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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Seleção 2017

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Uma das tradições deste blogue tem sido fazer uma retrospetiva daquilo que aconteceu com a Seleção, no fim de cada ano. No ano passado, não consegui cumpri-la, por motivos que expliquei aqui. Consegui, no entanto, reescrever e publicar esse texto no outro dia. E agora, que a revisão de 2016 já está despachada, podemos falar sobre 2017.

 

Neste texto vamos recorrer, de novo, ao modelo do texto anterior: em vez de recordarmos exaustivamente tudo o que aconteceu, vamos falar apenas do melhor e do pior. Assim, sem mais delongas, recordemos…

 

O pior

 

  • Falharmos a final da Taça das Confederações

 

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O jogo das meias-finais da Taça das Confederações, frente ao Chile, foi o único jogo oficial em 2017 que não correu bem. Estatisticamente foi um empate, ou seja o jogo com a Suíça, no início da Qualificação, continua a ser o único jogo oficial em que perdemos desde 2014. Na prática, foi uma derrota. Impediu-nos de chegar à final.

 

Os primeiros trinta, quarenta e cinco até foram bem disputados pelas duas equipas. Depois disso, no entanto, ambas acabaram por se retrair, os portugueses sobretudo – um erro, na minha opinião. Portugal tinha todas as condições para, pelo menos, tentar ganhar o jogo antes do prolongamento. Ou, no mínimo, dos penáltis. O árbitro até deu uma ajudinha, ao ignorar um penálti contra nós. Deus Nosso Senhor também ajudou, com isto. Podíamos ter aproveitado a maré favorável para matarmos o jogo. Em vez disso, preferimos ficar placidamente à espera dos penáltis…

 

...onde nem sequer fizemos boa figura – bem pelo contrário. Nem um penálti convertido. Demasiado mau.

 

Portugal tinha capacidade para mais do que isto. Não podemos culpar ninguém tirando nós mesmos. Com jogadores como André Silva, Gelson Martins e Bernardo Silva, não era preciso jogarmos sempre à defesa. O Chile, ainda por cima, nem sequer se Apuraria para o Mundial. É certo que a Qualificação funciona de maneira diferente na América do Sul, parece ser mais difícil, mas mesmo assim.

 

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Ganharíamos à Alemanha na final? Não sei. Os alemães não se ralavam tanto com este campeonato como nós. Deram-se, até, ao luxo de deixar as suas principais estrelas de fora. E no entanto… ganharam à mesma. O que acontecerá quando se apresentarem no Mundial, na sua máxima força?

 

Tudo seria possível numa final entre Portugal e esta Alemanha, na minha opinião. Valia a pena termos tentado ir à final, pelo menos. Até porque não é certo que voltemos a ter Taça das Confederações.

 

Enfim, pode ser que tenha servido para aprendermos com os erros, como escrevi na altura, para que não tornemos a cometê-los noutras ocasiões. Além disso, já lá vão sete meses desde a final… e ninguém fala sobre a Taça das Confederações. Ninguém parece ralar-se muito.

 

Isto foi para mim o pior de 2017 e, como poderão concluir, nem sequer foi assim tão grave. Só prova que vivemos anos abençoados em termos de Seleção.

 

E por falar disso…

 

 

O melhor

 

  • O terceiro lugar na Taça das Confederações

 

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Eu sei que isto entra em contradição com o que disse antes. No entanto, ainda que o nosso desempenho não tenha sido tão bom como poderia ter sido, continuo a achar que não foi mau – sobretudo tendo em conta que foi a nossa estreia na prova. Ficámos em terceiro lugar, ganhámos a medalha de bronze. Antes disso, as únicas medalhas que tínhamos ganho foram três: o bronze, no Mundial de 66; a prata, no Euro 2004; o ouro, no Euro 2016. Não estamos em posição de desvalorizar.

 

Além disso, sempre foi um campeonato de seleções num ano ímpar, algo que para mim e para Portugal (pelo menos nos últimos anos) foi inédito. Mesmo que não tenha tido o mesmo mediatismo que um Europeu ou Mundial, mesmo que nenhum dos jogos tenha sido particularmente memorável. Um estágio prolongado e uma mão-cheia de jogos da Seleção são o suficiente para me fazer feliz. E estes terminaram com uma vitória e com uma medalha. Não me posso queixar.

 

  • O Apuramento direto para o Mundial

 

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Depois do nosso começo em falso e de mais de um ano de braço-de-ferro, conseguimos assegurar um lugar no Mundial, no último jogo da Qualificação – frente à Suíça, o mesmo adversário com que tínhamos começado. Voltou a ser um alívio evitarmos os play-offs. É certo que estes, no passado, nos proporcionaram um par de jogos épicos… mas esta via é melhor para a nossa pressão arterial.

  

Se formos a ver, há vinte anos que não falhamos um campeonato de seleções – algo de que equipas de renome, como a Inglaterra, a Itália e a Holanda, não se podem gabar (e consta que, da última vez que falhámos, a culpa foi, pelo menos em parte, de um árbitro francês e idiota). A minha irmã nunca viu a Seleção falhar um Apuramento. 

 

A noite em que garantimos a Qualificação foi uma das minhas mais felizes em 2017. Não só pelo jogo em si, que foi um verdadeiro triunfo de equipa, mas também por momentos como a fotografia com os adeptos suíços e o encontro com os autores (?) do Pouco Importa (mais detalhes na análise a esse jogo).

 

Tal como escrevi na altura, é para noites como essa que estamos todos aqui.

 

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E foi isto o 2017 da Seleção. Continuamos a atravessar uma fase abençoada, não temos de todo motivos de queixa. Como em muitas outras ocasiões, serviu-me de consolo num ano que nem sempre foi fácil – nem para mim, sobretudo na segunda metade, como para o próprio país, tal como vimos aqui.

 

2018 veio cheio de promessas. Para começar, marcará o décimo aniversário deste blogue – e já tenho planos para assinalar essa data. Temos também o Mundial, claro, para o qual todos os sonhos são permitidos.

 

Por fim, teremos a estreia da Liga das Nações, uma prova que promete mexer com as rotinas das seleções e apimentar os anos entre Europeus e Mundiais. O sorteio para a primeira edição da prova realiza-se amanhã (o meu dia de anos, por sinal. É a primeira vez, desde que me lembro, que acontece algo relacionado com a Seleção no meu aniversário. Eu preferia um jogo, mas enfim…).

 

Ainda estou para ver como é que o mundo do futebol vai reagir à Liga das Nações. Aposto o que quiserem que vai haver gente dos clubes queixando-se de mais uma prova, que lhes roubará e/ou estragará os brinquedos. Eu, no entanto, estou entusiasmada. Até porque terá uma fase final, em junho de 2019, com as quatro primeiras classificadas da liga A, a nossa. Se Portugal conseguir ficar em primeiro no seu grupo, teremos um mini-campeonato de seleções num ano ímpar. Mais: pode até decorrer no nosso país!

 

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Havemos de falar melhor sobre a Liga das Nações noutra ocasião. Para já, sei que já vou um bocadinho tarde, mas queria deixar-vos votos de um excelente 2018. Encontramo-nos de novo em março, para os próximos jogos da Seleção. Se não quiserem esperar até lá, visitem a página de Facebook do blogue.

 

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