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O Meu Clube É a Seleção!

Mulher de muitas paixões, a Seleção Nacional é uma delas.

Bandeira vermelha

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Na próxima quinta-feira, dia 6 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol receberá, no Estádio do Algarve, a sua congénere croata, em jogo de carácter amigável. Quatro dias mais tarde, receberá a sua congénere italiana, no Estádio da Luz, naquele que será o seu primeiro jogo na primeira edição da Liga das Nações… e eu estarei lá!

 

Antes de falarmos sobre os jogos em si, falemos sobre a Convocatória para esta jornada dupla. Nomeadamente… a ausência de Cristiano Ronaldo.

 

Na altura da Convocatória irritei-me, mas a azia já me passou. Bem, quase toda. A ausência terá sido combinada entre Fernando Santos e o Capitão, que se mudou há pouco tempo para a Juventus e precisa destas duas semanas para se adaptar (note-se que, até ao momento, ele ainda não marcou em jogos oficiais… ao contrário do Cristianinho, curiosamente).

 

A minha azia tinha vários motivos: para começar, o Ronaldo não é o primeiro e não será o último jogador a vir à Seleção pouco após mudar de clube. Se o Rui Patrício, o William Carvalho e os outros jogadores do Sporting que foram atacados durante o treino puderam disputar o Mundial, um mês depois, o Ronaldo não podia disputar dois míseros jogos dois meses depois de ir para a Juventus?

 

Ainda se compreendia se fossem dois particulares. Mas um dos jogos é oficial, o primeiro numa prova novinha em folha, perante a Itália – que pode não ser o tubarão que era há uns anos, mas não é nenhum Luxemburgo.

 

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Não estamos a ir longe demais nos favores? Se o Ronaldo quer sair da Seleção, que o assuma de uma vez, como um homem adulto! Ninguém lho levaria a mal. Luís Figo tinha a idade dele quando pendurou a Camisola das Quinas. Ficaríamos tristes (eu, quase de certeza, vou chorar quando isso acontecer), mas aceitá-lo-íamos. Agora, estes meios-termos não dão com nada.

 

Hoje, passados uns dias, já aceito melhor a decisão, dele e de Fernando Santos. Se por um lado, como disse acima, há muitos jogadores que não pedem dispensa por condições mais difíceis do que uma mudança de clube, também acredito que, se alguém pedisse ao Selecionador para não ser Convocado, ele aceitá-lo-ia. Fábio Coentrão, por exemplo, pediu para não ir ao Mundial da Rússia, pois está sempre à beira de uma lesão. E, se bem me recordo, Anthony Lopes pediu dispensa da Taça das Confederações por motivos pessoais.

 

Por outro lado, se um jogador se sente mais ou menos à vontade para fazer estes pedidos é outra questão, claro. Cristiano Ronaldo tem uma margem de manobra maior do que os outros.

 

As minhas objeções são mais uma questão de princípio. Na prática, até é capaz de ser uma boa opção técnica deixar Ronaldo de fora.

 

Para o melhor e para o pior, continuamos muito dependentes do nosso Capitão. Fernando Santos quer, claramente, começar uma nova era na Turma das Quinas: ao deixar de fora uns quantos titulares habituais e ao Chamar uma série de jovens, alguns novidades absolutas, alguns já antes Convocados mas pouco utilizados.

 

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Para além de ser uma boa altura para renovar, é uma boa altura para tentar resolver a nossa Ronaldodependência. Precisamos de crescer, de aprender a resolver os nossos próprios problemas, sem estar à espera que venha o Capitão-papá fazer o trabalho por nós. Intencionalmente ou não, Fernando Santos está a tirar-nos as rodinhas da bicicleta, a atirar-nos para a água, a ver se aprendemos a nadar para não nos afogarmos.

 

E, tendo em conta os nossos adversários, não vamos aprender a nadar na piscina das crianças. Vamos fazê-lo numa praia com bandeira vermelha.

 

Já resultou uma vez, antes.

 

Esta é, sem dúvida, uma dupla jornada interessante. Vamos enfrentar os atuais vice-campeões do Mundo… e a Itália. Há um ano ou dois, nunca imaginaria usar esta expressão para falar da Croácia.

 

Mas também, antes de 2016, poucos imaginariam usar a expressão “Campeões Europeus” para falar dos portugueses.

 

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O nosso historial recente perante a Croácia até tem sido favorável – destaquem-se os oitavos-de-final do Euro 2016 – mas depois do desempenho deles no último Mundial, de pouco nos serve o passado. Não, não vai ser um jogo fácil. Dou graças por ser apenas um particular.

