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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Andorra 0 Portugal 2 - Capitão ao resgate

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No passado sábado, dia 7 de outubro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere andorrana por duas bolas a zero, no Estádio Nacional de Andorra-a-Velha. O jogo contou para a Qualificação para o Mundial 2018.

 

Portugal sentiu algumas dificuldades em vencer este jogo, mas só os mais desatentos é que se surpreenderam com isso. Tínhamos passado a semana anterior inteira a falar sobre o relvado artificial e as dificuldades que outras equipas sentiram em Andorra-a-Velha, ao longo desta Qualificação.

 

Aquilo que me apanhou de surpresa, no entanto, foi a ausência de Cristiano Ronaldo e de vários outros “amarelados” do onze inicial, sobrando apenas Ricardo Quaresma e Gelson Martins (pelos vistos o Pepe não tinha amarelo… Peço desculpa pelo erro). Isto apesar de o Selecionador ter repetido inúmeras vezes que não estava a pensar no jogo com a Suíça, ainda… Incoerência à parte, compreendo a decisão.

 

E resultou.  Ganhámos o jogo e vamos jogar com a Suíça sem jogadores castigados, o que é importantíssimo.

 

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Cedo se percebeu porque é que Andorra sofria poucos golos em casa: os andorranos pareciam os Pirinéus no seu meio-campo! Os portugueses viam-se à nora para contornar as montanhas – as ocasiões de perigo para a baliza andorrana foram escassas. Por outro lado, sempre que a bola saía para o meio-campo português, nenhum andorrano ia atrás dela.

 

Fernando Santos não teve outra hipótese senão, claro, meter Ronaldo. O Capitão de resto, ao que parece, passou a primeira parte com bichos carpinteiros. Chegou ao ponto de ir ralhar, amigavelmente, com um dos apanha-bolas – também eles a queimar tempo e a jogar para o empate.

 

Não foi tão épico quanto o que fez na final do Europeu, mas foi mais uma prova de que o Marmanjo não está habituado a estar no banco. Pelo menos não quando são jogos importantes.

 

Com o Capitão em campo, na segunda parte foi possível, finalmente, desbloquear o jogo. Foi ele quem marcou o primeiro golo, aos sessenta e três minutos – aproveitando uma bola perdida após uma interceção mal conseguida de um cruzamento de João Mário.

 

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Foi Ronaldo ao resgate, em suma. É um bocadinho caricato, por um lado – ter de vir o Capitão-papá resolver os nossos problemas. Por outro, conforme comentámos no início do texto, toda a gente tinha tido dificuldades neste estádio. Não vou dizer que não dá imenso jeito termos uma arma-não-assim-tão-secreta, como o nosso Capitão, para estas alturas – muitos clubes e seleções dariam tudo para tê-lo!

 

Depois desta, as coisas tornaram-se mais fáceis, como era de esperar. Aos oitenta e seis minutos, Danilo assistiu para André Silva, que ampliou a vantagem para 2-0. Ficou feito o resultado.

 

Esta não foi uma exibição brilhante – longe disso. No entanto, como temos vindo a assinalar, existiram várias atenuantes. De resto, não se pode dizer que Portugal tenha andado nesta Qualificação com exibições de encher o olho. O que conta são os três pontos.

 

Tem sido sempre assim neste último ano, desde o mal-sucedido primeiro jogo. Antes de cada jornada, dizemos sempre que temos mesmo de ganhar; que o adversário está uns quantos furos abaixo de nós, mas merece respeito. Partimos para cada jogo com uma dose saudável de pressão. Conseguimos ganhar, com maior ou menor dificuldade. Ficamos contentes, mas não nos deixamos levar pela euforia pois a Suíça também ganhou e continua à nossa frente. Nada está ainda garantido.

 

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Bem, esse ciclo termina agora. Amanhã descobriremos se todas estas vitórias seguidas valeram a pena – e isto é válido tanto para os suíços como para os portugueses.

