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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Letónia 0 Portugal 3 - Os suspeitos do costume

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Na passada sexta-feira, dia 9 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere letã por três bolas sem resposta, no Estádio Skonto, em Riga. O jogo contou para a Qualificação para o Mundial 2018.

 

Este jogo não começou muito bem para Portugal – eu diria mesmo que os portugueses chegaram vinte minutos atrasados ao jogo, incapazes de furar a muralha letã. Gelson Martins, por exemplo, estreava-se a titular, mas esteve uns quantos furos abaixo daquilo a que nos habituou. Mesmo Cristiano Ronaldo pouco se fez notar em campo. Quase só houve Letónia durante a primeira meia hora de jogo, embora os letões não tivessem capacidade para grandes ameaças à baliza portuguesa.

 

Eventualmente, os portugueses foram-se encaixando no jogo – sobretudo depois de Fernando Santos ter pedido a André Gomes para jogar mais adiantado. O primeiro golo surgiu ao minuto quarenta e dois (curiosamente, o mesmo minuto em que João Moutinho marcara o seu segundo golo no jogo anterior). Numa altura em que a Seleção se instalara na grande área letã, André Gomes cruzou para José Fonte, que cabeceou para o poste. Na recarga, Ronaldo marcou.

 

Como já é habitual neste tipo de jogos, depois do primeiro golo ficou tudo mais fácil. Mais ou menos aos dez minutos da segunda parte Fernando Santos enviou Ricardo Quaresma para o campo. Este, de uma maneira igualmente típica, recebeu um cruzamento de André Gomes e, mesmo em cima da linha de fundo, assistiu para o segundo golo de Ronaldo.

 

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Menos de três minuto depois, o Capitão pôde dar-se ao luxo de oferecer a bola de André Silva e o miúdo (que acabou de ser contratado pelo AC Milan) não desperdiçou a prenda. Estava feito o resultado.

 

Não há muito mais a dizer sobre este jogo. Esteve longe de ser uma partida empolgante, mas Portugal fez o que tinha a fazer, com três golos assinados pelos suspeitos do costume desta fase de Qualificação. Tendo em conta que a Suíça também ganhou o seu jogo, as contas do Apuramento continuam na mesma. Estou cada vez mais convencida de que a coisa se vai manter assim durante os próximos tempos. Tinha esperanças de que os nossos amigos húngaros nos dessem uma mãozinha na antepenúltima jornada. No entanto, a Hungria acaba de perder perante… a Andorra.

 

Acham mesmo que eles estão em condições de roubar pontos à Suíça?

 

Não, não dá mesmo para esperar que outras equipas resolvam o imbróglio em que Portugal se meteu, no início desta Qualificação. Vamos ter de ser nós mesmos a corrigir os nossos próprios erros.

 

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Mas isso fica para outras núpcias. Agora começou oficialmente a Operação Taça das Confederações. O nosso primeiro jogo, perante o México, é no próximo domingo, às três da tarde. Fernando Santos não promete nada, exceto “que vamos trabalhar muito, como sempre fizemos, e que vamos lá para tentar vencê-la”.

 

Suponho que o “só venho dia 11 para Portugal” (expressão que, de resto, espero que fique gravada na lápide do Selecionador) tenha ido uma ocasião única: palavras de desafio aos mais céticos, após uma má estreia no Europeu, uma forma de inspirar os jogadores. A Seleção tem definitivamente os olhos na Taça. No entanto, numa altura em que Portugal é Campeão da Europa e a moral do povo está em alta, o Fernando Santos faz bem em adotar um discurso mais sóbrio, com os pés assentes na terra.

 

Quanto a mim, estou mais otimista do que o costume, mas vou manter a tradição de pensar jogo-a-jogo. Espero que Portugal fique muito tempo na Rússia, que só regresse dia 3 de julho. Porque não? Já tivemos um final feliz antes…

 

Acompanhem o desenrolar desta história comigo, quer neste blogue, quer na sua página no Facebook.

 

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Hipocrisia

youonlyfailwhenyoustop.jpgNo próximo dia 3 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol receberá a sua congénere cipriota, no Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril, em jogo de carácter particular. Seis dias depois, a Seleção desloca-se à Letónia, para um jogo da Qualificação para o Mundial 2018.

 

Fernando Santos divulgou os Convocados para estes jogos – bem como para a Taça das Confederações – na passada quinta-feira, dia 25. A lista não trouxe grandes surpresas, mas não deixou de causar alguma controvérsia. O principal motivo prende-se com a ausência de Éder, o herói da final do Europeu.

