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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Albânia 0 Portugal 1 - A um ponto

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Na passada segunda-feira, dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere albanesa por uma bola a zero, em Elbasan, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que terá lugar em França, no próximo verão. Miguel Veloso foi o autor do único golo do encontro. Este resultado, aliado ao empate entre a Dinamarca e a Arménia, faz com que a Seleção Portuguesa precise, apenas, de ganhar mais um ponto para garantir presença no Europeu.

 

Portugal jogou bem melhor que contra a França. Na sexta-feira, o nosso primeiro remate havia ocorrido à volta do minuto quarenta, e aquando de uma bola parada. Na segunda, ocorreu ao minuto onze. Durante praticamente toda a primeira parte, Portugal dominou. Um dos melhores foi Bernardo Silva, estrela do Europeu de sub-21 que, pelos vistos, também se desenrasca entre graúdos. Sem haver brilhantismo por parte de Portugal, houve intensidade. Mesmo assim, de uma maneira típica que não se torna menos caricata com os anos, acertar com a bola nas redes continua a ser uma tarefa hercúlea, aparentemente... Nem sequer faltou a bola ao poste - ainda que, desta feita, tenha sido em fora-de-jogo. 

 

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Na segunda parte, mais ou menos a partir dos quinze minutos, os portugueses acabaram por ceder o domínio à Albânia e eu comecei a ficar nervosa. Essa superioridade albanesa culminou com uma bola ao poste, em que Rui Patrício, enganado pela trajetória, demorou a reagir.

 

Se daqui a quinze ou vinte anos eu tiver problemas de coração, já sabem o motivo.

 

Apesar de tudo, uma parte de mim, quase inconsciente, nunca duvidou que ganhariamos. Não me atrevia a dizê-lo em voz alta, ou a escrevê-lo no Twitter, mas acreditava. Antes de se provar que eu tinha razão, contudo, ainda houve tempo para um momento caricato: o chapéu de Eliseu, que falhou a baliza albanesa por cerca de mei metro. Eu ri-me para não chorar. 

 

Não tendo sido, portanto, uma surpresa, foi um alívio quando, no último minuto do jogo, Ricardo Quaresma (quem mais?) executou um pontapé de canto para o meio da pequena área e Miguel Veloso cabeceu para as redes.

 

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Dá sempre gozo quando se apoia um jogador contra a opinião geral e este retribui o afeto resolvendo um jogo. Aconteceu durante muito tempo comigo e com o Hélder Postiga (nunca esquecer o meu grito de "ESTA É P'RA MIM! ESTA É P'RA MIM!...). Por essa lógica, ainda que eu também tivesse defendido o regresso do Miguel, este golo e esta vitória pertecem verdadeiramente à Bárbara, a mais leal adepta do herói de Elbasan. O Miguel provou que Fernando Santos pode contar com ele - baralhando, no bom sentido, as contas ao Selecionador, que, nos próximos tempos, poderá escolher entre Veloso, William Carvalho e Tiago. Se o mesmo acontecesse com todas as posições...

 

Acabou por ser um jogo muito típico da era Fernando Santos: muita paciência, uma exibição que, não sendo má, esteve longe de brilhante, Quaresma entrando a meio da segunda parte e, de uma forma ou de outra, desbloqueando; o golo nos últimos minutos do jogo. Este encontro pareceu-se particularmente com o jogo contra a Dinamarca, no ano passado, que por sinal também se seguiu a uma derrota com a França. Também me fez recordar o jogo com a Albânia de 2009, também resolvido no último minuto. Chega a ser caricato.

 

No entanto, a verdade é que foi com jogos assim - com vitórias resvés Campo de Ourique, como diz a minha mãe - que chegámos a esta posição: a um ponto do Apuramento, com duas tentativas para ganhá-lo. Contra a Dinamarca, em Braga, e contra a Sérvia, fora. E mesmo assim, segundo um artigo de António Tadeia, existem ainda uma série de cenários em que Portugal conseguiria passar diretamente, como melhor terceiro classificado. 

 

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Por princípio, não gosto de alinhar em contas como essas. Lembro-me perfeitamente de haver uma conversa parecida há quatro anos, aquando do Apuramento do Euro 2012. Também nos faltava um ponto, embora só tivéssemos um jogo para ganhá-lo. Por acaso, contra a Dinamarca de novo. Dizia-se que, mesmo assim, poderíamos passar com uma derrota desde que a Suécia perdesse contra a Holanda. Se já antes desse jogo ficava irritada com essas contas, ainda mais irritada fiquei depois de perdermos, de a Suécia ter ganho à Holanda e de sermos relegados para os playoffs.

 

No entanto, desta vez, tenho quase a certeza de que nos vamos Apurar. Atrevo-me a dizer que, depois de todos estes anos, eu conheço a Seleção. Se,por algum motivo perdermos contra a Dinamarca (desde si improvável, pois eles não andam a jogar grande coisa - empataram com a Arménia!), os portugas ganharão vergonha na cara e não deixarão que o mesmo aconteça na Sérvia. Eu nem sequer me lembro de alguma vez termos perdido dois jogos oficiais seguidos nos últimos anos. A única ocasião que me recordo deu-se no Mundial 2006, em que, depois de perdermos as meias-finais, perdemos o terceiro lugar para a Alemanha - e, de qualquer forma, esse jogo pouco mais vale que um particular.

 

Esqueçam, não vai acontecer. Só se se der alguma epidemia de lesões e parvoíce, estilo Mundial 2014. EE, mesmo nessas circunstâncias, ainda fomos capazes de pontuar frente aos Estados Unidos e ao Gana. Mais depressa apanhamos o Ricardo Araújo Pereira a falar a sério.

 

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Nada disto apaga o nível mediano das exibições nesta Qualificação, que será claramente insuficiente para voos altos no Euro 2016. Mal o Apuramento fique arrumado, esse será o primeiro problema a resolver. Mas também nesse aspeto a situação atual é vantajosa, pois, caso ganhemos ou empatemos com a Dinamarca, teremos logo o jogo com a Sérvia para fazer experiências. Mesmo que só ganhemos o ponto que falta frente à Sérvia, talvez tenhamos um ou dois particulares em novembro. Em suma, se porventura as coisas correrem mal em França, não será por falta de tempo e oportunidades para preparar o Europeu. 

 

Sabe bem estarmos nesta situação, em que temos de fazer contas para não passarmos, em vez do oposto. Como diziam os comentários ao tal texto de António Tadeia, uma espécie de calculadora invertida. Podemos dizer o que quisermos do brilhantismo (ou falta dele) do futebol da Seleção, mas a verdade é qque, neste último ano, temos feito tudo bem e tudo indica que continuaremos a fazê-lo até ao fim. Por agora, vamos contando os dias que faltam para o jogo com a Dinamarca.