 

 O que é um bocadinho triste, agora que penso nisso. Pelo menos um de nós vai ter de ir a play-offs, mesmo tendo conseguido ganhar quase todos os jogos da Qualificação. Ninguém merece...

 

É evidente que ninguém morre se tivermos de ir aos play-offs (três vezes na madeira, em todo o caso). Mas… eu não quero ir aos play-offs! Não quero, não quero, não quero (argumentos sofisticados, eu sei…)! Soube-me tão bem a Qualificação direta há dois anos, agora queria repetir a dose.

 

Além disso… somos Campeões Europeus! Ir aos play-offs é um bocadinho indigno.

 

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Bem, se tiver de ser, não será por falta de determinação. Fernando Santos garante que Portugal vai ganhar à Suíça – conforme disse antes, nestas coisas tendo a acreditar nele. Também estou certa de que nenhum dos jogadores quer arriscar os play-offs – não quando só dependem de si mesmos para despachar já a Qualificação.

 

Também não será por mim que falharemos – por mim ou pelos quase sessenta mil que amanhã estarão no Estádio da Luz (à hora desta publicação, os bilhetes estão quase quase esgotados). Conforme tenho vindo a dizer, vamos partir para esta Batalha Final com todas as nossas armas. Venham daí os suíços – nós estamos preparados.

A Batalha Final

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No próximo sábado, dia 7 de outubro, a Seleção Portuguesa de Futebol defrontará a sua congénere andorrana, no Estádio Nacional de Andorra-a-Velha. Três dias mais tarde, receberá a sua congénere suíça no Estádio da Luz... e eu estarei lá! Estes dois jogos serão os últimos da Seleção Portuguesa na Qualificação para o Mundial 2018.

 

Fernando Santos apresentou uma Convocatória com várias novidades para esta dupla jornada. A que primeiro me chamou a atenção foi o regresso de Éder, após ter falhado a Taça das Confederações. Eu sabia que ele estava a dar-se bem no Lokomotiv de Moscovo – marcou um golo no fim de semana passado e ainda outro no fim de semana anterior – mas não estava à espera que ele regressasse já à Seleção.

 

É claro que não vou criticar a Chamada dele – ninguém com um bocadinho de coração vai fazê-lo. Não deverá roubar a titularidade a André Silva, obviamente, mas poderá ajudar a desbloquear uma situação complicada. Já resultou antes…

 

O facto de Éder estar a jogar na Rússia, no ano em que esta organiza o Mundial, de resto, tem alguma piada – depois de o mesmo ter acontecido há quase dois anos, quando ele se mudou para França antes do Euro 2016.

 

Terá contribuído para o que aconteceu na final? Não sei.

 

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Superstições à parte, por agora estou feliz por o Éder estar a jogar regularmente e a marcar golos, sem levar com vaias de franceses aziados. Se conseguir manter este ritmo, não deverá falhar o Mundial.

 

Menos consensual é o regresso de Renato Sanches. Como é do conhecimento geral, o Renato está a jogar no Swansea. A sua estreia não correu bem e os adeptos do clube não foram meigos. Desde essa altura, tanto quanto tem sido noticiado, Renato não tem feito nada de especial. Fernando Santos garante, no entanto, que ele e os restantes membros da equipa técnica viram “sinais positivos”.

 

Eu vou acreditar – até porque ainda alimento a esperança de voltar a ver o Renato do Euro 2016.

 

Nada a apontar à Chamada de Gonçalo Guedes, que está a sair-se muito bem no Valência.

 

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Por sua vez, Antunes foi Convocado no lugar de Fábio Coentrão, presumivelmente. A exclusão do lateral-esquerdo do Sporting também não foi consensual. Eu, no entanto, não posso dizer que tenha ficado surpreendida – não depois de Coentrão não ter conseguido aguentar meia hora em campo, frente à Hungria. Sendo esta uma jornada dupla muito desgastante, sobretudo na Andorra (conforme veremos a seguir),  também acho que não valia a pena arriscar.

