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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Portugal 3 Argélia 0 – Preparados

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Na passada quinta-feira, dia 7 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere argelina por três bolas sem resposta, em jogo de carácter amigável, no Estádio da Luz… e eu estive lá!

 

Nesse fim de tarde choveu sem parar durante horas. Não propriamente a cântaros, mas o suficiente para chatear. Este chuveirinho irritante durou as cerca de três horas que estivemos na Luz, encharcando-nos até aos ossos. Não me constipei (tenho um bom sistema imunitário), mas, claro, foi desagradável.

 

O que eu não faço por estes Marmanjos…

 

A consequência mais caricata dizia respeito à coreografia programada pela Federação. Quem assistia em casa deve ter visto as cartolinas verdes e vermelhas, iguais às do jogo com a Suíça. Só que a minha, pelo menos, estava completamente ensopada e, quando tentei erguê-la como pediram, esta desfez-se em farrapos nos meus dedos.

 

Enfim, ficou a intenção. Em defesa da FPF, quem poderia adivinhar que ia chover? Estávamos em junho! Eu estava mais agasalhada nesse dia do que estive no jogo com a Suíça, em outubro.

 

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Um dos motivos pelos quais a chuva me irritou, aliás, foi porque estava a estrear a minha camisola nova da Seleção e tive de usar um impermeável por cima dela. Mal-empregada… O que vale é que, com o passar do tempo, acabei por gostar do visual – em parte porque sempre gostei imenso daquele impermeável, que “roubei” ao meu irmão.

 

Mas não estamos aqui para falar de moda nem de meteorologia (desse último assunto já tivemos a nossa dose há quatro anos) e sim de futebol.

 

Portugal entrou muito bem no jogo  infelizmente para nós, que estávamos mais perto da outra baliza. Logo no primeiro minuto, Cristiano Ronaldo bateu um livre a nosso favor. A bola foi parar a João Moutinho, que tentou rematar, mas o guarda-redes argelino defendeu. Aos oito minutos, Bruno Fernandes assistiu para Ronaldo, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo.

 

Finalmente, aos dezassete minutos o marcador funcionou. Foi uma jogada muito fixe: o William Carvalho estava na linha de meio-campo mas, não sei bem como, conseguiu colocar a bola em Bernardo Silva, que estava já na grande área argelina. Este, depois, assistiu de cabeça para Gonçalo Guedes rematar para as redes.

 

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Tirando a contribuição de William (que, mesmo assim, terá sido quarenta por cento do golo), este foi um tento de dois meninos da casa, o que é sempre giro – embora, na verdade, Bernardo Silva pouco tenha jogado na equipa principal do Benfica.

 

Há que recordar que a Argélia não atravessa uma boa fase, nem sequer vai ao Mundial. Não sendo uma seleção de micro-estado, daquelas que se convida para particulares quando queremos uma vitória fácil para aumentar a auto-estima dos jogadores, não estava em condições para dar grande luta. Só mesmo em momentos, como à volta dos trinta minutos, em que Portugal afrouxava a pressão.

 

Nesse aspeto, o golo de Bruno Fernandes veio no momento certo. Na altura não conseguimos ver muito bem, chegámos a pensar que o golo era do Bernardo – antes de o speaker anunciar o autor verdadeiro. Só mais tarde, com os resumos, é que vimos que fora Cristiano Ronaldo a assistir para a cabeça de Bruno. Segundo o próprio, foi o seu primeiro golo de cabeça enquanto profissional – mais sobre isso adiante.

 

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Na segunda parte, Portugal voltou a entrar em força – e desta feita pudemos ver como deve ser. Logo nos primeiros dez minutos, tivemos meia-dúzia de oportunidades. A bola entrou, finalmente, aos cinquenta e quatro minutos – Raphael Guerreiro assistiu para Gonçalo Guedes cabecear para a baliza. Tal como já acontecera com Bruno Fernandes, este era o seu primeiro golo de cabeça da carreira. Consegui vê-lo bem do meu lugar – tanto a jogada do golo como o abraço entre o Gonçalo e o Raphael.

 

Vocês sabem que estou muito afeiçoada aos veteranos da Seleção – aos jogadores que já vestiam a Camisola das Quinas quando criei este blogue, há dez anos. Mas, ao mesmo tempo, dá-me imenso gozo ver os mais novinhos a dar cartas, como neste jogo: não só o Guedes e o Bruno Fernandes, também o Raphael Guerreiro, o André Silva, o João Mário… Dá-me gozo vê-los crescer, ver a sua primeira internacionalização, o seu primeiro golo, o seu primeiro golo de cabeça – da mesma maneira como nos dá gozo ver uma criança dando os seus primeiros passos, dizendo as suas primeiras palavras.

