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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Nova Zelândia 0 Portugal 4 - Luz Verde

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No passado sábado, dia 24 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere neozelandesa por quatro bolas a zero. O jogo teve lugar no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, e contou para a fase de grupos da Taça das Confederações.

 

Não consegui ver o jogo todo na televisão – houve alturas em que tive de acompanhá-lo via rádio, no carro. Felizmente, pude ver três dos quatro golos em direto – só não vi o terceiro.

 

Conforme se previa, Fernando Santos fez várias alterações ao onze inicial para este jogo. Mesmo assim, foi mais conservador do que estava à espera, ao manter jogadores como Cristiano Ronaldo e Pepe. É óbvio que Fernando Santos não se atrevia a subestimar a seleção neozelandesa. Tendo em conta o historial da Turma das Quinas, compreende-se.

 

Infelizmente, a Seleção tornou a demorar cerca de vinte minutos a entrar no jogo. O primeiro remate do jogo, aos cinco minutos, veio da Nova Zelândia.

 

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A nossa sorte foi que os neozelandeses não tinham capacidade para se aproveitar do avanço oferecido pelos portugueses. E, assim, Portugal acabou por ganhar controlo sobre o jogo.

 

Ao fim da primeira meia hora, o árbitro assinalou pénalti a favor de Portugal, depois de o Danilo ter sido derrubado na área. Cristiano Ronaldo não perdoou, tal como se esperava – nada a dizer.

 

O meu momento preferido do jogo ocorreu alguns minutos mais tarde: com aquele delicioso passe de Ricardo Quaresma para Eliseu. Este assistiria, depois, para Bernardo Silva marcar. Nessa altura, estava a ver o jogo num café cheio de benfiquistas. Estes não se tinham manifestado muito aquando do golo de Ronaldo (mas também, tal como afirmei acima, todos sabíamos que ele ia marcar). No entanto, eles fizeram questão de festejar efusivamente este golo, mais por causa de Eliseu do que por outro motivo qualquer.

 

 

Eu mesma tenho de admitir que, apesar de continuar a preferir o Raphael Guerreiro, o Eliseu cresceu muito como jogador nestes últimos anos. Quer com Raphael quer com ele, o lado esquerdo da defesa da Seleção está bem entregue.

 

Infelizmente, o momento do golo foi estragado pela lesão de Bernardo Silva. Ele ainda conseguiu aguentar em campo até ao intervalo, mas acabou por ser substituído. Todos esperam que ele recupere a tempo das meias-finais, que a Seleção beneficia imenso com ele.

 

O pior momento do jogo, tirando a lesão de Bernardo Silva, foi o cartão amarelo mostrado a Pepe, na segunda parte – cartão amarelo esse que o exclui das meias-finais. Muitos têm criticado Fernando Santos por não ter substituído Pepe antes, evitando este desfecho e poupando-lhe o esforço. Mas a verdade é que Pepe, depois de tantas asneiras como esta que tem feito ao longo da sua carreira, já devia ter mais juízo.

 

Em todo o caso, José Fonte será capaz de dar conta do recado – desde que tente evitar os erros que cometeu, durante o jogo com o México.

 

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Entretanto, mais ou menos aos sessenta minutos de jogo, Cristiano Ronaldo foi substituído por Nani. Notou-se, desde o primeiro minuto em campo, que estava com ganas – não só por ser a sua centésima-décima internacionalização, mas também para se redimir do jogo menos conseguido, na estreia portuguesa na Taça das Confederações. Para provar que, mesmo com a concorrência de talentos como Bernardo Silva, Ricardo Quaresma ou Gelson Martins, a Seleção pode, também, contar com Nani – contrariando todos aqueles que, à primeira falha, se apressam a riscá-lo da lista de opções. Já tinha acontecido mais ou menos o mesmo durante o Europeu, no ano passado.

 

Antes de Nani ter hipótese de brilhar, contudo, foi a vez de André Silva mostrar o que vale. Aos oitenta minutos, o jovem recebeu a bola no meio-campo e arrancou em direção à baliza. Mais tarde, ele diria que estava à espera que algum dos colegas viesse ajudá-lo mas, como ninguém estava a jeito, ele “tentou ser feliz. E conseguiu.”