 

E por sinal, como que a justificar esta exclusão, o Fábio lesionou-se durante o fim de semana, acabando por falhar o Clássico. Ou seja, mesmo que Coentrão tivesse sido Convocado, teria de ser substituído. Tudo isto é, por um lado, caricato. Por outro, é triste ver um jogador como ele, cheio de garra e talento, preso neste ciclo vicioso.

 

Na verdade, estou à espera que Raphael Guerreiro regresse à competição – ainda não recuperou da lesão contraída durante a Taça das Confederações. Até porque o Eliseu anda a jogar menos no Benfica. Espero que Antunes consiga dar conta do recado.

 

Por fim, dizer apenas que não compreendo porque é que o Manuel Fernandes não tem sido Convocado.

 

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Estamos, então, na reta final deste Apuramento, ainda no segundo lugar, a três pontos do primeiro. Há cerca de um ano, havia quem dissesse que a Suíça, por esta altura, teria perdido pontos. Era natural pensar assim – com o devido respeito para com os suíços, eles não são nenhuns tubarões, tipo Alemanha ou França (e nós também não).

 

Bem, enganaram-se. Em parte, porque equipas como as Ilhas Faroé ou a Letónia dificilmente roubam pontos a equipas de maior prestígio.  Mas sobretudo por mérito dos próprios suíços. Não consigo deixar de respeitá-los por estarem a fazer uma Qualificação imaculada – feito só igualado pela Alemanha.

 

Existe a possibilidade de os suíços perderem pontos perante a Hungria – sobretudo se os húngaros levarem para Basileia o… chamemos-lhe “espírito lutador” que demonstraram no nosso último jogo contra eles. Mas mesmo na melhor das hipóteses – isto é, Suíça perder contra a Hungria e Portugal ganhar à Andorra – vencermos a Suíça continua a ser a opção mais segura.

 

Não adianta, no entanto, pensar demasiado no jogo contra os suíços antes de vencermos Andorra.  Não foi por acaso que Fernando Santos comparou este jogo a uma meia-final – ninguém no seu juízo perfeito faz planos para a final antes de passar as meias.

 

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Já se sabe que não vai ser fácil. O relvado será artificial. Os andorranos conseguiram empatar em casa com os húngaros e perder por apenas 2-1 perante os suíços. A viagem para lá é complicada: a Federação consegui arranjar um avião da Força Aérea que voe diretamente para a Andorra mas, se o tempo estiver mau, terão de aterrar em Lérida e fazer o resto da viagem de autocarro.

 

Três horas de autocarro, uma parte delas através dos Pirinéus? Só de pensar nas curvas fico com náuseas. Façamos figas para que os Marmanjos não tenham de passar por isso.

 

Por outro lado, existe uma grande comunidade portuguesa em Andorra – conforme testemunhado há algumas semanas pelo Presidente Marcelo. Na altura disseram mesmo que ia haver um problema, pois o Estádio não tem espaço para os portugueses todos em Andorra.

 

É este género de problemas que a Seleção agradece.

 

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Mesmo tendo em conta tudo o que enumerei antes, a Turma das Quinas não tem desculpas. Para além de ir jogar quase em casa… é a Andorra! Pode criar-nos dificuldades, sim, mas não queiram comparar. Eles nem sequer têm hipóteses de se Qualificar, nesta altura. É certo que devemos sempre ter cuidado com um adversário que não tenha nada a perder, mas a nossa motivação terá de chegar para contornar esse problema. Tropeçar perante a Andorra não é aceitável. Somos Campeões Europeus ou não?

 

Pode ser, até, que estejamos a preocuparmo-nos demasiado e que, depois, as coisas corram melhor do que estávamos à espera. Tem sido um pouco a regra em vários jogos deste Apuramento. De qualquer forma, é mil vezes melhor que o oposto: subestimarmos o adversário e apanharmos surpresas desagradáveis. Não me importo de sofrer desnecessariamente, desde que ganhemos os três pontos.

 

Por outro lado, se algum dia vier a sofrer do coração por causa disso, posso arrepender-me...