 

Talvez seja isso… ou talvez goste pura e simplesmente de ver jogadores da Equipa de Todos Nós saindo-se bem, ponto. Tem sido uma constante desde os meus catorze anos.

 

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Regressando ao jogo, a pressão portuguesa continuou, mesmo depois do terceiro golo. Perdeu-se, no entanto, algum fulgor com as substituições, como o costume. João Mário, ainda assim, conseguiu enfiar a bola da baliza aos oitenta e dois minutos, mas o golo foi anulado pelo VAR. Decisão acertada – eu mesma vi a mãozinha marota de Guedes, durante a jogada.

 

A vantagem de três golos manteve-se até ao fim. Fica uma certa pena por não termos conseguido marcar mais golos. Tirando isso, foi um bom jogo, um bom ensaio para o Mundial, um fim de tarde feliz para mim (que não tivera um dia fácil), uma ótima maneira de os Marmanjos se despedirem de nós antes de partirem para a Rússia.

 

Um aparte rápido só para falar do que aconteceu depois do apito final. Quando o Estádio já estava meio vazio, eu e a minha irmã vimos que, na baliza oposta à nossa, andava um dos Marmanjos a jogar com duas crianças – debaixo dos aplausos do público que restava. Só quando nos aproximámos é que reconhecemos o Cristianinho e o seu velho.

 

Foram uns minutos giros. Eu já adoro crianças por elas mesmas e, sempre que Ronaldo e o filho aparecem juntos, acho-os adoráveis. Como se isso não bastasse… o miúdinho tem jeito!

 

 

Não que seja uma surpresa: o Cristianinho está na idade em que o pai é o seu herói. Sendo o seu alguém que sempre adorou futebol, que trabalha dia e noite para se tornar cada vez melhor, é natural que o filho esteja a seguir os seus passos.

 

Por agora, pelo menos. A ver se isso continua quando o Cristianinho chegar à adolescência e já não achar o seu cota assim tão fixe.

 

O Cristianinho é mais outro que temos visto crescer. É muito cedo para estar a fazer previsões, mas seria fantástico se, daqui a uns quinze, vinte anos, voltássemos a vê-lo no Estádio da Luz – envergando a Camisola das Quinas.

 

Fechemos o aparte.

 

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Fernando Santos ainda não estava completamente satisfeito no fim deste jogo, embora as coisas estivessem “mais perto daquilo que queria”. Também admitiu que será durante o mundial que a Seleção vai chegar ao nível que ele deseja – tal como aconteceu durante o Euro 2016, suponho eu.

 

Com isto tudo, estamos a menos de dois dias da nossa estreia no Mundial 2018 e… acho que estamos preparados. Se ainda não o estivermos, estaremos no momento em que entrarmos em campo. Como fui dando a entender aqui e ali, durante algum tempo, sobretudo depois dos primeiros particulares deste ano, estive um pouco apreensiva. No entanto, os progressos nestes últimos dois jogos e a atitude exigente de Fernando Santos deixam-me um pouco mais confiante. Não me esqueci que o Mundial são historicamente difíceis para Portugal, mas desta feita parece-me que estamos a dar os passos certos.

 

E mantenho o que disse antes: se é para tentar o título, esta é a nossa melhor oportunidade para fazê-lo.

 

Nada disso significa que vá ser fácil. Bem pelo contrário. É certo que a Espanha está a ter uma crise interna, com uma troca de selecionadores à última hora, mas é melhor não assumir que isto vai afetar a equipa. Não estou à espera de uma vitória. Já ficaria muito satisfeita com um empate. Mesmo uma derrota não seria grave… desde que não seja uma derrota pesada e destrutiva, como o último jogo com a Alemanha.

 

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Tenho de confessar uma coisa: dava-me jeito se passássemos aos oitavos-de-final em segundo lugar. Vou estar fora do país durante o fim de semana dos oitavos e, se passarmos em primeiro, o nosso jogo coincidirá com o meu voo de regresso, no domingo. Se passarmos em segundo, jogamos no sábado – a Seleção teria um dia a menos para se preparar, mas eu, em princípio, poderia ver o jogo.

 

Será egoísta da minha parte? Dar-nos-á azar não estar a torcer a cem por cento pelo melhor resultado possível para a Seleção?

 

Acho que, de qualquer forma, será muito difícil passarmos em primeiro, pelo que expliquei acima. Mesmo assim, se der para ganhar à Espanha e Qualificarmo-nos no topo da tabela, não me queixo. Porque, se conseguirmos ultrapassar a fase de grupos (algo que não aconteceu da última vez) e, quem sabe, ganhar os oitavos, os quartos, por aí fora até à final de Moscovo, que importância terão um par de horas de nervosismo nas nuvens?