 

Por fim, Nani marcou o quarto golo, já nos descontos. Momento fofo quando ele mostrou a foto do filho, Lucas – consta que fora uma promessa.

  

 

Este resultado deu-nos, assim – parafraseando uma brilhante jovem neozelandesa – luz verde para as meias-finais. Nada mau para um estreante na prova, diga-se de passagem. Já há quem fale da final é de uma conquista do troféu. Não que seja impossível – qualquer semi-finalista é, por defeito, candidato ao título – mas não quero meter a carroça à frente dos bois. Sobretudo porque as meias-finais não vão ser nada fáceis.

 

O nosso adversário será o Chile, cuja maior figura é Arturo Vidal, um médio que joga no Bayern de Munique. A seleção chilena tem uma história parecida com a nossa: até há bem pouco tempo, nunca tinham ganho nada. Até que, em 2015, venceram a poderosa Argentina, na final da Copa América. No ano passado, venceram ainda a Edição Centenário da Copa América. Estão, também, a participar na Taça das Confederações pela primeira vez. E eu imagino que, tal como nós, tenham tomado gosto a esta coisa de títulos de seleções e queiram repetir a dose.

 

Algo que me deixa um bocadinho (mais) nervosa no que diz respeito ao Chile é o facto de os conhecermos mal. Só jogámos três vezes vezes contra os chilenos: uma em 1928, por 4-2 (após estarmos a perder por 2-0...); uma em 1972, em que ganhámos por 4-1: outra em 2011, em que empatámos a uma bola (se bem se recordam, não vi esse jogo.

 

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Em suma, as meias-finais podem dar para qualquer dos lados.

 

Nesse aspeto, teria preferido ligeiramente (só muito ligeiramente) apanhar os alemães. Porque os conhecemos melhor (bem demais…), por um lado. Por outro, porque estão desfalcados e estão menos motivados para ganhar a Taça das Confederações.

 

Mas ainda temos o trauma do Mundial 2014…

 

Em todo o caso, como sempre, eu acredito na nossa Seleção. Acredito que podemos vencer o Chile e chegar a mais uma final. Temos tudo para consegui-lo. 

 

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Continuem a acompanhar a Equipa de Todos Nós na Taça das Confederações aqui no blogue, bem como na sua página no Facebook.

Rússia 0 Portugal 1 - Coração nas mãos

transferir (2).jfifNa passada quarta-feira, dia 21 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere russa por uma bola a zero. Este jogo teve lugar no Arena Otkrytie, em Moscovo. e contou para a fase de grupos da Taça das Confederações.

 

Poucas horas antes do início do jogo, estava ainda a acabar a minha crónica sobre o jogo com o México. Como poderão ler, nela queixo-me de sofrer muito com os jogos da Seleção nestes campeonatos.

 

Ao que parece, Deus Nosso Senhor leu o que escrevi e riu-se. Porque o jogo com a Rússia ia dando cabo de mim.

 

Conforme muitos têm afirmado, não havia necessidade para tanto sofrimento. Fernando Santos, graças a Deus, aprendera com os erros do jogo anterior e meteu os três Silvas a jogar de início: o André, o Adrien e o Bernardo. Por sua vez, Bruno Alves entrou para o lugar de José Fonte. Como tal - e também porque a Rússia tem um estilo de jogo diferente do do México - Portugal apresentou-se muito melhor que no jogo de domingo.

 

De tal maneira que Cristiano Ronaldo só precisou de sete minutos para marcar o primeiro golo: de cabeça, após um cruzamento perfeito de Raphael Guerreiro - que se redimia, assim, do jogo menos conseguido frente ao México.

 

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Tem andado toda a gente a dizer que este foi o nosso primeiro golo em território russo - o que, tecnicamente, não é verdade. A menos que Kazan, onde empatámos a duas bolas, afinal, fique na Bielorrússia…

 

Mas percebo o que querem dizer. Voltemos ao jogo.

