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O Meu Clube É a Seleção!

Os pensamentos de uma simples adepta da Seleção Nacional, que não percebe assim tanto de futebol mas que é completamente maluca pela Equipa de Todos Nós.

Portugal 0 Cabo Verde 0 - Mas a partir de agora é a sério!

Era para ter escrito mais cedo mas faltou-me tempo. Na Segunda-feira passada, Portugal empatou sem golos no jogo de preparação para o Mundial 2010, frente a Cabo Verde. Eu escrevi na entrada anterior que não estava muito interessada no resultado, mas não consegui evitar ficar desiludida quando o árbitro apitou três vezes e o marcador por abrir. Eu contava com uma vitória, mesmo que não fosse muito expressiva!

Tal como previra, não consegui assistir à primeira parte via televisão. Em vez disso, na última aula teórica que tive, sentei-me a um canto do anfiteatro para não incomodar (e para não repararem em mim...), coloquei os headphones e pus-me a escutar a emissão da Antena 1, um pouco antes do início do jogo. Como de costume, os locutores descreviam o ambiente do estádio, cheios de entusiasmo. As suas palavras iam sendo pontuadas por vuvuzelas e motores de avião que, segundo o que percebi, andavam por lá a demostrar apoio à Selecção.

Na altura, lembrei-me de outra ocasião em que estivera em aulas enquanto a Selecção jogava. Fora em Outubro de 2007, o Cazaquistão-Portugal. Eu tinha vindo substituir uma aula. Não havia outro horário, eu bem procurei. E depois, como era uma aula em grupo e eu não fazia parte de nenhum, fiquei ali a olhar para o ar e a pensar que mais valia não ter vindo. Tinha, entretanto, pedido à minha irmã para me mandar toques caso houvesse golos e como ela nada me disse, comecei a ficar nervosa. Felizmente a aula acabou antes do jogo. Eu peguei no meu leitor de MP3, fui para junto da estação do Metro e lá fiquei a ouvir o relato do jogo. Ainda não tinham marcado Imagino a minha figura, a andar de um lado para o outro, a falar sozinha coisas como "vá lá, marquem...". Ah, mas fiquei tão contente quando marcaram... Fico sempre. Lembro-me do locutor a exclamar "MA-MAKUKULA!!!!!". Foram simpáticos, esperaram pelo fim da minha aula para marcarem os golos...

Infelizmente, desta feita, não marcaram golos. Por outro lado, até pode constituir uma vantagem, pois não sei se conseguiria evitar gritar "GOLO" no meio da aula... Ouvi perfeitamente o público cantando o hino em coro, eu própria cantei em play-back, com o meu boné da Selecção no colo. Entretanto o jogo começou. Como de costume, os comentários dos locutores divertiram-me. A certa altura, um deles disse que alguém tinha passado para o cabeludo Pedro Mendes. Outro comentário engraçado também se relacionou com este último marmanjo. Parece que a certa altura este fez menção de tirar a camisola porque tinha um aparelho qualquer para medir o ritmo cardíaco ou algo do género. Não percebi muito bem. O comentador disse Por um momento pensei que o Pedro Mendes nos ia presentear como uma sessão de strip-tease, mas não e eu tive de invocar todas as minhas forças para não desatar a rir. Mas aposto que, se tivesse sido o Ronaldo, ninguém se importava. O marmanjo pode ser demasiado vaidoso para o meu gosto, preocupar-se mais com a sua aparência do que eu me preocupo com a minha e sou rapariga, mas nenhuma mulher consegue deixar de apreciar aquele físico...

Mas passando à frente do físico do Cristiano Ronaldo, parece que o estádio não estava cheio, mas os que lá estavam eram adeptos dos bons. Praticamente nunca se deixaram de ouvir as buzinas, os gritos e as vuvuzelas. Muito chinfrim para apoiar a Selecção!

Mesmo limitada a um relato de rádio, dava para ver que o Fábio Coentrão era um daqueles que mais se esforçava. Penso que chegou a ser considerado o homem do jogo. O jovem benfiquista parecia mesmo querer demostrar que merecia estar na Selecção.

