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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Islândia 1 Portugal 3 - Desentubados e renascidos

Terça-feira à noite, a Selecção Portuguesa visitou a sua congénere Islandesa, vencendo-a por três bolas a uma, consumando, deste modo, o retorno da Equipa de Todos Nós aos bons resultados e às boas exibições.

Desta feita, não fizemos uma exibição tão forte como quando jogámos com a Dinamarca, tendo havido alguns momentos em que receei um descarrilamento. Que, felizmente, não chegou a acontecer.

Assisti ao jogo via televisão, enquanto jantava, juntamente com a minha família. A minha irmã mais nova tinha apostado o resultado com os amigos. Ela apostou em 1-0, outros apostaram em 3-2, 5-1 e outros resultados que não recordo. Quem acertasse, receberia um euro de cada apostador. Se ninguém acertasse, ganhava quem mais se aproximasse do resultado.

Nós entrámos bem no jogo, com Cristiano Ronaldo a marcar aos três minutos, de livre. A bola rasou a muralha islandesa, entrando depois na baliza, sem nada nem ninguém que a travasse.

- Eles também nem se mexeram - comentou o meu irmão - Os islandeses podiam ter saltado, eles nem sequer saltaram...

- Se eles saltassem, ficavam toldados com o fumo daquele vulcão com um nome esquisito - gracejou o meu pai.

Visto que este resultado interessava à minha irmã, depois deste golo, ela começou a reclamar sempre que os marmanjos se aproximavam da baliza adversária, como se tivesse a torcer pelos islandeses. Isso, ora me divertia, ora me irritava. Com franqueza, basta acenar-lhe com dois ou três euros para a miúda perder todos os princípios...

Entretanto, os portugueses afrouxaram um bocadinho com o golo, a Islândia começou a dar luta e acabou por marcar.

- Oh, só podem 'tar a gozar! - exclamei, vendo a vida a andar para trás.

Seguiram-se dez minutos de nervos. Os marmanjos, atordoados com a súbita anulação da vantagem, pareciam um bocado trapalhões. Cheguei a dar uns berros quando, poucos minutos após o golo islandês, a bola aproximou-se perigosamente da nossa baliza. Uma jogada parecidíssima com aquela que resultara no golo. Pus-me a roer as unhas, algo que deixara de fazer há semanas.

O golo de Meireles (ganda bomba!) acalmou-me um bocadinho. Gritei "GOLO!" e encostei-me para trás, aliviada.

Contudo, um golo a mais era uma vantagem ainda demasiado frágil para me acalmar por completo. Continuei, portanto, um bocadinho nervosa, já na segunda parte, apesar de nos mostrarmos claramente superiores. Gemia sempre que era marcado um canto a favor da Islândia, lembrando-me do golo sofrido. Já me daria por satisfeita se conservássemos a vantagem até o árbitro apitar três vezes.

Se o marcador se mantivesse inalterado até ao minuto 90, ninguém teria ganho a aposta, ou então o dinheiro do prémio teria sido dividido, por 2-1 fica exactamente a meio caminho entre 1-0 e 3-2. Tal não aconteceu, graças a Hélder Postiga.

O golo do sportinguista acabado de entrar colocou um ponto final no meu sofrimento e encerrou o marcador.

- Já foste, mana! - gritei à minha irmã. Com este resultado, o amigo dela que apostou 3-2 ganhava.

Já tinha saudades do Hélder, que já não vestia a camisola das Quinas há dois anos. Apesar do seu desempenho irregular, sempre foi um dos meus jogadores preferidos.

E pronto. Esta dupla jornada terminou connosco em segundo lugar, com seis pontos ganhos, seis golos marcados e dois sofridos. Não estava à espera que estes jogos corressem assim tão bem.