 

Ninguém pode negar que a polémica é cem por cento emocional – Éder marcou pouquíssimos golos esta época, no Lille. O próprio Fernando Santos, igual a si próprio (e ainda bem!), não deixou de assinalar a hipocrisia: “Quando ninguém acreditava no Éder, quem é que o levou? No último ano [em que o ponta-de-lança contava cinco ou seis golos marcados pelo Lille desde janeiro], nesta mesma sala, perguntavam-me porque é que eu o tinha Convocado...”

 

Dito isto, o Selecionador deixou bem claro que não deixou de confiar no Éder só porque o deixou de fora desta Convocatória.

 

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Ninguém fica feliz por o Éder ficar de fora da Taça das Confederações. Uma grande parte de mim pensa que isto é profundamente errado, quase uma blasfémia. É provável que Fernando Santos se sinta da mesma forma – sou capaz de apostar, até, que Éder só foi incluído em Convocatórias anteriores por este motivo, só porque o Selecionador não queria excluir o herói de Paris.

 

No entanto, isto é a Taça das Confederações. Não há espaço para sentimentalismos. Fernando Santos não ia deixar André Silva (que tem marcado regularmente pela Seleção nesta última época) para dar lugar a um jogador, cujo único argumento a favor é “marcou um golo importantíssimo no ano passado”. Custa-nos a todos – o próprio Fernando Santos admitiu-o – mas não há volta a dar.

 

Também tem sido comentada a ausência de Renato Sanches, mas essa é ainda menos inquestionável – com tanta boa opção para o meio-campo, não vamos ocupar um lugar com um jogador que, coitado, pouco mais tem feito do que aquecer o banco do Bayern de Munique. Isso tem, aliás, sido usado como argumento para os muitos detratores (vulgo, haters) do Renato (este artigo responde bem a essas críticas).

 

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Tenho uma certa pena por o jovem não vir à Taça das Confederações, depois do papel que teve na conquista do Europeu. Fico, no entanto, satisfeita por ele ter sido chamado por Rui Jorge para o Europeu de Su-21. Não lhe faltarão oportunidades para brilhar nesse campeonato.

 

Por fim, queria falar sobre os guarda-redes suplentes – terão sido a melhor escolha? Beto tem sido o suplente de Rui Patrício no Sporting e José Sá tem sido o suplente de Iker Casillas no F.C.Porto – ou seja, nenhum deles conta muitos jogos nas pernas. Nesse aspeto, Bruno Varela seria melhor escolha, na minha opinião.

 

Por outro lado, Beto já não é um novato no que toca à Turma das Quinas, bem pelo contrário. José Sá, por sua vez, foi um dos destaques da Seleção de Sub-21, no Europeu de 2015 – já podia ter vindo antes à equipa principal.

 

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Além disso, sejamos sinceros, nestes campeonatos é raro os guarda-redes jogarem – o Mundial 2014 foi a exceção. Eu mesmo podia ter sido Convocada como guarda-redes suplente de Rui Patrício e pouca diferença faria.

 

Exceto para mim, claro. Fazer parte da comitiva da Seleção num campeonato destes? É o sonho!

 

Desde que não me obrigassem a participar nos treinos. Eu mal conseguia sobreviver às aulas de Educação Física no ensino básico e secundário, imaginem-me num treino de futebol profissional…

 

Enfim, voltemos à realidade.

 

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Aquando da Divulgação dos Convocados, Fernando Santos disse que, para já, não quer falar sobre a Taça das Confederações. Neste momento, a prioridade é o jogo com a Letónia. Nós, aqui, já falámos sobre as Taça das Confederações no texto anterior, de qualquer forma. Hoje falamos sobre os outros jogos.

 

No sábado temos, então, o particular com o Chipre. Os nossos jogos mais recentes com os cipriotas ocorreram durante a Qualificação para o Euro 2012 – embora não tenha podido ver nenhum dos dois jogos. O nosso historial com o Chipre é francamente positivo. O pior resultado foi um empate a quatro golos, em setembro de 2010, em pleno caso Queiroz – outra altura excecional.

 

Já que falamos em alturas excecionais, gostava de referir que, ao longo deste último ano, tenho feito questão de reler textos antigos deste blogue, escritos aquando dos piores períodos da Seleção nestes últimos tempos – como o caso Queiroz e o Mundial 2010. Por vários motivos. Um deles é para apreciar o quão longe chegámos desde essas alturas. O Mundial 2014, por exemplo, foi há apenas três anos.

 

No entanto, o principal motivo pelo qual procuro recordar esses períodos é para não tomar a atual maré alta como garantida. Para me recordar do quão difícil foi chegar cá, as dificuldades que foi necessário.

