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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Portugal 2 Equador 3 - Ano novo, equipamento novo, os disparates do costume

Na passada quarta-feira, dia 6 de fevereiro, a Seleção Portuguesa de Futebol recebeu, o Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, a sua congénere equatoriana, num jogo de cariz preparatório. No fim do encontro, o marcador assinlavava 3-2 a favor da equipa visitante.
A História recente voltou a repetir-se de uma forma que começa a ganhar contornos alarmantes. Este era mais um jogo em que tínhamos todas as condições para ganhar ou, pelo menos, para não perder. Eu tinha um bom pressentimento, ainda que não deixasse de recear que os Marmanjos metessem água outra vez. Ainda não estava em casa aquando do início do jogo. Estava no carro com a minha irmã, ouvindo o relato na rádio. Cantei o hino com uma mão no volante e outra no coração. A minha irmã até me pediu para irmos mais devagar, de modo a podermos desfrutar do relato radiofónico durante mais tempo.
O jogo não começou mal para o nosso lado, com uma primeira tentativa de golo no primeiro minuto. Agora penso que o jogo poderia ter tido uma história diferente caso o Hélder Postiga tivesse inaugurado logo o marcador. Mas, na altura, fiquei satisfeita por, aparentemente, a Seleção ter entrado em campo com vontade de fazer um bom jogo.
No momento seguinte, ouvi de passagem que os equatorianos tinham pegado na bola. Isto porque encontrava-me a debater com a minha irmã. Esta, uma fan girl do Rui Patrício, ao descobrir que o Eduardo estava na baliza em vez do guarda-redes do Sporting, amuara. Estava eu a defender o guardião titular, explicando à minha irmã que o Eduardo mantivera as nossas balizas invioladas durante jogos e jogos a fio, aquando do Mundial 2010 e respetiva qualificação, quando os equatorianos marcam, num lance em que o guarda-redes português teve culpas no cartório.
Obrigadinha, Eduardo!

Como poderão imaginar, a minha irmãzinha ficou logo numa de eu-bem-avisei assim permaneceu até bem depois dos noventa minutos. A defesa não ficou bem na fotografia aquando do primeiro golo do Equador mas, segundo a minha irmã, isso não seria problema para Rui Patrício, visto que o guardião está habituado a jogar atrás de "defesas parvas" no Sporting. O jogo acabaria por dar-lhe razão e eu própria tive de concordar que a história do encontro poderia ter sido diferente caso o Patrício tivesse jogado.
Coisas que acontecem quando duas "especialistas" do futebol vivem na mesma casa...
No entanto, Paulo Bento tinha de dar uma oportunidade a Eduardo. Como o Selecionador afirmou posteriormente, na Conferência de Imprensa de rescaldo do jogo, o plano era usar os dois guarda-redes suplentes nestes dois particulares. Contra o Gabão jogou o Beto, contra o Equador jogou o Eduardo. Não foi culpa de Paulo Bento que este último guarda-redes tenha desperdiçado a oportunidade e feito aquelas asneiras...


Felizmente a equipa reagiu bem ao golo sofrido, impulsionada por Cristiano Ronaldo - a semelhança de muitos outros jogos, o madeirense foi um dos mais inconformados, mesmo sem estar a cem por cento, nas suas palavras. Durante algum tempo tivemos Seleção a sério - algo a que não havíamos tido direito nos últimos dois jogos. O primeiro golo das hostes lusitanas resultou de um belo rasgo de criatividade, com o Coentrão dando um toque e calcanhar e Ronaldo, num gesto de mestre, ajeitando a bola e rematando, sem hipótese para o guarda-redes do Equador. Primeiro golo do ano!

No início da segunda parte, começava a adivinhar-se o segundo golo da Equipa das Quinas. Este acabou por surgir aos sessenta minutos. Marcado por Hélder Postiga - provando, uma vez mais, ser merecedor da minha teimosa fé nele - embora a jogada tivesse sido iniciada por Ronaldo e Nani tenha assistido. Foi, na verdade, um golo proporcionado pelo nosso trio de ataque, pela minha troika de jogadores preferidos.

Durante um minuto estive felicíssima. Depois de todos estes meses, a Seleção estava prestes a ganhar um jogo de novo! Estávamos de volta! No entanto, a Fortuna não deixou este engano de alma, ledo e cego, durar muito. Nem chegou a dois minutos.


Juro que não percebo que raio passou pelas cabeças de João Pereira e Eduardo, para fazerem aquele disparate. Faz lembrar o golo da Noruega no jogo de setembro de 2010 mas, nessa altura, tinham a desculpa do caso Queiroz. Porquê, João Pereira? Porquê, Eduardo? Vocês até são tipos simpáticos, deram-nos autógrafos quando eu e a minha irmã fomos ao Jamor, porque é que foram fazer aquela parvoíce?