 

Não há de ser nada…

 

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Recuando um bocadinho, entre o jogo com a Espanha e o jogo com Marrocos, o único dia em que não trabalho será o sábado e já tenho uma data de coisas programadas. Assim, como já tinha dito que ia fazer, a próxima análise virá por tópicos. Vai ter de ser.

 

Em todo o caso, já sabem, teremos sempre a página do Facebook. Agora, que venha a Espanha, Marrocos, Irão e o resto: estamos prontos!

Bélgica 0 Portugal 0 – Melhor

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No passado sábado, dia 2 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol empatou sem golos com a sua congénere belga, no Estádio Rei Balduíno, em jogo de carácter amigável.

 

Nessa tarde, eu e a minha irmã só chegámos a casa por volta das oito, logo, só acompanhámos os primeiros dez, quinze minutos via rádio. Acabou por ser afortunado, pois toda a gente diz que Portugal não jogou nada de jeito durante esse período. Já dava para percebê-lo no relato. Tirando uma ocasião de Gonçalo Guedes, aos três minutos, só houve Bélgica no jogo. Os portugas estavam desorganizados, perdiam bolas e pouco conseguiam avançar no terreno.

 

Pelos vistos, bastou a Fernando Santos corrigir as posições de Bernardo Silva, Guedes e Gelson Martins para a equipa entrar nos eixos. Quando eu e a minha irmã conseguimos sentar-nos em frente à televisão, Portugal começava a assumir o controlo do jogo, seguindo em crescendo até ao intervalo.

 

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Aos quarenta e dois minutos, Bernardo rematou, mas a bola bateu num defesa belga e foi para fora, rasando o poste. Dois minutos mais tarde, Gelson conseguiu isolar-se na grande área belga mas, como os colegas não conseguiram acompanhá-lo, o Marmanjo teve de rematar num ângulo apertado – sem sucesso. Por fim, Guedes tentou a sua sorte, em cima dos quarenta e cinco minutos, mas falou a baliza por pouco.

 

Se não tivéssemos sido interrompidos pelo intervalo, talvez tivéssemos conseguido marcar. Infelizmente, a equipa teve de ir para o balneário e, quando regressou, voltou a entrar no jogo um pouco aos tropeções. Beto teve de mostrar os seus dotes, com um par de defesas espetaculares aos cinquenta e cinco e aos sessenta e quatro minutos.

 

Entre ele, o Rui Patrício e mesmo o Anthony Lopes, não devemos ter problemas na baliza neste Mundial.

 

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Infelizmente, foi mais ou menos aos sessenta, setenta minutos, altura em que já tinham ocorrido algumas substituições, ambas as equipas pareceram contentar-se com o empate. O jogo tornou-se enfadonho, portanto – mas compreende-se.

 

Praticamente toda a gente ficou satisfeita com este resultado e, sobretudo, com a exibição – porque, lá está, quase toda a gente olha para a Bélgica como uma das melhores seleções do Mundo. Tal como referi antes, eu não concordo: os belgas têm muitos nomes sonoros, mas estes não chegam para fazer uma equipa. Pelo menos não ao nível que a pintam.

 

As melhorias mais notórias foram na defesa. Conforme Fernando Santos assinalou, Portugal foi a primeira equipa em vinte e um meses que não sofreu golos da Bélgica. A fórmula está longe de ser nova: centrais veteranos (neste caso, Pepe e José Fonte) atrás, protegendo a nossa área, para que os caloiros possam fazer a sua magia à frente – guiados por outro veterano, Cristiano Ronaldo, na maior parte das vezes. Resultou bem no Euro 2016 e na Qualificação, há de resultar bem no Mundial.

 

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O pior é que, como tem sido assinalado várias vezes ao longo dos últimos dois anos, não é uma fórmula para longo prazo. É para isso que temos Rúben Dias, mas esta exibição dos centrais veteranos pode diminuir as hipóteses de o jovem jogar no Mundial. É uma pena, mas também me parece que o jovem foi Chamado, sobretudo, como solução a longo prazo.

 

É sempre bom sinal quando conseguimos um resultado e uma exibição perante um bom adversário, a pouco menos de duas semanas do Mundial. Sobretudo estando nós desfalcados da nossa maior arma e tendo eles, como comentou a minha irmã, trazido a artilharia pesada – com nomes como Courtois, Kompany, Hazard, entre outros, nos titulares.

