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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Inglaterra 1 Portugal 0 - 10 de 11 milhões

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Na passada quinta-feira, dia 2 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol foi ao Estádio de Wembley, em Londres, defrontar a congénere local, num jogo de caráter preparatório do Campeonato Europeu da modalidade, que começa em França dentro de poucos dias. Este encontro terminou com uma vitória pela margem mínima para a seleção da casa.

 

A Inglaterra entrou no jogo claramente a dominar, com Portugal concentrando-se mais à defesa, com pouquíssimas oportunidades de golo para ambas as equipas. Só Deus sabe o que poderia ter acontecido se o curso normal do jogo não tivesse sido alterado... pela expulsão do Bruno Alves.

 

Fernando Santos e alguns jogadores mais tarde defenderiam que o árbitro podia ter sido mais compreensivo e evitado o vermelho, visto este ser um jogo particular e Bruno Alves não ter agido por maldade e tal. Eu no entanto acho que ele foi bem expulso. Com intenção ou não (e não me parece que tenha havido), aquele golpe de kung-fu podia ter tido consequências graves e era completamente desnecessário num jogo a feijões. Além disso, o lance correu mundo (sabem como os ingleses são...), deixando uma má impressão da Turma das Quinas. Eu fico um bocadinho preocupada, porque o defesa já anda nisto há demasiado tempo, devia ter juízo. Dito isto, é melhor cometer asneiras destas quando não conta para nada, antes do Europeu, em vez de cometê-las quando for a sério - sim, Pepe, estou a falar de ti e do teu momento de parvoíce no jogo com a Alemanha. Aliás, tu também me preocupas, depois das fitas que fizeste na Liga dos Campeões. 

 

 

Portugal já não estava grande coisa em termos ofensivos, embora defendesse bem (enormes Ricardo Carvalho, Rui Patrício e Danilo). Ficando a Seleção obrigada a ser apenas 10 de 11 milhões, teve de sacrificar Rafa, ficando apenas com um avançado. Ou seja, desistimos quase completamente de atacar. A verdade é que os ingleses também não aproveitaram a oportunidade. Houve até uma altura, no início da segunda parte, em que os portugueses pareceram tomar as rédeas do jogo, mesmo em desvantagem numérica - mas não durou muito. O golo da vitória surgiu apenas nos últimos minutos, fruto de uma bola parada - Portugal já ganhou muitos jogos desta forma, não temos direito de queixa.

 

Por esta altura, já estou tão habituada a particulares parecidos com este que já nem sequer digo que foi anticlimático. Este jogo, aliás, recordou-me o nosso último com a França, em que também defendemos até mais não conseguirmos, ainda que as circunstâncias tenham sido diferentes - estávamos a jogar com onze, tínhamos Cristiano Ronaldo, etc). Começo, aliás, a questionar um bocadinho a importância destes particulares, sobretudo em alturas críticas, como esta. A época futebolística está cada vez mais desgastante, os jogadores lesionam-se com mais frequência, correndo o risco de falhar competições importantes, como o Europeu, a Copa América e o Mundial. Não é de admirar nem de censurar que os jogadores tentem poupar-se nos jogos a feijões (ou, no caso de Cristiano Ronaldo, que faltem a metade deles), mas o espetáculo sofre. É, assim, possível que o medo do desgaste tenha condicionado a Inglaterra a jogar menos bem, pelo menos em parte. Por esta altura, os particulares só servirão mesmo para fazer experiências, afinar estratégias, cometer asneiras evitando repeti-las quando for a sério e dar minutos a jogadores normalmente menos utilizados - que poderão, eventualmente, surpreender pela positiva.

 

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Este jogo serviu, ao menos, para ensaiar a reação a um eventual cartão vermelho durante o Europeu. Reação essa que não foi má, mesmo com todas as atenuantes. No entanto, a pobreza exibicional do jogo só me faz, em parte, ansiar ainda mais pela nossa estreia no Europeu. Em parte, porque a outra parte de mim tem um bocadinho de medo do momento da verdade, do momento em que a Equipa de Todos Nós terá de se deixar de conversa fiada e provar as suas ambições em campo. 

 

Antes disso, teremos ainda um último particular antes de partirmos para França: dia 8 com a Estónia, no Estádio da Luz, em princípio já com Pepe e Cristiano Ronaldo. Não temos historial recente com a seleção estónia: dois jogos da Qualificação para o Mundial 2006 há mais de dez anos que correram bem para o nosso lado, e um particular em 2009 que esqueci por completo - nem sequer escrevi sobre ele no blogue. O histórico é-nos claramente favorável: ganhámos todos os jogos, exceto o de 2009, que empatámos. O jogo de quarta-feira decorre perto de minha casa, mas não posso ir vê-lo. Tenho uma certa pena, pois é a despedida da Seleção antes do Europeu, mas o adversário também não é o mais apelativo. E, de qualquer forma, queria tentar dar um salto ao aeroporto à hora da partida deles, no dia seguinte. É possível que me atrase um pouco mais do que o habitual com a crónica desse jogo, mas esta virá sempre antes do jogo com a Islândia. 

 

Continuem desse lado, aqui e na página do Facebook, enquanto a Seleção afina armas para aquilo que se espera que seja uma participação inesquecível, pelos melhores motivos, no Europeu de França.

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