Não é de admirar que a equipa tenha ido abaixo depois disto, sobretudo tendo em conta que jogadores como Cristiano Ronaldo, Nani, Raúl Meireles e Hélder Postiga foram substituídos nos minutos seguintes. Tenho de ser justa, o terceiro golo dos equatorianos não foi nada mau, o Eduardo pouco poderia fazer. Nem quero recordar-me do resto do jogo. Referir apenas que até houve uma bola à trave, por Custódio, só para a festa ser completa.


Que posso eu dizer que já não tenha dito em várias entradas ao longo do último ano, em particular nas últimas três ou quatro? Já não percebo se esta série de maus resultados é azar, é incompetência, sei lá... O jogo não foi completamente mau, é certo. Como disse acima, tivemos bons períodos mas depois deitámos tudo a perder com infantilidades. Não culpo o João Pereira nem o Eduardo. Eles já fizeram muito pela Seleção anteriormente, em particular o último. E foi bom isto ter acontecido num particular, num jogo sem consequências em termos pontuais. Com um pouco de sorte, eles aprenderão com estes erros e não tornarão a cometê-los, muito menos quando fora a doer.

O melhor deste jogo foi mesmo ter sido um particular, pois aconteceram coisas que dificilmente aconteceriam num oficial: o Rui Patrício teria, provavelmente, sido titular; Paulo Bento não faria tantas alterações ao onze inicial; os jogadores esforçar-se-iam um bocadinho mais - embora não se possa dizer que não tenham tentado levar o jogo a sério.

Começa a ser um filme demasiado visto. Campanhas publicitárias para vender bilhetes, pedidos de apoio, de moldura humana, intenções de começar o ano da melhor maneira, com equipamento novo e tudo - em suma, uma dose saudável de circo. As pessoas aderem, compram os bilhetes, vão até ao treino cantar os parabéns ao Cristiano Ronaldo, mas os jogadores não são capazes de retribuir isto tudo. E já não é a primeira nem a segunda vez! Aconteceu antes do Euro 2012, com a Macedónia e com a Turquia - este jogo, aliás, teve imensas semelhanças com o particular de junho último, no Estádio da Luz - aconteceu no Dragão, com a Irlanda do Norte.


Um aparte só para dizer que a minha superstição "confirmou-se". Se tiverem seguido a página do Facebook deste blogue, saberão que não fiquei muito entusiasmada com o equipamento preto. Da última vez que a Seleção teve um equipamento dessa cor, entre 2006 e 2007, esteve sempre associado a maus resultados. A única vitória obtida com os Marmanjos vestidos de negro foi, se não me engano, coutra o Luxembrugo. Receio que o preto dê azar à Seleção. Não digo que tenhamos perdido por causa do equipamento, mas no futebol há sempre uma certa margem para a superstição.

Além de que, superstições à parte, não acho que o preto tenha muito a ver com a Turma das Quinas. O vermelho é a verdadeira cor da Seleção, penso eu. Simboliza paixão, garra, vida e os tons usados nos equipamentos não o fazem de uma forma berrante, agressiva, mas sim de uma forma sofisticada, elegante. Mesmo o verde e o branco são cores mais adequadas, a primeira por simbolizar a esperança, a segunda por ser uma cor pura, leve, e por os últimos equipamentos desta cor estarem muito bem feitos. O preto simboliza luto, tristeza e a Seleção é alegria - ou devia ser...

 A sorte daquela gente é o facto de a próxima jornada dupla ser fora. Com que cara é que iam pedir, mais uma vez, para as pessoas irem ao Estádio? Já achei que houve alguma lata em pedirem moldura humana em Guimarães... Começo a ficar um bocadinho farta de pedir e esperar por bons resultados e ter, constantemente, os Marmanjos a trocar-me as voltas.

Bem, desta vez - mais uma vez - passa. Afinal de contas, foi apenas um (outro) particular. E afinal, como outros têm recordado, antes do Euro 2012 estávamos numa situação semelhante e toda a gente viu o que aconteceu depois. A atitude é a mesma de sempre: recordar outras crises por que a Seleção passou e que foi capaz de ultrapassar, por vezes de forma milagrosa; acreditar que os Marmanjos conseguirão ultrapassar isto também.
É bom que o faça. A Turma das Quinas já esgotou todas as margens de erro de que dispunha, a partir de agora é tolerância zero. Está na altura de vermos o lado positivo da mania que a Seleção tem de escolher sempre o caminho mais difícil. Está na altura de a Equipa de Todos Nós cumprir as promessas que nos tem feito. Agora, venham Israel e Azerbaijão!