 

A melhor parte? Fernando Santos disse que a Seleção ainda não estava ao nível que ele deseja. Ainda podemos melhorar ainda mais!

 

Há que ter em conta que isto é um particular e que estes nem sempre são equiparáveis a jogos a doer. Gosto muito de recordá-lo quando os particulares correm mal, não posso deixar de dizer o mesmo quando estes nos correm bem.

 

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Dito isto, este jogo deixa boas indicações para o Mundial – nem que seja apenas um ligeiro aumento na confiança dos Marmanjos. Continuo muito relutante em alinhar em otimismos (não consigo esquecer 2014), mas admito que, no que toca a Campeonatos do Mundo, há muito que os sinais não nos eram tão favoráveis.

 

Antes disso, no entanto, temos o particular frente à Argélia, terá Cristiano Ronaldo em campo e, tal como já tinha dito, eu e a minha irmã nas bancadas. Pegando no conceito da campanha publicitária de um dos patrocinadores da Seleção, não vou ter muitas hipóteses de repetir os rituais do Euro 2016, mas este será uma exceção. Mais uma vez, vou despedir-me dos Marmanjos ao Estádio da Luz.

 

Tirando este, os poucos rituais que vou repetir são, na verdade, os mesmos que repito sempre que a Seleção joga: ir escrevendo neste blogue, ir atualizando a página do Facebook e, sobretudo, ir torcendo e acreditando até ao último minuto. E, pelo menos até agora, não me posso queixar dos resultados.

Portugal 2 Suíça 0 - Noites como estas

IMG_20170513_140959_HDR.jpgNa passada terça-feira, dia 10 de outubro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere suíça por duas bolas a zero, no Estádio da Luz... e eu estive lá! Este era o último jogo da Qualificação para o Mundial 2018. Com esta vitória, Portugal iguala a Suíça em pontos. No entanto, como tem mais golos marcados, fica em primeiro lugar no grupo e Apura-se diretamente para o Mundial.

 

Às vezes pergunto a mim mesma porque raio ainda tenho dúvidas no que toca a esta Seleção.

 

Conforme tinha escrito antes, fui ao jogo com a minha irmã. Uma vez que a lotação estava esgotada (até a Madonna veio, para delícia de muitos), os profissionais da Federação tinham recomendado que viéssemos o mais cedo possível. Eu e a minha irmã seguimos as recomendações e chegámos mais ou menos uma hora antes do início do jogo.

 

Por sinal, chegámos ao mesmo tempo que a maioria dos adeptos suíços, entoando cânticos em coro. Não houve confusão. Pelo contrário, uns deles meteram-se comigo. Falavam alemão, do qual não compreendo uma palavra (deviam ser da chamada “Suíça alemã”), mas lá percebi que queriam tirar uma selfie comigo. Eu aceitei, sobretudo por uma questão de fair-play – é sempre bonito confraternizar com adversários.

 

Eu, no entanto, suspeito que eles estavam menos interessados em fair-play e mais no meu decote. Enfim.

 

Eu e a minha irmã ficámos sentadas na bancada BTV (julgo que é essa), não muito longe dos adeptos suíços. Estes começaram a fazer barulho desde muito cedo, puxando pela sua equipa.

 

Mais um motivo para respeitar a Suíça, de resto: os seus adeptos não se deixaram intimidar por uma Luz esgotada, decidida a fazer a sua parte na luta pela Qualificação.

 

 

E, de facto, o momento da coreografia, com as cartolinas verdes e vermelhas provocou-me arrepios – sobretudo enquanto cantávamos “A Portuguesa”. Foi uma jogada de mestre por parte da Federação.

 

O jogo não foi muito fácil, pelo menos não de início. Portugal jogava bem, sem grande brilho mas com consistência – João Mário foi o primeiro a chamar-me a atenção, mas também William, Eliseu (com a sua pouca utilização no Benfica, não estava à espera que jogasse tão bem) e Bernardo Silva se destacavam.

 

Os suíços, no entanto, iam sendo capazes de travar as iniciativas portuguesas. De tal forma que a primeira oportunidade de perigo para Portugal ocorreu apenas aos trinta e dois minutos – uma boa iniciativa de Bernardo Silva. A Suíça também atacava de vez em quando mas com ainda menos eficácia – Rui Patrício teve uma noite inesperadamente tranquila.

 

Os dedos das mãos já não chegam para contar os jogos de futebol a que já assisti ao vivo. No entanto, ainda não me fartei – ver através de um ecrã pura e simplesmente não se compara a isto. Ainda por cima, desta vez estávamos apenas algumas filas acima do campo, relativamente perto dos jogadores. Dava para irmos gritando coisas como “Corre, Eliseu!”, “Vai, miúdo!”, “Força William!” e eles podiam ouvir.