 

Golos marcados ao início são sempre traiçoeiros. A equipa em vantagem pode sentir-se tentada a acomodar-se e/ou a equipa em desvantagem, sabendo que ainda falta muito para o jogo acabar, corre atrás do empate - se não for da reviravolta. Nestas alturas, é urgente marcar um segundo golo para as coisas acalmarem.

 

Como o segundo golo nunca veio, as coisas nunca chegaram a acalmar até ao apito final.

 

Isso não foi grande problema durante a primeira parte, já que a Rússia manteve o bloco baixo e pouco atacou. Na segunda parte, a história foi diferente.

 

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Para começar, Portugal desperdiçou várias oportunidades: uma cabeçada de André Silva, após assistência de Cédric (que, na minha nada enviesada opinião, o guarda-redes russo só defendeu por sorte); um remate de Cristiano Ronaldo, após assistência de Bernardo Silva (desta feita, foi um dos defesas russos a impedir o golo); ainda na sequência dessa jogada, um remate de longe de Cédric (o guarda-redes russo voltou a ter sorte - mais uma vez, uma opinião nada enviesada).

 

Com tanto golo falhado, e numa altura em que os portugueses começavam a dar de si fisicamente, os russos começaram a acreditar. O jogo acabou por se “partir”, alternando entre balizas. Naturalmente, ficámos todos com o coração nas mãos - aquilo podia ir para qualquer lado. Não que os russos tenham tido muitas oportunidades de perigo - muito graças ao trabalho defensivo dos portugueses, sobretudo da dupla imperial Pepe e Bruno.

 

Mas, depois do jogo com o México, não me atrevia a confiar - a qualquer momento podíamos cometer um erro.

 

Não me lembro de ter sofrido tanto com um jogo da Seleção desde o Europeu. Cheguei a temer que fosse desta que me dava uma coisinha má. Mas se eu tinha sobrevivido aos últimos minutos da final do Europeu, haveria de sobreviver a isto.

 

 

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Em todo o caso, quando o jogo finalmente acabou, precisei de algum tempo até conseguir funcionar normalmente outra vez.

 

Sim, isto custou mais do que o necessário, mas não deixou de ser melhor que domingo passado. Não deixou de ser uma vitória, valendo três pontos - a primeira vitória frente à Rússia na casa deles.

 

Agora, vamos jogar com a Nova Zelândia. Como já contamos quatro pontos, chega-nos um empate para passarmos às meias-finais. Afirmei antes que a Nova Zelândia era a equipa mais acessível do grupo, em teoria. E a verdade é que os neozelandeses não têm feito muito para contrariar essa crença - ainda não ganharam um único jogo nesta edição da Taça das Confederações.

 

É certo que este género de estatísticas valem o que valem. E nem seria a primeira vez que Portugal se atrapalhava perante uma equipa de menor prestígio. Ainda assim, penso que todos concordam que Portugal é o claro favorito - mesmo com as alterações que Fernando Santos deverá fazer à equipa, mesmo que Eliseu não recupere a tempo da gripe que apanhou.

 

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Espero, sobretudo, que o jogo de amanhã seja um pouco mais tranquilo. Até porque, se chegarmos às meias-finais, ainda nos espera muito sofrimento…

 

Continuem a acompanhar estas minhas neuroses aqui no blogue e na página do Facebook.

Portugal 5 Gibraltar 0 - Treino com adrenalina

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Na passada quinta-feira, dia 1 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere gibraltina por cinco bolas sem resposta, em jogo de carácter amigável, realizado no Estádio do Bessa.

 

Adianto, desde já, que não prestei muita atenção ao jogo, sobretudo na primeira parte. Tinha dormido mal na noite anterior e passei o dia inteiro com dores de cabeça. Não muito fortes, mas o suficiente para não me deixarem concentrar devidamente no jogo.