 

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Eu, de resto, recomendava esse exercício a mais pessoas – os portugueses têm memória curta.

 

Regressemos ao presente. Queria chamar a atenção para um pormenor curioso: o particular com o Chipre realiza-se no mesmo dia que a final da Liga dos Campeões. Yep. Já não bastou ter tido um jogo de clubes e um de seleções no mesmo fim de semana, como no ano passado – agora vão ser no mesmo dia.

 

A sério. Quem é o responsável por estes calendários? Qual é a ideia deles?

 

O que vale é que os jogos são a horas diferentes (mas não me admirava se isso mudasse no próximo ano). O jogo com o Chipre começará às quatro da tarde – o que, aliás, não me dá muito jeito, pois não estarei em casa. Vou poder, no entanto, acompanhar o jogo pela rádio. Como não espero um jogo muito interessante, não me queixo.

 

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Outra consequência de o jogo coincidir com a final da Liga dos Campeões é a ausência de Pepe e Cristiano Ronaldo deste jogo, bem como dos primeiros dias de estágio da Seleção – já que o Real Madrid se apurou para esta final. Por esta altura, estas ausências dos madrilenos já fazem parte da rotina. Este ano temos, aliás, uma vantagem relativamente a 2014 e 2016 – segundo consta, Zidane terá conseguido convencer o Cristiano a poupar-se, de modo a não chegar demasiado desgastado ao fim de época.

 

Durante muitos anos guardei um certo ressentimento para com Zidane, por nos ter expulsado do Mundial 2006 com um penálti duvidoso e provar, com a cabeçada a Materazzi, que não merecia estar na final. Depois desta, no entanto, sou capaz de lhe perdoar tudo. O joelho esquerdo do Ronaldo já nos tirou anos de vida suficientes!

 

Como já vai sendo hábito, já que Pepe e Cristiano estão na final da Champions, todos desejamos que a vençam… outra vez. Para poderem juntar mais um título ao currículo, para que eles venham animados para o estágio da Seleção, motivados para os próximos desafios da Equipa de Todos Nós.

 

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O primeiro desses desafios é o jogo com a Letónia, no dia 9 de junho. A história tem sido sempre a mesma em todas as jornadas desta Qualificação: para continuarmos na luta pelo primeiro lugar, a vitória é a única opção. E, como os nossos rivais suíços vão jogar contra… as Ilhas Faroé, não me parece que seja desta que eles tropecem.

 

Portugal ganhou todos os jogos que disputou com a Letónia. No entanto, se bem se recordam, a Letónia fez-nos suar no jogo de novembro passado. Os letões estão ao nosso alcance, ninguém o questiona – desde que os portugueses estejam com a cabeça no lugar.

 

A Seleção tem estado a preparar estes jogos desde o início da semana. Tal como já aconteceu há um ano, antes do Euro 2016, esta primeira semana é mais leve, com os jogadores chegando à Cidade do Futebol em alturas diferentes e a regressarem a casa após os treinos. Tudo indica, no entanto, que a Seleção estará na máxima força quando for jogar contra a Letónia.

 

Estes dias são, de resto, apenas o início de várias semanas de Seleção. Se tudo correr bem, será um mês inteiro a partir de agora – até à final da Taça das Confederações, dia 2 de julho. Ainda não estou cem por cento em modo Seleção, mas hei de lá chegar muito em breve. De qualquer forma, todos desejamos o mesmo: que estas semanas terminem com mais um final feliz para a Equipa de Todos Nós.

 

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Entre a euforia e a realidade

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No passado sábado, dia 25 de março, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere húngara por três bolas sem resposta, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a Qualificação para o Mundial 2018 – e eu estive lá! Três dias depois, a Seleção Nacional foi derrotada pela sua congénere sueca, no Estádio Club Sport Marítimo, na Madeira, em jogo de carácter amigável.

 

Comecemos por falar do jogo com a Hungria, a que fui assistir com a minha irmã. Estava um bom ambiente na Luz. O estádio estava praticamente cheio, incluindo os tais dois ou três mil húngaros que, mesmo em minoria, conseguiram fazer-se ouvir. Foram-se calando mais à medida que a vitória portuguesa se ampliava, contudo. O público português também se manifestou sonoramente, com de resto acontece em todos os jogos da Seleção em casa. Gostei, particularmente, de cantar e ouvir cantar “Campeões! Campeões! Nós somos Campeões!”. Não dá para nos fartarmos deste cântico – da mesma maneira como não dá para nos fartarmos do orgulho de sermos Campeões Europeus.