 

Mas estou curiosa para saber como Portugal se sairá perante esta Croácia.

 

Falemos, então, sobre a Liga das Nações. É bastante excitante estarmos, agora, em vésperas da sua estreia, quatro anos após saírem as primeiras informações – e de ter escrito sobre elas. Este artigo explica bem as regras, caso ainda não as conheçam. São bastante simples. Eu apenas tenho algumas dúvidas em relação à parte da Qualificação para o Euro 2020. De qualquer forma, prefiro encarar isto como um jogo de tabuleiro novo: por muito que nos expliquem as regras no início, só se aprende jogando.

 

Vamos, então, estrear-nos nesta prova com a Itália, um adversário tradicionalmente complicado para os portugueses, mas que falhou o último Mundial – já não são o que eram. Guardamos, aliás, boas recordações do nosso último jogo contra eles. É certo que era uma Itália desfalcada, mas não deixou de ser agradável – sobretudo porque não lhes ganhávamos há décadas. Éder marcou o único golo da partida – foi nessa altura que senti o choque que quase toda a gente sentiria um ano mais tarde, depois da final de Paris.

 

Infelizmente, desta feita não temos Éder (nem Ronaldo). Mesmo assim, talvez consigamos ganhar. Quem sabe?

 

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O jogo será na Luz e eu vou lá estar, com a minha irmã – mais uma ocasião para usar a minha camisola. Até há um par de meses, estava previsto o jogo realizar-se em Alvalade. No entanto, as eleições no Sporting foram marcadas para dois dias antes do jogo. Logo, por uma questão de logística, a Federação achou por bem mudar o encontro para o outro lado da Segunda Circular.

 

Esta decisão causou alguma polémica nas redes sociais, não sem razão. Afinal de contas, Alvalade não recebe um jogo da Seleção há três anos (pergunto-me se é por os últimos jogos lá não terem corrido muito bem). Por sua vez, a Luz tem recebido um por ano, quando não recebe dois – o último foi há três meses!

 

No entanto, acho que a Federação fez bem. Da maneira como as coisas têm estado no Sporting, nos últimos tempos… Ainda nos arriscávamos a ter o presidente deposto em junho a barricar-se nos balneários com uma das seleções, mantendo os jogadores como reféns até lhe devolverem a presidência.

 

Vão dizer-me que isto é assim tão improvável? Há um ano, talvez… Mas agora?

 

Enfim. Talvez seja possível Alvalade receber outro jogo da Liga das Nações numa das próximas duplas jornadas, quando as coisas estiverem mais calmas no Sporting. De preferência com Bruno de Carvalho internado num hospício.

 

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Para já, o que interessa é que a Seleção vai jogar outra vez. Andei muito desinteressada do futebol este verão – em parte por estar ainda chateada por causa do nosso desempenho no Mundial, em parte por não gostar do mercado de transferências, em parte por causa da confusão no Sporting e, agora, no Benfica. Talvez estes jogos, este novo ciclo na Equipa de Todos Nós, me ajudem a limpar o palato, a recuperar o entusiasmo pelo futebol. Que este novo capítulo nos traga muitas alegrias.

 

Obrigada pela vossa paciência. Visitem a página do Facebook deste blogue aqui.

Portugal 3 Argélia 0 – Preparados

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Na passada quinta-feira, dia 7 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere argelina por três bolas sem resposta, em jogo de carácter amigável, no Estádio da Luz… e eu estive lá!

 

Nesse fim de tarde choveu sem parar durante horas. Não propriamente a cântaros, mas o suficiente para chatear. Este chuveirinho irritante durou as cerca de três horas que estivemos na Luz, encharcando-nos até aos ossos. Não me constipei (tenho um bom sistema imunitário), mas, claro, foi desagradável.

 

O que eu não faço por estes Marmanjos…

 

A consequência mais caricata dizia respeito à coreografia programada pela Federação. Quem assistia em casa deve ter visto as cartolinas verdes e vermelhas, iguais às do jogo com a Suíça. Só que a minha, pelo menos, estava completamente ensopada e, quando tentei erguê-la como pediram, esta desfez-se em farrapos nos meus dedos.

 

Enfim, ficou a intenção. Em defesa da FPF, quem poderia adivinhar que ia chover? Estávamos em junho! Eu estava mais agasalhada nesse dia do que estive no jogo com a Suíça, em outubro.

 

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Um dos motivos pelos quais a chuva me irritou, aliás, foi porque estava a estrear a minha camisola nova da Seleção e tive de usar um impermeável por cima dela. Mal-empregada… O que vale é que, com o passar do tempo, acabei por gostar do visual – em parte porque sempre gostei imenso daquele impermeável, que “roubei” ao meu irmão.