 

Não que este tenha sido muito interessante, pelo menos no início. Como seria de esperar, o jogo teve sentido único. O Eduardo só foi chamado à ação perto do fim da segunda parte e mesmo assim não eram situações de perigo. Podia ter ficado a jogar Candy Crush na baliza, que não faria diferença. No entanto, de uma maneira muito típica, a Seleção Portuguesa teve dificuldades em acertar na baliza, desperdiçando diversas oportunidades. Campeões Europeus e tal, mas há coisas que nunca mudam, pelos vistos. Éder falhou um par de golos, incluindo um de baliza aberta, e eu não quero de todo estar a dizer algo como “O Éder sendo o Éder outra vez”, por motivos óbvios, mas… Ao menos o público do Bessa, benevolente com o herói da final do Europeu, aplaudiu-o aquando dessa falha. Há bem pouco tempo a reação seria diferente… mas esta ajuda mais.

 

O primeiro golo português surgiu aos vinte e sete minutos, dos pés de Nani após passe de Bruno Alves. Um golo que teve direito a celebração com um mortal. É uma pena que Nani não tenha comemorado nenhum dos seus golos no Europeu da mesma forma… mas compreende-se a cautela, depois da traumática exclusão do Mundial 2010.

 

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Nani voltaria a marcar na segunda parte, quando Adrien, André Silva é Bernardo Silva já estavam em campo. Foi, aliás, o último quem centrou para Nani, que cabeceou para o seu segundo golo da noite. O Marmanjo já está perfeitamente à vontade no papel de Capitão, de líder da Equipa das Quinas, no lugar de Cristiano Ronaldo. Já conta dez anos vestindo a Camisolas das Quinas, tem marcado bastante pela Seleção este ano e eu não podia estar mais orgulhosa. Sobretudo tendo em conta que se tornou Campeão Europeu.

 

O terceiro golo das cores lusitanas teve a participação dos dois estreantes da dupla jornada. André Silva recebeu a bola na grande área gibraltina, passou-a a João Cancelo, que rematou num ângulo difícil, mas a bola entrou.

 

O golo de Bernardo Silva foi marcado quase por acaso. O Marmanjo recebeu uma bola perdida pelos gibraltinos na sua grande área. Fez um remate fraco, mas o modesto guarda-redes de Gibraltar chegou tarde. A bola passou por baixo dele, cruzando a linha de baliza. Bernardo nem sequer festejou muito pois o golo foi mais demérito do pobre guarda-redes que mérito dele.

 

Bernardo, de qualquer forma, ainda teve tempo para assistir para o último golo da noite: um centro perfeito para a careca de Pepe, que cabeceou para as redes gibraltinas, fazendo o resultado.

 

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Não há muito mais a dizer sobre este jogo. Portugal cumpriu a sua obrigação. O melhor resultado obtido por Gibraltar, até ao momento, foi uma desvantagem de quatro golos - ganhar por menos do que isso teria sido inglório. Podíamos até ter saído do Bessa com um resultado ainda mais generoso não fosse a aselhice típica dos portugas. Todos os Marmanjos estiveram bem mas de resto, com o devido respeito pelos gibraltinos, perante Gibraltar até as nossas avozinhas fariam boas exibições.

 

Fernando Santos tem perfeita noção disso e não o escondeu. Conforme declarou no rescaldo do jogo, este particular não foi mais do que um treino com mais adrenalina que o habitual. Não prova nada para o jogo com a Suíça. Serviu, no entanto, para dar algum ritmo a Marmanjos com pouco tempo de jogo nos respectivos clubes, o que é importante nesta fase do campeonato.

 

Terça-feira, em Basileia, será completamente diferente. Será a contar para a Qualificação para o Mundial 2018 e todos concordam que será, provavelmente, o jogo mais difícil. A Suíça é o adversário mais cotado do grupo, fora nós, e têm fama de serem fortes em casa. Por esse prisma, um empate talvez não fosse um resultado muito mau. No entanto, estando nós ainda a saborear o delicioso estatuto de Campeões Europeus, ninguém quer outra coisa que não seja a vitória. E é, conforme escrevi na entrada anterior, gostei de ver a Seleção Apurando-se em primeiro lugar para o Euro 2016 e quero repetir a dose.

 

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