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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Portugal 2 Panamá 0 - Um bom sinal

Na passada quarta-feira, dia 15 de agosto, a Seleção Portuguesa de Futebol recebeu no Estádio do Algarve a sua congénere panamiana - finalmente descobri o termo correto! - num jogo de caráter particular do qual a equipa da casa saiu vencedora por dois golos de resposta.

Os jogadores entraram em campo envergando camisolas com o slogan "Portugal sem fogos depende de todos", algo que me agradou. Já antes falei aqui da influência que jogadores de futebol têm, de como deviam usá-la para causas humanitárias. Ainda bem que o fizeram naquela noite.



Cedo ficou claro que a Seleção levaria aquele jogo a sério. Começando por Paulo Bento, que se apresentava tão concentrado e interventivo no jogo como se este fosse a doer. Os comentadores chegaram mesmo a dizer que a única diferença entre aquele particular e o Euro 2012 era o facto de o Selecionador se apresentar de fato de treino no Estádio do Algarve enquanto no Europeu envergava fato e gravata - embora, na verdade, cedo o blazer e a gravata desaparecessem, quando a coisa ficava séria. Ou como costumava dizer a minha irmã: "Sh*t just got real".

Também os jogadores levaram o amigável a sério, sobretudo aqueles a quem foi dada a oportunidade de, por uma vez, assumirem o protagonismo do jogo. Houve muita garra, muita vontade, muita determinação em merecer a titularidade. Miguel Lopes - que iniciou a jogada que terminou com o primeiro golo das cores portuguesas - foi um exemplo. Mas o maior rosto deste espírito foi Nélson Oliveira. Foi aquele que mais rematou e, claro, marcou aquele golo espetacular, de fora da área.


A minha irmã comparou o Nélson ao Nani, por ter macado no seu primeiro jogo como titular. Ela devia estar a pensar no particular com a Dinamarca, no Verão de 2006, cujo resumo lhe mostrei aquando do segundo jogo da fase de grupos do Euro 2012. Não me lembro se o Nani foi titular nesse jogo. Mas recordo-me do pontapé de canto direto para as redes dinamarquesas, de que foi nesse jogo que percebi que o jovem jogador tinha potencial. Sim, a comparação com o Nélson faz sentido.

Pela parte que me toca, sinto-me satisfeita por, um ano depois de nos tornarmos vice-campeões mundiais de sub-20, temos um dos protagonistas desse campeonato dando frutos na Seleçao A, tal como desejara na altura. Que este golo seja o primeiro de muitos!

E é bom saber que não foi só para mim e para a minha irmã que esta jornada se tornou inesquecível.

Um dos objetivos deste jogo era fazer experiências, afinar armas, tirar conclusões que nos ajudassem a preparar a Qualificação para o Mundial. Segundo Paulo Bento, a redução da seleção panamiana para dez elementos impediu-o. Um dos comentadores, contudo afirmou que aquele Panamá reduzido a dez assemelhava.se mais, em termos de qualidade, à equipa do Luxemburgo.

Eles estavam inspirados naquela noite.


Depois, aquele golo espetacular do Cristiano Ronaldo. Podem ter sido escassos os golos quando comparados com as oportunidades que tivemos, mas foram dois tentos de luxo. Com este, Ronaldo aproxima-se da marca de Eusébio - e tenho um pressentimento de que a ultrapassará ainda nesta fase de qualificação.

Pensar que ele já completou dez anos de carreira profissional...

No tempo restante do jogo, deu-se um festival de oportunidades desperdiçadas - algo que já começa a ser clássico neste tipo de jogos. O Hugo Almeida, então, coitado, não estava nos seus dias. Por outro lado, o Nani, apesar de jogar com a garra, a alegria de sempre, não tem marcado desde aquele malfadado particular com a Turquia. O que acho um pouco preocupante.

Mas não demasiado. Não nesta fase do campeonato. Confesso que não estava com a fasquia muito alta para este jogo mas, mesmo assim, foi um encontro agradável, acima da média no que toca a particulares. Eu, pelo menos, fiquei satisfeita. Por, por uma vez, os Marmanjos terem cumprido a promessa de jogarem para a vitória. Encaro este jogo como um bom sinal, um sinal de que a Seleção permanece numa boa fase, que esta se prolongará. Uma parte de mim anseia, agora, pelo início da Qualificação em si. 

Uma parte, apenas... O resto não quer que setembro chegue demasiado depressa!

É já o costume: a Seleção é das poucas coisas que prometem algo de bom no futuro - e cumprem-nas. Cumpriram com o Euro 2012. Vamos ver que, para já, voltam a cumprir a promessa de uma boa Qualificação ao longo do próximo ano.