 

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Em teoria. Na prática não davam sinais disso, claro. Como seriam capazes de se concentrar no jogo se estivessem atentos a todas as baboseiras que vêm das bancadas? Quando se trata de dar força, no entanto, gosto de pensar que eles percebem a mensagem.

 

O jogo foi na semana passada mas, só recordando-me disto, já estou com saudades e ansiosa por regressar a um jogo da Seleção. O pior é que duvido que a Turma das Quinas volte a jogar tão cedo em Lisboa.

 

Mas também estou a queixar-me de barriga cheia: eu que fui a dois jogos este ano.

 

Tivemos um bocadinho de sorte com o nosso primeiro golo, há que admiti-lo. Mas também não se pode dizer que Portugal não o tenha merecido. Poucos minutos antes do intervalo, Eliseu centrou para João Mário. Este enrolou-se com o defesa e o guarda-redes da Suíça, mas a bola acabou por entrar.

 

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A partir da nossa bancada não dava para ver bem o que se passava – durante algum tempo pensámos que tinha sido João Mário a marcar. Na altura, achei justo – ele estava a ser um dos melhores em campo. Só ao intervalo é que descobrimos que tinha sido auto-golo de Djourou.

 

Enfim. Golo é golo.

 

Dá sempre jeito partir para o intervalo com um golo acabado de marcar. A segunda parte foi quase completamente dominada por Portugal, sobretudo nos primeiros dez minutos. O facto de os suíços se terem aberto mais ajudou. Esta fase culminou com uma jogada brilhante, em que a bola passou por mais de metade da Seleção antes de Bernardo Silva assistir para André Silva, que concluiu com um remate atrapalhado mas certeiro.

 

É bom ver a Equipa de Todos Nós marcar um golo assim, com a contribuição direta de quase toda a equipa. Podemos continuar muito dependentes de Ronaldo (e acho que é mais uma dependência psicológica do que outra coisa qualquer), mas ninguém pode negar que existe Seleção para além dele.

 

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A parte chata de golos como este é que os resumos em vídeo cortam uma parte da jogada. Tive de recorrer às gravações automáticas para revê-la na íntegra – e estas desaparecem ao fim de alguns dias.

 

Depois desta, o jogo decorreu sem incidentes de maior. Portugal procurou segurar o resultado, sem abdicar de tentar o 3-0. Estivemos perto, sobretudo com a oportunidade de Cristiano Ronaldo, aos oitenta minutos. O Capitão conseguiu isolar-se perante o guarda-redes suíço mas depois atrapalhou-se com a finta.

 

Não estava nos seus dias, pobre Ronaldo. É capaz de ter sido dos menos eficazes em campo, entre os portugueses – a antítese do que aconteceu em Andorra, curiosamente. Não que tenha sido grave – outros brilharam por ele, tal como vimos antes.

 

Cristiano Ronaldo um dia destes deixará a Seleção (embora Fernando Santos diga que ele ainda poderá jogar durante cinco anos). Não temos nenhum fenómeno como ele para tomar o seu lugar – nem agora, nem nos próximos... duzentos anos, provavelmente. No entanto, com jogadores como Bernardo Silva, João Mário, William, entre muitos outros, não precisamos de nos preocupar com o futuro.

 

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Finalmente, o árbitro apitou três vezes, consumando o nosso Apuramento direto. Pela segunda vez consecutiva, escapamo-nos aos play-offs. Continua a saber bem. Em termos de números, esta foi a nossa melhor Qualificação de todos os tempos, com noventa por cento de vitórias. No Apuramento anterior também só tínhamos perdido uma vez. Mas como foram apenas oito jogos, a percentagem de vitórias foi de apenas 87,5.

 

Continua a faltar, ainda assim, uma Qualificação imaculada.

 

Uma palavra sobre a Suíça. Escrevi em textos anteriores que respeitava imenso os suíços por tudo o que fizeram nesta Qualificação. Isso não mudou com a derrota deles. São uma boa equipa, estiveram à nossa frente – nós, Campeões Europeus – na tabela classificativa durante mais de um ano, os seus adeptos foram exemplares na Luz. O mais justo teria sido ambas as equipas Qualificarem-se diretamente. 

 

A Suíça, no entanto, tem ainda a hipótese de ir à Rússia via play-offs. Eu vou torcer por eles.

 

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Fernando Santos  disse na Conferência de Imprensa que esta é uma das melhores seleções de sempre. Se é a melhor, é discutível – depende dos critérios. No entanto, em termos de resultados, de consistência, ninguém discorda: é a número um até agora.

