses aziados. Se conseguir manter este ritmo, não deverá falhar o Mundial.

 

Menos consensual é o regresso de Renato Sanches. Como é do conhecimento geral, o Renato está a jogar no Swansea. A sua estreia não correu bem e os adeptos do clube não foram meigos. Desde essa altura, tanto quanto tem sido noticiado, Renato não tem feito nada de especial. Fernando Santos garante, no entanto, que ele e os restantes membros da equipa técnica viram “sinais positivos”.

 

Eu vou acreditar – até porque ainda alimento a esperança de voltar a ver o Renato do Euro 2016.

 

Nada a apontar à Chamada de Gonçalo Guedes, que está a sair-se muito bem no Valência.

 

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Por sua vez, Antunes foi Convocado no lugar de Fábio Coentrão, presumivelmente. A exclusão do lateral-esquerdo do Sporting também não foi consensual. Eu, no entanto, não posso dizer que tenha ficado surpreendida – não depois de Coentrão não ter conseguido aguentar meia hora em campo, frente à Hungria. Sendo esta uma jornada dupla muito desgastante, sobretudo na Andorra (conforme veremos a seguir),  também acho que não valia a pena arriscar.

 

E por sinal, como que a justificar esta exclusão, o Fábio lesionou-se durante o fim de semana, acabando por falhar o Clássico. Ou seja, mesmo que Coentrão tivesse sido Convocado, teria de ser substituído. Tudo isto é, por um lado, caricato. Por outro, é triste ver um jogador como ele, cheio de garra e talento, preso neste ciclo vicioso.

 

Na verdade, estou à espera que Raphael Guerreiro regresse à competição – ainda não recuperou da lesão contraída durante a Taça das Confederações. Até porque o Eliseu anda a jogar menos no Benfica. Espero que Antunes consiga dar conta do recado.

 

Por fim, dizer apenas que não compreendo porque é que o Manuel Fernandes não tem sido Convocado.

 

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Estamos, então, na reta final deste Apuramento, ainda no segundo lugar, a três pontos do primeiro. Há cerca de um ano, havia quem dissesse que a Suíça, por esta altura, teria perdido pontos. Era natural pensar assim – com o devido respeito para com os suíços, eles não são nenhuns tubarões, tipo Alemanha ou França (e nós também não).

 

Bem, enganaram-se. Em parte, porque equipas como as Ilhas Faroé ou a Letónia dificilmente roubam pontos a equipas de maior prestígio.  Mas sobretudo por mérito dos próprios suíços. Não consigo deixar de respeitá-los por estarem a fazer uma Qualificação imaculada – feito só igualado pela Alemanha.

 

Existe a possibilidade de os suíços perderem pontos perante a Hungria – sobretudo se os húngaros levarem para Basileia o… chamemos-lhe “espírito lutador” que demonstraram no nosso último jogo contra eles. Mas mesmo na melhor das hipóteses – isto é, Suíça perder contra a Hungria e Portugal ganhar à Andorra – vencermos a Suíça continua a ser a opção mais segura.

 

Não adianta, no entanto, pensar demasiado no jogo contra os suíços antes de vencermos Andorra.  Não foi por acaso que Fernando Santos comparou este jogo a uma meia-final – ninguém no seu juízo perfeito faz planos para a final antes de passar as meias.

 

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Já se sabe que não vai ser fácil. O relvado será artificial. Os andorranos conseguiram empatar em casa com os húngaros e perder por apenas 2-1 perante os suíços. A viagem para lá é complicada: a Federação consegui arranjar um avião da Força Aérea que voe diretamente para a Andorra mas, se o tempo estiver mau, terão de aterrar em Lérida e fazer o resto da viagem de autocarro.

 

Três horas de autocarro, uma parte delas através dos Pirinéus? Só de pensar nas curvas fico com náuseas. Façamos figas para que os Marmanjos não tenham de passar por isso.

 

Por outro lado, existe uma grande comunidade portuguesa em Andorra – conforme testemunhado há algumas semanas pelo Presidente Marcelo. Na altura disseram mesmo que ia haver um problema, pois o Estádio não tem espaço para os portugueses todos em Andorra.

 

É este género de problemas que a Seleção agradece.