 

Mas não estamos aqui para falar de moda nem de meteorologia (desse último assunto já tivemos a nossa dose há quatro anos) e sim de futebol.

 

Portugal entrou muito bem no jogo  infelizmente para nós, que estávamos mais perto da outra baliza. Logo no primeiro minuto, Cristiano Ronaldo bateu um livre a nosso favor. A bola foi parar a João Moutinho, que tentou rematar, mas o guarda-redes argelino defendeu. Aos oito minutos, Bruno Fernandes assistiu para Ronaldo, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo.

 

Finalmente, aos dezassete minutos o marcador funcionou. Foi uma jogada muito fixe: o William Carvalho estava na linha de meio-campo mas, não sei bem como, conseguiu colocar a bola em Bernardo Silva, que estava já na grande área argelina. Este, depois, assistiu de cabeça para Gonçalo Guedes rematar para as redes.

 

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Tirando a contribuição de William (que, mesmo assim, terá sido quarenta por cento do golo), este foi um tento de dois meninos da casa, o que é sempre giro – embora, na verdade, Bernardo Silva pouco tenha jogado na equipa principal do Benfica.

 

Há que recordar que a Argélia não atravessa uma boa fase, nem sequer vai ao Mundial. Não sendo uma seleção de micro-estado, daquelas que se convida para particulares quando queremos uma vitória fácil para aumentar a auto-estima dos jogadores, não estava em condições para dar grande luta. Só mesmo em momentos, como à volta dos trinta minutos, em que Portugal afrouxava a pressão.

 

Nesse aspeto, o golo de Bruno Fernandes veio no momento certo. Na altura não conseguimos ver muito bem, chegámos a pensar que o golo era do Bernardo – antes de o speaker anunciar o autor verdadeiro. Só mais tarde, com os resumos, é que vimos que fora Cristiano Ronaldo a assistir para a cabeça de Bruno. Segundo o próprio, foi o seu primeiro golo de cabeça enquanto profissional – mais sobre isso adiante.

 

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Na segunda parte, Portugal voltou a entrar em força – e desta feita pudemos ver como deve ser. Logo nos primeiros dez minutos, tivemos meia-dúzia de oportunidades. A bola entrou, finalmente, aos cinquenta e quatro minutos – Raphael Guerreiro assistiu para Gonçalo Guedes cabecear para a baliza. Tal como já acontecera com Bruno Fernandes, este era o seu primeiro golo de cabeça da carreira. Consegui vê-lo bem do meu lugar – tanto a jogada do golo como o abraço entre o Gonçalo e o Raphael.

 

Vocês sabem que estou muito afeiçoada aos veteranos da Seleção – aos jogadores que já vestiam a Camisola das Quinas quando criei este blogue, há dez anos. Mas, ao mesmo tempo, dá-me imenso gozo ver os mais novinhos a dar cartas, como neste jogo: não só o Guedes e o Bruno Fernandes, também o Raphael Guerreiro, o André Silva, o João Mário… Dá-me gozo vê-los crescer, ver a sua primeira internacionalização, o seu primeiro golo, o seu primeiro golo de cabeça – da mesma maneira como nos dá gozo ver uma criança dando os seus primeiros passos, dizendo as suas primeiras palavras.

 

Talvez seja isso… ou talvez goste pura e simplesmente de ver jogadores da Equipa de Todos Nós saindo-se bem, ponto. Tem sido uma constante desde os meus catorze anos.

 

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Regressando ao jogo, a pressão portuguesa continuou, mesmo depois do terceiro golo. Perdeu-se, no entanto, algum fulgor com as substituições, como o costume. João Mário, ainda assim, conseguiu enfiar a bola da baliza aos oitenta e dois minutos, mas o golo foi anulado pelo VAR. Decisão acertada – eu mesma vi a mãozinha marota de Guedes, durante a jogada.

 

A vantagem de três golos manteve-se até ao fim. Fica uma certa pena por não termos conseguido marcar mais golos. Tirando isso, foi um bom jogo, um bom ensaio para o Mundial, um fim de tarde feliz para mim (que não tivera um dia fácil), uma ótima maneira de os Marmanjos se despedirem de nós antes de partirem para a Rússia.

 

Um aparte rápido só para falar do que aconteceu depois do apito final. Quando o Estádio já estava meio vazio, eu e a minha irmã vimos que, na baliza oposta à nossa, andava um dos Marmanjos a jogar com duas crianças – debaixo dos aplausos do público que restava. Só quando nos aproximámos é que reconhecemos o Cristianinho e o seu velho.