Ao intervalo, já começava a ver que não íamos lá. Tomando como exemplo o particular contra a China, na segunda parte Queiroz ia provavelmente trocar os jogadores e o desempenho ia ressentir-se disso. Se isto acaba mal, o pessoal atira-se todo ao Professor, tipo sanguessugas, pensei. E, de facto, a segunda parte apenas trouxe mais do mesmo. Entretanto, tinha chegado a casa. Estive a ver um bocado o jogo na televisão enquanto jantava. A minha mãe pôs-se logo a resmungar coisas do género:

- Que vergonha, Sofia! É o Cabo Verde! Que é que eles vão fazer ao Mundial?

Eu irritei-me e atirei-lhe:

- Mãe! Eu não sou o Queiroz! Não sou eu que os treino!

Mas na altura não invejei nada o Professor. Coitado, ele deve ouvir daquilo tantas vezes...

Era a primeira vez que usavam o novo equipamento principal. Eu até gosto, mas parece o equipamento do Manchester United...

O jogo finalmente acabou. Seguiram-se as flash-interviews. O Ronaldo foi o primeiro. O marmanjo aparentava estar bem-disposto mas a mim pareceu-me que estava mais chateado do que dava a entender. Ele invocou a "falta de frescura física" como desculpa, perdão, motivo para o resultado abaixo das expectativas. É capaz de ser essa a principal razão, se pensarmos que os jogadores foram chegando a conta-gotas ao estágio.

Outro dos entrevistados foi Fábio Coentrão. O jovem disse verbalmente aquilo que tinha dito ao longo de todo o jogo através do seu desempenho: que o Mister pode contar com ele. Talvez seja isso que por vezes falte aos outros jogadores. Como já foi referido, o Fábio está a estrear-se na Selecção. O Nani, que também esteve muito bem no jogo, perde muitas vezes a titularidade para Simão - que só não jogou devido ao desgaste físico - ou para Ronaldo. Ambos queriam demostrar que mereciam a titularidade. Às vezes, penso que seria bom se outros jogadores sentissem os lugares ameaçados de vez em quando. Era da maneira que não se desleixavam.

Queiroz, entretanto, já veio ontem afirmar que a partir de agora é a sério. Ainda bem. Eu compreendo o mau resultado, percebo que aquilo tenha sido mais um treino do que um jogo. Espero que, ao menos, tenha servido para se tirar ilações sobre o que é preciso fazer. Não me importo que se perca ou empate nestes jogos, mas quando estivermos no Mundial não haverá desculpas para ninguém!

P.S. Surgiu outro tema de apoio à Selecção. Desta vez, chama-se, se não me engano, A Selecção de Todos Nós e é inerpretado pelos Fonzie. Podem ouvi-lo neste vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=4-qzzkMnzrs. Tenho também um link para download http://cid-f2b324c1ea207c60.skydrive.live.com/self.aspx/.Public/A%20Selec%C3%A7%C3%A3o%20de%20Todos%20N%C3%B3s.mp3?wa=wsignin1.0&sa=131084116 . É um tema bem rock e sendo esse o meu estilo musical preferido... Certamente deve ser interpretado esta tarde no Rock in Rio, já que os Fonzie vêm substituir os Sum 41, que cancelaram a sua actuação. Não faltam mesmo hinos de apoio à Selecção neste Mundial...

Selecção em velocidade de cruzeiro

No Sábado, Simão, Tiago e Paulo Ferreira juntaram-se aos companheiros de Selecção, que preparam o Mundial na Covilhã. O grupo ficou finalmente completo. Para hoje, Segunda-feira, têm já marcado um jogo particular com a Selecção do Cabo Verde, que será disputado na Guarda. Será o primeiro de três particulares com Selecções africanas que tenhos agendados. Dia 1 de Junho jogamos contra os Camarões e dia 8 jogamos contra Moçambique - este último encontro será disputado já na África do Sul, se não me engano. O objectivo destes três encontros será familiarizar os marmanjos com o estilo de jogo africano.