 

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Existe outro aspeto a levar em conta neste jogo: os “amarelados”. Durante estas últimas semanas, tenho-me preocupado mais com Cristiano Ronaldo, por motivos óbvios – e também porque o seu amarelo foi mais recente. Mas estive a pesquisar e descobri que, para além dele, também Gelson Martins, Ricardo Quaresma, Cédric, André Gomes, Pepe e José Fonte viram o amarelo nesta Qualificação.

 

Não nos podemos dar ao luxo de perder nenhum destes Marmanjos – não antes de uma final, em que todas as armas fazem falta. Se fossem apenas dois ou três “amarelados”, Fernando Santos ainda poderia poupá-los (duvido que o fizesse, mesmo assim). Com sete, não dá.

 

É difícil de prever quais destes conseguirão escapar ao amarelo. O Cristiano Ronaldo, por exemplo, já tem idade para ter juízo mas, de vez em quando, tem atitudes de criancinha. A nossa sorte é que ele saiu há pouco tempo de um castigo de cinco jogos – por agora, estará vacinado.

 

Consta que o Cédric é um bocadinho arruaceiro, também. E o Pepe... bem, é o Pepe.

 

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Só nos resta fazer figas para que os Marmanjos se portem que nem meninos de coro e para que o árbitro não se ponha a implicar com eles.

 

Se tudo correr bem na Andorra, o jogo com a Suíça será, então, a Batalha Final deste Apuramento – a épica resolução de um conflito, de um braço-de-ferro, que dura há mais de um ano. Conforme disse acima, tenho imenso respeito pelos nossos amigos suíços, pelo que têm feito nesta Qualificação. Mas só há espaço para um de nós no primeiro lugar. Portugal vai dar luta.

 

O jogo terá lugar no Estádio da Luz, tal como vimos antes. Noutras circunstâncias, acho que teriam escolhido outro estádio – talvez o de Alvalade. No entanto, o saldo desse estádio, em termos de jogos da Seleção, não tem sido favorável – eu que o diga, que fui assistir a três dos quatro últimos jogos em Alvalade e estes incluíram uma derrota (era um particular, mas mesmo assim) e dois empates comprometedores.

 

O Estádio da Luz, por sua vez, tem um histórico recente bem mais favorável – incluindo jogos decisivos, como os playoffs de 2009, 2011 e 2013, todos eles com resultados positivos. Faz sentido que tenha sido escolhido como palco desta Batalha Final.

 

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À hora desta publicação, já foram vendidos pelo menos 55 mil bilhetes – o meu e o da minha irmã incluídos. Tal como tinha prometido antes, comprámos os bilhetes assim que nos foi possível. E – milagre! – vamos ficar abaixo do terceiro anel! Nós e outros 55 mil, pelo menos (pode ser que cheguemos aos 60 mil até lá), estaremos lá, armados até aos dentes com as cores portuguesas e faremos a nossa parte na Batalha Final.

 

Fernando Santos prometeu há mais de um mês que Portugal ganharia estes últimos jogos e que, no dia 10, lhe daria uma prenda de aniversário. Sendo este o homem que nos prometeu, ainda em 2015, que seríamos Campeões Europeus, eu tendo a acreditar nele – até porque, entretanto, já ganhámos dois desses jogos. Eu ajudarei no que puder, sobretudo no dia 10 (espero que possamos cantar os Parabéns ao Selecionador). Mas, como sempre, a maior parte está nas mãos (e nos pés) dos nossos Marmanjos. Não nos desiludam!

À dúzia é mais barato

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Na passada sexta-feira, dia 7 de outubro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere andorrenha por seis bolas sem resposta, num encontro que teve lugar no Estádio de Aveiro. Três dias depois, a Seleção Nacional deslocou-se às Ilhas Faroé, tendo vencido a seleção da casa pelo mesmo resultado, perfazendo um total de doze golos nesta dupla jornada (bem diz o povo, "à duzia é mais barato"). Ambos os encontros contaram para a Qualificação para o Campeonato do Mundo da modalidade.