 

Foram uns minutos giros. Eu já adoro crianças por elas mesmas e, sempre que Ronaldo e o filho aparecem juntos, acho-os adoráveis. Como se isso não bastasse… o miúdinho tem jeito!

 

 

Não que seja uma surpresa: o Cristianinho está na idade em que o pai é o seu herói. Sendo o seu alguém que sempre adorou futebol, que trabalha dia e noite para se tornar cada vez melhor, é natural que o filho esteja a seguir os seus passos.

 

Por agora, pelo menos. A ver se isso continua quando o Cristianinho chegar à adolescência e já não achar o seu cota assim tão fixe.

 

O Cristianinho é mais outro que temos visto crescer. É muito cedo para estar a fazer previsões, mas seria fantástico se, daqui a uns quinze, vinte anos, voltássemos a vê-lo no Estádio da Luz – envergando a Camisola das Quinas.

 

Fechemos o aparte.

 

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Fernando Santos ainda não estava completamente satisfeito no fim deste jogo, embora as coisas estivessem “mais perto daquilo que queria”. Também admitiu que será durante o mundial que a Seleção vai chegar ao nível que ele deseja – tal como aconteceu durante o Euro 2016, suponho eu.

 

Com isto tudo, estamos a menos de dois dias da nossa estreia no Mundial 2018 e… acho que estamos preparados. Se ainda não o estivermos, estaremos no momento em que entrarmos em campo. Como fui dando a entender aqui e ali, durante algum tempo, sobretudo depois dos primeiros particulares deste ano, estive um pouco apreensiva. No entanto, os progressos nestes últimos dois jogos e a atitude exigente de Fernando Santos deixam-me um pouco mais confiante. Não me esqueci que o Mundial são historicamente difíceis para Portugal, mas desta feita parece-me que estamos a dar os passos certos.

 

E mantenho o que disse antes: se é para tentar o título, esta é a nossa melhor oportunidade para fazê-lo.

 

Nada disso significa que vá ser fácil. Bem pelo contrário. É certo que a Espanha está a ter uma crise interna, com uma troca de selecionadores à última hora, mas é melhor não assumir que isto vai afetar a equipa. Não estou à espera de uma vitória. Já ficaria muito satisfeita com um empate. Mesmo uma derrota não seria grave… desde que não seja uma derrota pesada e destrutiva, como o último jogo com a Alemanha.

 

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Tenho de confessar uma coisa: dava-me jeito se passássemos aos oitavos-de-final em segundo lugar. Vou estar fora do país durante o fim de semana dos oitavos e, se passarmos em primeiro, o nosso jogo coincidirá com o meu voo de regresso, no domingo. Se passarmos em segundo, jogamos no sábado – a Seleção teria um dia a menos para se preparar, mas eu, em princípio, poderia ver o jogo.

 

Será egoísta da minha parte? Dar-nos-á azar não estar a torcer a cem por cento pelo melhor resultado possível para a Seleção?

 

Acho que, de qualquer forma, será muito difícil passarmos em primeiro, pelo que expliquei acima. Mesmo assim, se der para ganhar à Espanha e Qualificarmo-nos no topo da tabela, não me queixo. Porque, se conseguirmos ultrapassar a fase de grupos (algo que não aconteceu da última vez) e, quem sabe, ganhar os oitavos, os quartos, por aí fora até à final de Moscovo, que importância terão um par de horas de nervosismo nas nuvens?

 

Não há de ser nada…

 

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Recuando um bocadinho, entre o jogo com a Espanha e o jogo com Marrocos, o único dia em que não trabalho será o sábado e já tenho uma data de coisas programadas. Assim, como já tinha dito que ia fazer, a próxima análise virá por tópicos. Vai ter de ser.

 

Em todo o caso, já sabem, teremos sempre a página do Facebook. Agora, que venha a Espanha, Marrocos, Irão e o resto: estamos prontos!

Bélgica 0 Portugal 0 – Melhor

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No passado sábado, dia 2 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol empatou sem golos com a sua congénere belga, no Estádio Rei Balduíno, em jogo de carácter amigável.

 

Nessa tarde, eu e a minha irmã só chegámos a casa por volta das oito, logo, só acompanhámos os primeiros dez, quinze minutos via rádio. Acabou por ser afortunado, pois toda a gente diz que Portugal não jogou nada de jeito durante esse período. Já dava para percebê-lo no relato. Tirando uma ocasião de Gonçalo Guedes, aos três minutos, só houve Bélgica no jogo. Os portugas estavam desorganizados, perdiam bolas e pouco conseguiam avançar no terreno.