Queiroz já revelou qual será o onze inicial, mas eu aposto que a equipa irá sofrer várias alterações ao longo do jogo. De resto, não estou muito interessada no resultado deste particular. Nem sequer vou ser capaz de o ver na totalidade, visto que à Segunda-feira tenho aulas até perto das oito da noite. Quanto muito, vou ouvindo o relato na rádio, com o meu leitor de MP3, até ter acesso a uma televisão. Neste jogo só interessa literalmente a preparação da Selecção, o resultado é secundário. Só espero que quem vá assistir ao jogo tenha isso em conta. Não quero ver repetidas as cenas do particular com a China. Mas começo a ter dúvidas, depois do que aconteceu no treino de ontem à tarde... Em relação a isso, só tenho uma coisa a dizer: com adeptos destes, quem precisa de adversários?

Mas voltando ao particular de hoje, é claro que, se ganhássemos de forma expressiva, ficávamos todos contentes. Se isso não acontecer, paciência. Antes perdermos/jogarmos mal nestes encontros do que quando for a sério.

Estes últimos dias ficaram marcados pelas declarações de José Mourinho, treinador do Inter, sobre a Selecção Nacional. Mourinho acha que Portugal não tem hipóteses de chegar a campeão, nem com Ronaldo a mil à hora. Como seria de esperar, a frase criou polémica. Felizmente, Carlos Queiroz teve a sensatez de não atirar mais lenha para a fogueira, de se manter fora de eventuais guerras de palavras, afirmando apenas que as declarações merecem reflexão, e que temos hipóteses de ganharmos se toda a equipa jogar a mil à hora.

Não sem antes felicitar José Mourinho pela recente conquista do título de Campeão Europeu de Clubes, vou aproveitar para falar um bocado do "Special One", agora chamado "Il Speciale" e que, se for treinar o Real Madrid - ainda não percebi se já está confirmado ou não - provavelmente será apelidado "Lo Especial". Quando ele treinava o Futebol Clube do Porto e eu era adepta ferrenha do Sporting, odiava o homem. Não só por fazer com que o clube nortenho ganhasse enquanto o meu clube fazia um percurso cheio de altos e baixos, mas também porque a sua arrogância enervava-me.

Por outro lado, também me recordo da final da Taça UEFA da época 2002-2003. Lembro-me de ver Mourinho aos pulos pelo campo, com a medalha na mão, parecendo um miúdo de oito anos. Apesar de na altura ser do Sporting, fiquei satisfeita por uma equipa portuguesa ter ganho a Taça UEFA e a Liga dos Campeões no ano seguinte. Isto para não falar da mão-cheia de grandes jogadores, como o Deco, o Maniche, o Ricardo Carvalho, o Paulo Ferreira, entre outros, que ele revelou.

Hoje, passados já vários anos desde que tomei a resolução de não me ligar permanentemente a nenhum clube, ainda não decidi se gosto de José Mourinho ou não. Sobretudo porque é sempre arriscado avaliar o carácter de uma pessoa apenas a partir daquilo que a Comunicação Social nos transmite. Muitas das declarações são retiradas do contexto - as que referi acima, se calhar, incluem-se nesse grupo. E aposto que a mulher, os filhos e mesmo as pessoas com quem ele trabalha têm uma opinião diferente sobre Mourinho.

Tendo só em conta aquilo que se vê na televisão e se lê nos jornais, o homem é muito arrogante, sem margem para dúvidas. Um pouco de humildade nunca fez mal a ninguém. A minha mãe afirmou mesmo que a mãe de Mourinho podia tê-lo educado melhor. Por outro lado, eu própria admito que me sentiria tentada a dar uma resposta desagradável a algumas perguntas que os jornalistas fazem. E não deve ser assim tão fácil ser um treinador que "ganha tudo" - os inimigos aparecem tão rapidamente quanto os amigos. Talvez até eu me tornasse cínica e amarga. Contudo, o Cristiano Ronaldo está numa situação parecida com a dele, mas ainda vai mantendo a sua humildade.

Já que se fala no Cristiano, se o Mourinho for mesmo para o Real Madrid, vai ser interessante ver como é ter os dois deuses portugueses do futebol a trabalhar no mesmo clube.