 

A Seleção de Fernando Santos (isto é, de finais de 2014 até agora) pode nem sempre ter praticado o futebol mais excitante ou bonito. Mas os únicos fracassos até agora foram a derrota perante a Suíça (que, de qualquer forma, acabou agora mesmo de ser corrigida) e as meias-finais da Taça das Confederações. Pelo meio, tornámo-nos Campeões Europeus.

 

Fernando Santos celebrava o seu aniversário naquele dia. E, de facto, todos nós devemos dar graças por ele ter nascido e dado tanto à Seleção.

 

Foi mesmo a única coisa que faltou naquela noite: cantarmos os Parabéns a Fernando Santos.

 

  

Bem, ao menos pudemos comover o Selecionador com o “Hino à capela”, como o próprio descreveu, no fim do jogo. Eu não estava à espera, mas não me surpreendeu – o mesmo já tinha acontecido há quase seis anos (!!), no jogo com a Bósnia-Herzegovina.

 

Depois de o jogo acabar (ou talvez antes, não me lembro ao certo), reparei neste cartaz, algumas filas acima do meu lugar, com uma nova versão do Pouco Importa. Quando estávamos nos túneis para sair do estádio, consegui apanhar os autores do cartaz e pedir-lhes para tirar esta fotografia (serão membros da claque do Euro 2016, que criou o cântico original?). Ainda me juntei a eles quando começaram a cantar esta nova quadra, no meio da multidão que abandonava a Luz (tentei filmar o momento, mas atrapalhei-me com o telemóvel).

 

Já cantei, portanto, que “o Mundial da Rússia, vamos ganhá-lo também”. Na realidade, contudo, ainda não quis pensar a sério nisso. É muito cedo. Mais disparatado ainda é pensar já nos Convocados, como já vi – faltam sete meses! Os momentos de forma mudam até lá!

 

Haverá tempo para falarmos sobre o Mundial e sobre as ambições de ganhá-lo. Entristece-me um bocadinho, aliás, não voltarmos a ter jogos oficiais até junho.

 

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Enfim. Havemos de sobreviver.

 

Já sabemos que, no próximo mês, receberemos a Arábia Saudita e os Estados Unidos, em jogos particulares. Não me admiraria, no entanto, se Fernando Santos deixasse a maior parte dos habituais de fora. Não esperemos, portanto, jogos muito interessantes. Os de há quase dois anos não foram.

 

Recordo, no entanto, que de uma forma ou de outra esses jogos ajudaram-nos a sagrarmo-nos Campeões Europeus. É para noites como a de 10 de julho de 2016 e a de 10 de outubro deste ano que estamos todos aqui.

 

Que tenhamos muitas noites como estas no próximo ano, na Rússia.

Nova Zelândia 0 Portugal 4 - Luz Verde

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No passado sábado, dia 24 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere neozelandesa por quatro bolas a zero. O jogo teve lugar no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, e contou para a fase de grupos da Taça das Confederações.

 

Não consegui ver o jogo todo na televisão – houve alturas em que tive de acompanhá-lo via rádio, no carro. Felizmente, pude ver três dos quatro golos em direto – só não vi o terceiro.

 

Conforme se previa, Fernando Santos fez várias alterações ao onze inicial para este jogo. Mesmo assim, foi mais conservador do que estava à espera, ao manter jogadores como Cristiano Ronaldo e Pepe. É óbvio que Fernando Santos não se atrevia a subestimar a seleção neozelandesa. Tendo em conta o historial da Turma das Quinas, compreende-se.

 

Infelizmente, a Seleção tornou a demorar cerca de vinte minutos a entrar no jogo. O primeiro remate do jogo, aos cinco minutos, veio da Nova Zelândia.

 

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A nossa sorte foi que os neozelandeses não tinham capacidade para se aproveitar do avanço oferecido pelos portugueses. E, assim, Portugal acabou por ganhar controlo sobre o jogo.

 

Ao fim da primeira meia hora, o árbitro assinalou pénalti a favor de Portugal, depois de o Danilo ter sido derrubado na área. Cristiano Ronaldo não perdoou, tal como se esperava – nada a dizer.

 

O meu momento preferido do jogo ocorreu alguns minutos mais tarde: com aquele delicioso passe de Ricardo Quaresma para Eliseu. Este assistiria, depois, para Bernardo Silva marcar. Nessa altura, estava a ver o jogo num café cheio de benfiquistas. Estes não se tinham manifestado muito aquando do golo de Ronaldo (mas também, tal como afirmei acima, todos sabíamos que ele ia marcar). No entanto, eles fizeram questão de festejar efusivamente este golo, mais por causa de Eliseu do que por outro motivo qualquer.