 

Pelos vistos, bastou a Fernando Santos corrigir as posições de Bernardo Silva, Guedes e Gelson Martins para a equipa entrar nos eixos. Quando eu e a minha irmã conseguimos sentar-nos em frente à televisão, Portugal começava a assumir o controlo do jogo, seguindo em crescendo até ao intervalo.

 

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Aos quarenta e dois minutos, Bernardo rematou, mas a bola bateu num defesa belga e foi para fora, rasando o poste. Dois minutos mais tarde, Gelson conseguiu isolar-se na grande área belga mas, como os colegas não conseguiram acompanhá-lo, o Marmanjo teve de rematar num ângulo apertado – sem sucesso. Por fim, Guedes tentou a sua sorte, em cima dos quarenta e cinco minutos, mas falou a baliza por pouco.

 

Se não tivéssemos sido interrompidos pelo intervalo, talvez tivéssemos conseguido marcar. Infelizmente, a equipa teve de ir para o balneário e, quando regressou, voltou a entrar no jogo um pouco aos tropeções. Beto teve de mostrar os seus dotes, com um par de defesas espetaculares aos cinquenta e cinco e aos sessenta e quatro minutos.

 

Entre ele, o Rui Patrício e mesmo o Anthony Lopes, não devemos ter problemas na baliza neste Mundial.

 

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Infelizmente, foi mais ou menos aos sessenta, setenta minutos, altura em que já tinham ocorrido algumas substituições, ambas as equipas pareceram contentar-se com o empate. O jogo tornou-se enfadonho, portanto – mas compreende-se.

 

Praticamente toda a gente ficou satisfeita com este resultado e, sobretudo, com a exibição – porque, lá está, quase toda a gente olha para a Bélgica como uma das melhores seleções do Mundo. Tal como referi antes, eu não concordo: os belgas têm muitos nomes sonoros, mas estes não chegam para fazer uma equipa. Pelo menos não ao nível que a pintam.

 

As melhorias mais notórias foram na defesa. Conforme Fernando Santos assinalou, Portugal foi a primeira equipa em vinte e um meses que não sofreu golos da Bélgica. A fórmula está longe de ser nova: centrais veteranos (neste caso, Pepe e José Fonte) atrás, protegendo a nossa área, para que os caloiros possam fazer a sua magia à frente – guiados por outro veterano, Cristiano Ronaldo, na maior parte das vezes. Resultou bem no Euro 2016 e na Qualificação, há de resultar bem no Mundial.

 

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O pior é que, como tem sido assinalado várias vezes ao longo dos últimos dois anos, não é uma fórmula para longo prazo. É para isso que temos Rúben Dias, mas esta exibição dos centrais veteranos pode diminuir as hipóteses de o jovem jogar no Mundial. É uma pena, mas também me parece que o jovem foi Chamado, sobretudo, como solução a longo prazo.

 

É sempre bom sinal quando conseguimos um resultado e uma exibição perante um bom adversário, a pouco menos de duas semanas do Mundial. Sobretudo estando nós desfalcados da nossa maior arma e tendo eles, como comentou a minha irmã, trazido a artilharia pesada – com nomes como Courtois, Kompany, Hazard, entre outros, nos titulares.

 

A melhor parte? Fernando Santos disse que a Seleção ainda não estava ao nível que ele deseja. Ainda podemos melhorar ainda mais!

 

Há que ter em conta que isto é um particular e que estes nem sempre são equiparáveis a jogos a doer. Gosto muito de recordá-lo quando os particulares correm mal, não posso deixar de dizer o mesmo quando estes nos correm bem.

 

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Dito isto, este jogo deixa boas indicações para o Mundial – nem que seja apenas um ligeiro aumento na confiança dos Marmanjos. Continuo muito relutante em alinhar em otimismos (não consigo esquecer 2014), mas admito que, no que toca a Campeonatos do Mundo, há muito que os sinais não nos eram tão favoráveis.

 

Antes disso, no entanto, temos o particular frente à Argélia, terá Cristiano Ronaldo em campo e, tal como já tinha dito, eu e a minha irmã nas bancadas. Pegando no conceito da campanha publicitária de um dos patrocinadores da Seleção, não vou ter muitas hipóteses de repetir os rituais do Euro 2016, mas este será uma exceção. Mais uma vez, vou despedir-me dos Marmanjos ao Estádio da Luz.

 

Tirando este, os poucos rituais que vou repetir são, na verdade, os mesmos que repito sempre que a Seleção joga: ir escrevendo neste blogue, ir atualizando a página do Facebook e, sobretudo, ir torcendo e acreditando até ao último minuto. E, pelo menos até agora, não me posso queixar dos resultados.