Em relação à sua opinião sobre as hipóteses da Selecção, é óbvio que não concordo com ela. Como já expliquei no outro dia, sei que as probabilidades de nos sagrarmos campeões do Mundo não são muitas, mas também disse que o futebol é imprevísivel. Dizer que é impossível sagrarmo-nos campeões do Mundo é quase mentir. Mais: se existe algum marmanjo na comitiva da Selecção que acredita que não temos qualquer hipótese de levarmos o Campeonato de vencida, na minha opinião, nem precisa de embarcar no avião rumo à África do Sul. Portugar vai ao Mundial lutar pelo título de campeão. Podemos falhar, é provável que falhemos - há que admiti-lo. Mourinho disse mesmo que seria "um milagre" - mas só estaremos fora da corrida após o apito final do árbitro. Até lá, tudo é possível. E, enquanto for possível, acreditaremos. Lutaremos. Em velocidade de cruzeiro.

Vizinhos e parceiros no futebol

Na Segunda-feira passada, foi entregue na FIFA a candidatura Ibérica à organização do Mundial de 2018 ou de 2022. De acordo com Ángel Maria Villar, o presidente da Federação Espanhola de Futebol, a opção por Portugal e Espanha é a mais "alegre", mais "organizada", mais "segura" e mais "divertida". O presidente, que também preside a fundação da candidatura, afirmou existir uma "grande sintonia" entre os povos português e espanhol.

A candidatura apresenta 21 estádios e 18 cidades, de entre os quais três estádios (o da Luz, o de Alvalade e o do Dragão) e duas cidades (Lisboa e Porto) são portuguesas. Os vencedores serão anunciados em Dezembro deste ano.

Já se fala desta candidatura há algum tempo, mas só agora é que tenho oportunidade para falar dela aqui, no meu blogue. Se alguém estava à espera que esta candidatura viesse dar novo uso aos estádios que se construiram para o Euro 2004, acho que sofreram uma desilusão, uma vez que os únicos estádios que serão utilizados são os dos três grandes. Eu, por acaso, acho que até faria mais sentido terem incluido o eternamente abandonado Estádio do Algarve na lista. Para além de ser pouco utilizado, situa-se na região que os turistas preferem.

E se alguém estava à espera de um contributo fifty-fifty para a organização do Campeonato (eu estava mais ou menos à espera...), também sofreram uma desilução. O nosso contributo será de apenas 16%. Pergunto-me se isso contribuirá ainda mais para a teoria de que Portugal não passa de uma província espanhola. Ou para o desejo de que fosse uma província espanhola.

Esse desejo, de resto, deve remontar ao século XIX, visto que n'Os Maias já se fala disso. Eu não partilho desse mesmo desejo por vários motivos. Para além de um vago patriotismo, Afonso Henriques, Nuno Álvares Pereira, a Padeira de Aljubarrota e os Conjurados de 1640 não ficariam quietos nos respectivos túmulos. Além disso, num ponto de vista mais prático, se passássemos a ser espanhóis, a ETA ganhava uma mão-cheia de novos alvos para os ataques deles. Ou pior, talvez se criasse um grupo separatista, equivalente à ETA, mas para nós.

E, de resto, já que os nossos vizinhos também andam às voltas com a crise, já não haveria grande vantagem de nos unirmos a eles.

Por outro lado, desde que tenho doze anos e comecei a interessar-me pelos Telejornais, passo o tempo todo a ouvir que "estamos em crise", "Portugal está de tanga", "Portugal está na cauda da Europa", "Portugal não tem futuro", "só neste País", "estamos em recessão técnica". E parece que essa mentalidade já perdura desde, pelo menos, o séc XIX - mais uma vez, Os Maias são a referência. Mas se olharmos para os últimos dois séculos, temos de concluir que atingimos muitas metas. As condições de vida melhoraram sem comparação, vivemos numa Democracia (longe de ser perfeita, mas podia ser pior), temos um Sistema Nacional de Saúde melhor do que o dos Estados Unidos... OK, não somos tão bons como outros países, mas andámos sempre para a frente. Vamo-nos aguentando e dando passinhos de bebé.