 

Suponho que esta seja uma boa altura para falar sobre a polémica claque portuguesa e deixar o assunto arrumado. Quando descobri que a claque que puxara por Portugal durante o Euro 2016 de forma brilhante (sobretudo na final, em que silenciaram os maioritários franceses durante noventa por cento do jogo) iria regressar para o Portugal x Hungria, fiquei entusiasmada. Conforme julgo já ter referido antes, quando a minha irmã me leva aos jogos do Sporting, aquilo que mais gosto é de ouvir os cânticos da curva sul. Recriarem isso num jogo da Seleção seria fantástico.

 

E durante o jogo em si até resultou… mais ou menos. A claque ficou sentada quase debaixo os húngaros, o que não resultou muito bem em termos acústicos. No entanto, lá foi conseguindo com que os seus cânticos contagiassem ocasionalmente o resto da multidão portuguesa. Eu pelo menos ia cantando (pareceu-me ouvir o Pouco Importa a certa altura).

 

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Num mundo ideal, tudo o que uma claque faria seria isso: cantar, puxar pela equipa. Na realidade, vejo agora que esperar que uma claque se portasse civilizadamente era demasiado. À chegada à Luz terão havido desentendimentos  entre os membros da claque (que estariam a entoar cânticos anti-Benfica) e alguns adeptos no local. Não sei se esses cânticos foram resposta a alguma provocação e não me interessa. Só sei que a questão – certamente empolada pela proximidade do Benfica x F.C.Porto, bem como pelo boicote das águias à gala das Quinas de Ouro e ao próprio jogo com a Hungria – deu polémica. Chegou, em certos momentos, a desviar a atenção da Seleção em si.

 

A Federação já se veio demarcar das atitudes das claques e garantir que a Seleção não tem, e provavelmente nunca terá, um grupo oficial de apoio. Eu, apesar de tudo, acho melhor assim. Por muito que tenha gostado da claque durante o jogo com a Hungria, se o preço a pagar são mesquinhezes como estas, não vale mesmo a pena. Perdoem-me a linguagem, mas foi por causa de m*rdas como esta que desisti dos clubes. Não tragam guerras clubísticas para a Equipa de Todos Nós, não estraguem o ambiente pacífico dos jogos – a Seleção não é nada disto!

 

Agora que já arrumámos esse assunto, prossigamos.

 

   

O início do jogo com a Hungria este longe de ser perfeito. A Seleção demorou algum tempo a encaixar-se. O primeiro golo surgiu aos trinta minutos, na sequência da jogada deliciosa que dá para ver em cima, obra de Cristiano Ronaldo, Raphael Guerreiro e André Silva. Este último marcou, assim, o primeiro golo da Seleção em 2017.

 

O segundo não demorou. Desta feita, foi André Silva a assistir para Cristiano Ronaldo, que rematou de fora da área. A vantagem ampliou-se para 2-0.

 

Na segunda parte, as coisas abrandaram. André Silva saiu para dar lugar a Bernardo Silva. A ideia com que fiquei foi que Fernando Santos quis jogar pelo seguro e gerir o resultado. Neste jogo, isso correu bem. Os húngaros avançaram um pouco no terreno, mas não chegaram a ameaçar verdadeiramente. Cristiano Ronaldo marcou o terceiro golo da noite, de livre direto à esquerda – ainda não sei muito bem como é que ele rematou com aquele ângulo. O resultado manteve-se inalterado até ao apito final.

 

Tive pena que não se tivesse marcado mais um golo – acho que merecíamos. Nós, o público, chegámos a cantar “SÓ MAIS UM! SÓ MAIS UM!”. Também estranhei que Bernardo Silva não tivesse alinhado de início.

 

 Tirando isso, não há nada de mau a apontar à Seleção neste jogo. Correu melhor do que estava à espera – pensava que os húngaros iam dar mais luta. Os novos BFFs futebolísticos André Silva e Cristiano Ronaldo prometem vir a dar muitos golos à Seleção no futuro próximo. Saí da Luz muito satisfeita e otimista relativamente à Equipa de Todos Nós e assim me mantive durante os dias seguintes...

 

...até ao particular com a Suécia.

 

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Este era um jogo, tanto para homenagear Cristiano Ronaldo na sua terra natal, como para homenagear o povo madeirense. Uma maneira de lhes agradecer pelo apoio à Seleção, sobretudo durante o Europeu. Recordo que a Madeira esteve dezasseis anos à espera de voltar a ver a Equipa de Todos Nós.

 

O jogo até começou bem. Cristiano Ronaldo marcou logo aos dezoito minutos, após um momento de magia de Gelson Martins, que assistiu de trivela. Este foi o septuagésimo-primeiro golo do madeirense com a Camisola das Quinas e o quinto jogo seguido da Seleção em que marcou. Ou seja, aos 32 anos, Ronaldo está a atravessar a sua melhor fase na Equipa de Todos Nós – quando a sua época no Real não está a correr tão bem como outras.