Portugal 2 Tunísia 2 – Sem defesa

lumiose_city_scene_illustration.0.jpgNa passada segunda-feira, dia 28 de maio, a Seleção Portuguesa de Futebol empatou a duas bolas com a sua congénere tunisina, em jogo de carácter particular, no Estádio Municipal de Braga.

 

Este resultado fez soar alguns alarmes, não sem alguma razão, mas eu não achei o jogo assim tão mau. A primeira parte, pelo menos, não o foi. A primeira oportunidade pertenceu à Tunísia, no primeiro minuto, mas depois disso foi sobretudo Portugal – muito graças a Ricardo Quaresma, Bernardo Silva, João Mário e André Silva. O primeiro, aliás, desperdiçou uma, de baliza aberta, aos dez minutos (a sério, Quaresma?!?).

 

Felizmente, compensou mais tarde quando, após iniciativa de William e Bernardo Silva, assistiu para André Silva marcar de cabeça, inaugurando o marcador.

 

Diz-se que foi o milésimo golo de sempre da Seleção Portuguesa. Muito gilo e tal mas, sejamos sincermos, ninguém se vai lembrar disso, ou mesmo deste jogo, daqui a duas semanas, ou menos.

 

Não que tenha sido um mau golo, para milésimo da Seleção. Mas o milésimo-primeiro foi melhor. Na sequência de um canto, um dos médios da Tunísia aliviou mal e João Mário, a meio metro da grande área, aproveitou para disparar, de primeira, para as redes tunisinas.

 

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Isto, curiosamente, no preciso momento em que a minha irmã dizia ter saudades do trio William-Adrien-João Mário no Sporting. Não sei ao certo como correram as coisas ao João no West Ham, mas é bom saber que ele ainda tem cartas para dar pela Equipa das Quinas.

 

Infelizmente, a vantagem de duas bolas não durou muito: cinco minutos mais tarde, os avançados tunisinos fizeram o que quiseram da defesa portuguesa e Anice Badri conseguiu marcar – também com um belo tiro, por sinal.

 

Ainda assim, na segunda parte do jogo, manteve-se a tendência ofensiva portuguesa. Destaque para duas ocasiões, uma de João Mário, outra de Bernardo Silva – nessa, Bernardo atirou ao poste, João Mário ainda tentou a recarga, mas o guarda-redes defendeu.

 

Se essa bola tivesse entrado (essa e/ou outras!), a história do jogo podia ter sido diferente. Em vez disso, mais uma falha da defensiva portuguesa permitiu à Tunísia chegar ao 2-2.

 

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Depois desta, com as substituições, o cansaço e tudo o resto, Portugal nunca mais conseguiu reencontrar-se no jogo. O resultado manteve-se até aos noventa – ou melhor, até um bocadinho antes, porque o árbitro não concedeu tempo de compensação em nenhuma das partes, vá-se lá saber porquê.

 

É frustrante acabar um jogo empatado quando se estive a ganhar por 2-0. Eu, no entanto, não fiquei assim tão chateada com isso. Em parte, porque a anterior dupla jornada de particulares (sobretudo o último jogo) me deixou com baixas expectativas; em parte, porque já vi particulares piores em fases equivalentes de preparação de Europeus e Mundiais (com e sem Ronaldo); em parte porque… é só um particular, é para isso que eles servem!

 

Mesmo assim, Fernando Santos parecia irritado na flash-interview e tinha motivos para isso. A frase “Estou farto de avisar para estes lances” diz tudo. E, de facto, se formos a ver, andamos a sofrer bastantes golos nos últimos tempos. O que não era habitual: nem durante o Euro 2016 nem durante a última Qualificação.

 

Qual será o problema? Será porque o Rui Patrício não tem jogado nos particulares? Será porque, em jogos a feijões, os Marmanjos não se empenham tanto? Ou será algo mais complicado?

 

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Qualquer que seja a razão do problema, é bom que este seja resolvido antes do Mundial. Afinal de contas, a consistência da defesa foi uma das coisas que nos deu o título de Campeões Europeus.

 

Felizmente, tanto o Selecionador como os Marmanjos têm garantido, ao longo da semana, que estão a trabalhar nesse aspeto. A ver se veremos resultados nos próximos particulares. 

 

Portugal tinha todas as condições para ter vencido a Tunísia mas, pensando em termos de preparação do Mundial, até foi bom não o ter feito. Um terceiro golo poderia ter feito com que os tunisinos desistissem de lutar pela vitória e o problema da defesa ficaria mascarado. Talvez se revelasse apenas no jogo com a Bélgica ou com a Argélia e teríamos menos tempo para corrigir antes do Mundial. Pode ser que isto seja Deus a escrever por linhas tortas.