Voltando à Candidatura Ibérica, eu não me importo muito se as coisas não forem exactamente como no Euro 2004, se as atenções estiverem mais centradas na Espanha do que em Portugal. Já considero uma enorme vantagem o facto de termos a Selecção a estagiar e a jogar em casa, de podermos assistir aos jogos. E mesmo assim duvido que favoreçam demasiado a Espanha em detrimento de nós. Contudo, só saberemos como é que será se a FIFA nos escolher. Eu vou fazer figas!

Probabilidades e estatística

Ontem, Pepe, Ricardo Costa e Ricardo Costa e Zé Castro juntaram-se aos companheiros de Selecção no Estágio e preparação do Mundial 2010, que está a decorrer na Covilhã. Pepe revelou aos jornalistas que a sua recuperação está num bom caminho, que tenciona trabalhar arduamente nestas semanas de estágio e que sente muita vontade de ajudar a Selecção.

Nani também falou à Comunicação Social e revelou que se sente ansioso pela chegada dos companheiros, para que a Selecção fique completa. O marmanjo revelou que espera, sobretudo, por Cristiano Ronaldo. Nani tenciona provar que é melhor do que o madeirense... no pingue-pongue.

Na manhã de Domingo passado, houve treino aberto ao público e a população de Covilhã respondeu em força. Vieram dois mil assistir ao treino, apesar de só estarem presentes sete marmanjos, e, pelo que li nos jornais, o público vibrou com os jogadores. Parece que a própria cidade de Covilhã está a receber muito bem a Selecção Nacional. Vi fotografias de lojas e barraquinhas vendendo produtos relativos à Selecção e, de acordo com os jornais, sempre que os jogadores passam, ouvem-se aplausos. É bom saber que o povo está com a Selecção... apesar de as duras críticas à Convocatória de Carlos Queiroz ainda persistirem nos Media.

Eu confesso que estas críticas começam a irritar-me e admito que não é uma reacção racional, longe disso. Só que eu também duvido que as opiniões expressadas sejam totalmente racionais, que não haja muito clubismo por detrás daquilo. Eu até compreendo muitas das críticas e até concordo com algumas. Mas não entendo porque é que este pessoal não pode parar de choramingar as ausências e as presenças de certos jogadores - e eu, de resto, duvido que boa parte destes últimos cheguem a titularidade, ou mesmo que vão todos para a África do Sul. Quer dizer... não podem engolir isso e apoiar a Selecção? A actividade clubística em Portugal já cessou, por isso não podem invocar a desculpa de darem mais importância ao clube do que à Selecção. Até agora, só João Gobern e Artur Agostinho afirmaram que apoiariam a Selecção, mesmo depois de criticarem a Convocatória. E o primeiro até criticou bastante duramente. É isso que mais me irrita. Que mais ninguém diga:
- OK, a minha lista não era esta, mas pronto, é a Selecção. Força Portugal!

Enfim, não vale a pena gastar cera com estes defuntos.

Entretanto, saiu ontem um estudo da PricewaterhouseCoopers (o que quer que isso seja...) que concluiu que a Selecção que, de acordo com as estatísticas, a Selecção Brasileira é a mais forte candidata a sagrar-se Campeã do Mundo. Existem ainda referências à Alemanha, à Itália e à Argentina. Estas quatro selecções, contando com o Brasil, são, de acordo com este estudo, as que possuem maiores probabilidades de levarem a final de vencida. Isto por possuirem forte historial nesta competição.

Nós também somos mencionados como fortes candidatos. Nós e os gregos, sobretudo por causa dos nossos recentes bons desempenhos. Muita gente concorda com isso, pelo menos na parte que diz respeito a nós. Toda a gente diz que só não somos favoritos porque nunca ganhámos um Mundial. O estudo refere ainda que as selecções africanas também têm boas hipóteses, visto terem o factor casa do lado deles.

Eu confesso que não acredito muito neste estudo. Em primeiro lugar, porque é que não falam da Espanha, que é campeã da Europa e fez uma qualificação brilhante? E, peço desculpa, de que "bons desempenhos gregos" estão eles a falar? Eles nem se qualificaram para o último Mundial! E não foram nada de especial no Euro 2008! OK, ganharam o Euro 2004 (grrr...), mas a Espanha ganhou o de 2008 e não falaram nela.