 

 

Eu mesma tenho de admitir que, apesar de continuar a preferir o Raphael Guerreiro, o Eliseu cresceu muito como jogador nestes últimos anos. Quer com Raphael quer com ele, o lado esquerdo da defesa da Seleção está bem entregue.

 

Infelizmente, o momento do golo foi estragado pela lesão de Bernardo Silva. Ele ainda conseguiu aguentar em campo até ao intervalo, mas acabou por ser substituído. Todos esperam que ele recupere a tempo das meias-finais, que a Seleção beneficia imenso com ele.

 

O pior momento do jogo, tirando a lesão de Bernardo Silva, foi o cartão amarelo mostrado a Pepe, na segunda parte – cartão amarelo esse que o exclui das meias-finais. Muitos têm criticado Fernando Santos por não ter substituído Pepe antes, evitando este desfecho e poupando-lhe o esforço. Mas a verdade é que Pepe, depois de tantas asneiras como esta que tem feito ao longo da sua carreira, já devia ter mais juízo.

 

Em todo o caso, José Fonte será capaz de dar conta do recado – desde que tente evitar os erros que cometeu, durante o jogo com o México.

 

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Entretanto, mais ou menos aos sessenta minutos de jogo, Cristiano Ronaldo foi substituído por Nani. Notou-se, desde o primeiro minuto em campo, que estava com ganas – não só por ser a sua centésima-décima internacionalização, mas também para se redimir do jogo menos conseguido, na estreia portuguesa na Taça das Confederações. Para provar que, mesmo com a concorrência de talentos como Bernardo Silva, Ricardo Quaresma ou Gelson Martins, a Seleção pode, também, contar com Nani – contrariando todos aqueles que, à primeira falha, se apressam a riscá-lo da lista de opções. Já tinha acontecido mais ou menos o mesmo durante o Europeu, no ano passado.

 

Antes de Nani ter hipótese de brilhar, contudo, foi a vez de André Silva mostrar o que vale. Aos oitenta minutos, o jovem recebeu a bola no meio-campo e arrancou em direção à baliza. Mais tarde, ele diria que estava à espera que algum dos colegas viesse ajudá-lo mas, como ninguém estava a jeito, ele “tentou ser feliz. E conseguiu.”

 

Por fim, Nani marcou o quarto golo, já nos descontos. Momento fofo quando ele mostrou a foto do filho, Lucas – consta que fora uma promessa.

  

 

Este resultado deu-nos, assim – parafraseando uma brilhante jovem neozelandesa – luz verde para as meias-finais. Nada mau para um estreante na prova, diga-se de passagem. Já há quem fale da final é de uma conquista do troféu. Não que seja impossível – qualquer semi-finalista é, por defeito, candidato ao título – mas não quero meter a carroça à frente dos bois. Sobretudo porque as meias-finais não vão ser nada fáceis.

 

O nosso adversário será o Chile, cuja maior figura é Arturo Vidal, um médio que joga no Bayern de Munique. A seleção chilena tem uma história parecida com a nossa: até há bem pouco tempo, nunca tinham ganho nada. Até que, em 2015, venceram a poderosa Argentina, na final da Copa América. No ano passado, venceram ainda a Edição Centenário da Copa América. Estão, também, a participar na Taça das Confederações pela primeira vez. E eu imagino que, tal como nós, tenham tomado gosto a esta coisa de títulos de seleções e queiram repetir a dose.

 

Algo que me deixa um bocadinho (mais) nervosa no que diz respeito ao Chile é o facto de os conhecermos mal. Só jogámos três vezes vezes contra os chilenos: uma em 1928, por 4-2 (após estarmos a perder por 2-0...); uma em 1972, em que ganhámos por 4-1: outra em 2011, em que empatámos a uma bola (se bem se recordam, não vi esse jogo.

 

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Em suma, as meias-finais podem dar para qualquer dos lados.

 

Nesse aspeto, teria preferido ligeiramente (só muito ligeiramente) apanhar os alemães. Porque os conhecemos melhor (bem demais…), por um lado. Por outro, porque estão desfalcados e estão menos motivados para ganhar a Taça das Confederações.

 

Mas ainda temos o trauma do Mundial 2014…

 

Em todo o caso, como sempre, eu acredito na nossa Seleção. Acredito que podemos vencer o Chile e chegar a mais uma final. Temos tudo para consegui-lo. 

 

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Rússia 0 Portugal 1 - Coração nas mãos

transferir (2).jfifNa passada quarta-feira, dia 21 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere russa por uma bola a zero. Este jogo teve lugar no Arena Otkrytie, em Moscovo. e contou para a fase de grupos da Taça das Confederações.