 

Um dos seus próximos recordes a bater será o de melhor marcador europeu a nível de seleções. Ronaldo encontra-se, neste momento, no terceiro lugar, com dois húngaros à sua frente: Kocsis, com setenta e cinco golos, no segundo lugar, e Ferenc Puskas, com oitenta e quatro, no primeiro lugar. O segundo lugar é perfeitamente alcançável, na minha opinião – se Ronaldo continuar assim, por alturas do fim do ano já terá ultrapassado Kocsis. O primeiro lugar é mais difícil, naturalmente. Mas, lá está, Ronaldo tem feito carreira esticando os limites do possível.

 

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Por sua vez, Gelson voltou a participar no segundo golo. Desta feita, fintou uns quantos defesas suecos, tentou assistir para Bernardo Silva, mas acabou por ser o sueco Granqvist a desviar para dentro da baliza.

 

Entre Gelson, Renato Sanches (que também estava espevitado nesse jogo), André Silva, Bernardo Silva, Raphael Guerreiro e outros de que não me recordo neste momento, tenho imensas esperanças nesta geração. Não devemos voltar a ter um fenómeno estilo Cristiano Ronaldo nos próximos... cem ou duzentos anos. Mas julgo haver qualidade suficiente nesta nova geração para a Equipa de Todos Nós nos continuar a dar alegrias a longo prazo.

 

Confesso que, por alturas do intervalo, me deixei levar pela euforia. Na prática, a Seleção Portuguesa não se tinha mostrado assim tão superior à sueca. E a realidade atingiu-nos em força, na segunda parte. Fernando Santos efetuou várias alterações para a segunda parte, procurando, mais uma vez, gerir a vantagem. Desta vez não resultou muito bem, a defesa fragilizou-se. Para além disso, verdade seja dita, metade dos portugueses não deviam estar muito para ali virados: este era apenas um particular e, conforme toda a gente insistia em recordar-nos, em vésperas de jogos importantes de clubes.

 

Com tudo isso, não nos podemos queixar senão de nós próprios, nem no que toca aos golos de Claesson, nem mesmo no auto-golo de João Cancelo, ao cair do pano.

 

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Vou ser sincera: doeu perder este jogo. Sobretudo porque andava eufórica com a Seleção desde o jogo com a Hungria. Mas também já ando nisto há tempo que chegue para saber quando há motivo para alarme. Não é o caso. Mesmo com um onze completamente diferente do habitual, a Seleção teve bons momentos. Além de que este é apenas um particular e derrotas em particulares são frequentes na era de Fernando Santos. E, tendo em conta que a Qualificação tem corrido bem desde aquela primeira derrota, as coisas podiam estar bem piores. Acreditem, para mim o Mundial 2014 não foi há assim tanto tempo.

 

Agora vem aí a Taça das Confederações. Sendo esta a nossa primeira vez, ainda não sei ao certo como é que isso vai funcionar, em termos de calendário pelo menos (Divulgação dos Convocados, início da preparação, etc). Dava-me jeito saber, para poder planear as publicações aqui no blogue e na página do Facebook em função disso.

 

Estou a assumir que o calendário será semelhante à de um Europeu ou Mundial: Convocatória (tanto para as Confederações como para o jogo com a Letónia da Qualificação) logo após o término do campeonato de clubes (ou seja, 22 ou 23 de maio); início do estágio após a Taça de Portugal (ou seja, dia 29 ou 30 de maio). Como a Letónia fica na Europa de Leste, perto da Rússia, a Seleção deverá seguir para território russo logo após o jogo do Apuramento. Uma complicação será a final da Champions, a 3 de junho. O Ronaldo e o Pepe que me perdoem, mas espero que o Real Madrid não se qualifique este ano.

 

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Hei de falar melhor sobre a Taça das Confederações mais tarde. Para já, tudo o que precisam de saber é que, a menos que ocorra algum imprevisto, vou fazer como faço num Europeu ou Mundial: publicarei um texto antes da Divulgação dos Convocados e um texto depois. É só uma questão de a Federação confirmar a data (espero que não demore muito).

 

Em todo o caso, já sabem, podem esperar comigo pela Taça das Confederações na página do Facebook de apoio a este blogue.

Mea culpa

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No próximo sábado, dia 25 de março, a Seleção Portuguesa de Futebol recebe a sua congénere húngara no Estádio da Luz, em jogo a contar para a Qualificação para o Mundial 2018… e eu vou estar lá. (No jogo com a Hungria, não no Mundial… pelo menos ainda não tenho planos para isso.) Três dias mais tarde, receberá a Seleção sueca no Estádio Club Sport Marítimo, na Madeira, em jogo de carácter amigável.