 

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Mesmo tendo em conta tudo o que enumerei antes, a Turma das Quinas não tem desculpas. Para além de ir jogar quase em casa… é a Andorra! Pode criar-nos dificuldades, sim, mas não queiram comparar. Eles nem sequer têm hipóteses de se Qualificar, nesta altura. É certo que devemos sempre ter cuidado com um adversário que não tenha nada a perder, mas a nossa motivação terá de chegar para contornar esse problema. Tropeçar perante a Andorra não é aceitável. Somos Campeões Europeus ou não?

 

Pode ser, até, que estejamos a preocuparmo-nos demasiado e que, depois, as coisas corram melhor do que estávamos à espera. Tem sido um pouco a regra em vários jogos deste Apuramento. De qualquer forma, é mil vezes melhor que o oposto: subestimarmos o adversário e apanharmos surpresas desagradáveis. Não me importo de sofrer desnecessariamente, desde que ganhemos os três pontos.

 

Por outro lado, se algum dia vier a sofrer do coração por causa disso, posso arrepender-me...

 

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Existe outro aspeto a levar em conta neste jogo: os “amarelados”. Durante estas últimas semanas, tenho-me preocupado mais com Cristiano Ronaldo, por motivos óbvios – e também porque o seu amarelo foi mais recente. Mas estive a pesquisar e descobri que, para além dele, também Gelson Martins, Ricardo Quaresma, Cédric, André Gomes, Pepe e José Fonte viram o amarelo nesta Qualificação.

 

Não nos podemos dar ao luxo de perder nenhum destes Marmanjos – não antes de uma final, em que todas as armas fazem falta. Se fossem apenas dois ou três “amarelados”, Fernando Santos ainda poderia poupá-los (duvido que o fizesse, mesmo assim). Com sete, não dá.

 

É difícil de prever quais destes conseguirão escapar ao amarelo. O Cristiano Ronaldo, por exemplo, já tem idade para ter juízo mas, de vez em quando, tem atitudes de criancinha. A nossa sorte é que ele saiu há pouco tempo de um castigo de cinco jogos – por agora, estará vacinado.

 

Consta que o Cédric é um bocadinho arruaceiro, também. E o Pepe... bem, é o Pepe.

 

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Só nos resta fazer figas para que os Marmanjos se portem que nem meninos de coro e para que o árbitro não se ponha a implicar com eles.

 

Se tudo correr bem na Andorra, o jogo com a Suíça será, então, a Batalha Final deste Apuramento – a épica resolução de um conflito, de um braço-de-ferro, que dura há mais de um ano. Conforme disse acima, tenho imenso respeito pelos nossos amigos suíços, pelo que têm feito nesta Qualificação. Mas só há espaço para um de nós no primeiro lugar. Portugal vai dar luta.

 

O jogo terá lugar no Estádio da Luz, tal como vimos antes. Noutras circunstâncias, acho que teriam escolhido outro estádio – talvez o de Alvalade. No entanto, o saldo desse estádio, em termos de jogos da Seleção, não tem sido favorável – eu que o diga, que fui assistir a três dos quatro últimos jogos em Alvalade e estes incluíram uma derrota (era um particular, mas mesmo assim) e dois empates comprometedores.

 

O Estádio da Luz, por sua vez, tem um histórico recente bem mais favorável – incluindo jogos decisivos, como os playoffs de 2009, 2011 e 2013, todos eles com resultados positivos. Faz sentido que tenha sido escolhido como palco desta Batalha Final.

 

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À hora desta publicação, já foram vendidos pelo menos 55 mil bilhetes – o meu e o da minha irmã incluídos. Tal como tinha prometido antes, comprámos os bilhetes assim que nos foi possível. E – milagre! – vamos ficar abaixo do terceiro anel! Nós e outros 55 mil, pelo menos (pode ser que cheguemos aos 60 mil até lá), estaremos lá, armados até aos dentes com as cores portuguesas e faremos a nossa parte na Batalha Final.

 

Fernando Santos prometeu há mais de um mês que Portugal ganharia estes últimos jogos e que, no dia 10, lhe daria uma prenda de aniversário. Sendo este o homem que nos prometeu, ainda em 2015, que seríamos Campeões Europeus, eu tendo a acreditar nele – até porque, entretanto, já ganhámos dois desses jogos. Eu ajudarei no que puder, sobretudo no dia 10 (espero que possamos cantar os Parabéns ao Selecionador). Mas, como sempre, a maior parte está nas mãos (e nos pés) dos nossos Marmanjos. Não nos desiludam!