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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Letónia 0 Portugal 3 - Os suspeitos do costume

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Na passada sexta-feira, dia 9 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere letã por três bolas sem resposta, no Estádio Skonto, em Riga. O jogo contou para a Qualificação para o Mundial 2018.

 

Este jogo não começou muito bem para Portugal – eu diria mesmo que os portugueses chegaram vinte minutos atrasados ao jogo, incapazes de furar a muralha letã. Gelson Martins, por exemplo, estreava-se a titular, mas esteve uns quantos furos abaixo daquilo a que nos habituou. Mesmo Cristiano Ronaldo pouco se fez notar em campo. Quase só houve Letónia durante a primeira meia hora de jogo, embora os letões não tivessem capacidade para grandes ameaças à baliza portuguesa.

 

Eventualmente, os portugueses foram-se encaixando no jogo – sobretudo depois de Fernando Santos ter pedido a André Gomes para jogar mais adiantado. O primeiro golo surgiu ao minuto quarenta e dois (curiosamente, o mesmo minuto em que João Moutinho marcara o seu segundo golo no jogo anterior). Numa altura em que a Seleção se instalara na grande área letã, André Gomes cruzou para José Fonte, que cabeceou para o poste. Na recarga, Ronaldo marcou.

 

Como já é habitual neste tipo de jogos, depois do primeiro golo ficou tudo mais fácil. Mais ou menos aos dez minutos da segunda parte Fernando Santos enviou Ricardo Quaresma para o campo. Este, de uma maneira igualmente típica, recebeu um cruzamento de André Gomes e, mesmo em cima da linha de fundo, assistiu para o segundo golo de Ronaldo.

 

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Menos de três minuto depois, o Capitão pôde dar-se ao luxo de oferecer a bola de André Silva e o miúdo (que acabou de ser contratado pelo AC Milan) não desperdiçou a prenda. Estava feito o resultado.

 

Não há muito mais a dizer sobre este jogo. Esteve longe de ser uma partida empolgante, mas Portugal fez o que tinha a fazer, com três golos assinados pelos suspeitos do costume desta fase de Qualificação. Tendo em conta que a Suíça também ganhou o seu jogo, as contas do Apuramento continuam na mesma. Estou cada vez mais convencida de que a coisa se vai manter assim durante os próximos tempos. Tinha esperanças de que os nossos amigos húngaros nos dessem uma mãozinha na antepenúltima jornada. No entanto, a Hungria acaba de perder perante… a Andorra.

 

Acham mesmo que eles estão em condições de roubar pontos à Suíça?

 

Não, não dá mesmo para esperar que outras equipas resolvam o imbróglio em que Portugal se meteu, no início desta Qualificação. Vamos ter de ser nós mesmos a corrigir os nossos próprios erros.

 

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Mas isso fica para outras núpcias. Agora começou oficialmente a Operação Taça das Confederações. O nosso primeiro jogo, perante o México, é no próximo domingo, às três da tarde. Fernando Santos não promete nada, exceto “que vamos trabalhar muito, como sempre fizemos, e que vamos lá para tentar vencê-la”.

 

Suponho que o “só venho dia 11 para Portugal” (expressão que, de resto, espero que fique gravada na lápide do Selecionador) tenha ido uma ocasião única: palavras de desafio aos mais céticos, após uma má estreia no Europeu, uma forma de inspirar os jogadores. A Seleção tem definitivamente os olhos na Taça. No entanto, numa altura em que Portugal é Campeão da Europa e a moral do povo está em alta, o Fernando Santos faz bem em adotar um discurso mais sóbrio, com os pés assentes na terra.

 

Quanto a mim, estou mais otimista do que o costume, mas vou manter a tradição de pensar jogo-a-jogo. Espero que Portugal fique muito tempo na Rússia, que só regresse dia 3 de julho. Porque não? Já tivemos um final feliz antes…

 

Acompanhem o desenrolar desta história comigo, quer neste blogue, quer na sua página no Facebook.

 

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