Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Portugal 2 Egito 1 – Capitão ao resgate... outra vez

HDACg.jpgNa passada sexta-feira, dia 23 de março, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere egípcia por duas bolas a uma, em jogo de carácter amigável no , em Zurique, na Suíça.

 

Isto apesar de, aos noventa minutos, o marcador assinalar um-zero, a favor do Egito. O que aconteceu? Cristiano Ronaldo.

 

Comecemos pelo princípio.

 

Só saí do trabalho às oito no dia do jogo, logo, não pude acompanhar a primeira parte na televisão – só na rádio e, mesmo assim, falhei os primeiros quinze, vinte minutos. O que foi uma pena, pois dizem que foi o período mais conseguido da parte de Portugal.

  

No entanto, tecnicamente, a primeira grande oportunidade de golo ter pertencido aos egípcios, aos sete minutos. Fiquei de queixo caído ao ver o resumo: um entendimento perfeito entre os avançados faraós e um remate que obrigou Beto a esmerar-se.

 

Só prova que esta seleção egípcia não é de desprezar. Atenção a eles no Mundial!

 

18809613_1902645163281336_3142023852700205056_n_b4

  

Consta que os portugueses acabaram por abrandar o ritmo ao fim de algum tempo, como costuma acontecer neste tipo de jogo. Ainda assim, a bola chegou a atingir as redes egípicas perto do intervalo – após cabeceamento de Rolando, na sequência de um pontapé de canto. O central, contudo, estava fora-de-jogo e o golo foi anulado.

 

Foi pena, teria sido a maneira ideal de regressar à Seleção após quatro anos de ausência.

 

Vi a segunda parte na televisão, mas achei uma seca. Portugal continuava por cima do jogo, estatisticamente, mas o ritmo da primeira parte já se perdera havia muito e a equipa estava desconjuntada. Não era algo que desse grande gozo ver.

 

E, infelizmente, os faraós acabaram por chegar à vantagem. João Moutinho e Rúben Neves deixaram Salah sozinho, este recebe uma bola devolvida por Said e faz um remate sem defesa possível.

 

54706_edicao02_vitrola_avril_700x700.jpg

  

O Manuel José bem tinha avisado que o Egito era “Salah na frente e um muro lá atrás”. O Moutinho e o Rúben Neves, pelos vistos, não receberam o recado.

 

Em defesa dos Marmanjos, nenhum deles se conformou com a desvantagem, sobretudo durante os últimos quinze minutos do jogo. De uma forma tipicamente portuguesa, deixámos tudo para a última hora (como se eu tivesse autoridade para criticar, que estou a publicar isto no dia do jogo com a Holanda, a pouco mais de meia-hora de começar a trabalhar…). Tivemos algumas boas oportunidades – um remate de Raphael Guerreiro, que rasou o poste, e um de Bruno Fernandes, que obrigou o guarda-redes egípcio a esmerar-se.

 

No fim – literalmente, estávamos em tempo de compensação – foi o papá-Ronaldo a resolver a coisa. Outra vez. E, tal como referi depois do jogo com a Andorra, é caricato, mas dá muito jeito.

 

Desta feita, Ronaldo teve a ajuda do seu habitual sidekick, Ricardo Quaresma, que fez um centro muito típico dele. Seria também Quaresma a, minutos mais tarde, cobrar um livre, direto para Cristiano cabecear para as redes.

 

IMG_20170306_1238851_HDR.jpg

  

A euforia pelo golo foi interrompida pela intervenção do vídeo-árbitro, por possível fora-de-jogo. É um bocadinho enervante, confesso. Nós cá em casa tínhamos acesso às repetições, conseguíamos ver que não havia fora-de-jogo nenhum. Mas quem nos garantia que o árbitro chegaria à mesma conclusão? Já houve uma ocasião na liga portuguesa em que isso não aconteceu.

 

É chato, sim, mas, se me permitem uma comparação mais brejeira, o VAR é como o preservativo: pode estragar o clima, por vezes, mas os benefícios compensam.

 

Felizmente, desta vez, o árbitro tomou a decisão correta e validou o golo. O jogo terminou poucos minutos depois.

 

É sempre mais agradável ganhar do que perder, mas o resultado no marcador não disfarça as falhas demonstradas pela Seleção durante o jogo. Se isto foi uma espécie de ensaio para o jogo do Mundial com Marrocos, ainda existem várias arestas por limar. Fernando Santos diz que tem por objetivo ganhar o Mundial – mais sobre isso um dia destes. Para isso, vamos ter de fazer mais.

 

maxresdefault.jpg

  

Por outro lado, da experiência que tenho, particulares como este raramente refletem o verdadeiro valor de uma seleção. Isso vê-se quando é a sério – para o melhor e para o pior.

 

Em todo o caso, hoje temos mais um, frente à Holanda. A ver como este corre.

 

Continuem a acompanhar o que se passa com a Seleção, quer através deste blogue, quer da sua página no Facebook.