A verdade é esta: Paulo Bento conseguiu em pouco mais de duas semanas ao leme da Selecção feitos que Queiroz não conseguiu realizar em dois anos. Conseguiu pôr Ronaldo a jogar ao seu melhor nível e a marcar golos pela Turma das Quinas (em dois jogos marcou o mesmo número de golos que marcara em dois anos e um deles foi de penalti, num particular); pôs a Selecção a golear quando na anterior qualificação passaram-se´vários jogos sem gritar "GOLO!". Segundo os jornais, Bento não complicou, pôs os marmanjos a jogar nas suas posições habituais e os resultados estão à vista.

Pelos vistos, a saída de Carlos Queiroz e a entrada de cena de Paulo Bento foram cruciais. E não consigo evitar um sentimento de culpa ao escrever isto, ao acreditar que as decisões de Queiroz nem sempre foram benéficas, quando há nem quanto tempo quanto isso, conservava intacta a minha lealdade ao ex-Seleccionador, apesar de metade do País vociferar contra ele.

Não adianta estar a remoer o assunto. Passado é passado. Queiroz fez o melhor que poda, ainda deu bastante à Selecção, cometeu erros como qualquer um (começando por não ter tido tento na língua quando devia ter tido), agora Bento está no seu lugar. Desejo o melhor ao Professor, mas agora Bento é o Seleccionador e, enquanto o for, pode contar com o meu apoio incondicional. Ponto final.

Paulo Bento havia dito que, depois de ganharmos à Islândia, passaríamos a respirar melhor. De facto, sinto-me como se tivéssemos sido desentubados, como se tivéssemos renascido. O país dos vulcões assistiu mesmo à erupção portuguesa, mas só a parte dela, que a erupção começou no Estádio do Dragão. Estamos de volta!

O próximo jogo oficial é daqui a oito meses, frente à Noruega. É muito tempo, muita coisa poderá acontecer até lá. Podemos saborear o renascer na Selecção durante mais um bocado. No dia 17 de Novembro teremos um jogo particular com a Espanha, nossa parceira de candidatura à organização do Mundial, no Estádio da Luz. Espero que se realizem mais alguns particulares em Fevereiro e Março, que sete meses sem Selecção é demais...

Como prometi, nos próximos dias vou montar o tal vídeo de recomeço. Tenciono começara a trabalhar nele ainda hoje. Assim que estiver pronto, colocá-lo-ei aqui no blogue e também no YouTube. A música que utilizarei como banda sonora encontra-se na playlist que recentemente adicionei ao blogue. Não sei se terei problemas com os direitos de autor, mas, para prevenir isso mesmo, farei um duplicado do vídeo com a versão instrumental da música.

A maneira como me surgiu a ideia de fazer este vídeo é curiosa. No dia (ou dias, não me lembro bem) que se seguiu à nossa expulsão do Mundial, estava a ouvir esta música e percebi que a letra se aplicava à situação da Selecção.

Com este vídeo tenciono transmitir uma mensagem que não passa da adaptação da mensagem da música à Selecção Nacional: existem e sempre existirão inúmeros cépticos tentando incutir-nos o seu pessimismo, mas a verdade é que não poderemos ganhar todos os jogos, haverá alturas em que estaremos muito perto de perder a fé. Contudo, há-que continuar a acreditar, a apoiar, a lutar e, mais cedo ou mais tarde, a Selecção recompensar-nos-á.

Foi o que aconteceu agora, nesta última semana. Com toda aquela confusão e os consequentes tropeções no apuramento, frente ao Chipre e à Noruega, quase acreditei que não sairíamos dessa. Mais obriguei-me a continuar a apoiar e agora a Selecção renasceu, voltou a levantar voo. Agora que retomámos a escalada, que estamos de novo a voar, nada nem ninguém nos fará cair de novo, nada nem ninguém nos vai parar!

Portugal 3 Dinamarca 1 - A melhor estreia possível

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Na Sexta-feira, Portugal recebeu em casa, no Estádio do Dragão, a Selecção Dinamarquesa. Dois golos de Nani, um auto-golo de Ricardo Carvalho e um golo de Cristiano Ronaldo fizeram o resultado: 3-1.


Ainda mal acredito que ganhámos e, sobretudo, que jogámos tão bem. Não estava nada à espera - podem confirmá-lo lendo as entradas anteriores.