À espera que a maré mude

Primeira entrada de 2013! Bom ano a todos! Na próxima quarta-feira, dia 6 de fevereiro, a Seleção Portuguesa de Futebol enfrenta a sua congénere equatoriana, num jogo de carácter particular. O palco de tal encontro será o Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães - o berço da nação e, este ano, a Cidade do Desporto.

Os Convocados foram divulgados ontem, dia 1 de fevereiro. Não há novidades de maior. O Pepe está lesionado há já uns dias. De ontem para hoje, Rúben Micael e Hugo Almeida lesionaram-se também, levando à Chamada de André Martins e Nélson Oliveira, respetivamente, para ocuparem os lugares vazios. A maior novidade acaba por ser o regresso de Danny após longa ausência - tão longa que não me recordo do seu último jogo envergando a camisola das Quinas. Terá sido com o Chipre, em setembro de 2011? Seja como for, chega em boa hora, numa altura em que precisamos de soluções.


Já que falarmos de ausências prolongadas, na Conferência de Imprensa de divulgação da Convocatória, foi referido o pedido de desculpas que Ricardo Carvalho terá feito numa reportagem da SIC. Paulo Bento não comentou.

Na minha opinião, já era altura de o Selecionador reconsiderar. Acho que o jogador já foi suficientemente castigado. Já passou quase um ano e meio desde os incidentes que todos conhecemos, o Ricardo já deu a entender, várias vezes, que está arrependido. Além de que, numa altura em que dependemos excessivamente de um núcleo duro de jogadores, dava-nos jeito um Marmanjo com um longo historial de ajuda à nossa Seleção entre as opções. No entanto, conforme estive a comentar no Facebook com o administrador de outro blogue sobre a Seleção Portuguesa - que também tem página nesta rede social - é altamente improvável Paulo Bento mudar de ideias. A única maneira de Ricardo Carvalho, eventualmente, ser perdoado seria se o jogador falasse diretamente com o Selecionador. Mas continua a ser uma hipótese remota.


Não sei muito sobre a seleção do Equador. Apenas que se encontram no décimo-segundo lugar do ranking da FIFA, à frente de seleções como a Noruega, a Dinamarca, a França e o Brasil(?!). Já não é a primeira vez que exprimo aqui as minhas dúvidas relativamente à credibilidade deste ranking mas, de qualquer forma, isto pelo menos demonstra que, ainda que não tenham o prestígio ou a sonoridade de uma Espanha ou uma Alemanha ou uma Argentina, não serão, certamente, uma daquelas seleções convidadas apenas para permitir uma vitória fácil à equipa da casa. Talvez seja o suficiente para motivar os jogadores a fazerem um particular acima da média.



A conversa de Paulo Bento na Conferência de Imprensa foi a costumeira. Eles dizem sempre que querem fazer "o melhor jogo possível" mas depois, no fim dos desafios, vêm com as igualmente costumeiras desculpas esfarrapadas. Paulo Bento já havia pedido uma moldura humana em Guimarães; as campanhas do Continente para a venda de bilhetes já arrancaram há dias. Neste jogo uma parte das receitas reverterá para a Missão Sorriso - é sempre louvável o uso do futebol para este tipo de campanhas. No entanto, essa gente toda parece ter-se esquecido do que aconteceu da última vez que se pediu uma moldura humana para a Equipa de Todos Nós: aquele desgraçado empate com a Irlanda do Norte.

Se Paulo Bento quer continuar a pedir apoio aos portugueses, tem de pôr a equipa a jogar como deve ser. Conforme afirmei na revista de 2012, não fechámos o ano da melhor maneira. Precisamos de virar a maré. Precisamos de um 2013, se não "memorável", como afirmou o presidente da Federação, pelo menos mais tranquilo que 2012, com um desfecho mais feliz. Podíamos começá-lo já na quarta-feira. Até porque o Cristiano Ronaldo fará anos na véspera - um aparte só para dizer que espero que, no único treino de preparação deste particular, o público acorra em força e cante os parabéns ao madeirense. Um bom presente, tanto para o Cristiano como para todos nós, seria uma vitória da Turma das Quinas na quarta-feira. Ou, pelo menos, uma boa exibição. Uma prova de que foi esta a equipa que chegou às meias-finais do Euro 2012, só não conseguindo vencer a Espanha por pouco. Só espero não estar de novo a sonhar demasiado alto. Até porque as últimas quedas ainda doem...