 

Conforme escrevi na entrada anterior, os adversários desta dupla jornada eram pouco estimulantes, mas a Seleção Portuguesa levou ambos os jogos a sério. No jogo com a Andorra, para começar, Cristiano Ronaldo marcou dois golos logo nos primeiros três minutos - uma altura em que eu ainda nem estava bem em modo de jogo. O primeiro golo teve piada, pois Ronaldo tinha sido derrubado, estava provavelmente preparando-se para pedir penálti, mas ao ver o guarda-redes defendendo para a frente, levantou-se, rematou e marcou, como se nada fosse. No segundo golo, foi Ricardo Quaresma a assistir e Ronaldo a cabecear para a baliza. Dizem que foi o bis mais rápido de sempre na História da Seleção Nacional.

 

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Como acontece frequentemente quando uma vantagem é conquistada cedo, a Seleção adormeceu um bocadinho à sombra dela durante cerca de meia hora. Não que a Andorra tivesse pernas para se aproveitar disso. Assim, o 3-0 acabou por chegar pouco antes do intervalo, fruto de um remate rasante de João Cancelo.

 

A Seleção (que deve ter levado nas orelhas por Fernando Santos, ao intervalo) foi mais consistente na segunda parte. Poucos minutos após o regresso ao campo, André Silva assistiu para Cristiano Ronaldo, que rematou diretamente para as redes andorrenhas. O golo seguinte foi parecido - desta feita, foi executado após um desvio de José Fonte. Ronaldo fazia, assim, o seu primeiro póquer com a Camisola das Quinas (feito só antes conseguido por Eusébio, Nuno Gomes e Pauleta).

 

Depois desta, pareceu que os próprios companheiros de equipa quiseram ajudar Ronaldo a conquistar uma inédita mañita ao serviço da Seleção. No entanto, o Capitão começou a sentir dores e começou a recuar no campo, não fosse o Diabo tecê-las. Houve tempo, mesmo assim, para mais um golo, assinado por André Silva, perto do fim, após uma defesa incompleta do guarda-redes andorenho, na sequência de um livre.

 

No fim deste jogo, muitos diziam que Portugal devia ter marcado mais golos, já que o mais certo é continuarmos atrás da Suíça até ao fim da Qualificação. Quase todos temiam que as Ilhas Faroé nos pusessem mais dificuldades. A final, os faroenses ainda não tinham sofrido golos na Qualificação até àquele momento, tinham ganho à Letónia e empatado com a Hungria (estavam à nossa frente na tabela classificativa) e o estádio deles tinha um relvado sintético - sempre problemático.

 

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Eu, aliás, acompanhei o pré-jogo do encontro de segunda-feira e a conversa dos comentadores sobre a Suíça, os golos por sofrer das Ilhas Faroé, o relvado sintético, conseguiu deixar-me nervosa. Isso, felizmente, não demorou muito tempo a passar. Doze minutos depois do apito inicial, quando André Silva marcou, na sequência de uma jogada conjunta entre ele, João Mário e Cristiano Ronaldo. O segundo golo, dez minutos mais tarde, também começou com João Mário. Este passou para Quaresma, que tentou rematar. O guarda-redes defendeu para a frente e André Silva aproveitou. O terceiro golo também foi consequência uma defesa incompleta. Desta feita, André Silva passou a bola a João Cancelo, que fez o primeiro remate, antes do ponta-de-lança concluir a jogada. André Silva concluía, assim, o seu primeiro hat-trick vestindo a Camisola das Quinas - no seu quarto jogo. Ele podia até ter chegado ao póquer. Imagino a azia do Cristiano Ronaldo se o recorde só tivesse durado três dias, obra de um puto que ainda não tem vinte e um anos! 

 

Não me admiraria, aliás, sé o facto de o André Silva estar a açambarcar a glória toda naquela noite tiver sido o motivador para o golo de Ronaldo (que, antes disso, parecera pouco inspirado), na segunda parte, após uma deliciosa troca de bola com João Mário.