 

Esta é a primeira entrada de 2017. Bom resto de ano a todos os leitores. Antes de falarmos sobre estes jogos e sobre os Convocados… tenho um mea culpa a fazer. Ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores, desta feita, não houve revisão de 2016. Se alguém estava à espera desse texto, peço imensa desculpa.

 

Eu não tinha planeado saltar a revisão de 2016. Pelo contrário, de início, até estava entusiasmada por escrever sobre as aventuras e desventuras da Equipa de Todos Nós nesse ano - afinal de contas, 2016 foi o melhor ano de sempre para a Seleção Nacional. No entanto, se forem ler os últimos textos do ano passado, hão de ver que eu já me queixava de desgaste relativamente a este blogue. Ora, esse desgaste afetou a revisão do ano. Até comecei a trabalhar nela relativamente cedo - pouco após o jogo com a Letónia - mas acabei por arrastá-la durante semanas, até bem depois do início de 2017.

 

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Para além do desgaste, acho que um dos motivos pelos quais o texto estava a custar a sair era porque queria escrever sobre o Europeu e, sobretudo, sobre a final - mas não queria escrever sobre o resto do ano. Não tinha quase nada a dizer sobre os jogos antes e depois do Europeu que não tivesse dito antes. Mesmo aquilo que queria acrescentar sobre o Europeu não era assim tanto.

 

O facto de ter menos tempo do que o costume para dedicar à escrita também não ajudou.

 

A meio de janeiro dei por mim com metade do texto ainda por escrever. Ia fazendo contas à vida, pondo a hipótese de publicar este texto em data passada - fingir que o tinha publicado nos primeiros dias do ano. Mas depois pensei… o meu blogue por norma já não tem muitas visitas. Calculo que as revisões anuais tenham ainda menos - não me parece que a maior parte das pessoas tenha paciência para ler textos tão grandes. Não costumo importar-me com isso - se me importasse, já tinha desistido do blogue há muito tempo. Mas se este texto me estava a custar tanto a escrever e se muito poucas pessoas o leriam… para quê estar a chatear-me?

 

Não foi uma decisão fácil de tomar. Durante algum tempo não estive cem por cento certa de que fiz bem. No entanto agora, que já se passaram mais de dois meses, não me arrependo - só me arrependo de não ter detetado o problema antes e de não ter procurado uma solução enquanto ainda ia a tempo. As vantagens têm sido várias - a maior de todas é ter-me permitido afastar-me um pouco deste blogue, curando o desgaste que vinha a sentir. Hoje, estou de novo entusiasmada por voltar a escrever sobre a Seleção.

 

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Tenho uma certa pena por não ter partilhado convosco algumas das ideias que queria incorporar na revisão de 2016, admito. Mas devo poder falar sobre elas noutras ocasiões. Ainda não sei se, mais à frente, haverá uma revisão de 2017 - vai depender de muitas coisas. Se houver, talvez venha em moldes diferentes.

 

Mas passemos ao assunto principal deste texto: os próximos jogos da Seleção. A Convocatória para esta jornada dupla não trouxe grandes novidades. A única Chamada que causou alguma polémica, ainda que ligeira, foi a de Renato Sanches, que está longe de ser indiscutível no Bayern de Munique.  Fernando Santos disse que nunca tinha dito que os jogadores tinham de jogar os noventa minutos para serem elegíveis para serem Convocados… mas acho que o Selecionador está a arranjar lenha para se queimar em futuras Convocatórias com essa desculpa. De resto, é pouco provável que Renato seja titular, sobretudo agora em que Bernardo Silva está numa fase tão boa.

 

Como já vai sendo habitual depois destes longos hiatos, demorei um pouco a recordar-me em que ponto ficaram as coisas no que toca à Qualificação, aquando do nosso último jogo. Continuamos em segundo lugar, a três pontos da Suíça, que só tem vitórias neste Apuramento. É pouco provável que isso mude nesta jornada, já que o seu adversário será a Andorra. Por sua vez, Portugal vai voltar a jogar contra a Hungria, nove meses depois do caricato jogo do grupo do Euro 2016.