 

Hoje, então, jogamos contra a Bélgica – que todos consideram uma das melhores seleções do Mundo e eu continuo sem saber ao certo porquê. É certo que possui uma mão-cheia de individualidades (Hazard, Lukaku, Courtois, Kompany, entre outros), mas os percursos em campeonatos de seleções anteriores, não sendo maus, não foram de extraordinário, na minha opinião. A última vez que jogámos contra eles correu bem para o nosso lado.

 

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Não deixam de ser um bom adversário, claro, o mais difícil destes três particulares. Aliás, depois destes últimos jogos assim-assim, estou curiosa (e um bocadinho apreensiva) por ver a Seleção atual perante um adversário de calibre considerável.

 

Vou aproveitar a ocasião e falar já sobre o jogo com a Argélia, que decorrerá no Estádio da Luz… e eu estarei lá. Quero aproveitar todas as oportunidades para ir a jogos da Seleção enquanto puder – nada me garante que consiga fazê-lo daqui a uns anos. Além disso, tenho uma camisola por estrear.

 

Acho que vai ser a primeira vez que jogamos contra a Argélia. Confesso que não sei muito sobre esta seleção: apenas que não se Qualificou para o Mundial 2018 e que Yacine Brahimi, do F.C.Porto, e Islam Slimani, que era do Sporting, fazem parte. Não sei se foram Convocados para este jogo, no entanto. A minha irmãzinha sportinguista, que vem comigo ao jogo, ficará feliz se vir o Slimani – mas não sei se o público da Luz concordará com ela.

 

Não sei ao certo quando conseguirei escrever sobre estes jogos. Junho vai ser um mês complicado no meu emprego – logo agora, que vem aí o Mundial! Não sei como vou dar conta do recado com este blogue. Talvez escreva sobre dois jogos de cada vez, como fiz antes. Talvez, em vez de crónicas em texto corrido, escreva as minhas análises sob a forma de notas soltas. Hei de arranjar uma solução – mas fica desde já o aviso de zona turbulenta.

 

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Ao menos devo ser capaz de manter a página de Facebook atualizada, o que é melhor do que nada. Obrigada pela vossa paciência, como sempre. Continuem desse lado.

Portugal 0 Holanda 3 – Uma laranja bem amarga

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Na passada segunda-feira, dia 26 de março, a Seleção Portuguesa de Futebol perdeu contra a sua congénere egípcia por três bolas sem resposta, em jogo de carácter amigável no Estádio de Genebra, na Suíça.

 

Quem foi a parva que pensou “Ai e tal, eles são nossos fregueses, não há de ser muito difícil”, quem foi?

 

Em minha defesa, a atitude dos Marmanjos, sobretudo no início do jogo, não terá sido muito diferente.

 

Voltei a perder a primeira parte do jogo, mas desta feita não me importei nadinha. Segundo a minha irmã, os jogadores estiveram por ali a brincar, até que, quando deram por ela, tinham levado três. Eu mesma vi, no resumo em vídeo, os portugas ali especados a olhar, nas jogadas que resultaram nos golos. Sinceramente, WTF?!?!

 

Agora que penso nisso, não me posso queixar da minha sorte. Da última vez que levámos com três golos sem resposta em quarenta e cinco minutos, também não tive de ver, por causa do trabalho. Ou será que é a minha “presença” que evita desgraças como esta?

 

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Havemos de voltar a falar do nosso último jogo com a Alemanha mais à frente. Regressando a este particular, depois de uma primeira parte mesmo muito má, a segunda parte terá sido melhorzita. Não que tenha sido alguma coisa de especial, mas sempre deu para não sofrer mais golos. Podíamos, até, ter conseguido reduzir a desvantagem… se o João Cancelo não se tivesse feito expulsar sem necessidade.

  

Depois desta, e de já ter tido culpas no cartório da última vez que tínhamos perdido, há um ano, Cancelo deve perder o comboio para o Mundial. É uma pena, o miúdo parecia ter tanto potencial no início da Qualificação… Mas talvez seja melhor Chamar Nélson Semedo ou Ricardo Pereira para aquela posição. Ou mesmo André Almeida.

 

Voltando ao jogo, com apenas dez em campo, só dava mesmo para manter o resultado. Ainda assim, Gonçalo Guedes e André Silva tiveram cada um uma oportunidade de chegar ao golo de honra.