Perdoem-me a falta de fair-play mas os dinamarqueses mereceram esta sova. Há muito que andavam a pedi-las. A vingança é tão doce...

Conforme já tinha previsto, acompanhei o jogo via rádio, ora com o meu leitor de MP3 (acho que foi a primeira vez que o usei para ouvir rádio desde o Mundial), ora com o auto-rádio. Acho que lhe tomei o gosto. O entusiasmo com que os locutores da rádio relatam o jogo quase compensa a falta de imagem.

Notou-se que os marmanjos tinham entrado com garra, atacando várias vezes. Mesmo assim, continuava nervosa; agarrava o meu velho boné no meu colo, como outras pessoas agarrariam um terço.

O golo de Nani foi um alívio. Depois do primeiro golo ficaria tudo mais fácil, o adversário ressentir-se-ia, provavelmente viriam outros golos e a vitória ficaria consumada. Só não estava à espera que o segundo golo viesse tão depressa.

Foi muito engraçado. Nós, locutores incluídos, ainda festejávamos o primeiro golo. Na rádio, estavam a ler o marcador:

- Portugal...

- Um!

- Dinamarca...

- Gooooolooooo! Nani!


Eu e a minha irmã ficámos a olhar uma para a outra. Ainda pensámos que fosse ainda o primeiro golo, mas não era. O Nani voltara a marcar. Mais tarde, quando vi o golo, fiquei de queixo caído. Como diria o meu irmão, foi um golo bru-tal! Grande Nani!

A minha mãe acha graça aos mortais que ele costuma dar durante os festejos de um golo e eu expliquei-lhe que ela por ele ter praticado capoeira, no Real Sport Clube. Eu também gosto dos mortais. O Nani, realmente, está a tornar-se um jogador fantástico. Não consigo deixar de pensar que, caso ele não se tivesse lesionado. o Mundial teria corrido de maneira diferente.

Confesso que, durante algum tempo, não prestei muita atenção ao relato. A vitória parecia mais ou menos garantida, não estava a ver que equipa não se ressentia de dois golos seguidos. Os dinamarqueses ressentiram-se.

- A Dinamarca ainda nem acredita no que lhe aconteceu - disse um dos locutores, pouco depois dos golos.

- Nem eu! - exclamei.

- 'Tou a gostar do Paulo Bento - disse a minha irmã.

Com o golo da Dinamarca é que comecei a ver a vida a andar para trás. Apesar de os dinamarqueses não andarem a fazer muito pela vida, duvido que houvesse uma alminha portuguesa que fosse que não se recordasse do desaire de Alvalade, há dois anos.

É o nosso destino! Mesmo fazendo um jogão daqueles, não há jogo oficial da Selecção sem um bocadinho que seja de sofrimento!

Em todo o caso, o golo de Cristiano Ronaldo acabou com o nervosismo, O madeirense também andava a pedi-las, pois estava a fazer uma exibição fenomenal. Rematou onze vezes! Esperemos que jogue sempre assim a partir de agora e que mais ninguém volte a duvidar da sua dedicação à Selecção.

Findo o jogo, houve ainda tempo para ouvir as reacções dos jogadores e do treinador. Todos bateram na mesma tecla:

- A vitória não servirá de muito se não ganharmos à Islândia.

A Islândia não é um adversário tão temivel quanto era a Dinamarma, mas, hoje em dia, isso não quer dizer nada. Mesmo que sejamos teoricamente superiores, o frio joga contra nós. Tendo este factor em conta, não me admira que tenham confinados os jogos de qualificação aos meses mais quentes.

Bem, eles vão ter de se desenrascar, se querem continuar na luta. Se isso acontecer, se conquistarmos mais três pontos, para além de consumarmos a entrada numa boa fase, continuaremos a depender de nós próprios para nos qualificarmos para o Europeu. E, realmente, seria mau demais deitarmos tudo a perder, depois de esta vitória me ter deixado tão feliz.
Um aparte só para dizer que achei piada à frase que usaram na Antena 1 para publicitar a transmissão do jogo:
- O país dos vulcões vai assistir à erupção portuguesa.