 

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Fernando Santos afirmou, aquando da Convocatória, que não acredita que a Hungria venha à Luz jogar para o empate. Eu também não. Primeiro, no Europeu, eles conseguiram fazer com que o futuro Campeão Europeu suasse para conseguir um empate. Segundo, eles estão em terceiro lugar no grupo de Apuramento, por uma diferença de dois pontos em relação a nós - ou seja, se nos vencerem, passam-nos à frente. Porque haveriam os húngaros de não dar tudo por tudo? Não, não devemos esperar facilidades - até porque, segundo Fernando Santos, os húngaros terão cerca de dois mil adeptos na Luz, puxando por eles.

 

Talvez seja por isso que a Federação esteja a fazer publicidade a este jogo de forma bastante acesa. Não que eu precisasse disso - eu e a minha irmã comprámos os bilhetes um ou dois dias após serem colocados à venda no Continente (gostamos de aproveitar os 50% de desconto em cartão). Infelizmente, voltámos a ficar no terceiro anel - por algum motivo, o Continente onde costumamos comprar os bilhetes não recebe outros lugares… Enfim, teremos de experimentar comprar noutros hipermercados.

 

Em todo o caso, eu, como sempre, quero estar lá, independentemente do lugar Quero ver a Seleção jogar, ao vivo, pela primeira vez como Campeões Europeus. Quero fazer a minha parte para obtermos uma vitória e continuarmos na luta pela Qualificação direta.

 

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Esta dupla jornada incluirá, também, um particular com a Suécia. Pela primeira vez em dezasseis anos, a Seleção irá jogar na Madeira. Na verdade, estou surpreendida por não termos tido um jogo lá há tanto tempo - quando é a terra natal da maior figura da Seleção da última década. Há muito que os madeirenses mereciam ver Cristiano Ronaldo jogando em casa - não admira que os bilhetes tenham esgotado tão depressa.

 

Vai ser giro voltar a jogar contra os suecos, três anos e meio (!?!?!?) após os inesquecíveis playoffs de Apuramento para o Mundial 2014. Estou bastante entusiasmada por voltarmos a ter Zlatan Ibrahimovic como adversário - quem acompanhe a página no Facebook deste blogue saberá que acho imensa piada aos seus modos convencidos (#daretoZlatan).

 

Por esta altura, é interessante recordar os playoffs contra a Suécia (a segunda mão, em particular) e compará-los com a final do Europeu - sobretudo no que toca ao papel de Cristiano Ronaldo. Aqueles 3-2 à Suécia foram espetaculares, ninguém duvida disso, está no meu top 10. Está, no entanto, numa posição baixa pois, como escrevi na altura, só deu Ronaldo nessa noite, os outros portugueses pouco fizeram, houve momentos em que até atrapalharam. Nessa noite, fomos mesmo Ronaldo-mais-dez.

 

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Por sua vez, na final do Europeu, notou-se de maneira diferente a influência de Ronaldo. Como todos sabemos, ele saiu lesionado ainda na primeira meia-hora de jogo. De uma maneira paradoxal, longe de se dar por vencida, o resto da Seleção uniu-se, fortaleceu-se, decidiu ganhar o jogo por ele. Num jogo em que praticamente nada estava a nosso favor, mesmo antes de perdermos Ronaldo, em que era Portugal contra o Mundo, a Seleção adotou o lema da sua maior figura: “O vosso amor torna-nos mais fortes, o vosso ódio torna-nos imparáveis.”

 

Foi por isso que vencemos. Porque, em vez de sermos Ronaldo-mais-dez, fomos onze Ronaldos. A Seleção “Ronaldo-mais-dez” já nos deu várias vitórias, mas a Seleção “onze Ronaldos” deu-nos um título. Espero que a Equipa de Todos Nós não se esqueça disso, sobretudo nos desafios que se avizinham.

 

Mas estou a desviar-me do assunto deste texto. Para já, a prioridade é ganhar o jogo com a Hungria, para continuarmos esta série de vitórias e nos mantermos na luta pelo primeiro lugar, e fazer um bom amigável com a Suécia. Enfim, as mesmas prioridades de sempre, já se sabe como é.


Vou estar muito ocupada nos dias entre os dois jogos, não devo ter tempo para escrever a crónica do jogo com a Hungria antes do jogo com a Suécia. Contem, assim, com uma entrada única sobre os dois jogos. Em todo o caso, como sempre, podem acompanhar as aventuras e desventuras da Seleção nesta dupla jornada comigo, na página do Facebook deste blogue. Fiquem bem.

Portugal 4 Letónia 1 - Dois minutos de susto

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No passado domingo, dia 13 de novembro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere letã por quatro bolas a uma, no Estádio do Algarve, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato do Mundo da Modalidade.