 

Poucas horas antes do início do jogo, estava ainda a acabar a minha crónica sobre o jogo com o México. Como poderão ler, nela queixo-me de sofrer muito com os jogos da Seleção nestes campeonatos.

 

Ao que parece, Deus Nosso Senhor leu o que escrevi e riu-se. Porque o jogo com a Rússia ia dando cabo de mim.

 

Conforme muitos têm afirmado, não havia necessidade para tanto sofrimento. Fernando Santos, graças a Deus, aprendera com os erros do jogo anterior e meteu os três Silvas a jogar de início: o André, o Adrien e o Bernardo. Por sua vez, Bruno Alves entrou para o lugar de José Fonte. Como tal - e também porque a Rússia tem um estilo de jogo diferente do do México - Portugal apresentou-se muito melhor que no jogo de domingo.

 

De tal maneira que Cristiano Ronaldo só precisou de sete minutos para marcar o primeiro golo: de cabeça, após um cruzamento perfeito de Raphael Guerreiro - que se redimia, assim, do jogo menos conseguido frente ao México.

 

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Tem andado toda a gente a dizer que este foi o nosso primeiro golo em território russo - o que, tecnicamente, não é verdade. A menos que Kazan, onde empatámos a duas bolas, afinal, fique na Bielorrússia…

 

Mas percebo o que querem dizer. Voltemos ao jogo.

 

Golos marcados ao início são sempre traiçoeiros. A equipa em vantagem pode sentir-se tentada a acomodar-se e/ou a equipa em desvantagem, sabendo que ainda falta muito para o jogo acabar, corre atrás do empate - se não for da reviravolta. Nestas alturas, é urgente marcar um segundo golo para as coisas acalmarem.

 

Como o segundo golo nunca veio, as coisas nunca chegaram a acalmar até ao apito final.

 

Isso não foi grande problema durante a primeira parte, já que a Rússia manteve o bloco baixo e pouco atacou. Na segunda parte, a história foi diferente.

 

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Para começar, Portugal desperdiçou várias oportunidades: uma cabeçada de André Silva, após assistência de Cédric (que, na minha nada enviesada opinião, o guarda-redes russo só defendeu por sorte); um remate de Cristiano Ronaldo, após assistência de Bernardo Silva (desta feita, foi um dos defesas russos a impedir o golo); ainda na sequência dessa jogada, um remate de longe de Cédric (o guarda-redes russo voltou a ter sorte - mais uma vez, uma opinião nada enviesada).

 

Com tanto golo falhado, e numa altura em que os portugueses começavam a dar de si fisicamente, os russos começaram a acreditar. O jogo acabou por se “partir”, alternando entre balizas. Naturalmente, ficámos todos com o coração nas mãos - aquilo podia ir para qualquer lado. Não que os russos tenham tido muitas oportunidades de perigo - muito graças ao trabalho defensivo dos portugueses, sobretudo da dupla imperial Pepe e Bruno.

 

Mas, depois do jogo com o México, não me atrevia a confiar - a qualquer momento podíamos cometer um erro.

 

Não me lembro de ter sofrido tanto com um jogo da Seleção desde o Europeu. Cheguei a temer que fosse desta que me dava uma coisinha má. Mas se eu tinha sobrevivido aos últimos minutos da final do Europeu, haveria de sobreviver a isto.

 

 

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Em todo o caso, quando o jogo finalmente acabou, precisei de algum tempo até conseguir funcionar normalmente outra vez.

 

Sim, isto custou mais do que o necessário, mas não deixou de ser melhor que domingo passado. Não deixou de ser uma vitória, valendo três pontos - a primeira vitória frente à Rússia na casa deles.

 

Agora, vamos jogar com a Nova Zelândia. Como já contamos quatro pontos, chega-nos um empate para passarmos às meias-finais. Afirmei antes que a Nova Zelândia era a equipa mais acessível do grupo, em teoria. E a verdade é que os neozelandeses não têm feito muito para contrariar essa crença - ainda não ganharam um único jogo nesta edição da Taça das Confederações.

 

É certo que este género de estatísticas valem o que valem. E nem seria a primeira vez que Portugal se atrapalhava perante uma equipa de menor prestígio. Ainda assim, penso que todos concordam que Portugal é o claro favorito - mesmo com as alterações que Fernando Santos deverá fazer à equipa, mesmo que Eliseu não recupere a tempo da gripe que apanhou.

 

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Espero, sobretudo, que o jogo de amanhã seja um pouco mais tranquilo. Até porque, se chegarmos às meias-finais, ainda nos espera muito sofrimento…

 

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