 

Na verdade, a parte mais interessante destes quarenta e cinco minutos foi a invasão de campo. Veio-se a descobrir mais tarde que os adeptos em questão eram um humorista/YouTuber e o seu assistente e que aquilo fora tudo planeado. Tudo muito giro e tal… se não fosse a parte do beijo. Não sejamos hipócritas, se o Cristiano fosse uma mulher ninguém acharia piada. Em tempos de #MeToo, chamemos os bois pelos nomes: aquilo foi assédio.

 

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Mas admito que a cara de frete do Ronaldo teve piada.

 

Tirando esta situação, no entanto, os Marmanjos não se podem queixar dos adeptos portugueses no Estádio de Genebra: mesmo a perder por 3-0, não deixaram de puxar por Portugal e de cantar, inclusivamente o Pouco Importa (o que é, no mínimo, estranho num jogo como aquele…). Compreende-se: não é todos os dias que os emigrantes têm a hipótese de ver a sua Seleção ao vivo, é claro que eles vão aproveitar.

 

A Seleção em si é que fez muito pouco por merecer esse apoio.

 

E é isto. Não digo que foi uma noite para esquecer, porque temos mesmo de aprender com os erros que cometemos. Nem que as únicas coisas que tenhamos aprendido sejam, como diria Thomas Edison, aquilo que não resulta. Está visto, por exemplo, que a maneira como jogámos nesta dupla jornada, sobretudo no jogo com a Holanda, não resulta. Ainda menos resultam as invenções de Fernando Santos neste jogo, conforme explicam aqui (no que toca a estes aspetos mais técnicos, prefiro dar a palavra a outros).

 

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O Selecionador, de resto, assumiu a responsabilidade pela derrota, afirmando mesmo que Portugal tem de “voltar a ser a equipa rigorosa do Euro”. Eu concordo por completo até porque fiquei um bocadinho apreensiva com a goleada que os espanhóis impuseram aos argentinos.

 

Admito, no entanto, que isso vem um pouco influenciado pela onda de pessimismo entre os adeptos portugueses, após o jogo com a Holanda (a Argentina não tinha muitas das suas maiores estrelas, como Lionel Messi, Di Maria e Aguero, a jogar). É um bocadinho hipócrita e tipicamente português: como reza aquele meme do Joker, fazemos a nossa melhor Qualificação em números e uns quantos particulares aceitáveis, ninguém liga. Fazemos um particular mau, cai o Carmo e a Trindade.

 

Ainda no outro dia comentei que estes particulares raramente espelham o verdadeiro valor de uma equipa – tanto o nosso como o de Espanha e o do Irão, que também teve um bom resultado num particular. Além disso (conforme já disse noutra ocasião, acho eu), depois de ter sobrevivido ao nosso desempenho no Mundial 2014, destaque para o jogo com a Alemanha (essa sim, uma derrota verdadeiramente destrutiva e traumática), não será um mísero particular a tirar-me o sono.

 

Mas fico chateada. Estivemos quatro meses sem jogos da Seleção. Hoje em dia lido melhor com a espera do que há uns anos e, como referi antes, já não me entusiasmo muito com jogos como estes. Mesmo assim, estava à espera de um bocadinho mais do que as exibições sofríveis nesta dupla jornada.

 

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Em todo o caso, é bom que isto tenha acontecido agora, a setenta e cinco dias do Mundial, quando ainda há tempo de corrigir. Estou disposta a levar com um par de jogos maus nesta altura do campeonato, em troca de jogos bons quando for a doer. Fernando Santos sai desta dupla jornada com imenso trabalho para casa. Se ele tem por objetivo ganhar o Mundial, tal como tem pregado, vamos precisar de mais.

 

Entretanto, eu mesma já ando a preparar o Mundial à minha maneira. Este blogue vai completar dez anos online em Maio e não vou deixar a ocasião passar em branco. Já alinhavei o primeiro rascunho dessa publicação. Da mesma forma, estou a pensar começar a escrever a habitual crónica pré-Convocados algures nos próximos dias. Eu sei que ainda falta cerca de um mês e meio para a Convocatória e início do estágio, mas ando com menos tempo para escrever e, com dois blogues para gerir, acho melhor deixar isto adiantado.

 

Saio desta jornada dupla um bocadinho desiludida, mas não é grave. Tenho as minhas reservas relativamente ao Mundial, como lerão num texto futuro, mas isso não significa que não acredite. Há tempo suficiente para corrigirmos as falhas e prepararmo-nos. Estes dois últimos jogos dificilmente ficariam na História, tal como vimos antes. Que ao menos nos ajudem a preparar-nos para fazermos História, a partir de junho.