 

Olhando apenas para o resultado, ninguém diria que a Seleção Nacional se viu à rasca para ganhar à Letónia, em certos momentos. Ao contrário do que aconteceu nos dois jogos anteriores, Portugal não conseguiu marcar cedo e, como é frequentemente perante seleções como a letã, a coisa complicou-se. A primeira parte da Seleção foi sofrível, pastosa, fazendo lembrar vários jogos da Qualificação para o Euro 2016. A Letónia estacionara o autocarro frente à baliza e, ao contrário do que tinha acontecido com o português, este não tinha furos. O penálti, aldrabado por Nani, veio em boa hora - de outra maneira não íamos lá. Cristiano Ronaldo não desperdiçou. Mesmo assim, a vantagem no marcador não deu grande tranquilidade.

 

No início da segunda parte, pouca coisa mudou. A Seleção conseguiu cravar mais um penálti a seu favor, desta feita legítimo. Quando Ronaldo foi batê-lo, por acaso recordei-me de um jogo do Real Madrid, há tempos, em que ele tinha marcado um penálti e falhado outro. E, de facto, a história repetiu-se: a bola bateu primeiro no poste, depois no guarda-redes letão, e saiu para fora.

 

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Como qualquer adepto de futebol sabe, nestas situações, quem não marca, sofre. Numa altura em que Fernando Santos já tinha feito entrar Ricardo Quaresma, os defesas portugueses desentenderam-se e deixaram que Zjuzins rematasse para golo, conseguindo a igualdade.

 

O susto, felizmente, só durou um minuto ou dois. Logo de seguida, Quaresma assiste para a cabeça de William Carvalho, que remata para o seu primeiro golo com a Camisola das Quinas.

 

Só agora, no fim do jogo, é que os portugas acordavam para a vida - sobretudo depois da entrada de Gelson Martins. O Gelson é como a minha cadela, Jane: quando a solto para brincar com outros cães, ela dá-lhes energia, mete-os todos a correr. O Gelson faz o mesmo com os colegas de equipa, quando entra em campo.

 

Ainda houve tempo para Ronaldo se redimir do penálti falhado com um golo acrobático, após assistência, mais uma vez, de Quaresma. Mais tarde, seria Bruno Alves a marcar. É bem possível que a vantagem se dilatasse ainda mais se o jogo fosse mais comprido - de notar, aliás, que o árbitro escolheu terminar o encontro a meio de uma jogada de ataque de Quaresma. Não foi uma noite brilhante em termos de arbitragem.

 

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Em defesa dos jogadores, eles bem tinham passado a semana anterior a avisar que não ia ser fácil. Ao menos foram homenzinhos e, quando foi preciso, reagiram bem - algo que, conforme assinalaram aqui, é uma tradição do reinado de Fernando Santos. Por falar disso, este jogo lembrou-me vários outros, no Apuramento para o Euro 2016: exibições pouco entusiasmantes, Quaresma entra e ajuda a resolver com assistências. Isso não é uma crítica - conseguimos a nossa melhor Qualificação jogando assim. A diferença e que, agora, temos mais talento em campo, não nos limitamos a vitórias pela margem mínima - o que será importante para as contas do Apuramento.

 

Não houve brilhantismo mas o dever ficou comprido. Encerramos 2016 com uma vitória, tal como desejávamos.

 

Como já vai sendo hábito, esperam-nos, agora, mais de quatro meses sem jogos da Seleção. É muito tempo, muita coisa pode mudar até lá - no ano passado, por exemplo, foi tempo suficiente para promessas, como Gonçalo Guedes e Rúben Neves, perderem fulgor e para Renato Sanches surgir do nada  como o novo menino-bonito do futebol português.

 

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Este ano, porém, não me queixo muito - dá-me jeito uma pausa pois tenho sentido algum desgaste com este blogue. Por exemplo, demorei mais tempo do que o costume a escrever e publicar as duas crónicas anteriores a esta (fiz um esforço com este texto para não o arrastar demasiado). Não sei se é por andar com menos tempo para escrever, por estes jogos não serem assim tão interessantes, por o Euro 2016 ter esgotado toda a energia que costumo dedicar a este blogue. Em breve terei de começar a trabalhar na habitual revisão do ano (vai saber bem recapitular 2016) mas, depois disso, será bom não ter de escrever para este blogue durante uns tempos. É provável, no entanto, que daqui a uns dois ou três meses já ande doida com saudades da Seleção. Ao menos assim, quando estivermos em vésperas dos próximos jogos, saberei que recuperei a minha energia e estarei entusiasmada por votar escrever sobre a Equipa de Todos Nós.

 

Em todo o caso, a página do Facebook continuará no ativo durante estes meses, sempre atenta a tudo o que se relacione com a Seleção Nacional e com os seus jogadores. Não deixem de a visitar, se ainda não o fizeram.