Como já mencionei anteriormente, dadas todas aquelas coisas que jogavam contra nós e que listei no fim da última entrada, não esperava um jogo destes. Que é capaz de ter sido o melhor dos últimos tempos. Paulo Bento não poderia ter pedido melhor estreia como Seleccionador Nacional. Apesar de nada ainda estar garantido, senti-me tão feliz naquela noite! Foi tão bom a Selecção voltar a dar-nos alegrias, quando pensei não voltar a tê-las tão cedo. Foi bom termos um motivo que fosse para nos orgulharmos de sermos portugueses, numa altura em que atravessamos uma fase bem complicada ( e complicada é eufemismo), nem fosse só por umas horas.

Agora que estou mais sóbria, só espero que esta alegria não seja a única, que ainda haja muito golo para comemorar, muita vitória para celebrar. Que o jogo de Sexta-feira seja a regra e não a excepção. Tal só é possível se ganharmos na Terça-feira. Eu acredito na Selecção. Mais cedo ou mais tarde, os marmanjos dão-me sempre um motivo para os apoiar incondicionalmente como os apoio. Na Sexta-feira esta regra voltou a ser cumprida e por isso agradeço-lhes do fundo do coração. Agora, cumpram-na mais uma vez no terreno da Islândia!

Bom ambiente agora... e depois?

Estamos a menos de vinte e quatro horas do encontro, a realizar no Estádio do Dragão, que oporá a Selecção Portuguesa à sua congénere dinamarquesa. O jogo realizar-se-à às 20h45 e será transmitido pela RTP.

Eu não percebo qual foi a ideia de terem mudado os jogos da Selecção para as Sextas-feiras. Como geralmente vou de fim-de-semana precisamente àquela hora, não me dá jeito nenhum! Só devo conseguir ver a primeira parte do jogo, depois terei de ouvir o relato na rádio. O que vale é que, depois de amanhã, só haverá novo jogo oficial em Junho do próximo ano - algo que ainda me causa imensa confusão (sete meses sem jogos oficiais da Selecção?!?!?), mas deve dar jeito para Bento se adaptar.

Conforme já foi realçado anteriormente, a único desfecho aceitável se se aspira a um lugar na fase final do Campeonato Europeu a realizar na Polónia e na Ucrância é uma vitória. Paulo Bento, o Seleccionador Nacional, na Conferência de Imprensa de antevisão ao jogo admitiu a pressão, mas garante que os jogadores estão motivados para dar a volta ao texto, dizendo ainda que o encontro de amanhã representa uma "oportunidade extraórdinária" para os adeptos fazerem as pazes com a Selecção.

Aparentemente, os adeptos já começaram a fazer as pazes com a Equipa de Todos Nós. No treino aberto da última Terça-feira, realizado em Óbidos, o primeiro treino com Paulo Bento ao leme da Selecção, formou-se uma autêntica moldura humara, com os jogadores e treinador a serem acarinhados pelos adeptos. Segundo algumas pessoas, há dois anos que não se via tanta gente num treino da Selecção (Sem comentários... Passado é passado). É bom sinal. Creio que as pessoas estão um pouco como eu, querem reconciliar-se com os marmanjos, querem voltar a sentir aquela emoção que, há ainda bem pouco tempo, andava de mãos dadas com um jogo da Selecção.

Entretanto, José Mourinho enviou uma mensagem de apoio à Selecção Nacional, mensagem essa que pode ser lida na íntegra neste link: http://desporto.sapo.pt/futebol/portugueses_em_destaque/mourinho/artigo/2010/10/05/a_mensagem_de_mourinho.html . Realmente, não há muito mais a dizer, apenas que o Mourinho é um grande homem, um homem ainda melhor do que eu julgava, mesmo quando o elogiei aqui no blogue, pouco antes de esta mensagem ter vindo a público. E pensar que ainda há poucos anos o odiava, quando ele vê a Selecção de uma forma muito parecida com a minha (podem confirmá-lo lendo outras entradas do meu blogue). Pode haver quem diga que o que ele quer é protagonismo ou algo do género, mas eu não me importo. Na minha opinião, vale mais uma boa acção com más intenções do que boas intenções e nenhuma acção ou uma má acção. O Mourinho não precisava de se ter dado ao trabalho de escrever a carta, mas a Selecção pode vir a benifiicar imenso com aquelas palavras. Ah, grande Mourinho!