 

Quando, algum tempo depois, a Seleção abrandou um pouco o jogo, Gelson Martins entrou em campo e acelerou de novo as coisas. Os resultados, contudo, só se manifestaram depois dos noventa, com as assistências para os dois últimos golos da partida: o primeiro de João Moutinho, o último de João Cancelo.

 

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Com estes resultados, Portugal ascendeu ao segundo lugar da tabela classificativa - com Suíça ainda três pontos acima. Estamos num bom caminho. Atrevo-me, aliás, a afirmar que este é o melhor período da Seleção em anos. Somos Campeões Europeus. Temos múltiplas soluções de qualidade para quase todas as posições (a única exceção são defesas centrais) em absoluto contraste com a situação de há três ou quatro anos. Isto deve-se muito ao trabalho da FPF na formação, com destaque para Rui Jorge, fulcral para a geração de jovens jogadores que começa, agora, a dar cartas. Alguns já jogam pela Seleção há algum tempo e foram Campeões Europeus, alguns chegaram mesmo agora, alguns ainda estão por Convocar.

 

André Silva é o exemplo do momento: o Hélder Postiga e o Hugo Almeida que me perdoem; Éder, adoro-te, terás sempre Paris; mas não tínhamos um ponta-de-lança matador há anos e anos e, meu Deus, as saudades que eu já tinha! A sua parceria com Cristiano Ronaldo poderá vir a dar-nos muitas alegrias. Também João Cancelo dá ótimas indicações - três golos em três jogos é muito bom registo para um avançado, façam as contas para um lateral-direito! O Cédric que se ponha a pau. Temos, ainda, o João Mário, cujo génio ajudou Portugal a conquistar o seu primeiro título e, agora, anda a dar cartas no Inter de Milão; o meu menino de ouro Raphael Guerreiro, o Renato Sanches, o Bernardo Silva, o Gelson Martins, entre muitos, muitos outros.

 

Parte-me o coração pensar que jogadores que cresceram comigo - o Cristiano é o exemplo mais flagrante, mas também falo do Nani, do Ricardo Quaresma, do João Moutinho, do Pepe, do Bruno Alves - já não terão muitos anos com a Camisola das Quinas e que, um dia, teremos de nos despedir deles. No entanto, com esta nova geração, cheia de promessas, acredito que a Equipa de Todos Nós ficará bem entregue, quando a altura chegar. Também acredito que, se as coisas continuarem a correr assim, mais cedo ou mais tarde voltaremos a ganhar um título. 

 

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Não garanto, no entanto, que este otimismo todo não tenha sido exacerbado pelos doze golos marcados nesta dupla jornada. Como sempre, prefiro ir encarando uma coisa de cada vez. Temos ambições, sim, e qualidade que as justifiquem, mas só poderemos lutar pelo título no Campeonato do Mundo se nos Apurarmos para o mesmo Não convém esquecer que este ainda agora começou e já temos uma escorregadela para corrigir. Eu, porém, gosto sempre de recordar as situações mais complicadas que conseguimos reverter. E, apesar de me esforçar por manter os pés assentes na terra, acho que nunca estive tão crente num futuro risonho para a Equipa de Todos Nós.

 

A ver se tenho razão.

Parte do processo

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Na próxima sexta-feira, dia 7 de outubro, a Seleção Portuguesa de Futebol enfrentará a sua congénere... (*consulta o Google*) andorrenha, no Estádio de Aveiro. Três dias mais tarde, deslocar-se-á às Ilhas Faroé para defrontar a seleção local. Ambos os jogos contam para a Qualificação para o Campeonato do Mundo da modalidade, que terá lugar na Rússia, em 2018.

