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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Em Celebração

A Taça.jpg

Na próxima quinta-feira, dia 1 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol recebe a sua congénere... (*pesquisa no Google*) gibraltina, no Estádio do Bessa, em jogo de carácter amigável. Cinco dias mais tarde, a Seleção Campeã Europeia (sabe tão bem escrever isto) desloca-se a Basileia, na Suíça, onde se estreará na Qualificação para o Campeonato Mundial da modalidade.

 

Estes serão os primeiros jogo que Portugal disputará na condição de Campeão Europeu. A Federação Portuguesa de Futebol não tenciona deixá-lo passar em claro. Para começar, fartou-se de publicitar o jogo (com a típica falta de subtileza dos últimos tempos), colocando pessoas como Rui Reininho e Delfim a chamar os adeptos ao Bessa. Depois, deu aos detentores de ingressos o privilégio de tirar uma fotografia ao lado da Henri Delaunay (espero que isso se torne norma nos próximos jogos em casa da Seleção, que eu também quero!!). Pelo meio, o Presidente da República vai receber os Campeões Europeus... outra vez... no Salão Nobre da Câmara do Porto, para receberem as insígnias da Ordem de Mérito.

 

Isto tudo pode parecer excessivo, mas, nas palavras de Cristiano Ronaldo, que se f***! Esperámos anos e anos (décadas e décadas, no caso de adeptos mais velhos) por esta Taça. Agora que, finalmente, a ganhámos, temos o direito de celebrá-lo tanto quanto quisermos. Eu, pelo menos, tenho feito isso à minha maneira (começando pelo meu outro blogue). Tenciono continuar a fazê-lo no mínimo até ao próximo Europeu... mas fá-lo-ei provavelmente para o resto da minha vida.

 

É bastante óbvio que a seleção gibraltina foi escolhida a dedo precisamente para permitir uma vitória fácil (tipo Estónia), para que o jogo particular possa ser uma celebração da vitória na final do Euro 2016. E ainda que seja esse o plano, na prática, a Seleção tem um historial de se atrapalhar em jogos desse género, sobretudo quando tem o ego inchado. Espero bem que isso não se verifique nesta dupla jornada, que seria um enorme balde de água fria. Em todo o caso, servirá sempre para dar minutos a jogadores menos utilizados, como já é da praxe.

 

william e os estreantes.jpg

 

A verdade é que Gibraltar está mais ou menos ao nível de vários dos nossos adversários na fase de Qualificação que começa agora. Isso, na verdade, desilude-me um bocadinho: este grupo é uma seca! Quem é que quer esperar semanas ou meses, como costumo fazer, por jogos contra a Andorra ou as Ilhas Faroé? Além de que, por norma, Portugal não se dá bem perante teóricas facilidades. Basta olharmos para o grupo do Euro 2016 que, teoricamente, era muito fácil, mas em que tivemos o pior desempenho de que me recordo numa fase de grupos (ironicamente, depois tornámo-nos campeões...).

 

Por outro lado, desta feita, voltamos às regras antigas, ou seja, só o primeiro lugar se Apura diretamente o segundo tem de ir a playoffs (isto se não for o pior de todos os grupos), o que significa que, desta vez, não vai dar para ir lá só com empates ou quase. Fernando Santos já disse que o objetivo é o primeiro lugar e espero bem que isso seja cumprido. Gostei muito de ter tido um Apuramento quase só com vitórias, agora quero repetir a dose. Temos tudo para isso, na minha opinião.

 

Por sinal, começamos com um dos adversários mais difíceis, a Suíça. O nosso historial com esta seleção não é favorável. A última vez que nos cruzámos foi no grupo do Euro 2008 e perdemos - não que isso tenha tido grande importância, uma vez que já estávamos apurados para os quartos-de-final. Não me lembro de quase nada desse jogo, tirando o que escrevi na altura, no blogue. 

 

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Tenho vindo a aperceber-me, de resto, que o Euro 2008 é capaz de ter sido o campeonato mais esquecível do milénio. Ganhámos os dois primeiros jogos, Luiz Felipe Scolari disse que se ia embora, perdemos os outros dois jogos, fim de história. De qualquer forma, para mim terá aquele travo especial por ter sido o campeonato em que me estreei com esse blogue. Ando a descobrir, aliás, que estas coisas vão acontecendo no tempo certo.

 

Mas estou a desviar-me do assunto. O importante é que, apesar do historial, considero que a Suíça está ao nosso alcance. Nem que seja pela lógica de "somos os Campeões da Europa. A Suíça pertence à Europa. Logo, vamos ganhar à Suíça!" (claro que, na prática, as coisas não são bem assim). Não que ache que vão ser só facilidades. Até porque, apesar da Convocatória não se desviar muito da do Europeu, numa interpretação flexível da máxima "Em equipa que ganha, não se mexe.", temos algumas baixas importantes, como Renato Sanches e Cristiano Ronaldo. No entanto, também temos o regresso de Bernardo Silva e as estreias de João Cancelo e de André Silva, o mais recente menino-bonito do campeonato português, que muitos diziam que merecia ter ido ao Euro (a ver se ele é essa Coca-Cola toda...). Não há desculpa para não trazermos os três pontos de Basileia.

 

Para ser sincera, ainda não mudei o chip para a Qualificação para o Mundial 2018. Ainda me sinto no rescaldo da nossa épica vitória no Euro 2016. Parte de mim tem pena de publicar uma nova entrada aqui no blogue, que o texto sobre a final não seja o mais recente aqui do estaminé. Que o feito mais recente da Seleção vá deixar de ser a conquista do Europeu. Mas só em parte. Há já quem fale do título Mundial, mas eu acho que ainda é cedo para se pensar nisso - até porque ainda temos a Taça das Confederações antes (porque ninguém fala dela, cá em Portugal?). Uma coisa já sei, no entanto: não quero que a Seleção seja uma One-Hit Wonder. Vou querer mais títulos, mais cedo ou mais tarde. 

 

o engenheiro do euro.jpg

 

De qualquer forma, grandes equipas, grandes conquistas, constroem-se passo a passo. E os primeiros incidentes do capítulo novo da história da Equipa de Todos Nós, que abrimos agora, serão os jogos com Gibraltar e a Suíça. Que comecemos com o pé direito.