E daí talvez tenham falado. Só que no artigo em que li isto (http://desporto.sapo.pt/mundial2010/artigo/2010/05/17/brasil_favorito_a_ganhar_campe.html) não falam dela.

Outros critérios que não compreendo são os do ranking da FIFA. Como é que chegámos ao terceiro lugar?!? Quando eu soube que estávamos em terceiro, a minha primeira reacção foi, literalmente:

- Hã?!?

Como já mencionei aqui, nós estivemos numa final de um Campeonato Europeu, ficámos em quarto lugar num Campeonato do Mundo, e, se não me engano, não passámos do sétimo lugar. Contudo, agora ascendemos ao terceiro lugar, meses depois de uma qualificação resvés Campo de Ourique, como diz a minha mãe... E em Agosto estávamos em décimo-sétimo lugar... Mas enfim, se nos querem meter em terceiro lugar, eu não me queixo. Antes no topo do que no fundo.

Existe de facto muita gente a colocar-nos entre os candidatos ao título, mas eu não estou assim tão optimista. Por isso é que sou grande adepta da máxima "pensar jogo a jogo" - se me ponho a pensar nos adversários que nos esperam se passarmos a fase de grupos, fico com insónias!

Na semana passada, o meu irmão esteve a olhar para o mapa com os jogos com Mundial. Este mapa vinha no jornal, no dia a seguir ao sorteio dos grupos do Mundial. Eu afixei-o na parede do meu quarto. Tenciono ir completando o mapa com os resultados dos jogos durante o Campeonato. Mas adiante, eu e ele estivémos um bocado a comentar os nossos adversários.

A fase de grupos não me preocupa muito. Sobretudo por falta de conhecimento sobre a Coreia do Norte e a Costa do Marfim - realmente não sei o que esperar deles. Em relação ao Brasil, sim, já referi que eles são os mais fortes candidatos ao título mas, como foi recentemente assinalado, não me lembro por quem, possuem uma fraqueza: eles sabem que podemos vencê-los.

A propósito do Brasil, Pepe também falou dos nossos adversários, ontem. O marmanjo luso-brasileiro tenciona vingar a pesada derrota de Novembro de 2008. O último jogo ficou atravessado e está mais do que na hora de mostrarmos ao Mundo que nós temos valor e que aquele último jogo foi um lapso, disse ele.

O pior será depois. Se não conseguirmos passar a fase de grupos em primeiro lugar, o mais provável é levarmos com a Espanha em cima. E se conseguirmos vencê-los, um dos possíveis adversários é a Itália. Como observou o meu irmão, primeiro apanhamos o Campeão da Europa e depois levamos com o Campeão do Mundo em cima... Outros adversários possíveis são a Holanda e o Japão.

No fundo, acredito que estes estudos, rankings, apostas e especulações pouca influência têm. O futebol nem sempre obedece à lógica dos favoritos, dos fortes e fracos. Existem tantos factores a influenciar os jogos que é impossível fazer profecias sobre os resultados. E os exemplos abundam!

Além disso, eu também me sinto pouco confiante porque a qualificação ainda está fresca na minha memória. Convém recordar que as circustâncias de uma fase de qualificação são diferentes das circustâncias de um Campeonato Internacional como este. Nós tínhamos um Seleccionador novo e pouquíssimos dias para treinar como Selecção. Mas agora temos um mês para criar rotinas, para afinar as armas.

Ninguém disse que era fácil. Ninguém disse que o favoritismo está do nosso lado. E toda a gente sabe que as probabilidades e a estatística já foram mais favoráveis. Mas uma coisa é certa: nós vamos dar luta. Não será por não nos esforçarmos que vamos falhar. E eu sei que não farei grande diferença, mas eu faço a minha parte ao escrever este blogue, ao montar vídeos de apoio e tentar enviá-los para o YouTube, ao pendurar uma bandeira à janela, ao envergar os símbolos da Selecção. Tenho é poucas possibilidades de assistir a jogos e treinos, de apoias fisicamente a Selecção. Não é por falta de vontade. A questão não é o que faria pela Selecção, mas sim o que faço pela Selecção. E eu faço quase o máximo que posso. Com todo o gosto.

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