Pois é, o ambiente em torno da Selecção parece positivo. Esperemos que continue assim depois do jogo com a Dinamarca. E tal só acontecerá se, obviamente, ganharmos.

Do lado dos dinamarqueses, o favoritismo é atribuído a nós, embora também atirem uma ou outra provocação. Parece que é mesmo típico deles, já no ano passado fizeram o mesmo... Já não me lembro de quem lançou estas, penso que foi um jogador. Supostamente, "Kjaer comerá Ronaldo vivo". Como se o Ronaldo fosse o único de quem eles deviam ter medo... A outra foi pior: " Vamos ganhar-lhes 4-0 e prosseguir o bom arranque na qualificação". Eu quando li isto bati três vezes na madeira... Nas actuais circunstâncias, não me parece um resultado tão improvável quanto isso (já viram que chegámos ao ponto de uma goleada sofrida ser considerado um resultado expectável?). Só espero é que toda esta confiança se revele excessiva e que tal acabe por jogar contra eles.

A Selecção acabou de trocar de Seleccionador, este só teve três ou quatro treinos com a equipa, estamos na terceira jornada de uma fase de qualificação de oito jornadas com um ponto apenas, há dez anos que não ganhamos ao adversário de amanhã, da última vez que os recebemos fomos derrotados por 3-2. Ninguém o pode negar, será extremamente difícil ganharmos, quase um milagre. Contudo, tendo em conta aquilo que referi acima, estou um bocadinho mais confiante. Não muito mais, mesmo assim. De qualquer forma, como é habitual, só deixarei de acreditar quando o árbitro apitar para assinalar o final da partida. Se ganharmos este e o jogo da próxima Terça-feira, consumaremos certamente a reconciliação do povo com a sua Selecção. E, se tal acontecer, montarei e colocarei na Internet o tal vídeo de recomeço que havia prometido no final do Mundial. Era para enviá-lo para o YouTube durante o Verão, só que o computador em que monto os vídeos estava avariado e também, com aquela confusão toda do Queiroz, não me parecia a altura certa. Mas fica aqui a promessa de um vídeo, bem como a promessa de apoio incondicional. Agora os marmanjos que façam a sua parte.

Entre a espada e a parede

Na Sexta-feira passada, dia 1 de Outubro, o novo Seleccionador Nacional de Portugal, Paulo Bento, de 41 anos de idade, apresentou a sua primeira Convocatória para a Selecção (na RTP, um dos títulos que usaram para esta notícia foi "Primeira Escolha" e eu achei graça ao trocadilho). Eis os Escolhidos:

Atlético Madrid: Tiago;
Benfica: Carlos Martins e Fábio Coentrão;
FC Porto: Beto, João Moutinho, Rolando e Varela;
FC Zenit: Bruno Alves e Danny;
Génova CF: Eduardo e Miguel Veloso;
Liverpool FC: Raul Meireles;
Manchester United FC: Nani;
Real Madrid CF: Cristiano Ronaldo, Pepe e Ricardo Carvalho;
SC Braga: Sílvio;
Sporting: Hélder Postiga, João Pereira, Liedson e Rui Patrício;
Toulouse FC: Paulo Machado;
Werder Bremen: Hugo Almeida.


A Selecção Nacional enfrenta, na próxima Sexta-feira, às 20h45, no Estádio do Dragão, a sua congénere dinamarquesa. Quatro dias depois, defronta a Islândia, ainda não sei a que horas. E, neste momento, se aspiramos a um lugar no Europeu de 2012, temos três escolhas: ganhamos, ou ganhamos, ou então... ganhamos.