 

Fernando Santos divulgou os Convoccadors para esa dupla jornada na passada quarta-feira. Nas novidades inclui-se a Chamada de Marafone e os regressos de Cristiano Ronaldo e Renatos Sanches, ausentes da última dupla jornada por lesão. Quem também regressou, desta feita após ausência prolongada, foi Antunes para o lugar de Eliseu, que não tem jogado no Benfica. Acredito, no entanto, que Raphael Guerreiro continuará a ser titular, sobretudo tendo em conta que este está a passar uma excelente fase no Borussia Dortmund. Este, aliás, tem alinhado em diferentes possições para além de lateral esquerdo - como médio-esquerdo ou mesmo jogando em terrenos mais interiores. O seu treinador no Dortmund, Thomas Tuchel, afirmou mesmo há uma semana ou duas que Guerreiro é demasiado talentoso para se limitar a uma posição. Não sei o que Fernando Santos pensa disso, se também vai tentar pôr Guerreiro a jogar como médio (eis uma boa pergunta para as próximas Conferências de Imprensa). Acho pouco provável, pelo menos nesta altura. De médios estamos bem servidos; bons laterais-esquerdos, por outro lado, são tradicionalmente difíceis de encontrar para a Seleção.

 

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Outras novidades na Convocatória incluem as Chamadas à última hora de Nelson Semedo e Pizzi, para substituirem os lesionados Cédric e Nani, respetivamene. A maior novidade é, contudo, a estreia de Gelson Martins nas Convocatórias, o mais recente menino-bonito do campeonato português. Eu, à semelhança de muitos, apaixonei-me pelo jovem jogador depois de vê-lo no jogo da Champions contra o Real Madrid (a sério, olhem-me para isto!) e já andava antes a dar cartas na Seleção Sub-21. Jovens talentosos como ele são sempre bem-vindos à Seleção. Mais especificamente, Fernando Santos afirmou que a capacidade ofensiva de Gelson, capaz de causar pesadelos aos defesas mais experientes, vai dar jeito perante os nossos próximos adversários, que deverão jogar mais em bloco baixo.

 

Falemos sobre esses adversários, a propósito. Ambas são seleções de microestados (não sei se as Ilhas Faroé possuem essa designação oficial. mas tendo em conta que, segundo a Wikipédia, a população faroesa não chegaria para esgotar a lotação do Estádio de Alvalade, para os efeitos deste texto,  consideraremos as Ilhas Faroé um microestado). Não jogamos com a Andorra desde 2001 e, naturalmente, ganhámos sempre por mais de três golos de diferença. Com as Ilhas Faroé só jogámos uma vez: em agosto de 2008, na estreia de Carlos Queiroz. Ganhámos por 5-0. Só me lembro muito vagamente desse jogo: acho que o Deco marcou o primeiro golo, o Simão marcou um dos outros. Estas são o tipo de equipas que a Federação convida para particulares quando quer elevar a auto-estima da Seleção com uma vitória fácil - fê-lo, por exemplo, antes do Europeu. O facto de, desta feita, as vitórias nos darem três pontos junta o útil ao agradável. 

 

Em teoria, pelo menos. É do conhecimento geral que a Turma das Quinas, às vezes, atrapalha-se perante facilidades (vejam o que aconteceu no grupo do Euro 2016). Penso, contudo, que desta vez não haverá escorregadelas. Como disse Fernando Santos, a época já começou há algumas semanas, logo, os jogadores terão mais ritmo de trabalho que na jornada anterior. Além disso, a derrota na primeira jornada deu-nos uma dose saudável de adrenalina para o resto da Qualificação - adrenalina sem a qual, pelos vistos, a Seleção não consegue viver. Não há desculpas, vamos ter de ganhar estes jogos se queremos um Apuramento sem complicações.

 

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Não tenho muito mais a dizer sobre estes jogos. Estão longe de ser os mais interessantes - e, infelizmente, esta deverá ser a regra durante a maior parte do Apuramento. Não me queixarei enquanto a Equipa de Todos Nós fizer o que lhe compete. Há já quem fale em ganhar o Mundial, como o próprio Cristiano Ronaldo. Jogos como estes, quer para a Qualificação quer meros particulares, podem ser pouco apelativos, mas fazem parte do processo, do crescimento da equipa, da preparação da mesma para que possamos voltar a realizar sonhos como esse. 

 

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