Anteriormente não tive oportunidade para comentar aqui no blogue o processo de substituição de Carlos Queiroz. Já se passaram algumas semanas, mas ainda não percebi qual foi a ideia de irem pedir a José Mourinho para vir fazer um part-time durante uma jornada dupla, sentando-se no banco do Seleccionador. O momento em que li a notícia num rodapé de "Última Hora" foi, como diz um amigo meu, um "momento WTF?!?!". Será que Gilberto Madaíl acreditava realmente que conseguiria alugar o Mourinho por cerca de dez dias? Só penso na figura que devemos ter feito perante o resto do mundo futebolístico... E eu, que durante o Mundial fazia troça dos franceses... Para não falar da Candidatura Ibérica ao Mundial, que, com toda esta confusão, já deve ter ido ao ar.

Por outro lado, devo dizer que, no meio desta história toda, o Mourinho subiu consideravelmente na minha consideração. Foi uma lufada de ar fresco encontrar, no meio de uma novela provocada por gente que se esteve nas tintas para o bem-estar da Selecção, alguém disposto a ajudar a Turma das Quinas sem receber nada em troca. O melhor treinador do Mundo pode ter muitos defeitos, mas foi o único homem totalmente íntegro neste processo, mesmo que a sua potencial ajuda à Selecção fosse uma esmola.

Falhada a vinda de Mourinho, a Federação voltou-se para Paulo Bento, que já havia sido o primeiro nome a ser avançado mal Queiroz foi despedido. Pareceu-me uma boa escolha. A sua personalidade forte, a sua coragem e firmeza podem dar muito à Selecção, que, depois desta história toda, precisa de uma boa dose de dranguilidade (eu sei que toda a gente já disse esta piada, mas eu não resisto...). O único senão que me ocorre é a sua pouca experiência, mas, no geral, considero uma boa escolha, mesmo que tenha sido uma segunda escolha. Agora que é o Seleccionador, Paulo Bento conta com o meu apoio incondicional. Bem-vindo à Selecção!

O pior é que as mazelas que o caso deixou na Selecção ainda estão longe de ser curadas. O apuramento para o Europeu de 2012 equilibra-se num trapézio sem rede, mais uma escorregadela e vai tudo por água abaixo. Neste momento, tudo o que eu quero é que ganhemos estes dois jogos, mas, sinceramente, as hipóteses de tal acontecer são microscópicas. Temos um Seleccionador novo, que só se vai reunir pela primeira vez com os jogadores dentro de vinte e quatro horas, apenas três dias antes do jogo com a Dinamarca - um adversário que, já na última fase de qualificação, nos complicou a vida à grande e à dinamarquesa. E já li hoje que só será possível treinar a sério na Quarta-feira, para não desgastar fisicamente os jogadores.

No outro dia (julgo que foi na noite de Sábado para Domingo), sonhei que o Paulo Bento estava em minha casa e desabafava comigo:

- Estou metido entre a espada e a parede - dizia ele - Só vou ter três ou quatro dias para preparar a Selecção para jogar frente a um dos nossos adversários directos. Não 'tou a ver como é que vamos conseguir ganhar...

Eu bem queria animá-lo, encorajá-lo, mas não conseguia.

Quero tanto que a Selecção ultrapasse esta situação. Quero tanto voltar a ter uma fé quase cega naqueles homens, voltar a sentir um vibrante entusiasmo com a proximidade de um jogo... O jogo com a Dinamarca é daqui a quatro dias e eu não sinto nada... Por isso, só peço a Paulo Bento, aos Marmanjos e, de caminho, a tudo o que é entidade sobrenatural, que ganhemos estes dois jogos e que a Selecção volte de novo ao bom caminho.

P.S. Entretanto, Queiroz e Deco têm andado a trocar "mimos" via Comunicação Social, "mimos" esses que não tenho pachorra para repetir. Como ambos são "ex" da Selecção, tais declarações já pouco me afectam, apenas me deixam triste. Fui tão ingénua ao pensar que, na altura do Mundial, havia bom ambiente na Selecção...